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domingo, janeiro 13, 2013

Não sei quantos seremos, mas que importa?



Não sei quantos seremos, mas que importa?
Um só que fosse, e já valia a pena.
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!

Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.

E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.


Miguel Torga  

sexta-feira, novembro 11, 2011

A língua a quem a trabalha


http://videos.sapo.pt/OunWBqLal0sB8maQHe4C

Clube da Palavra, amanhã, 12 de Novembro, 23.30, no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa.
Depois eu conto, que a Cultura ainda persiste e floresce quando a gente assim não falha, em como eles dizem, assume "a língua a quem a trabalha"

Se acabarem com os transportes públicos urbanos depois das 21h, por enviesamento de políticas em decurso, podemos sempre ir treinando e ocupar as noites.
Temos de começar por qualquer lado.

terça-feira, julho 05, 2011

Mudar | Esquerda


Para não dizerem que não falei de flores  (título deste poema de 1968, que nos anos 70, inspirou cantos e actos de intervenção), aqui fica um meu contributo para o debate interno no e sobre o Bloco de Esquerda:
Abrir caminho e aprender a fluir, com mais eficácia e muito menos crispação, sem que isso signifique menos paixão e menos verdade. Com mais zigues ou menos zagues, seja o nosso caminho o da razão, do coração e da consciência, que logo haverá pés para o percorrer. A vida de cada um e cada uma de nós é curta, e os testemunhos passam pelo seu próprio valor e conteúdo. A idade desses pés e o nome dos(as) caminhantes é realmente apenas um detalhe... O essencial é o sentido e a direção da caminhada.
Ler mais aqui: Mudar | Esquerda