sábado, abril 30, 2011

Partilhar aprender e criar



Amália Rodrigues e Alain Oulman criam e recriam-se. Canção Soledad.
Filmados por José Fonseca e Costa, em Lisboa (Portugal)

De cada vez que Amália cantava, cantava ainda de outra maneira:

Em 1994, Teatro da Trindade, Lisboa http://youtu.be/VXFvlpmyw8U

Mais tarde, em Alicante http://youtu.be/Y-59o6XKa04

“We are not our Brains:” Alva Noe & Brain-based Education | Norm Friesen

“We are not our Brains:” Alva Noe & Brain-based Education | Norm Friesen

Brains are not the same thing as persons. We are also our bodies, our actions, and our relations to others; and none of these are reducible to our brains or others’ brains. [...] Basing” education and instructional strategies on the brain take us back to Cartesian dualisms and the problems associated with them: Brain is separated from the person, thinking occurs in the skull, consciousness is located in a kind of “brain in a vat.” [...] in the video, [Alva] Noe describes consciousness as being “more like a dance than digestion"

quarta-feira, abril 27, 2011

Se não votas...


Campanha mexicana (Junho/Julho de 2006) apresentada aqui


O website da campanha entretanto foi desactivado, perdido na voragem digital. Felizmente este blog, entretanto também sem mais alimento, mantém o registo dos cartazes.
Curiosidade post-campanha: na Wikipedia em espanhol, há notícia destas eleições, abundante e ilustrada. Sobre os que não votaram, nem uma palavra.

terça-feira, abril 26, 2011

4 de Maio pela liberdade de e-ler e e-reler...




A campanha Defective by Design.org (http://www.defectivebydesign.org/about), lançada pela Free Software Foundation (FSF), renova o apelo para o próximo dia 4 de maio, a todos os bibliotecários, utilizadores de bibliotecas y leitores que estejam contra o DRM (Digital Rights Management). Há cerca de 3 anos, muitos concentraram-se à porta da Biblioteca Pública de Boston em protesto contra o sistema que limita o acesso a muitos títulos. A recente iniciativa da grande Editora Harper's Collin, que procura limitar a 26 o número de empréstimos possíveis por título em formato electrónico, reacendeu os ânimos.

No manifesto gerado, o Reader’s Hill of Rights, constam algumas reinvidicações tais como:
-     Os livros digitais devem estar em formato aberto. Assim, cada leitor o poderá ler não apenas num eReader, mas em qualquer computador.
-     Os livros digitais que se vão armazenando num leitor electrónico devem poder ser recuperados mediante outro hardware, no caso de se avariar o dispositivo original.
-     Os dados relaticos ao leitor/utilizadore devem ser privados, isto é, não deve ficar registado nem ser passado a terceiros para usos comerciais o "quando se lê" e "o que se lê".

A polémica continua...
informação acedida via Lectura Lab (onde podemos ler mais)

segunda-feira, abril 25, 2011

Liberdade

— Liberdade, que estais no céu... 
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.

— Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.

Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.   

Miguel Torga, in 'Diário XII'

sexta-feira, abril 22, 2011

Se nos roubarem Abril, dar-vos-emos Maio




O inevitável é inviável : Manifesto dos 74 nascidos depois de 74

Somos cidadãos e cidadãs nascidos depois do 25 de Abril de 1974. Crescemos com aconsciência de que as conquistas democráticas e os mais básicos direitos de cidadania são filhos directos desse momento histórico. Soubemos resistir ao derrotismo cínico, mesmo quando os factos pareciam querer lutar contra nós: quando o então primeiro-ministro Cavaco Silva recusava uma pensão ao capitão de Abril, Salgueiro Maia, e a concedia a torturadores da PIDE/DGS; quando um governo decidia comemorar Abril como uma «evolução», colocando o «R» no caixote de lixo da História; quando víamos figuras políticas e militares tomar a revolução do 25 de Abril como um património seu.Soubemos permanecer alinhados com a sabedoria da esperança, porque sem ela a democracia não tem alma nem futuro.

O momento crítico que o país atravessa tem vindo a ser aproveitado para promover uma erosão preocupante da herança material e simbólica construída em torno do 25 de Abril. Não o afirmamos por saudosismo bacoco ou por populismo de circunstância. Se não é de agora o ataque a algumas conquistas que fizeram de nós um país mais justo, mais livre e menos desigual, a ofensiva que se prepara – com a cobertura do Fundo Monetário Internacional e a acção diligente do «grande centro» ideológico – pode  significar um retrocesso sério, inédito e porventura irreversível. Entendemos, por isso, que é altura de erguermos a nossa voz. Amanhã pode ser tarde.


O primeiro eixo dessa ofensiva ocorre no campo do trabalho. A regressão dos direitos laborais tem caminhado a par com uma crescente precarização que invade todos os planos da vida: o emprego e o rendimento são incertos, tal como incerto se torna o local onde se reside, a possibilidade de constituir família, o futuro profissional. Como o sabem todos aqueles e aquelas que experienciam esta situação, a precariedade não rima com liberdade. Esta só existe se estiverem garantidas perspectivas mínimas de segurança laboral, um rendimento adequado, habitação condigna e a possibilidade de se acederem a dispositivos culturais e educativos. O desemprego, os falsos recibos verdes, o uso continuado e abusivo de contratos a prazo e as empresas de trabalho temporário são hoje as faces deste tempo em que o trabalho sem direitos se tornou a norma. Recentes declarações de agentes políticos e económicos já mostraram que a redução dos direitos e a retracção salarial é a rota pretendida. Em sentido inverso, estamos dispostos a lutar por um novo pacto social que trave este regresso a vínculos laborais típicos do século XIX.

O segundo eixo dessa ofensiva centra-se no enfraquecimento e desmantelamento do Estado social. A saúde e a educação são as duas grandes fatias do bolo público que o apetite privado busca capturar. Infelizmente, algum caminho já foi trilhado, ainda que na penumbra. Sabemos que não há igualdade de oportunidades sem uma rede pública estruturada e acessível de saúde e educação. Estamos convencidos de que não há democracia sem igualdade de oportunidades. Preocupa-nos, por isso, o desinvestimento no SNS, a inexistência de uma rede de creches acessível, os problemas que enfrenta a escola pública e as desistências de frequência do ensino superior por motivos económicos. Num país com fortes bolsas de pobreza e com endémicas desigualdades, corroer direitos sociais constitucionalmente consagrados é perverter a nossa coluna vertebral democrática, e o caldo perfeito para o populismo xenófobo. Com isso, não podemos pactuar. No nosso ponto de vista, esta é a linha de fronteira que separa uma sociedade preocupada com o equilíbrio e a justiça e uma sociedade baseada numa diferença substantiva entre as elites e a restante população.

Por fim, o terceiro e mais inquietante eixo desta ofensiva anti-Abril assenta na imposição de uma ideia de inevitabilidade que transforma a política mais numa ratificação de escolhas já feitas do que numa disputa real em torno de projectos diferenciados. Este discurso ganhou terreno nos últimos tempos, acentuou-se bastante nas últimas semanas e tenderá a piorar com a transformação do país num protectorado do FMI. Um novo vocabulário instala-se, transformando em «credores» aqueles que lucram com a dívida, em «resgate financeiro» a imposição ainda mais acentuada de políticas de austeridade e em «consenso alargado» a vontade de ditar a priori as soluções governativas. Esta maquilhagem da língua ocupa de tal forma o terreno mediático que a própria capacidade de pensar e enunciar alternativas se encontra ofuscada.

Por isso dizemos: queremos contribuir para melhorar o país, mas recusamos ser parte de uma engrenagem de destruição de direitos e de erosão da esperançaSe nos roubarem Abril, dar-vos-emos Maio!


Alexandre de Sousa Carvalho – Relações Internacionais, investigador; Alexandre Isaac – antropólogo, dirigente associativo; Alfredo Campos – sociólogo, bolseiro de investigação; Ana Fernandes Ngom – animadora sociocultural; André Avelãs – artista; André Rosado Janeco – bolseiro de doutoramento; António Cambreiro – estudante; Artur Moniz Carreiro – desempregado; Bruno Cabral – realizador; Bruno Rocha – administrativo; Bruno Sena Martins – antropólogo; Carla Silva – médica, sindicalista; Catarina F. Rocha – estudante; Catarina Fernandes – animadora sociocultural, estagiária; Catarina Guerreiro – estudante; Catarina Lobo – estudante; Celina da Piedade – música; Chullage - sociólogo, músico; Cláudia Diogo – livreira; Cláudia Fernandes – desempregada; Cristina Andrade – psicóloga; Daniel Sousa – guitarrista, professor; Duarte Nuno - analista de sistemas; Ester Cortegano – tradutora; Fernando Ramalho – músico; Francisca Bagulho – produtora cultural; Francisco Costa – linguista; Gui Castro Felga – arquitecta; Helena Romão – música, musicóloga; Joana Albuquerque – estudante; Joana Ferreira – lojista; João Labrincha – Relações Internacionais, desempregado; Joana Manuel – actriz; João Pacheco – jornalista; João Ricardo Vasconcelos – politólogo, gestor de projectos; João Rodrigues – economista; José Luís Peixoto – escritor; José Neves – historiador, professor universitário; José Reis Santos – historiador; Lídia Fernandes – desempregada; Lúcia Marques – curadora, crítica de arte; Luís Bernardo – estudante de doutoramento; Maria Veloso – técnica administrativa; Mariana Avelãs – tradutora; Mariana Canotilho – assistente universitária; Mariana Vieira – estudante de doutoramento; Marta Lança – jornalista, editora; Marta Rebelo – jurista, assistente universitária; Miguel Cardina – historiador; Miguel Simplício David – engenheiro civil; Nuno Duarte – artista; Nuno Leal – estudante; Nuno Teles – economista; Paula Carvalho – aprendiz de costureira; Paula Gil – Relações Internacionais, estagiária; Pedro Miguel Santos – jornalista; Ricardo Araújo Pereira – humorista; Ricardo Lopes Lindim Ramos – engenheiro civil; Ricardo Noronha – historiador; Ricardo Sequeiros Coelho – bolseiro de investigação; Rita Correia – artesã; Rita Silva – animadora; Salomé Coelho – investigadora em Estudos Feministas, dirigente associativa; Sara Figueiredo Costa – jornalista; Sara Vidal – música; Sérgio Castro – engenheiro informático; Sérgio Pereira – militar; Tiago Augusto Baptista – médico, sindicalista; Tiago Brandão Rodrigues – bioquímico; Tiago Gillot – engenheiro agrónomo, encarregado de armazém; Tiago Ivo Cruz – programador cultural; Tiago Mota Saraiva – arquitecto; Tiago Ribeiro – sociólogo; Úrsula Martins – estudante

Sei um ninho

Sei um ninho. 
E o ninho tem um ovo. 
E o ovo, redondinho, 
Tem lá dentro um passarinho 
Novo. 

Mas escusam de me atentar: 
Nem o tiro, nem o ensino. 
Quero ser um bom menino 
E guardar 
Este segredo comigo. 
E ter depois um amigo 
Que faça o pino 
A voar...



Ilustração de Duy Huynh

READ



We present here the wonderful poster: READ in different languages.The poster is a gift from Dr. Helen Boelens to all those people who helped her with her doctoral research http://eprints.mdx.ac.uk/7329/ by providing data and information.  The posters come in different sizes: A4 and A3 and can be downloaded from the ENSIL website http://www.ensil.eu 
They can be used either digitally, or can be printed off at a local print shop.  The poster is designed by Toon Joosen from TOON concept, art direction & design in Breda

Lourense Das (20110421), on
 behalf of Helen Boelens and ENSIL Board 

segunda-feira, abril 18, 2011

Yara Kono vence 15ª edição do Prémio Nacional de Ilustração - 2011


Bento Jesus Caraça, nasceu a 18 de Abril de 1901

“Qual deve ser a acção da Universidade Popular Portuguesa? [fonte: aqui]

…” A sua acção deve limitar-se, se é que o termo limitar pode ser empregue aqui, ao desenvolvimento e propagação da cultura. Cultura, sempre cultura e, se é necessário adjectivá-la, direi cultura revolucionária. Revolucionária em que sentido? No sentido de que ela deve tender a dar a cada homem a consciência integral da sua própria dignidade, o conhecimento completo de todos os seus direitos e de todos os seus deveres. Sejamos homens livres e criemos homens livres, dentro do mais belo e nobre conceito de liberdade - o reconhecimento a cada um do direito ao completo e amplo desenvolvimento das suas capacidades intelectuais, morais e materiais."
Bento Jesus Caraça, nasceu a 18 de Abril de 1901 ~ Português pleno de Consciência Humanista

Trabalhos escolares sobre o tema um exemplo aqui

sexta-feira, abril 15, 2011

Poema a 8 dias do Dia Mundial do Livro

Poema de agradecimento à corja

Obrigado, excelências. Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade de vivermos felizes e em paz.  
Obrigado pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem dignidade.  
Obrigado por nos roubarem.
Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono.
E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer, o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente quem temos de rejeitar.    

Joaquim Pessoa

quinta-feira, abril 14, 2011

Tunísia. Paridade de género? Yes, we can, dizem os tunisinos

Tunísia. Paridade de género? Yes, we can, dizem os tunisinos



Listas para o Parlamento na Tunísia agora com paridade homens/mulheres, por lei.
Um impressionante passo, aparentemente fácil, evidentemente de grandes consequências. Vivam as meninas e os meninos tunisinos(as).
Revoluções.

segunda-feira, abril 11, 2011

Faltam 12 dias para o Dia Mundial do Livro

Outro blog Ler para crer, desatou a relemebrar poemas, um por dia, até lá. Imitar é bom quando é com o que se imita. Aqui vai o primeiro de 12 (estou dois dias atrasada), uma espécie de desgarrada bibliotecária e leitora.




Os Meus Livros
Os meus livros (que não sabem que existo)
São uma parte de mim, como este rosto
De têmporas e olhos já cinzentos
Que em vão vou procurando nos espelhos
E que percorro com a minha mão côncava.
Não sem alguma lógica amargura
Entendo que as palavras essenciais,
As que me exprimem, estarão nessas folhas
Que não sabem quem sou, não nas que escrevo.
Mais vale assim. As vozes desses mortos
Dir-me-ão para sempre.


Jorge Luis Borges, in "A Rosa Profunda"

New Study: Reading at 16 linked to better job prospects

New Study: Reading at 16 linked to better job prospects

só ensina bem quem bem aprende


Kit para quem reporta

e usa o PC ou o android ou o iphone para ir fazendo reportagem de eventos em que aprticipa.

Truques práticos


Education Week Webinar

The Future of Learning...

(...) as the proliferation of information continues, how do we help students discern the reliability of their sources? Also, as non-linear clicking through multiple web sites makes the task of higher level text comprehension more challenging, how do we compensate for aspects of higher level cognition that risk getting sidelined as life becomes more digital?



Para participar neste debate, basta inscrever-se e usar a língua inglesa


Estatuto editorial - um exemplo

O Notícias Bad agora de cara nova edita o seu estatutuo editorial em brilhante síntese, que muito nos pode ajudar quando queremos fazer publicações on-line, quantas vezes sem atender a este princípio salutar das BRE Boas Regras da Edição e do respeito pelos leitores e pelos potenciais autores/colaboradores. Como diriam os velhos jornalistas dos Jornais Democráticos do século passado, no estatuto é que se vê a liberdade e a seriedade de quem escreve e de quem lê (assim sabe o que pode esperar!).


Eloy Rodrigues no Rio de Janeiro-Brasil

Seminário sobre o acesso livre à informação, em livre acesso mundial e em língua portuguesa.


sábado, abril 09, 2011

Referendar as bibliotecas?

If they love you, let ’em show it

LAPL’s Peter Persic notes that as Americans become more politically active and involved, capturing supporters is ever more crucial. He feels library supporters are becoming “much more vocal, empowered, and technologically savvy.” He adds that many “policymakers are surprised by the intense love and loyalty that people have for their libraries—and the push back they encounter when libraries are threatened. After last year’s budget cut to the library, lawmakers said they received a landslide of complaints, more in fact than for any other department.”



It makes the importance of connecting with the community, giving them reasons to love and trust the library, a vital endeavor, but it can take plenty of patience and, often, forgiveness


quinta-feira, abril 07, 2011

Quantos/as bibliotecários/as há? (EUA)


Bibliotecas escolares EUA


Laredo: Projecto Columbina 2011: Beja e Castro Verde

Laredo: Projecto Columbina 2011: Beja e Castro Verde

Cata Livros

Cata Livros

ler sempre e de todas as formas


Para quem usar IPAD


terça-feira, abril 05, 2011

Literacias da Informação :: Bibliotecas André Soares

Enquanto não temos standards nacionais ou europeus, o perfil de Literacias da Informação que estas bibliotecas escolares nortenhas (Braga) propoem é um belo contributo para acções coerentes e consistentes a favor de mais e melhor aprendizagen nas nossas escolas.
Imagem daqui

Tese de Louise Peterson - jogos

Sa recherche, construite autour d’expériences basées sur les jeux The Sims et The Sims 2, montre que les jeux bac à sable ne sont pas les meilleurs outils pour vaincre les stéréotypes socioculturels des apprenants, bien au contraire.





La thèse est disponible en anglais, en PDF : http://gupea.ub.gu.se/bitstream/2077/24118/1/gupea_2077_24118_1.pdf


Que e-remédio senão crescer!

It is expected that demand for e-books will continue to rise, but print books will still be the dominant format for reading for some time to come. It’s been our experience that one use really reinforces the other and that the really exciting part of this is that e-books extend access to the printed word.


domingo, abril 03, 2011

Professor pode ser mais credível porque

também twitta!


Formação gratuita s/animação de leitura

13 14 e 15 de Abril, em Vila Fraca de Xira, pela Biblioteca Municipal a pensar nod docentes que possam dispor destes dias em plena interrupção da Páscoa


10 coisas a aprendner com o Japão, hoje

Mensagem de Abril de 2011


Greetings!
The past month has seen much attention on earthquakes that hit various countries – first the devastating tremors and tsunami in Japan on 11 March, and then another that hit rural Myanmar (but was felt as far away in Bangkok) on 24 March. Most of us were moved by the reports and pictures of the damage in the mass media, and the personal accounts of some our colleagues, especially Yumiko Kasai. Many IASL members have offered to help in the country's reconstruction efforts. IASL member Kazuyuki Sunaga has already provided details (in a message on IAS-Link on 17 March) of one avenue to channel your contributions, but you may use other avenues you wish. I urge all IASL members to assist in whatever way you can.

We cannot prevent natural disasters such as earthquakes, but we can learn from them. A Filipino friend of mine forwarded to me an e-mail on "10 things we can learn from Japan". I do not know the origin of the message, but I was very impressed by the values it conveyed. The 10 lessons were:
1. THE CALM: Not a single visual of chest-beating or wild grief. Sorrow itself has been elevated.
2. THE DIGNITY: Disciplined queues for water and groceries. Not a rough word or a crude gesture.
3. THE ABILITY: The incredible architects, for instance. Buildings swayed but didn't fall.
4. THE GRACE: People bought only what they needed for the present, so everybody could get something.
5. THE ORDER: No looting in shops. No honking and no overtaking on the roads. Just understanding...
6. THE SACRIFICE: Fifty workers stayed back to pump sea water in the N-reactors. How will they ever be repaid?
7. THE TENDERNESS: Restaurants cut prices. An unguarded ATM is left alone. The strong cared for the weak.
8. THE TRAINING: The old and the children, everyone knew exactly what to do. And they did just that.
9. THE MEDIA: They showed magnificent restraint in the bulletins. No silly reporters. Only calm reportage.
10. THE CONSCIENCE: When the power went off in a store, people put things back on the shelves and left quietly.

We should share them with others and pass them on to our children.
On a different note, as we approach summer in the northern hemisphere, it will be a time for many conferences, seminars, and other professional development activities. As you attend these events, please take some time to publicize the importance of school libraries and the role of IASL, especially to non-school librarians. We often complain that school libraries are not given the support they deserve. There is often a lack of a `buy-in' for school libraries. People will `buy' and support something only if they are convinced of the value of it. And valuing begins with awareness. So let us do what we can to create awareness of the wonderful things school libraries can do for our children.
Best wishes,
Djilit Singh
President
International Association of School Librarianship


Advocacy Falar em defesa de

Em defesa das bibliotecas escolares... como fazer. Karen Bonanno dá umas dicas. Um ppt interessante também pode ser usado aqui http://api.ning.com:80/files/DZpt-5ZZpineFyeetWOBTDOXEShlgrUkAtNXR9rB31S01mE2wQIzwuRF1v1SXbXmOCNeuJ1PgKJM3gJjGX7-zk4MLicfNNfi/AdvocacyKarenBonannoRobMoore.pdf


RESEARCH SKILLS & other skills...

research skills

essay-writing skills

study skills



easy to understand guides...

Website premiado pela IASL (Janeiro 2011)


Avaliar informação website premiado

Premiado pela IASL - Fevereiro 2011

RADCAB - Your Vehicle for Information Evaluation


Ser capaz de antecipar vs ser feliz - 21 minutos com legendas em português

Dan Gilbert, autor de "Stumbling on Happiness" (Tropeçando na Felicidade) discute a ideia de que seremos infelizes se não alcançarmos o que queremos. O nosso "sistema imunitário psicológico" permite-nos sentir verdadeiramente felizes mesmo quando as coisas não correm como o planeado.

Ler significa ser capaz de antecipar sentidos
Leia, treina para poder ser MAIS feliz...

sábado, abril 02, 2011

Nem sempre se avança... Saber História é aprender.

Público - Occitânia
Paulo Varela Gomes, 02.04.2011
Occitânia
Inquieta-me a maneira como jornalistas e outros interessados se têm alheado do futuro dos países islâmicos em revolução. Não me refiro ao futuro “geo-estratégico” como costuma dizer-se. Refiro-me ao futuro das pessoas. Das mulheres, para ser mais exacto. Na Tunísia, Egipto, Líbia, Síria, as mulheres têm ou tinham uma presença social incomparavelmente mais alargada do que noutros países muçulmanos. Convirá recordar o que sucedeu no Iraque onde o derrube da ditadura de Saddam Hussein representou o regresso à escravização de muitas, se não da maioria das mulheres .
Foi ao pensar nisto e na história das mulheres no Ocidente que me lembrei da Occitânia.
A palavra designa uma região que abrangia o sul da França actual mas que se estendia culturalmente pela Catalunha e Aragão. Surgiu aí uma das mais refinadas civilizações que a Europa conheceu. Provém da Occitânia o “Amor Cortês” e a poesia trovadoresca, ergueram-se lá lugares tão sublimes como as abadias cistercienses de Silvacane ou Le Thoronet.
A Occitânia morreu às mãos dos barões franceses do norte e de uma interpretação intolerante do cristianismo, numa cruzada que, na primeira metade do século XIII, fez desaparecer a autonomia da região e da sua cultura ao esmagar num pavoroso banho de sangue a heresia dos Cátaros, um culto cristão divergente da doutrina papal. O horror da repressão marcou o fi m da doçura de viver da civilização do sul. Um dos aspectos dessa doçura era o estatuto de que beneficiavam as mulheres. Entre outros aspectos, a filha maior podia herdar e transmitir bens em desfavor dos seus irmãos mais novos e as mulheres podiam divorciar-se pelas mesmas razões e nas mesmas condições que os maridos. A partir do século XIII, na Occitânia como em alguns outros lugares da Europa onde se verificavam condições semelhantes, as mulheres viram-se como que repentinamente remetidas à menoridade social que veio até aos nossos dias. 
Alguns historiadores sugerem que esta catástrofe resultou do facto do aristotelismo ter passado a dominar um dos mais importantes centros do pensamento filosófico e jurídico da Europa, a Universidade de Paris, fazendo do desprezo pelas mulheres doutrina oficial.Teria sido também decisiva a crescente influência do direito romano que entrega aos homens o controlo da vida e propriedade familiares. O início desta inversão civilizacional foi assinalado pelo esmagamento manu militari da civilização occitana.
A condição das mulheres passou por muitos avanços e recuos em toda a parte. Teve momentos e lugares de igualdade, outros de retrocesso. Gostaríamos de acreditar que é irreversível aquilo que os movimentos de mulheres conseguiram no Ocidente durante o século XX. Gostaríamos também de pensar que todas as mulheres beneficiarão destas conquistas e dos efeitos das revoluções que ocorrem nos seus próprios países. Mas é bem possível que tudo tenha ficado muito pior para as mulheres do Egipto e da Líbia, como ficou para as do Iraque. As malhas que a liberdade tece podem ser também as grilhetas da tirania.

Mário Viegas, Um Rapaz de Lisboa


Quinze anos... já?

A garganta aperta de saudades
Do tempo das palavras das idades
Do sonho que inda somos nas cidades
Mesmo que às vezes sem grandes qualidades...

Estou como diz um outro Mário: a tua ida
É falsa, é mentira, uma partida
que nos pregou a sorte, e a distância
A tua voz ficou, o gesto, a boca
O olhar com que nos punhas a olhar-nos
E a ler outras maneiras de mudarmos
aquilo que alguns querem que entendamos
como o que tem de ser
Mas não tem, oh Mário, não tem de ser
que tu bem sabes
e nos sabes
bem.

video jogos, traço comum intergeracional


Humanidades digitais - geoestratégia

Em francês, e acedido via José Afonso Furtado, claro...

Ver também o site do King's College http://www.kcl.ac.uk/artshums/depts/ddh/index.aspx


O tempo ruge



O tempo ruge
"O tempo ruge - entendam-se, senhores, que precisamos de um governo de esquerda. " 


Saquei  emprestadas a frase e a imagem ao blog da Gui (fabulosas imagens!) e sem mais. O Mandela também não perde dias com autorizações de copyright.
O tempo ruge...

E o portão do Paraíso / é teu abraço


Pão e Poesia
          Simone  Composição : Moraes Moreira - Fausto Nilo


Felicidade
É uma cidade pequenina
É uma casinha, é uma colina
Qualquer lugar que se ilumina
Quando a gente quer amar


Se a vida fosse trabalhar
Nessa oficina
Fazer menino ou menina
Edifício e maracá
Virtude e vício
Liberdade e precipício
Fazer pão, fazer comício
Fazer gol e namorar


Se a vida fosse o meu desejo
Dar um beijo em teu sorriso
Sem cansaço
E o portão do paraíso
É teu abraço
Quando a fábrica apitar


Não há passagem
Entre o pão e a poesia
Entre o quero e o não queria
Entre a terra e o luar
Não é na guerra
Nem a saudade
Nem futuro
É o amor no pé do muro
Sem ninguém policiar


É a faculdade de sonhar
É a poesia 
que principia
Quando eu paro de pensar
Pensar na luta desigual
Na força bruta, meu amor
Que te maltrata
Entre o almoço e o jantar


O lindo espaço
Entre a fruta e o caroço
Quando explode é um alvoroço
Que distrai o teu olhar
É a natureza onde eu pareço
Metade da tua mesma vontade
Escondida em outro olhar


E como o doce
Não esquece a tamarinda
Essa beleza só finda
Quando a outra começar
Vai ser bem feito
Nosso amor daquele jeito
Nesse dia é feriado
Não precisa trabalhar


Pra não dizer
Que eu não falei da fantasia
Que acaricia o pensamento popular
O amor que fica entre a fala
E a tua boca
Nem mesmo a palavra mais louca
Consegue significar felicidade


Felicidade
É uma cidade pequenina
É uma casinha, é uma colina
Qualquer lugar que se ilumina
Quando a gente quer amar