sexta-feira, outubro 23, 2009

A escola não pode esperar mais

Assim subscrevo a posição do Movimento Escola Pública,
publicada em blog a 21 de Outubro de 2009 (10.00), na Era AHG (Antes de Haver Governo)

O actual modelo de avaliação de professores e a divisão arbitrária da carreira em duas categorias criaram o caos nas escolas. A burocracia, a desconfiança e o autoritarismo jogam contra a melhoria das aprendizagens e contra a dedicação total dos professores aos seus alunos. Quem perde é a escola pública de qualidade.

Este ambiente crispado e negativo promete agudizar-se nas próximas semanas. Com efeito, até ao dia 31 de Outubro, se até lá nada for feito, as escolas estão obrigadas por lei a fixar o calendário da avaliação docente para o ano lectivo que agora começou. Pior ainda, sucedem-se os Directores que teimam em recusar avaliar os docentes que não entregaram os objectivos individuais, aumentando a instabilidade e a revolta.

Independentemente das alternativas que importa construir de forma ponderada, é urgente que a Assembleia da República decida sem demoras parar já com as principais medidas que desestabilizaram a Educação, sob pena de arrastar o conflito em cada escola e nas ruas.

Porque a escola não pode esperar mais, os subscritores deste manifesto apelam à Assembleia da República que assuma como uma prioridade pública a suspensão imediata do actual modelo de avaliação de professores, a revogação de todas as penalizações para os que não entregaram os objectivos individuais e o fim da divisão da carreira docente. Sem perder mais tempo.

Não podemos esperar mais. A Educação também não.

domingo, outubro 18, 2009

Fair use: construir códigos de boas práticas



Mais ideias neste wiki:
http://aaslsmackdown.wikispaces.com/Digital+Citizenship

ML, Copyright and Fair Use

Esta apresentação de 3 colegas norteamericanos faz pensar melhor em termos como direitos de autor, copyright, fair use, creative commons e literacia da informação, educação e media...
O Media Education Lab também merece uma visitinha - fica na Universidade de Temple (filadélfia, EUA), na sua Escola de Comunicações e Teatro!

terça-feira, outubro 13, 2009

Para além da literacia e da numeracia

A lot of people find themselves being creative despite their social standing.

You are the kid who is smart, so all your mates listen to your counsel.
You are the kid who is funny, so they look to you for a laugh.
You are the great dancer at the local disco.
You are the one who is good at building stuff.
You are the one who is been practising the guitar in your bedroom since you were nine.
You are the one who is good at problem solving.

I think it is a teacher’s job to spot these kids and give them a nudge in the right direction. Encourage the smart one to get smarter; encourage the funny one to read books, look at the history of comedy, organise his thoughts, write stuff down; encourage the dancer to practice, look at videos, see shows, etc.
I know there are some schools that do this, but there are a lot that don’t.

It is not just about numeracy and literacy… It’s about vigilance, kindness, empathy and creativity.

Lenny Henry(actor/comediante)

in All Our Futures: Creativity, Culture and Education / Ken Robinson et al. (1999) http://www.cypni.org.uk/downloads/alloutfutures.pdf

domingo, outubro 04, 2009

Digital, digital, até se come sem sal!




Uma biblioteca escolar digital, da Escola Secundária (do 8º ao 12º ano) de Springfield, c. 19.500 habitantes, nos subúrbios de Filadéfia, EUA
Grande trabalho de Joyce Valenza e da equipa da Biblioteca!

http://www.sdst.org/shs/library/
Ross Todd, em Lisboa pelas mãos do SLAMIT e da RBE, refrescou-nos este link. Vale a pena ir até lá e navegar.

Gracias a la vida



Quando a tristeza bate, Mercedes Sosa, agora de partida aos 74 anos, sempre me ampara. Gracias a la Vida!
Gracias a tu vida, que nos ha dado tanto. Los poetas SON profetas
Até sempre, Mercedes

Prémio IASL School Librarianship 2009. Agradecimentos e construção

Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão

Vinicius de Moraes, O operário em construção
in Nossa Senhora de Paris



Não consigo agradecer individualmente, como gostaria, as palavras de afecto que me transmitiram.

Assim, agradeço por esta forma aos que se manifestaram sobre o Prémio IASL que me foi atribuído, e que espelha, creio bem, o reconhecimento internacional que o trabalho que tanta gente tem desenvolvido, e continua a desenvolver, nas, com as e pelas bibliotecas escolares portuguesas, de há largos anos a esta parte, antes e depois do marco que foi a criação do Programa RBE (1996), liderado por Teresa Calçada desde o início, e que tem contado com o valor de construtores, mais ou menos anónimos, por todo o país, em escolas e bibliotecas públicas, de múltiplas formas, felizmente bem diversas e criativas, ultrapassando dificuldades, transformando obstáculos em vantagens ou aprendendo com fracassos e erros. O prémio recorda-nos ainda a dimensão global do trabalho na educação e na cultura, e nas bibliotecas escolares em particular, e a Casa Comum em que nos movemos e por que somos todos responsáveis.

Receber este prémio, além da alegria que naturalmente provoca, emocionou-me porque me fez lembrar o que devo ao empenhamento de tantos, que é impossível nomear, mas que, espero, sintam o meu reconhecimento. Somos hoje o que somos - e muito haverá sempre a corrigir e melhorar! - também pelo contributo de muitos que vieram antes de nós, nos acolheram e transmitiram vontades, sabedoria e ganas de agir, dando-nos um exemplo a seguir na ligação aos que vierem depois de nós. Por isso, cumpre-me nomear duas Senhoras de referência no caminho que me trouxe às bibliotecas escolares e ao trabalho em rede: Maria Natália Pedroso de Lima, que em Coimbra me envolveu para sempre, e Maria José Moura, cuja determinação e acção nos continuam a inspirar.

Saibamos todos e todas que este prémio IASL School Librarianship 2009, sendo individual, não será nunca, definitivamente, só meu. A alegria não podia, pois, ser maior :D.
Não cresceremos em vão.