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domingo, fevereiro 10, 2013

Forma de vida : a aventura de ensinar

Se a relação educativa não é a produção da aprendizagem e sim o encontro entre a pessoa do professor e a pessoa do aluno, então o trabalho do ensino não pode ser visto como uma função que se desempenha no interior de uma linha de montagem. O professor não é só a sua ação eficaz ou ineficaz de ensinar (como se a ação de ensinar pudesse não derivar da inteira razão e vida do professor!), nem o aluno o sucedido ou não sucedido acontecimento de aprender. Se o homem for um somatório das suas ações, papéis ou contextos, então é verdade que, do professor, à escola interessa só a sua ação de ensinar. O professor pagará na mesma moeda considerando que a ação de ensinar nada tem a ver com a sua pessoa. E o aluno encontrará na aula apenas aquilo que um robot poderia também desempenhar: um programa, melhor ou pior construído, de aprendizagem do português ou da matemática. Não admira que proliferem cursos via internet ou que os alunos se desinteressem cada vez mais da escola e do estudo. Para que isto não aconteça é preciso que um homem não seja um somatório contingente e acidental das tarefas que desempenha e dos contextos em que a sua existência se desenrola, mas sim uma unidade de razão e vida. 

terça-feira, outubro 13, 2009

Para além da literacia e da numeracia

A lot of people find themselves being creative despite their social standing.

You are the kid who is smart, so all your mates listen to your counsel.
You are the kid who is funny, so they look to you for a laugh.
You are the great dancer at the local disco.
You are the one who is good at building stuff.
You are the one who is been practising the guitar in your bedroom since you were nine.
You are the one who is good at problem solving.

I think it is a teacher’s job to spot these kids and give them a nudge in the right direction. Encourage the smart one to get smarter; encourage the funny one to read books, look at the history of comedy, organise his thoughts, write stuff down; encourage the dancer to practice, look at videos, see shows, etc.
I know there are some schools that do this, but there are a lot that don’t.

It is not just about numeracy and literacy… It’s about vigilance, kindness, empathy and creativity.

Lenny Henry(actor/comediante)

in All Our Futures: Creativity, Culture and Education / Ken Robinson et al. (1999) http://www.cypni.org.uk/downloads/alloutfutures.pdf

quarta-feira, maio 13, 2009

ensinar e aprender, objectos e objectivos



As lições

 

Ensinaram-me a falar

aprendi a escrever.

 

Ensinaram-me a escrever

aprendi a falar.

 

Ensinaram-me a ler

aprendi a ver.

 

Ensinaram-me a ouvir

aprendi a calar.

 

Ensinaram-me a pedir

aprendi a dar.

 

Ensinaram-me a comprar

aprendi a ter.

 

Ensinaram-me a beber

aprendi a rir.

 

Ensinaram-me a fugir

aprendi a ficar.

 

Ensinaram-me a aprender

aprendi a ignorar.

 

Ensinaram-me a amar

aprendi a criar.

 

Ensinaram-me a viver

aprendi a morrer.

 

Ensinaram-me a estar só

aprendi a estar.

 

Ensinaram-me a ser livre

aprendi a ser.

 

Ana Hatherly (1929-    )

 

In Antologia da poesia portuguesa. Org. M. Alberta Meneres, E. M. Melo  Castro. Vol. 2: 1940-1977, Lisboa, Moraes Editores, 1979, Col. Círculo de Poesia, p.76-77

 

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Slowmile Arte Aprendendo Viajando



Artistas, professores, gente amante do vagar. Organizam-se para ensinar e aprender, agindo e viajando, a prática da arte, a criatividade. Abrem as iniciativas a outros, em paisagens naturais ou ambientes urbanos.
Percursos pedestres, em diferentes lugares deste Planeta. Andando e desenhando. Ao compasso da atenção e do traço.
Próximos destinos: Sintra, Nova Iorque
Imagem de Florença (2008)