sábado, maio 11, 2013

Reunidos em assembleia...


MOÇÃO APROVADA EM PLENÁRIO DE PROFESSORES DA ESFH , EM GUIMARÃES, EM DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA E DO TRABALHO DOS PROFESSORES

Os professores da Escola Secundária Francisco de Holanda, de Guimarães, reunidos em plenário e abaixo assinados, tomando em consideração as políticas deste Governo e do Ministério da Educação, nomeadamente:

1. o esgotamento e empobrecimento da Escola Pública através de turmas sobrelotadas, dificultando inaceitavelmente o trabalho pedagógico com os alunos, prejudicando particularmente aqueles com mais dificuldades e desvantagens sociais;

2. o horário de trabalho letivo dos professores, de 22 horas [25 h no 1º ciclo e JI], contadas ao minuto, a que se somam mais 13 horas não letivas, num montante total de 35 horas semanais, mas manifestamente abaixo do trabalho efetivamente realizado, sem qualquer direito a horas extraordinárias;

3. o número crescente de turmas e alunos por professor, alcançando cerca de 150 alunos num grande número de casos e, noutros, podendo chegar aos 200;
4. a [necessidade de], diminuição de horas de trabalho para que os professores possam relacionar-se diretamente com as famílias dos seus alunos, condição essencial do sucesso educativo das crianças e jovens;

5. o completo congelamento das carreiras e progressões profissionais, há pelo menos seis anos, eliminando desse modo qualquer estímulo ao desenvolvimento profissional;

6. a redução acentuada dos salários, diminuindo as condições básicas de atualização e dignidade profissional, bem como da qualidade de vida das suas famílias;

7. e, como é do conhecimento público, a recente proposta de Governo de despedir todos os professores colocados em situação de horário zero, que se estima possam ser mais de quinze mil (não por falta de alunos ou tarefas educativas essenciais às escolas e aos país mas, bem pelo contrário, por uma sobrecarga pedagogicamente absurda do número de alunos e tarefas a desenvolver pelos professores), bem assim como a proposta de aumento do horário de trabalho das 35 para as 40 horas, o que conduzirá inevitavelmente à degradação das condições mínimas  das tarefas pedagógicas a realizar com os alunos,  

Deliberaram:

1. Rejeitar em absoluto o aumento do horário de trabalho dos professores para as 40 horas semanais, não porque se discorde, em princípio, com a ideia da igualdade do número de horas de trabalho dos trabalhadores do setor privado e da Função Pública (assinalando-se que os professores das escolas privadas têm o mesmo horário de trabalho semanal que os professores da Escola Pública, 35 horas), mas porque o desenvolvimento das tarefas educativas e docentes impõe exigências de esforço físico, intelectual e emocional, de atualização académica e trabalho de investigação fundamental e pedagógica, incompatíveis com tão elevado tempo de trabalho, que se antecipa essencialmente de caracter letivo. 
De facto, todos os indicadores internacionais de trabalho dos professores dizem que os professores portugueses são dos que trabalham mais horas dentro da sala de aula, não se percebendo esta medida a não ser como uma absurda tentativa de despedimento de professores, aos milhares, em necessário detrimento da qualidade da educação e do ensino e, portanto, da igualdade de oportunidades entre todos os portugueses.

2. Rejeitar em absoluto a integração dos professores no “regime de mobilidade especial da Função Pública”, objetivo ostensivamente negado por este Governo e por este Ministro da Educação em várias intervenções públicas e não constante do Programa de Governo aprovado na Assembleia da República ou nos programas eleitorais dos partidos membros da coligação de Governo, o que corresponde, de facto, ao seu despedimento liminar, em muitos casos de professoras e professores com mais de vinte e vinte cinco anos de serviço, com quarenta ou quarenta e cinco anos de idade, ou mais, que toda a sua vida adulta foram formados para as profissões que desempenham, vidas inteiras ao serviço do ensino, da educação e do progresso de Portugal, e que agora se propõe sejam descartados e abatidos, nem sequer com subsídio de desemprego.

3. Solicitar aos vários sindicatos de professores, particularmente aos mais representativos, que encetem todas as formas de luta visando combater este anunciado assassínio da profissão docente e da Escola Pública, que irá destruir, de modo cruel e contrário aos interesses do país, milhares de vidas de professores e outros profissionais da educação.

4. Que essas formas de luta passem, desde já, pela convocação de greves em períodos coincidentes com as avaliações e os exames dos 11º e 12º anos, forma de luta extrema mas proporcional ao genocídio educacional e profissional posto em marcha por este Ministério da Educação e por este Governo.             

5. Solicitar aos pais dos nossos alunos que dialoguem ativamente com os professores dos seus filhos, de modo a melhor compreenderem o actual processo de desestruturação da Escola Pública por parte deste Governo, de que o despedimento massivo de milhares de professores e a destruição das suas vidas é apenas a primeira parte, mas de que os seus filhos e as suas expectativas de ascensão e progresso social serão as vítimas principais. 

6. Desenvolver todas as ações necessárias ao combate a estas medidas ilegítimas e contrárias aos mais elementares interesses das famílias, dos alunos, das escolas, dos professores, de Portugal e dos portugueses.    

7. Mais se delibera enviar este comunicado para todas as instituições oficiais do país, para outras escolas, instando-as à ação, bem assim como para os meios de comunicação social.

Guimarães, Escola Secundária Francisco de Holanda, 8 de maio de 2013

Turismo neorealista 2013, Portugal




Num dos muros onde paramos para recuperar o fôlego, uma única mensagem sobreviveu às limpezas estratégicas da Câmara: “Somos todos imigrantes.” Neste grupo quase todos são. Antes da despedida chegamos ao maior arquipélago de ilhas da cidade.“Com quem então não fazemos turismo de desastre?”, comenta Isabel com os colegas, ao passearmos entre as casas de gente pobre, ali espremidas com vista para o Douro. “Nós não fazemos turismo de desastre”, responde Pedro. “O nosso turismo é neo-realista. A realidade é que é um desastre.”

Eu já não sei

sexta-feira, maio 10, 2013

Amanhã

Cultura é um termo orgânico


1. Diversidade e diferença - essenciais à natureza humana. As crianças desenvolvem-se melhor em curricula alargados e diversificados
2. Curiosidade é a chave para o empenho na aprendizagem, não a obediência. Ensinar é uma profissão criativa - deve facilitar aprendizagens. O seu produto não são resultados de testes e exames - que são apenas um instrumento.
3. Criatividade é o que distingue o ser humano. Não a standardização.
Como lidam muitos sistemas educativos com isto? Ignoram ou contrariam. Serão vencidos. Pelos sistemas educativos dos países (e os governantes) que entenderam que a educação é um investimento, não uma despesa, e que bons professores são preciosos e devem ser estimados como a água. Pelo bem comum. Não apenas porque merecem, mas porque o merecem as gerações futuras.

domingo, maio 05, 2013

Felicidade




“Esta governação não pode também poluir todos os meus momentos de qualidade. Há esta pressão da palavra horrorosa – crise – que nos está constantemente a empurrar para baixo. Acha-se que tem de se pactuar com essa palavra e já não se pode ser feliz porque pode estar alguém a ver. Esse é o mais atroz dos crimes que este governo está a fazer, a injectar-nos essa palavra como se cada português tivesse essa missão de ser miserável”. 

Rita Carmo, hoje, no Público: A felicidade como acto de resistência

sábado, maio 04, 2013

Contra o recuo, pela Escola Pública



Porque educar é abrir caminhos (...)
é nossa obrigação ir à procura de uma esperança, de uma esperança de primeira. (...) 
É tempo de dizer não.
António Nóvoa ontem no Congresso da Fenprof, Lisboa


O efeito na educação pública das mais novas medidas de austeridade ontem anunciadas pelo Primeiro Ministro de Portugal é fácil de antecipar, e é grave. Demasiado grave.
Vai ser preciso vencer o medo: do desemprego, do "inevitável", do isolamento de que nos querem convencer sempre. 
Vai ser preciso ser firme e claro na denúncia da realidade, contra a manipulação da "versão oficial e mediática": 

  • 40 horas de trabalho semanal registadas no horário são mais 5 pagas pelo mesmo salário, ou menos ainda, rompendo contratos e acordos, ou seja, roubando os trabalhadores a favor do empregador; se fosse o inverso (os docentes quererem o mesmo salário por 30 horas semanais) que diria o ministro?
  • 40 horas de trabalho semanal registadas no horário são menos postos de trabalho, logo, mais gente sem emprego - de imediato (contratados sem vaga), ou a curto ou médio prazo - pela aplicação das regras da mobilidade também em alteração unilateral e permanente; a última versão mediática são 18 meses com 1/3 do salário e depois rua, sem nada, desconhecendo-se até se se aplicará o direito ao subsídio de desemprego depois dessa data
  • há quem pense que mantendo-se o horário letivo atualmente definido por professor, e que nunca foi a totalidade do horário de trabalho (35 h=25 h letivas semanais no JI e 1º ciclo, 22 nos restantes ciclos) o número de lugares de professor se mantém, mas é evidente que esta disposição de alargamento do horário semanal terá implicações nas horas reservadas a algumas tarefas e funções consideradas equiparadas a letivas (diretor de turma, por exemplo), e consequências nas necessidades de pessoal para as cumprir; quanto mais passividade houver perante este anúncio, mais à vontade se sentirá o empregador para apertar com as orientações anuais sobre horários, turmas, cargos e organização do ano letivo que vem - e é um ano de cada vez...
  • há quem, não trabalhando nem nas escolas nem nos serviços públicos, se deixe embalar em vózinhas  de massa folhada recheadas a inveja que nos paralisam desviando o olhar das grandes diferenças (somos um dos países com maiores desigualdades de rendimentos pessoais da Europa, muito poucos muito ricos e muitos muito pobres) para as diferenças pontuais, e muitas vezes mitificadas - se a função pública tem sempre o emprego garantido, e os "privados" não, como ficaram sem emprego milhares de professores nos últimos anos, na escola pública, e há tantos milhares de trabalhadores na mesma empresa privada  há décadas? Ah, depende das empresas? Pois é, lá se vai a certeza universal...
  • 40 horas de trabalho semanal registadas no horário poderão ser muitas mais de vida mais dedicadas à escola e aos alunos, caso se mantenha o horário "de trabalho autónomo" fora do estabelecimento (leia-se em casa, ou "dia livre" assim impropriamente designado em discurso oral corrente) para tarefas que são efetivamente indispensáveis à função docente, incluindo preparação e avaliação de práticas letivas (aulas e outras) e não letivas; se não se mantiver esta "mancha de flexibilidade", que também cobre as soluções mais extravagantes e diversas para reuniões obrigatórias sem remuneração extra nem contabilização de horas absorvidas, por exemplo, terão de ser garantidas nas escolas condições para todo o trabalho ser realizado no seu interior, durante o horário de abertura dos estabelecimentos
  • aos sindicatos cabe neste momento uma responsabilidade histórica imensa, mas isso não dispensa cada um de agir e influenciar como puder o curso das medidas agira anunciadas, em tom de ameaça de "palavra final", como é costume e próprio do tom a que nos habituaram muitos governantes recentes, inseguros q. b. para nem se disporem a negociar
  • o mal que entretanto já foi feito à ideia que cada professor tem de si e da profissão é imenso, e o estrago que isso faz na qualidade do trabalho com os alunos ninguém o mediu, nem consta que o GAVE tenha exames para isso; 
  • as crianças e jovens são os mais prejudicados, sobretudo os das famílias com mais dificuldades económicas e culturais, e alertar para tal é uma responsabilidade cívica, que atravessa toda a sociedade.

Sou professora, e sou cidadã. Bibliotecária, e profissional da educação, da cultura e do conhecimento. Faço parte de um país quase milenar, que ainda existe. Lutei e luto pela democracia para todos, em todos os países, e no meu também. Em todos os palcos que puder. O caso é demasiado grave para dar confiança a cautelas tecno-burocratas do tipo "não compete aqui tratar disso", "é noutro local", "não é o momento certo", etc e tal. Por mim, por respeito próprio e brio, por gratidão aos que antes de mim lutaram contra outros "inevitáveis" que também se davam bem com ideias destas, e lutando  possibilitaram o alargamento e a qualificação da Escola Pública nos séculos XX e XXI. Filhos e netos, meus e de outros, também merecem o respeito de lutar por eles.

Por isso tenho de reagir e combater este vento de insanidade e de afronta à escola pública nas também à República, enquanto organização de cidadãos livres e por isso iguais no acesso aos meios de cultura e conhecimento. Porque o "possível" começa sempre por ser impossível, secundo António Nóvoa na defesa da Ética, da Pedagogia, da Democracia, ou seja, da Escola Pública de qualidade, e para todos, essa que não existe em lado nenhum sem valorização dos professores.

Não haverá recuo, não voltaremos atrás.

quinta-feira, abril 25, 2013

Em defesa da Escola Pública


Daqui (Visão, 2013, Portugal ainda de Abril)

O objetivo de Crato não podia ser mais claro: não quer a implosão do Ministério, mas da escola pública, da escola para todos, essa realidade perigosa que permite que qualquer um tenha acesso ao saber… onde o filho do doutor estuda lado a lado com o filho da porteira. É que o saber deve estar reservado só a alguns, porque isto do saber pode ser coisa perigosa…
Rita Gorgulho, 2013

Parabéns Nuno Crato, implosão quase concluída | Esquerda

25 de Abril

Transformar

Fonte: CD 25 de Abril



Portugal: o sonho do MFA


«Há poucos meses, a Fundação Nobel recebia a seguinte proposta  para a atribuição do prémio Nobel da paz : Movimento das Forças Armadas Portuguesas (MFA) «pela acção anti-colonialista e democrática».
O Prémio Nobel da paz a militares? Não seria esse o mais pequeno dos paradoxos, a menor das originalidade que chegam desse Portugal que não pára de espantar o mundo  desde 25 de abril de 1974. Ontem perdido na cauda da Europa, hoje na ribalta.»
Jean Marchand. «Réalités». Paris, nº356 (Set -1975)

sexta-feira, abril 19, 2013

sexta-feira, abril 12, 2013

Aaron Swartz


A palestra de Lawrence Lessig estrutura-se em uma tese central e contra-intuitiva:os juristas deveriam celebrar hackers como Aaron Swartz. Para Lessig, utilizar o conhecimento técnico para avançar o bem comum deveria ser a preocupação por excelência dos juristas, bem como a preocupação de qualquer cidadão.

Ler mais aqui
http://ponto.outraspalavras.net/2013/04/11/a-cidade-e-o-futuro-do-mundo-segundo-aaron-swartz/

quarta-feira, abril 10, 2013

Enlouqueceram e sequestraram o País


Desta vez, Vítor Gaspar e Passos Coelho ultrapassaram todas as marcas. Se não houver uma intervenção de Cavaco Silva quer dizer que deixámos de viver num Estado Democrático e estamos sujeitos a todas as arbitrariedades que a inacreditável birra do governo nos quiser impor. Não resta outra solução que não seja correr imediatamente com esta gente do poder. Quem é incapaz de aceitar uma decisão de um tribunal e usa o poder de Estado para se vingar do País não pode continuar a ocupar cargos governativos.

Daniel Oliveira, 09.04.2013


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/vitor-gaspar-e-passos-coelho-enlouqueceram-e-sequestraram-o-pais=f799083#ixzz2Q1p1DidF

Até tu?


Pensei nos seus cinco filhos. O que é que seria se ficasse sem trabalho?
Penso muito nisso. Tenho muitos amigos - cada vez mais - que estão a perder o emprego. O meu raciocínio é o seguinte - pode ser um raciocínio construído para dormir à noite, mas é o meu raciocínio: em Portugal, hoje, existe saúde gratuita e educação gratuita de qualidade. Como não tenciono fazer férias na neve com os meus filhos, se perder rendimento, estou num país que tem educação e saúde gratuitas.
Professor de Direito Fiscal na Univ. Católica
Ex-assessor de Cavaco Silva na Presidência da República

Esta gente é perigosa e, na agonia, muito mais perigosa ainda.

O MATERIAL TEM SEMPRE RAZÃO (5)


Há várias  coisas que nunca se devem esquecer: esta gente é vingativa e não se importa de estragar tudo à sua volta para parecer que tem razão. Já nem sequer é por convicção, é por vaidade e imagem.

Outra coisa, ainda mais complicada, que também não deve ser esquecida: o governo considera bem-vindas as ameaças da troika. São a chantagem que precisam, pedem e combinam. Não são uma voz alheia, nem dos "credores", nem da troika, nem de ninguém, são o auto falante agressivo que o governo necessita para tornar a sua política inquestionável e servir de ameaça a todas as críticas.

E por último, e não é de menos, esta gente é perigosa e, na agonia, muito mais perigosa ainda.

(A propósito do despacho do ministro Vítor Gaspar de 8 de Abril que pára o funcionamento do estado português, atribuindo essa decisão ao Tribunal Constitucional. O governo entrou numa guerra institucional dentro do estado, em colaboração com a troika, para abrir caminho a políticas de duvidosa legalidade e legitimidade baseadas no relatório que fez em conjunto com o FMI. Não conheço nenhum motivo mais forte e justificado para a dissolução da Assembleia da República por parte do Presidente do que este acto revanchista contra os portugueses.)

Não há pior política do que a política do pior.

Não é fechando o país que se resolvem os problemas do país

"1. Por despacho do ministro das Finanças, de 8 de Abril de 2013, o Governo decidiu fechar o país e bloquear o funcionamento das instituições públicas: ministérios, autarquias, universidades, etc. O despacho é uma forma de reacção contra o acórdão do Tribunal Constitucional, como se explica logo na primeira linha. O Governo adopta a política do “quanto pior, melhor”. Quem, num quadro de grande contenção e dificuldade, tem procurado assegurar o normal funcionamento das instituições, sente-se enganado com esta medida cega e contrária aos interesses do país. 
2. Todos sabemos que estamos perante uma situação de crise gravíssima. Mas é justamente nestas situações que se exige clareza nas políticas e nas orientações, cortando o máximo possível em todas as despesas, mas procurando, até ao limite, que as instituições continuem a funcionar sem grandes perturbações. O despacho do ministro das Finanças provoca o efeito contrário, lançando a perturbação e o caos sem qualquer resultado prático.
3. É um gesto insensato e inaceitável, que não resolve qualquer problema e que põe em causa, seriamente, o futuro de Portugal e das suas instituições. O Governo utiliza o pior da autoridade para interromper o Estado de Direito e para instaurar um Estado de excepção. Levado à letra, o despacho do ministro das Finanças bloqueia a mais simples das despesas, seja ela qual for. Apenas três exemplos, entre milhares de outros. Ficamos impedidos de comprar produtos correntes para os nossos laboratórios, de adquirir bens alimentares para as nossas cantinas ou de comprar papel para os diplomas dos nossos alunos. É assim que se resolvem os problemas de Portugal? 
4. No caso da universidade, estão também em causa importantes compromissos, nomeadamente internacionais e com projectos de investigação, que ficarão bloqueados, sem qualquer poupança para o Estado, mas com enormes prejuízos no plano institucional, científico e financeiro.
Na Universidade de Lisboa saberemos estar à altura deste momento e resistir a medidas intoleráveis, sem norte e sem sentido. Não há pior política do que a política do pior." 
Lisboa, 9 de Abril de 2013
António Sampaio da Nóvoa
Reitor, Universidade de Lisboa

quarta-feira, abril 03, 2013

Pássaros

Poeriferia Ana Alcoforado from TKNT on Vimeo.

Um poema e Prévert na vo de Ana Alcoforado Uma televisão que não é televisão e nos faz bem: TKNT Também tem Cantadores de histórias, como este Soube via Facebook. E como me sabe bem!

sábado, março 30, 2013

Por um Brasil que lê mais


Flávio é um bom menino. Educado e atencioso, está sempre ligado nas explicações da professora. Ele tem aulas pela manhã e à tarde e dá um duro danado pra dar conta de tudo. Acorda todo santo dia às quatro da manhã e só consegue voltar pra casa às oito da noite. Então ele janta, descansa um pouco e já começa a se preparar para a maratona do dia seguinte. 

O menino viaja todos os dias entre São Joaquim da Barra, interior de São Paulo, onde vive, e Ribeirão Preto, onde estuda. Num período, frequenta as aulas regulares da Escola Raul Machado, no bairro Santa Cruz do José Jacques. No outro, tem canto, informática, atividades manuais e muito mais.

Flávio ainda não faz a menor ideia do que vai ser quando crescer. Mas ele tem um sonho: quer ser cantor. Um cantor de música gospel. Pelo menos duas vezes por mês, Flávio vai com os amigos à biblioteca. Está sempre à cata de algum livro novo. Ultimamente, adorou Reinações de Narizinho, do Monteiro Lobato. 

Embora não tenha mais do que 10 anos, anda muito interessado é nos livros pros garotos de 17. Até andou bisbilhotando livros de Pedro Bandeira, com suas aventuras de jovens heróis e histórias sobre amizade, namoricos e coisa e tal. 

Por que ele lê? Por uma razão simples, trata logo de responder: quer ser alguém na vida. 

Flávio vive rodeado de amigos e gosta de brincar. Mas também lê. Como ele faz isso? De duas maneiras: às vezes, esfrega o dedo indicador no papel saliente e vai decodificando palavra a palavra; noutras, quando se cansa um pouco do livro em braille, bota um audiolivro no tocador de CD. 

Tudo parece, então, ficar mais claro pra ele. Nessas horas, Flávio enxerga longe e vê o seu admirável mundo novo. Ele é o cara! 

PS: Flávio frequenta a Adevirp, uma ONG, em Ribeirão Preto, que faz um bonito trabalho com pessoas de baixa visão ou cegas como ele


Blog do Galeno: Por um Brasil que lê mais

Nós

Nem balanço nem contas

Nem balanço nem contas. Nada disso. Importa é recusar o compromisso do permanente deve & haver. Importa é ter insubmisso a todo o tempo o coração. Importa é não ceder e saber dizer não a quem, por qualquer razão que supõe ter, não pretende senão fazer-nos obedecer. Importa é que a rebeldia nos seja pão de cada dia. ( Torquato da Luz, em 'Ofício Diário') http://oficiodiario.blogspot.pt/

domingo, março 17, 2013

sábado, março 09, 2013

Dança quando chegares ao fim


Contalá, na voz e presença de Elsa Serra
Richard Zimler, o autor, contou que por causa deste livro foi a uma escola num dia em que estava muito constipado.  Uma menina de 6 anos, que o tinha lido, levantou o braço para fazer uma pergunta e disse-lhe "com uma voz tímida e suave": "Acho que o senhor é muito bonito e tem muita graça."
Nem todas as compensações se inscrevem nas leis dos direitos de autor :)

sexta-feira, março 08, 2013



1857, 8 de março - as operárias de uma fábrica dos EUA entram em greve por uma jornada de trabalho de 10 h (eram 16, ganhando 1/3 do salário dos homens). Foram fechadas na fábrica. Declara-se um incêndio e 130 mulheres morrem queimadas.
1910 - na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, na Dinamarca, em homenagem às operárias americanas, foi declarado o 8 de março como Dia Internacional da Mulher.
1975 - a ONU oficializa o Dia

Ler mais aqui, aqui (ONU) ou aqui, num artigo de 2010 de Eva Blay 8 de março: as mulheres faziam parte das classes perigosas, que defende uma origem diferente para o dia, um outro incêndio, também numa fábrica de operários em greve, mas em 1911 :)., tendo Clara Zetkin proposto março, sem data precisa, no referido Congresso, e recordando que em 1908, no último domingo de fevereiro, se realizou uma manifestação nos EUA ( chamada Dia da Mulher), pelo direito ao voto e melhores condições de trabalho.
Impressionante é a galeria de fotografias publicada pelas Nações Unidas: Photo Stories: International Women's Day. Daí retirei esta:


Para além das correntes



Com mais 100 aderentes do Bloco, subscrevo este texto, publicado hoje no órgão oficial do BE. Haja debate.

Por um Bloco de Esquerda para além das correntes
 
Na VIII Convenção do Bloco de Esquerda, em Novembro de 2012, teve lugar um intenso debate sobre a necessidade da sua “descorrentização”, sendo aqueles que a defendiam quase acusados de desconsiderar as raízes históricas e a própria dinâmica de funcionamento do Bloco. Apenas dois meses mais tarde, eis que um grupo restrito de dirigentes, onde pontua não só o ex-coordenador do partido como um dos actuais coordenadores da Comissão Política, vem propor a criação de uma espécie de “megacorrente” que reuniria o que ainda pode ser reunido das três correntes fundadoras, decretando-as historicamente mortas.
Esta inflexão de discurso – sublinhe-se, dois meses depois da Convenção – revela que, das duas uma: ou toda a argumentação anteriormente produzida neste âmbito pela maioria em processo de Convenção era instrumental, ou não é agora suficientemente transparente e sincera.
Os militantes abaixo-assinados lembram que o grande combate que o Bloco tem pela frente é a derrota das políticas da troika, do governo e das direitas que o sustentam. E, nesses termos, consideram que esta proposta vem, objectiva e lamentavelmente, dispersar a concentração do partido em relação às prioridades definidas em Convenção, introduzindo factores de perturbação interna perfeitamente dispensáveis na actual conjuntura política, económica e social
O processo de lançamento da ideia corresponde, infelizmente, a um padrão já pouco original. Propaga-se em círculos, labora dentro das estruturas de direcção executiva do Bloco, alarga-se às correntes fundadoras, mas mantém sigilo em relação à grande maioria dos aderentes. Isto é, em relação àqueles que, militando no Bloco, nunca pertenceram, já não pertencem ou, pertencendo a qualquer das correntes, vêm expressando grande desconforto com esta forma de fazer as coisas.
Do nosso ponto de vista, o problema do Bloco de Esquerda não está nas correntes em si, mas no modo como condicionam e asfixiam a sua vida interna. Do nosso ponto de vista, podem existir três, duas, quatro, uma, vinte correntes. O problema está, de facto, na vida democrática do Bloco e, particularmente, nos mecanismos de decisão política que, com demasiada frequência, obedecem a lógicas de negociação à margem dos principais órgãos do Bloco (mesa nacional, comissão política, estruturas regionais).
A emergência desta nova tendência, contrariamente ao que proclama, não constitui um corte com as anteriores conceções de equilíbrio negociado entre as correntes, antes assegurando uma continuidade das mesmas práticas, mas em novos moldes. O que, dada a hegemonia que a nova corrente garantirá para si própria, pode até revelar-se ainda mais prejudicial para a democracia interna.
Do que o Bloco precisa é de mais espaço político interno, onde possam emergir, instalar-se e consolidar-se dinâmicas verdadeiramente democráticas e participativas, que atravessem, de cima a baixo, todas as estruturas e envolvendo todas e todos os aderentes. É de vida democrática, para além de qualquer corrente, que o Bloco mais necessita!

sexta-feira, março 01, 2013

Dívida e as quimeras da Troika | Auditoria Cidadã à Dívida

"O Estado Social não pode ser sacrificado em nome de uma dívida que entrou numa rota explosiva após a crise financeira internacional. Os credores internacionais, dentro e fora do sistema financeiro, são parte do problema e as dívidas que reclamam não são mais válidas do que as obrigações que o Estado português tem para com os seus cidadãos. É a dívida que precisa de uma reestruturação profunda e urgente, não o Estado Social."


Dívida e as quimeras da Troika | Auditoria Cidadã à Dívida

domingo, fevereiro 24, 2013

Baez, o que conta a história dos livros destruídos





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Minucioso y fascinante recorrido por la historia universal de la destrucción de los libros, pasto de la voracidad de los insectos, las inundaciones, las llamas, las guerra y sobre todo de la vocación destructora de los fanáticos políticos y religiosos, y de la vigilancia dogmática de los censores.






Página do autor: http://baezfernando.com/Home_Page.html

Zeca somos nós

Imagem da AJA em 2012, pelos 25º aniversário da morte física do Zeca. Via  Facebook

Facebook

E ainda: 22 versões da Grândola (recolha AJA)

sábado, fevereiro 23, 2013

Apes do not ask a question


Dá que pensar sobre nós humanos, o pensamento, a linguagem, a comunicação. Afinal, em todas as investigações com outros primatas, só os humanos fazem perguntas.

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Jornadas Como responder ao momento presente? Lisboa, 2013


Anunciamos uma segunda edição da Jornada, da iniciativa de António Marques, que terá lugar no próximo dia 27 de Fevereiro, no mesmo Anfiteatro I da FCSH, pelas 18h. Desta vez temos um tema preciso, que será desenvolvido pelo constitucionalista Jorge Reis Novais: "Constituição e direitos fundamentais em situação de emergência financeira". 



irene pimentel: Jornada Como responder ao momento presente? por Ir...: ana vidigal , "pour l'amour de l'eternité", 2013 Tudo começou num encontro inesperado e feliz entre nós num intervalo da Conferência...

sábado, fevereiro 16, 2013

Português Claro



Só neste país / é que se diz / só neste país (Sérgio Godinho)


Confesso que por vezes me enervo com a nossa recusa em aceitar que o país é o povo, e o povo também somos nós (aqueles que falam, eu incluída). A batalha cultural é sempre uma frente avançada, mais amais de efeitos a longo prazo, e que só alastram a mais gente se houver generosidade de quem a trava. Neste país, e em todos. 
Este video (de 2011) mostra que há muito a fazer, mas também, pela sua própria existência (e pela da Sandra, uma jovem post-25 de Abril, viva!) que alguma coisa foi feita. Até porque se "atreve" a exigir ao Governo que fale língua de gente normal - e não apenas que toda a gente normal domine a língua do Governo/do Poder. E que se cumpra a lei de 1999 (modernização administrativa), uma lei que também foi feita (mas dessa vez para ser cumprida) noutros países, e que haja movimentos cívicos que achem que este direito é mesmo importante. Movimentos que envolvem também a atitude individual de cada um (em vez de "não estou para me chatear"). E prémios "ouro" e prémios "limão" para estimular.

Como sempre, podemos ver o copo meio cheio, ou meio vazio.
Ler mais sobre a empresa Português Claro: https://portuguesclaro.pt/
E no Facebook: https://www.facebook.com/portugues.claro

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Na Índia, somos nós

Homens a sério não violam. Imagem de visao.pt

Este recuo ao discurso pré-feminista não se limita à Índia. A Itália está a ter um debate similar sobre se o vestuário e o comportamento das mulheres encorajam a violação. Até mesmo na Suécia, os activistas reclamam, os violadores que conhecem as mulheres que atacam não são processados, porque as vítimas não são vistas como “meninas bem-comportadas”.Naomi Wolf, Janeiro 2013in Project Syndicatehttp://www.publico.pt/opiniao/noticia/acabar-com-a-cultura-de-violacao-da-india-1579266

domingo, fevereiro 10, 2013

Forma de vida : a aventura de ensinar

Se a relação educativa não é a produção da aprendizagem e sim o encontro entre a pessoa do professor e a pessoa do aluno, então o trabalho do ensino não pode ser visto como uma função que se desempenha no interior de uma linha de montagem. O professor não é só a sua ação eficaz ou ineficaz de ensinar (como se a ação de ensinar pudesse não derivar da inteira razão e vida do professor!), nem o aluno o sucedido ou não sucedido acontecimento de aprender. Se o homem for um somatório das suas ações, papéis ou contextos, então é verdade que, do professor, à escola interessa só a sua ação de ensinar. O professor pagará na mesma moeda considerando que a ação de ensinar nada tem a ver com a sua pessoa. E o aluno encontrará na aula apenas aquilo que um robot poderia também desempenhar: um programa, melhor ou pior construído, de aprendizagem do português ou da matemática. Não admira que proliferem cursos via internet ou que os alunos se desinteressem cada vez mais da escola e do estudo. Para que isto não aconteça é preciso que um homem não seja um somatório contingente e acidental das tarefas que desempenha e dos contextos em que a sua existência se desenrola, mas sim uma unidade de razão e vida. 

domingo, fevereiro 03, 2013

O Escritório de Deus : memória do Padre Vasco Moniz

O Escritório de Deus

Ler o mundo à mesa, conversando


Las Directivas TIC saben salir de la crisis (versión completa 15 min)

Shakespeare y el calamar



Shakespeare y el calamar
Hace ahora cuatro años que se publicó en inglés un libro esencial: Proust and the squid. The Story and Science of the Reading Brain, que fue traducido al castellano, enigmáticamente, por Cómo aprendemos a leer : historia y ciencia del cerebro y la lectura. El libro pasó entre nosotros complemente desapercibido, hasta el punto de que hoy resulta inencontrable. En todo caso, me viene a la memoria el trabajo de Maryanne Wolf porque su título evocaba el efecto que la lectura profunda de un texto de Proust podía causar sobre el cerebro. Neurolingüista, demostraba por medio de las resonancias magnéticas, de qué manera se estimulaba el cerebro en el ejercicio de la lectura silenciosa, concentrada, atenta y sucesiva que exigía un texto tan exuberante y exigente como el de Proust. Wolf llamaba la atención sobre el milagro que se producía en un niño cada vez que aprendía a leer, porque se embarcaba en un proceso genéticamente indeterminado por medio del que acababa desarrollando algunas de las capacidades intelectuales de alto nivel más esenciales del ser humano. No es que negara, en ningún caso, la suma importancia del desarrollo de nuevas competencias digitales en un ecosistemas informativo que las exige, sino que nos recordaba que no convenía olvidar que buena parte de nuestras competencias y capacidades provienen del ejercicio sostenido de ese tipo de práctica lectora. Ella lo denominaba cerebros bitextuales, cerebros capaces de leer en profundidad un texto largo y complejo, siguiendo y comprendiendo su argumentación lógica, y cerebros capaces de construir el sentido de un mensaje por medio de la consulta y la adición de múltiples fuentes dispersas en la web. (...)

domingo, janeiro 20, 2013

E-content blog. Um grande recurso da ALA


Mensagem de Ano Novo da Presidente da Associação Americana de Bibliotecas ALA.
O Blog E-content é um recurso muito bom, onde nos podemos ir atualizando, sempre atento aos desafios que o digital coloca a bibliotecas de todo o mundo. A ALA tem-se destacado em conversações com autoridades oficiais e associações de editores e de autores nos EUA sobre o tema dos e-books, dos direitos e autor e conexos, e do princípio da universalidade de acesso dos leitores e do seu direito de acesso à leitura e às obras disponíveis, em qualquer suporte, tão caro às bibliotecas desde sempre, e à ALA em particular.

sábado, janeiro 19, 2013

Hoje Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida presta contas


No Instituto Franco-Português (Av. Luís Bívar, 91, em Lisboa), o Primeiro Encontro Nacional da Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida: «Crises não pagam dívidas». O Relatório Preliminar, que será apresentado e discutido neste encontro, pode ser descarregado aqui.

domingo, janeiro 13, 2013

Não sei quantos seremos, mas que importa?



Não sei quantos seremos, mas que importa?
Um só que fosse, e já valia a pena.
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!

Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.

E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.


Miguel Torga  

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Lua, luna, lunar...


Pinzellades al món: Gronxant-se amb la lluna / Columpiándose con la lu...: Esta nit estem molt feliços: s'engronsem amb la lluna. (il·lustració de Maryam Tabatabei )

Wordsong (Portugal)


No mesmo dia em que se dá eco a vozes do FMI que querem mais cortes no emprego e nos rendimentos do trabalho em Portugal, 3 meses depois de o mesmo FMI alertar contra o risco de prolongar a austeridade na Europa, e convenientemente depois de o Orçamento do Governo ser enviado para fiscalização do Tribunal de Contas, descobrir um projecto como o Wordsong é um alento precioso.

Escolhas

Foto retirada do Facebook, daqui
No Reino governado pelas políticas educativas Teste-obsessivas, as janelas são cada vez mais raras e preciosas, ao alcance de todas as idades. Se não as defendermos e multiplicarmos, o futuro será certamente sombrio, limitado e muito, muito, chato.

domingo, janeiro 06, 2013

terça-feira, janeiro 01, 2013

Calma



Imagem de Marcello Paradisio, partilhada no FB


Estava explicado na bíblia dos serviços: uma força pequena bem organizada e solidária e com objectivos claros pode vencer sem dificuldade uma força muito maior,sobretudo se esta for fácil de dispersar e apenas conseguir simulacros de unidade durante o par de horas que duram as primeiras manifestações. Regra número um da governação: dividir é sempre mais fácil que somar. Desmoralizar sempre aposta mais segura que moralizar. Os humanos, tais como os outros materiais, desgastam-se depressa.
O problema é que a mulher não diz nenhuma destas coisas. A mulher não resmunga, não protesta, não se exalta. Parece calma. A calma é perigosa. A calma mete medo.

Rui Zink, A instalação do medo, ed. Teodolito, 2012

2013


Há sempre um acreditar
maior, levando-nos
na teima a prosseguir



Firmados nas raízes fundadoras
prontas a tecer a ventania
feita de ideais e de porvir
de vontade, de sonho e poesia

Pois existe um voo e um lutar
uma batalha pronta a impedir
a violência, o medo, o proibir

Há sempre um acreditar
maior, levando-nos 
na teima a resistir

Exigindo o direito a inventar
um outro futuro a construir
apesar do vender e do roubar

Pois existe uma constância
em desagravo, outros modos 
de amar, outra maneira
a fazer da vida um canto aberto

E da liberdade uma bandeira


Maria Teresa Horta | Lisboa | 30 Dez 2012


Bibliotecas Públicas. Essenciais


South Brunswick Library, in New Jersey Libraries Association FB page

Community, government agency, and library collaborations are the foundation to aiding American citizens in advancement during the slow economic recovery. Together they have the opportunity to:
+ Increase awareness of the wide range of innovative services and resources available in U.S. public libraries;
+ Ensure sustained funding for public libraries at the local, state, and national levels;
+ Expand library and government agency partnerships to improve implementation of e-government and economic development activities; and
+ Recognize public libraries as an anchor institution that connects all Americans to the technology resources and services, and expert assistance necessary to bridge the digital divide.
“Investments in public libraries are working. The 2012 Public Library Funding & Technology Access Study shows how American public libraries support education, economic development, and social inclusion for individuals and communities,” said Deborah Jacobs, Director of Global Libraries at the Bill & Melinda Gates Foundation. “To ensure that libraries continue to provide access and opportunity for all, it is crucial that both public and private partners consider how they can help libraries sustain the critical services they offer.”
Ler mais aqui 

Salvé 2013

Maria Keill, 1956
Alfredo Morais,s.d.


Alegria e Arte!
Imagens "emprestadas" do extraordinário ALMANAQUE SILVA, blog magnífico do Jorge Silva.