sexta-feira, julho 22, 2016

55b





Eu cá sou do 55b

E dos outros números e letras todos

Mas, sempre a ajudar a iluminar

o 55b

E as outras áreas todas

Isto anda tudo ligado, quem se especializa "estioliza".

E vai ficando às escuras, encadeado

:)





Uma das áreas identificada chama-se 55b e “ilumina-se” quando uma pessoa ouve uma história. Outras parecem guardar o campo de visão do indivíduo ou estão envolvidas no controlo do movimento. Porém, sublinham os cientistas, a maioria das áreas não será identificada com nenhuma função específica, porque simplesmente não fazem apenas uma coisa mas antes coordenam os sinais recebidos pelos diferentes sentidos.


O novo mapa do cérebro tem 180 regiões em cada hemisfério - PÚBLICO

segunda-feira, julho 18, 2016

Ai

O Melhor Amigo


julius lenko / na biblioteca da escola depois da guerra


Ao entrar sinto a cara a arder:
montes de livros, migalhas de cultura e de beleza
juncam o chão como espigas calcadas
após a passagem de um brutal furacão.

A poeira da guerra veio pousar nos lábios
dos homens de génio. Vozes incorruptíveis
a troar por cima do espaço e do tempo.
Mas incapazes de esmagar as botas do fantasma.

Apanho o livro pouco espesso furado
por uma bala. A chaga é horrível.
Todas as folhas estão manchadas de sangue.

Abro. Leio. Não posso reter as lágrimas
quando o título vem dançar diante dos meus olhos:
«Os sonetos sangrentos de Hviezdoslav.»


julius lenko
tradução de ernesto sampaio
a rosa do mundo 2001 poemas para o futuro
assírio & alvim
2001

domingo, julho 17, 2016

Visão | "Estamos a matar os sonhos dos nossos filhos"

Sempre de mala pronta.  E ironia fina. George Steiner







O senhor fala da utopia e do seu oposto, da ditadura da certeza...Muitos dizem que as utopias são idiotices. Mas, em qualquer caso, serão idiotices vitais. Um professor que não deixa os seus alunos pensar em utopias e errar é um péssimo professor.O erro tem má fama nas sociedades utilitárias e competitivas.O erro é o ponto de partida da criação. Se temos medo de errar, nunca podemos assumir os grandes desafios, os riscos. O erro voltará? É possível, existem alguns sinais. Mas ser jovem hoje em dia não é fácil. O que é que lhes estamos a deixar? Nada. Incluindo a Europa, que já não tem mais nada para lhes oferecer. O dinheiro nunca falou tão alto quanto agora. O cheiro do dinheiro sufoca-nos, e isso não tem nada a ver com o capitalismo ou com o marxismo. A isso soma-se o enorme desprezo dos políticos em relação aos que não têm dinheiro. Para eles, somos apenas uns pobres idiotas. Karl Marx viu isso com bastante antecedência. No entanto, nem Freud nem a psicanálise, com toda sua capacidade de análise dos traços patológicos, foram capazes de compreender nada disso.


Visão | "Estamos a matar os sonhos dos nossos filhos"

"É muito mais fácil ensinar matemática e ciência do que artes" - PÚBLICO

Resultado de imagem para imaginação e criatividade

Imagem daqui

A importância da imaginaçãoAntónio Damásio não tem dúvidas em afirmar que "é muito mais fácil ensinar matemática e ciência do que artes", posição com que Ken Robinson, especialista britânico em educação artística e criatividade, concorda. "As artes exigem tempo e um tipo de empenho diferente", diz. "Muitas vezes os professores não estão lá para ensinar os alunos, mas para ensinar matérias. A preparação para as artes não é tão boa como a retórica sobre as artes." Robinson, que hoje vive nos Estados Unidos e é consultor do J. Paul Getty Center de Los Angeles, defendeu em Lisboa que a imaginação é tão importante para os alunos do século XXI como os números e as letras, apesar de as artes estarem quase sempre no fim da lista de prioridades do ensino escolar público."Temos tendência a separar as artes da ciência, quando na realidade são complementares. Os grandes cientistas são incrivelmente criativos e intuitivos. O processo científico valida, demonstra. É a imaginação que cria." Para Robinson, as artes devem ser vistas como motor de transformação do sistema de ensino: "Gastamos muito tempo e energia a tentar fazer com que o actual sistema de ensino assimile as artes, quando devíamos era pensar em formas de criar, através delas, um sistema novo." (Conferência da Unesco, 2006)


"É muito mais fácil ensinar matemática e ciência do que artes" - PÚBLICO

sexta-feira, julho 15, 2016

terça-feira, julho 05, 2016

Indomables, una historia de Mujeres Libres / Indomáveis, uma história de...





Em meados de maio de 1936 aparecia o primeiro número da revista Mujeres Libres.Um ano depois, em agosto de 1937, se celebrava em Valencia o primeiro congresso estatal da Federação nacional de Mulheres Livres, uma organização feminista de corte anarquista que tinha por objetivo que as mulheres se liberassem por elas mesmas da cruel servidão da ignorância.Esquecidas até por seus próprios companheiros Mujeres Libres chegou a contar com mais de 20.000 afiliadas. O turbilhão da guerra não lhes permitiu desenvolver seu programa "em paz", mas nada nem ninguém pode impedir que germinasse a semente que carregavam em suas entranhas.O objetivo deste trabalho é, além de resgatar dos esquecimento estas mulheres, denunciar (ainda que não me goste o termo) a invisibilização a que se submetem, não só a Mujeres Libres como também a outras mulheres e grupos de mulheres que por coerência levaram até o final sua dissidência e se mantém as margens de estruturas pré-estabelecidas.

"A las mujeres" (1936), canción anarquista - anarchist song





Por una idea luchamos,la cual defendemoscon mucha razón.Se acabarán los tiranos,guerras no queremosni la explotación.

domingo, julho 03, 2016

Europeísmo, Federalismo e Ordoliberalismo

A memória não tem de ser curta, e ainda menos míope.









"Ainda hoje nos querem impingir a mentira de que a ascensão de Hitler se deveu à hiperinflação dos anos vinte quando, de facto, ela já estava ultrapassada há muito. Pelo contrário, foi a espiral da austeridade deflacionista, levada a cabo pelo Chanceler Brüning, a partir de 1930, para responder aos efeitos da Grande Depressão nos EUA, no quadro do padrão-ouro, que gerou o desemprego de massa e criou o ambiente de conflitualidade social e política que catapultou Hitler para o poder. Tal como hoje, nesses anos de crise, a social-democracia apoiava as políticas de rigor orçamental, com excepção da Suécia."

Jorge Bateira, Julho 2016 




Ladrões de Bicicletas: Europeísmo, Federalismo e Ordoliberalismo: Hoje, é preciso lembrar que o ordoliberalismo germânico - a doutrina que preconizava a subtracção da economia aos decisores políticos med...

sexta-feira, julho 01, 2016

What to expect from libraries in the 21st century: Pam Sandlian Smith at...

Reformulação dos apoios públicos esconde novo ano zero nas Artes





(...) a prática dos últimos cinco anos destruiu qualquer regularidade e previsibilidade no trabalho da DGArtes. Para exemplo, os apoios pontuais, de regularidade semestral, tiveram lugar apenas anualmente em 2011, 2013, 2014 e 2015, falhando por completo no ano de 2012. Os apoios anuais foram realizados em 2011, 2013 e 2015, falhando todos os restantes anos. A redução violenta de 50% das verbas entre 2010 e 2015 explica a incapacidade da DGArtes em garantir a regularidade dos concursos.


Reformulação dos apoios públicos esconde novo ano zero nas Artes | Esquerda

Hélia Correia, nesta Europa

 

A Europa consegue este prodígio: sem existir, tem a existência ameaçada. Sem homogeneidade que a defina, vê tremer o que nela é homogéneo, os direitos humanos, a dignidade e a liberdade, já que da igualdade e da fraternidade aguardamos ainda a vinda messiânica. Posta em desequilíbrio, impreparada para dar combate aos velhos-novos inimigos que, sendo tudo aquilo que já fomos, exterminadores a mando de palavras divinas, e sendo tudo aquilo que hoje somos, internautas capazes de atravessar paredes, dificilmente se distinguem dos vizinhos cujas crianças brincam com as nossas. 
Desejos que pareciam repugnantes como a expulsão daquele que é estranho ao nosso clã sobem do cérebro reptiliano até à fronte e ali inscrevem novamente uma brutalidade primitiva que, confessemos, preservou o género humano: o egoísmo da sobrevivência. Pois é a vida, a física e do espírito, o que está a correr um grande risco aqui.
Hélia Correia, 2016 

Fala o pobre - PÚBLICO