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terça-feira, julho 03, 2018

Ali à meia laranja


Lisboa, a dos punhais, na voz e no saber inesquecíveis de José Manuel Osório.
Fado de José Luís Gordo e Joaquim Campos, 1988

quarta-feira, junho 13, 2018

Cidades com cabeça e coração, precisam-se

ENTREVISTA

Estado coloca à venda terrenos da ex-Lisnave no início de 2019

Miguel Cruz, presidente da Parpública, holding que agrega várias participações e activos imobiliários do Estado, diz que no primeiro trimestre do próximo ano serão colocados à venda os 630 mil metros quadrados de área de construção ligados à Margueira, na margem sul do Tejo.


Desafiada pelos jornais de agora, páro para pensar no que aí vem, e no que podemos fazer para que seja melhor e diferente do que temos tido. Moro na Grande Lisboa. Habito uma parte do planeta em que se antevê a aplicação de capitais financeiros vultuosos para construção em áreas significativas sem que o cidadão comum perceba que resultado desenhamos para essa enorme cidade que o Tejo marca, até ao mar. Das antigas Escolas da Armada (Vila Franca de Xira até à antiga Lisnave (Almada), passando pela antiga Feira Popular e a parte poente de Marvila (Lisboa), o previsto novo aeroporto (Montijo) e ainda por projetos no arco ribeirinho que inclui a antiga Lisnave (Barreiro, Almada, Seixal).

Quando começaremos a ser capazes de imaginar desenvolvimento do território sem ser apenas com betão e mais betão? E a conseguir que a cidade seja um projeto das pessoas e com elas, ouvindo os cidadãos, os seus medos e desejos, ou seja... democrático? Em vez de um território de torneio entre interesses restritos de produtos "do costume" (prédios e mais prédios, em vez de, por exemplo, jardins, ambos produtos de atividades económicas,. e geradores de criação, produção, fruição...).

Mais uma vez, discutindo cidades, desenhamos o território, mas o maior desafio é a democracia e a cultura democrática, esse terreno de labor a longo prazo em que os livros nos ajudam e a leitura é essencial.

Leitura útil destes dias : 

Wook.pt - A Cidade na Encruzilhada
João Seixas, A cidade na encruzilhada : repensar a cidade e a sua política. Edições Afrontamento, 2013.  https://www.wook.pt/.../a-cidade-na-encruzilhada.../15248870
Existe nas Bibliotecas de Vila Franca de Xira
Recomendo ainda a rcensão de Simone Tulumello, 2013, aqui , que, descrevendo de forma clara o conteúdo da obra,  vai mais longe, e interpela autores e leitores :
"Ao mesmo tempo em que se reformava a máquina administrativa utilizando alguns dos princípios delineados neste livro (principalmente descentralização e qualificação), as políticas urbanas aplicadas no contexto da crise privilegiavam a competitividade sobre a coesão e até fomentavam a apropriação de algumas práticas participativas para agendas de caráter neoliberal (Tulumello, 2015). Será que a reinvenção da governação, se não for acompanhada por uma clara visão política de cariz progressista (ou até radical?), pode resultar na exaltação das mesmas tendências que quer contrastar? "
"O papel dos movimentos sociais, por exemplo, e mais em geral das críticas de ordem estrutural à hegemonia do sistema neoliberal é deixado numa posição marginal no livro: será, enfim, que a reinvenção da política na cidade é possível no quadro das estruturas presentes? Esta pergunta não tem resposta no livro. Por um lado o «otimismo da prática» de Seixas parece sugerir que sim, será possível, sobretudo pela capacidade das cidades se organizarem em torno de visões construídas de forma deliberativa. Por outro lado, porém, os desafios levantados ao longo do texto podem sugerir que a mudança necessária é de ordem mais estrutural (uma nova hegemonia cultural e económica). É nesta encruzilhada, a meu ver, que o debate sobre o futuro da democracia urbana se irá desenvolver nos próximos tempos." (p. 4)
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domingo, abril 23, 2017

Parabéns à AJA

Foto de Helena Pato.



No próximo dia 25 de abril com a inauguração, pela CML, do memorial a José Afonso, no jardim das francesinhas, culmina um longo caminho, iniciado pelo Núcleo de Lisboa, da Associação José Afonso, ao apresentar ao orçamento participativo de 2012 o projeto de um memorial a José Afonso, projeto esse vencedor do referido orçamento. Convidámos a Faculdade de Belas Artes de Lisboa para que os seus alunos elaborassem o projeto e é o resultado desse trabalho, que teve entretanto muitas alterações, como acontece em situações deste tipo, que agora temos o prazer e a honra de podermos divulgar e apelar à vossa participação na sua inauguração.Estamos todos de parabéns! A CML, a AJA, a FBAL, os amigos do Zeca e todos quantos trabalham de forma empenhada para que a sua memória permaneça viva

(Do comunicado aos associados da AJA)

Mapa:

quinta-feira, dezembro 18, 2014

Ler em manta



Manta de Histórias criada pelos alunos do AE Baixa-Chiado, projeto colaborativo das bibliotecas de Lisboa (RBEL), envolvendo bibliotecas municipais e escolares, 2014

terça-feira, junho 11, 2013

Assalto a Lisboa, 21 a 23 junho de 2013

Convite e programa, 3 dias de assalto a aproveitar


Inscrições no local no próprio dia - Museu da Cidade, Campo Grande) ou no site das Bibliotecas Municipais de Lisboa : http://blx.cm-lisboa.pt/
Horário no Museu da Cidade
21, 6ª feira: 20.30/23.00
22, sábado: 10.30/22.00
23, domingo: 10.30/18.00

Sempre A Ler!



sexta-feira, março 29, 2013

Manifestos


Dia 6 de Abril, a partir das 15h, uma tarde em Lisboa no Largo do Chiado em homenagem a Mestre Almada e à ideia de Ler em Todo o Lado
Morra(m) o(s) Dantas.
Pim!

quinta-feira, março 22, 2012

MONSTRA na Gulbenkian, Lisboa

A MONSTRA na Gulbenkian - Animação e música from Descobrir - FCG on Vimeo.



Ciclo de cinema realizado em parceria com a MONSTRA - Festival de Animação de Lisboa
A relação entre a música e o cinema de animação é o tema central do programa que a MONSTRA concebeu especificamente para o programa Descobrir. 
Os filmes escolhidos foram organizados em quatro sessões e são representativos da multiplicidade de abordagens ao universo proposto. Seja partindo de obras musicais existentes, seja resultando de um estreito trabalho em parceria, os filmes ultrapassam a "simples" ilustração das músicas ou das partituras, para reinterpretarem e repensarem o discurso musical acrescentando-lhe uma nova dimensão artística e autoral. 
De 22 a 24 de março de 2012. Edifício sede da Fundação Calouste Gulbenkian
Para mais informações clique aqui - descobrir.gulbenkian.pt/index.php?article=4901&visual=2. 

sexta-feira, novembro 11, 2011

A língua a quem a trabalha


http://videos.sapo.pt/OunWBqLal0sB8maQHe4C

Clube da Palavra, amanhã, 12 de Novembro, 23.30, no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa.
Depois eu conto, que a Cultura ainda persiste e floresce quando a gente assim não falha, em como eles dizem, assume "a língua a quem a trabalha"

Se acabarem com os transportes públicos urbanos depois das 21h, por enviesamento de políticas em decurso, podemos sempre ir treinando e ocupar as noites.
Temos de começar por qualquer lado.

domingo, junho 19, 2011

Maria-Lisboa



Maria-Lisboa

É varina, usa chinela,
tem movimentos de gata.
Na canastra, a caravela;
no coração, a fragata.
Em vez de corvos, no xaile
gaivotas vêm pousar.
Quando o vento a leva ao baile,
baila no baile co'o mar.
É de conchas o vestido;
tem algas na cabeleira;
e nas veias o latido
do motor de uma traineira.
Vende sonho e maresia,
tempestades apregoa.
Seu nome próprio, Maria.
Seu apelido, Lisboa.
David Mourão Ferreira

sexta-feira, maio 06, 2011

Antes do Jantar, agora que os dias cresceram, em Lisboa


Dprograma, eis as ofertas (sessões gratuitas coordenadas por Maria do Céu Guerra!) para Maio e Junho:
MAIO
 3 de Maio. Cartas de Cesariny e Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes - Correspondência
10 de Maio. Carlos Mota d’Oliveira O Poeta ao Sul (com presença do poeta) - Poesia
17 de Maio. Seara de Vento - Ficção, Manuel da Fonseca 
24 de Maio. O Homem que se Arranjou - Teatro, Ramada Curto 
JUNHO
 7 de Junho. Adolfo Casais Monteiro - Correspondência familiar
14 de Junho. O Feminino em Pessoa – com a particip. de João D’Ávila - Poesia
21 de Junho. O Senhor Ventura - Ficção, Miguel Torga
28 de Junho. Gladiadores - Teatro, Alfredo Cortez

Ler mais aqui

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Camané - Marcha do Bairro Alto


Nem quando foi dos terramotos do Marquês
Nem com as maldades que o Fado sempre lhe fez
Do Bairro Alto, cá no alto, eu vi Lisboa a chorar
Deu sempre a volta, pôs-me à solta e ensinou-me a cantar

quinta-feira, maio 28, 2009

Daniel Cassany em Lisboa, 13º ano RBE



No dia 26 de Junho, o Forum RBE traz a Lisboa Daniel Cassany (Barcelona), e reunirá na FIL centenas e centenas de profissionais envolvidos com as bibliotecas nas escolas.

Podemos aproveitar o mês que falta para comemorar os 13 anos da RBE (uma mulherzinha...) e colocar questões, comentários e sugestões através do Blog da RBE.
Gerar ideias também é gerir informação