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segunda-feira, fevereiro 24, 2020

Ócio, adolescentes y autocrítica bibliotecária

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Infográfico partilhado por Julia Baena, 2019
21.02.2020. Ocio, adolescentes y autocrítica bibliotecaria - título de um belo artigo de Ana Ordáz nesse maravilhoso recurso que é o sítio Bibliogtecarios.

Podemos seguir Ana Ordáz no twitter

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Estocolmo. Biblioteca só para jovens - duas secções, uma para preadolescentes (10-13) outra para maiores de 14 anos. Interditas a adultos. Fonte aqui
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Jovens e videojogos. Talvez não saibam, mas jogar estes jogos pode fazer ganhar muito dinheiro
Pictoline, 2018
Das Conclusões (não substituem a leitura do artigo todo!):
Hagamos por tanto todo lo posible para que las propuestas al público adolescente no se queden en meras acciones puntuales. Trabajemos de forma conjunta para invitar a los jóvenes a espacios bibliotecarios vivos, seguros, con propuestas que les parezcan interesantes y que cumplan sus expectativas. Formémonos de forma continua para estar al día en un mundo que cambia constantemente y hagamos lo imposible frente a una administración que no avanza al mismo ritmo. Y sobre todo mimemos la atención y experiencia de esas personas, la mejor forma de crear vínculos que sirvan para ganarnos poco a poco su respeto y confianza.

terça-feira, janeiro 21, 2020

Estão a chegar, são as bibliotecas do futuro

future-libraries
Future Libraries: Workshops Summary and Emerging Insights [e-Book] . London, Arup University, 2015
Las bibliotecas están experimentando un renacimiento, tanto en lo que respecta a la infraestructura social que proporcionan como a la diversificación del servicio y las experiencias que ofrecen. En los entornos corporativos están jugando un papel cada vez más importante en la provisión de espacios de trabajo colaborativos y diversos. En las comunidades, se están convirtiendo en centros de educación, salud, entretenimiento y trabajo. Las bibliotecas están animando a la gente a volver al espacio físico mediante la integración de, por ejemplo, cafeterías, Wi-Fi gratuito, makerspaces o guarderías” (p.5). 
Future Libraries, publicado en julio de 2015 por Arup2, (p. 5)
Texto completo do Relatório Future Libraries (2015, em inglês, aqui
Resulta de trabalhos de investigação. Analisa a relevância que as bibliotecas terão no contexto físico e digital - uma base para prosseguir o debate sobrte o seu papael nas comunidades que servem

terça-feira, julho 16, 2019

Leitura e inclusão - Tratado de Marraquexe, e mais

Resultado de imagem para rnofa

3 de Julho de 2018
Notícia portuguesa - BN de Portugal oferece plataforma com livros acessíveis
https://www.publico.pt/2018/07/03/sociedade/noticia/biblioteca-nacional-lanca-plataforma-para-partilha-de-livros-acessiveis-a-invisuais-1836665

1 de Outubro de 2017
A EBLIDA  publica um Guia para Aplicação do Tratado de Marraquexe (2013), que compromete bibliotecas (e não só) de todo o mundo sobre a Propriedade Intelectual no "facilitar, através de excepções à lei da propriedade intelectual, o acesso de pessoas com diferentes tipos de deficiência visual a obras publicadas, foi aprovado pela União Europeia em abril de 2014 (JO L 115 de 17.4.2014)". Está em vigor desde 30 de setembro de 2016.

"By requiring countries which ratify the Treaty to have exceptions in domestic copyright law for the benefit of people with print disabilities. 
This means that countries which ratify the Treaty must ensure their laws allow people who are blind, visually impaired or otherwise print disabled, libraries and other organisations to make accessible format copies without having to ask permission from the copyright holder (usually the author or publisher), and to distribute the accessible copies domestically. 
By making it legal to send and receive accessible versions of books and other printed works from one country to another. This means that the sending of accessible format works across national bordersis permitted, helping to avoid costly duplication effortsin different countries by multiple institutions (that are often publicly funded or have charitable status). 

It will allow institutions with larger collections of accessible books to share these collections with relevant people in countries with fewer resources, and to better serve people with print disabilities in every country by providing reading material in any language that is needed [http://www.wipo.int/wipolex/en/treaties/text.jsp?file_id=301016#_ftn6 7]

The Treaty creates the concept of ‘authorised entities’ – institutions or organisations which, alongside beneficiaries and individuals acting on their behalf, can make use of the Treaty’s provisions. 
“Authorized entities” are central to the architecture of the Treaty, and libraries are central to the concept of “authorized entities”. As defined, the term “authorized entity” encompasses most libraries. Libraries, and other “authorized entities”, are allowed to undertake the domestic production and distribution of accessible materials. Importantly, the Treaty requires that “authorized entities” be permitted to send accessible format copies to other countries."

Texto do Guia, em inglês:

http://www.eblida.org/Documents/Marrakesh%20Treaty/01_eu_marrakesh_transposition_guide.pdf?fbclid=IwAR3uJjAm0nen7S17-PDl0O2jhG_FSw3r2XBkIaITo3aBJiI_Pg1B2VqKLW4


segunda-feira, janeiro 07, 2019

Bibliotecas em transformação

MODERN LIBRARIES Moving From A Transactional To A Relational Library Interview With Mogens Vesrgaard


Os espaços das bibliotecas são espaços públicos, e as suas colecções e serviços cada vez mais fazem a diferença na qualidade de vida das pessoas, e na qualidade e quantidade do acesso a informação. 
Mais que postos de transacções - empréstimo de livros, o que continua a ser útil e importante - as bibliotecas oferecem condições para reunião, estudo, pequenos cursos sobre os mais variados temas, meios e tecnologias actualizados para as mais diversas actividades, apoio e credibilidade no acesso a fontes de informação.  Serão as bibliotecas um Quinto Poder?
Entrevista com um bibliotecário de referência da Dinamarca, divulgada pela Associação de Bibliotecas Escolares da Austrália e publicada e difundida pela Princh.
Inclui destaques com exemplos da vida real de bibliotecas em 2018 - públicas e escolares.


Modern libraries: Moving from a transactional to a relational library: Whilst the library of the past was defined by transactional services – lending and returning of books - nowadays the dynamics of the library has changed by adding a relational side to all its processes. This way, modern libraries are shifting from focusing on transactional services, and have become relational which creates more value for

sábado, junho 02, 2018

Pediu futuro? E tem feito bibliotecas?

Artist’s impression of the design for the children’s area of the Helsinki Central Library.
Image: ALA Architects. 2018
Enquanto as bibliotecas do futuro se tornam alta-tecnologia, parece que também estão a retornar ao conceito de Alexandria sobre o que as bibliotecas devem ser: lugares onde as comunidades se encontram, conversam e conectam. 

While the libraries of the future are going high-tech, it seems they are also returning to the Alexandrian concept of what libraries should be: places where communities meet, talk and connect.

Em Helsínkia (Finlândia), desenvolveu-se um projecto contando com participação dois cidadãos, que definiu o programa da biblioteca e, decorrente disso, o edifício a erguer - o que se concretizou em 2018.  A nova biblioteca pública reflecte um novo pensamento público sobre biblioteca, em que os utilizadores são fazedores activos, mais do que consumidores passivos.
Não tem muito sentido construir um depósito de livros no coração da cidade.  A nova biblioteca oferece serviços tradicionais de biblioteca, como empréstimo de livros, mas também vão ao encontro das necessidades públicas, que evoluem cada vez mais do uso do empréstimo para o fazer. O que exige às bibliotecas oferta de espaços e condições para aprender, trabalhar e praticar diferentes actividades de lazer.  A própria localização, central e perto de duas outras instituições culturais importantes (Museus), junto do Parlamento, reflecte o valor dado à Biblioteca Pública como eixo essencial da democracia e de políticas culturais e de acesso ao conhecimento - para toda a gente.
As pessoas procuram um espaço PÚBLICO culturalmente rico e inovador, gratuito e seguro, com possibilidade para fazer e para trabalhar em rede com outras pessoas, e, claro, com livros e outros materiais para emprestar. E com café!

Ler mais aqui e aqui

quinta-feira, maio 31, 2018

Disparates em curso

Chegam notícias de desbaste em acervos, eliminando o que não corresponder à "nova ortografia".
E vozes sensatas (algumas...).

Nuno Pacheco
As bibliotecas já estão a arder?Pretender que as novas gerações só leiam obras submetidas à chamada “nova ortografia” é uma enormidade inqualificável.

"Só que um livro não é um telemóvel avariado ou um carro prestes a ir para a sucata, é algo que traz consigo a marca de um tempo e uma cultura. Pretender que as novas gerações só leiam obras submetidas à chamada “nova ortografia” é uma enormidade inqualificável. Teríamos de interditar aos estudantes grande parte das bibliotecas, deixando nelas acessíveis apenas umas magras estantes; teríamos de fechar à chave as bibliotecas privadas de pais, tios, amigos, para evitar às pobres crianças algum perigo de “contágio” com outras grafias; teríamos aqui, caso extremo, de afastar dos planos de leitura várias obras porque nelas se contêm termos em desuso, poupando assim as pobres crianças à escrita elaborada de Camões, Gil Vicente, Bernardim Ribeiro ou Camilo Pessanha, entre tantos outros."
Nuno Pacheco, in Público31.05.2018
Ler mais aqui:
https://www.publico.pt/2018/05/31/culturaipsilon/opiniao/as-bibliotecas-ja-estao-a-arder-1832280

segunda-feira, abril 30, 2018

BIBLIODIVERSIDADE, PRECISA-SE

Na guerra contra a ignorância a leitura é a melhor arma!... Frase de Eduardo Tominaga.


A ignorância sai caríssima. E semeia-se.

E combate-se.

Os primeiros subscritores desta Carta (18 de Abril de 2018) são 
  • José Antunes Ribeiro (editor-livreiro na Espaço Ulmeiro Associação Cultural, ex-fundador da Assírio & Alvim e da Ulmeiro)
  • Assírio Bacelar (editor na Nova Vega, ex-fundador da Assírio & Alvim)
  • Daniel Melo (historiador, investigador em política cultural e história do livro e da leitura).
Sou a 57ª. 

Soube da petição pelo Facebook. O digital não é desculpa para não aderir a esta Carta, antes pelo contrário. Vale a pena antes de mais ler o que aqui se escreve, pensar no que nela se destaca e se propõe. Reparar melhor no que se passa à nossa volta, pensar no que nela se diz e se avança. E depois agir.
1.2. O desinvestimento na leitura pública como ameaça ao desenvolvimento cultural Uma política do livro democrática e sustentável tem necessariamente que se articular com uma política da leitura. A sustentabilidade impõe que se promova diariamente a diversidade cultural, para atenuar efeitos nefastos advindos da concentração e homogeneização. A diversidade cultural tornou-se uma prioridade consagrada em inúmeros documentos internacionais desde os anos 1970, da UNESCO [1] ao Conselho da Europa e à comunidade ibero-americana.
Nas últimas décadas, tem-se verificado a nível planetário que a redução da diversidade no sector do livro corrói o pluralismo de pontos de vista, experiências e criações, enfraquece o debate público e a experiência humana, debilita a capacidade emancipatória dos cidadãos e das suas comunidades. Como antídoto impôs-se a ideia da bibliodiversidade, que surgiu nos anos 1990, e a qual necessita da articulação entre políticas do livro e da leitura, e entre Estados e sociedades civis organizadas.
Mas não basta abraçar ideias, impõe-se dar-lhes conteúdo prático, na aplicação das políticas públicas nos vários níveis do Estado, envolvendo e responsabilizando os cidadãos e suas organizações. 
Em Portugal, um dos pilares duma política integrada do livro e da leitura têm sido as bibliotecas públicas municipais. Ora, estas atravessam uma crise grave que urge solucionar. A crise liga-se a severas restrições orçamentais mas é, acima de tudo, um problema programático. Que fins se pretendem atingir? Que resultados se têm atingido? Que meios se devem mobilizar?
Desde logo, em muitas bibliotecas não têm sido devidamente acautelados os seus fundos bibliográficos. As novidades tardam, e parte do atraso deve-se a ainda não ser sistemática a “catalogação na fonte” dos livros, o que evitaria a duplicação de trabalho e impõe um urgente reforço de meios específicos. Diversas juntas de freguesia e municípios deixaram de investir na actualização consistente da oferta de livros nas suas bibliotecas. O investimento parece ter sido desviado para o livro escolar, o que esvazia as bibliotecas locais. Além disso, há bibliotecas municipais que têm fundos preciosos de livros de autores portugueses dos séculos XIX e XX que estão em depósitos distantes, sob o pretexto de que estas bibliotecas só devem disponibilizar livros novos, quando o que devem é assegurar uma oferta o mais generalista possível, incluindo quanto a autores e edições mais recuadas. As reedições que se vão fazendo não cobrem tudo, há que atender públicos diversificados (incluindo os que necessitam de pesquisar, cada vez mais um requisito do próprio ensino, básico e superior), e nem todas as obras relevantes podem ser contempladas no orçamento bibliotecário.
Outro problema grave prende-se com o incumprimento da missão integral por estas bibliotecas, a que estão obrigadas dado o lugar central que detém nas respectivas comunidades, enquanto pólos culturais e educativos.
Como sustenta o Conselho da Europa desde 1970, a cultura não é somente bens de consumo, mas sobretudo um espaço no qual os cidadãos podem formar a sua própria cultura, posição que foi reiterada por resolução da 1.ª Conferência de Ministros Europeus responsáveis pelos Assuntos Culturais, em 1976.
Por isso, torna-se imperioso inverter o profundo desinvestimento em actividades culturais promotoras do livro e da leitura, da hora do conto à declamação de poesia e às oficinas artísticas. São estas e outras iniciativas afins que colocam em interacção os cidadãos com actores sociais e culturais diversos, permitindo e suportando a criação, a difusão e o pluralismo culturais, mas também a integração e coesão socioculturais. Para tal efeito, é crucial dotar estas iniciativas de recursos próprios, para acabar de vez com o mau hábito de se considerar que o trabalhador intelectual e artístico deve intervir nestes espaços a título gracioso. Só assim será possível respeitar a sua dignidade profissional e reforçar as vias de produção, participação e circulação culturais e de integração sociocomunitária. E só assim também se porá cobro ao financiamento de actividades culturais pelos próprios funcionários das bibliotecas (em dinheiro para materiais, em combustível para deslocações, em horas extraordinárias não pagas, etc.), um abuso do seu espírito de missão que tem ocorrido em várias bibliotecas municipais. O bom investimento em equipamentos promotores da literacia digital não deve comprometer o resto.
Por fim, estes espaços podem e devem dar um maior contributo para a coesão territorial, o que só se consegue com a sua mais eficiente distribuição territorial. Em primeiro lugar, o projecto de uma rede de bibliotecas públicas cobrindo todo o território está por concluir e marca passo, volvidos 31 anos (209 bibliotecas activas, para 308 municípios, ou c. 2/3), com o Estado central alheado do seu programa de cofinanciamento de bibliotecas municipais. Por outro lado, em muitos concelhos uma só biblioteca fixa não chega a todas as populações, pelo que se impõe que o pivot central estimule (e seja parceiro) do lançamento de bibliotecas itinerantes junto dos municípios interessados, o que tem descurado. Para ambos os programas deve procurar-se financiamento junto da União Europeia e doutro tipo de organizações com empenho neste sector. 
CARTA ABERTA PARA SAIR DA CRISE NO SECTOR DO LIVRO E DA LEITURA : Petição Pública

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Bibliotecas & tecnologia, para quem?

survey process

Investigação desenvolvida nos EUA a partir de 2013. Últimos resultados : 31.12.2017, aqui https://impactsurvey.org/sites/impactsurvey.org/files/cumulative_report.pdf

Este estudo apresenta um entendimento de como é que a oferta de serviços de acesso público à tecnologia beneficia cada comunidade. Para ajudar a sua biblioteca a usar efetivamente estes resultados nos seus esforços de advocacy, convidam-nos a visitar o sítio web do estudo e aí encontrar algumas ferramentas para argumentação (http://impactsurvey.org/advocacy). 

Um extracto dos resultados

In addition to use while traveling, research has shown that there are several other reasons that drive people with alternative means of access to use technology resources at the library: 
  • Lack of access to high speed Internet at home: Library Internet allows people to download large files or websites requiring a high speed connection. 
  • Gaps in access: Such as when moving or during power outages. 
  • Household competition: Especially among youth, competition with siblings or parents over a single household computer drives users to the library. 
  • A change of scenery: People who work at home sometimes use library computers and wireless to get out of the house. 
  • Job seekers also use computers in the library to maintain a normal schedule and stay connected to the community. 
  • During lunch breaks or while out running errands: People stop in to check email, look up phone numbers or directions, or other quick tasks. 
  • As a supplement to the library catalog: Users look up book reviews, reading lists, and other aids for selecting materials.

segunda-feira, dezembro 18, 2017

Pedir livros, pedir horizontes


Foto de Manuela Barreto Nunes.
Ed. Casa Museo Federico Garcia Llorca de Fuente Vaqueros
Llorca, séc. XX (via Manuela Barreto Nunes, séc. XXI). Iberia: Alocución al pueblo de Fuente Vaqueros, 1931. Leiam a tradução em português do Brasil aqui  (via Youtube- Focus Portal Cultural, 2016)

"Cuando alguien va al teatro, a un concierto o a una fiesta de cualquier índole que sea, si la fiesta es de su agrado, recuerda inmediatamente y lamenta que las personas que él quiere no se encuentren allí. «Lo que le gustaría esto a mi hermana, a mi padre», piensa, y no goza ya del espectáculo sino a través de una leve melancolía.


Foto de Henrique Barreto Nunes.
Trad. português de Portugal, 1ª ed. 2004
Ésta es la melancolía que yo siento, no por la gente de mi casa, que sería pequeño y ruin, sino por todas las criaturas que por falta de medios y por desgracia suya no gozan del supremo bien de la belleza que es vida y es bondad y es serenidad y es pasión.
"Por eso no tengo nunca un libro, porque regalo cuantos compro, que son infinitos, y por eso estoy aquí honrado y contento de inaugurar esta Biblioteca del pueblo, la primera seguramente en toda la provincia de Granada.

"No sólo de pan vive el hombre”. Yo, si tuviera hambre y estuviera desvalido en la calle no pediría un pan; sino que pediría medio pan y un libro. Y yo ataco desde aquí violentamente a los que solamente hablan de reivindicaciones económicas sin nombrar jamás las reivindicaciones culturales que es lo que los pueblos piden a gritos.

Bien está que todos los hombres coman, pero que todos los hombres sepan. Que gocen todos los frutos del espíritu humano porque lo contrario es convertirlos en máquinas al servicio de Estado, es convertirlos en esclavos de una terrible organización social.

Yo tengo mucha más lástima de un hombre que quiere saber y no puede, que de un hambriento. Porque un hambriento puede calmar su hambre fácilmente con un pedazo de pan o con unas frutas, pero un hombre que tiene ansia de saber y no tiene medios, sufre una terrible agonía porque son libros, libros, muchos libros los que necesita y ¿dónde están esos libros?

¡Libros! ¡Libros!
Hace aquí una palabra mágica que equivale a decir: «amor, amor», y que debían los pueblos pedir como piden pan o como anhelan la lluvia para sus sementeras.
Cuando el insigne escritor ruso Fedor Dostoyevsky, padre de la revolución rusa mucho más que Lenin, estaba prisionero en la Siberia, alejado del mundo, entre cuatro paredes y cercado por desoladas llanuras de nieve infinita; y pedía socorro en carta a su lejana familia, sólo decía: «¡Enviadme libros, libros, muchos libros para que mi alma no muera!».
Tenía frío y no pedía fuego, tenía terrible sed y no pedía agua: pedía libros, es decir, horizontes, es decir, escaleras para subir la cumbre del espíritu y del corazón. Porque la agonía física, biológica, natural, de un cuerpo por hambre, sed o frío, dura poco, muy poco, pero la agonía del alma insatisfecha ura toda la vida.
Ya ha dicho el gran Menéndez Pidal, uno de los sabios más verdaderos de Europa, que el lema de la República debe ser: «Cultura». Cultura porque sólo a través de ella se pueden resolver los problemas en que hoy se debate el pueblo lleno de fe, pero falto de luz".

terça-feira, julho 11, 2017

Mudar

Imagem perplexa
Imagem partilhada por Albano Esteves Martins no Facebook (2017)

BIBLIOTECA, LARGO LUGAR DE ENCONTROS



Maria José Vitorino
Laredo Associação Cultural


Antigamente, o Largo era o centro do mundo. Hoje, é apenas um cruzamento de estradas, com casas em volta e uma rua que sobe para a Vila. O vento dá nas faias e a ramaria farfalha num suave gemido, o pó redemoinha e cai sobre o chão deserto. Ninguém. A vida mudou-se para o outro lado da Vila.
O comboio matou o Largo.
Manuel da Fonseca, in “O Fogo e as Cinzas”, 1951


Agradeço o convite para este debate, saudando este dia em que se reunem profissionais de Pombal e da Região Centro de Portugal, parando para pensar nas nossas práticas e apontar novos caminhos para as bibliotecas, o que me deixa muito feliz.

Peço-vos que nos imaginemos no Ano da Graça de, por exemplo, 2037. Ultimamente tenho tido alguns problemas nos olhos, e talvez assim as perspectivas de futuro sejam mais acessíveis...

No já longínquo ano de 2017, Trump, à época Presidente de um grande país que existia a Sul do Canadá, rompeu com os acordos de Paris, assumindo a sua descrença dos objetivos de desenvolvimento sustentável que a ONU aprovara em 2015 para uma modesta agenda de 15 anos, até 2030.

Houve um momento de susto, até porque nesses anos aconteciam guerras mais intensas junto ao Mediterrâneo, e o poder do EUA, grande fornecedor de armas, era reconhecido. Todos sabemos que nos anos seguintes os acontecimentos surpreenderam muitos, e fizeram cair no esquecimento vozes que até aí se afirmavam como detentoras da única verdade sobre a História e o futuro. Escassos vinte anos depois, ninguém se lembra deles, e apenas os estudiosos dos arquivos de vez em quando tropeçam, sem se deter, num dos seus discursos inflamados e repletos de figuras numéricas – usava-se muito, ao tempo, compor palavras com gráficos mais ou menos opacos. Há quem diga que a crença na ilegibilidade da informação resultava de sobrevivências de práticas tribais, esconjurando os inimigos dos poderosos com rituais mais ou menos inúteis, porém de grande efeito dramático.

Coisa que hoje nos parece incrível: nos jornais da região da Europa da época, Trump ocupava muito espaço, mas o ITER nem por isso.

O ITER – sigla inspirada no palavra latina “iter” (caminho) e acrónimo de International Thermonuclear Experimental Reactor é um megaprojecto que visa a construção da instalação que permitirá - esperam os cientistas - demonstrar a viabilidade da produção de energia a partir da fusão nuclear. O projecto é, por agora (2017), fruto da colaboração da UE, EUA, Rússia, China, índia, Coreia e Japão, envolvendo muitas centenas de entidades de todos estes parceiros. Para além da mega-estrutura com milhares de sofisticados componentes, é surpreendente a complexidade de o levar por diante, sabendo-se que cada país interveniente é responsável por diversas partes. E depois tentar entender o entusiasmo dos que estão envolvidos, sabendo-se que a construção não estará concluída antes de 2025 e as primeiras experiências terão lugar lá para 2035. Fica em Cadarache, a 40km de Aix-en-Provence, França.

Para saber, em 2017, o que era o ITER, tinha de se ser frequentador de fontes alternativas, as “redes sociais” e os canais menos sustentados pelos financiamentos mais gordos. Frequentador e competente na leitura das mesmas fontes, para poder antecipar a História, ou uma parte dela.

O nosso futuro coletivo, mais ou menos previsível, depende destes canais e de quem, onde, quando e como neles navega e deles aproveita para agir.

As bibliotecas são um dispositivo consolidado em democracias que prezam a universalidade do acesso à informação e ao conhecimento, do mais simples ao mais complexo, fazendo parte dos mínimos obrigatórios na qualidade de vida dos cidadãos e no potencial de desenvolvimento da sociedade. Garantir o seu pleno funcionamento e o seu valor é, porém, mais que assegurar instalações e respostas tecnológicas, mais até que dotá-las de meios humanos, físicos, financeiros, por essenciais que estes sejam. Preciso é conseguir povoá-las, fazer com que se integrem na normalidade do quotidiano das pessoas, de todas as idades e perfis de interesse, como qualquer outro recurso de higiene diária.

Preciso é não apenas criá-las e não deixar que as matem, como conseguir que façam parte do essencial da vida – tornando uma utopia numa necessidade básica, por evolução do paradigma cultural dominante na população.

Cada biblioteca é diferente das outras, e todos os tipos de biblioteca são relevantes, mas neste trabalho de fomentar as condições de povoamento nenhumas se destacam tanto como as bibliotecas públicas e as escolares. Entenda-se aqui bibliotecas públicas como as que se assumem como parte da Cidade, no sentido lato – onde vivem as pessoas. Entendam-se por bibliotecas escolares as que se associam a instituições educativas formais – do jardim de infância ao ensino superior.

Convirá, no entanto, promover a coerência dos princípios para que a diversidade floresça pela colaboração, e o resultado seja um futuro melhor para toda a gente e em toda a parte. Esta tarefa, sempre urgente, nunca foi fácil. Pela sua complexidade, exige preparação permanente e atualizada dos seus agentes. Pela sua urgência, só se cumprirá sem pressas, com planeamento e determinação, agindo em simultâneo no longo, médio e curto prazo, nos territórios locais, regionais, nacionais e globais.

O que há de comum em todas essas dimensões? A tecnologia, responderão. É verdade, mas a tecnologia é frágil, sujeita a ameaças, e à sua própria natureza, que é de permanente alteração. O essencial, como sempre, é a gente, a sua existência e, sobretudo, a sua exigência, alimentada pela cultura, a arte, a ciência e a educação em todas as vertentes, do formal ao não formal.

Num mundo governado por algoritmos, nunca como hoje o domínio da palavra e do pensamento lógico foi tão determinante, e tão expressivo das desigualdades e iniquidades sociais. As palavras são preciosas, a escrita e a leitura redescobertas diariamente como instrumentos decisivos. A literatura vem-se reafirmando como uma das artes, e todas as artes e as ciências afinam ideias e palavras reconhecendo a mais valia do contributo literário. Como fruidores? Como criadores? A resposta é ambos. E o que há 100 anos pareceria desconcertante – dizia a Cecília Meireles “Ou isto ou aquilo” - surge hoje como evidente – teremos de ser e querer isto E aquilo.

Desafios e mudanças nas Bibliotecas passam por as fazer para todos, para tudo, para fruir e criar, aprender e ensinar, memória e informação, inquietação e abrigo. Sobretudo, lugar de gente em criação de si mesma como sujeito de futuro. Lugar corrente e quotidiano, acessível e facilitador de acessos, de encontro, e de encontros. Lugar de liberdade, pensamento e acção.

Que seja a biblioteca a casa onde cabe e se sabe toda a gente, um centro deste mundo que tantas vezes nos parece sem núcleo fixo. Algo de comum e primordial, como o Largo de que escreveu Manuel da Fonseca, e não um mero cruzamento de estradas.


Qual o lugar das bibliotecas? O lugar para onde se mudou a vida, e que nos ajuda a mudar de vida.


Texto apresentado em DESAFIOSE MUDANÇAS NAS BIBLIOTECAS : PERSPECTIVAS DE FUTURO. Pombal, 10 de Julho de 2017. Painel com Pedro Príncipe e Maria José Vitorino

sexta-feira, maio 19, 2017

Miranda do Corvo, 19.5.2017



TEMPOS E LUGARES DE NÓS-OUTROS, IGUALDADE E CIDADANIA
Maria José Vitorino
Laredo Associação Cultural
19 de Maio de 2015

Agradeço o convite que me foi endereçado para participar nesta Conferência na bela Serra da Lousã, que generosamente nos acolhe num ambiente tão propício à reflexão como favorável ao desenho que se sugere para a Biblioteca, ou para cada biblioteca, e para o papel que podem desempenhar no mundo. Lamento não poder permanecer no segundo dia da Conferência, por motivos profissionais inadiáveis, pois estou certa que vai ser muito estimulante.

Nesta primeira manhã, cabe-me partilhar com a Manuela Barreto Nunes e a Margarida Mota, queridas colegas bibliotecárias, a primeira mesa de desafios, antes da comunicação de Roberto Soto Aranz. Convido-vos a um pequeno aperitivo para a nossa conversa – numa mesa de 3 mulheres, como eram as Moiras, ou Parcas , mas neste caso ao contrário da mitologia, fiando fios para tecer por bons destinos. Assim seja!

No aprazível Hotel onde nos encontramos, os quartos têm designações inspiradoras, e a sua descodificação pode ser deveras estimulante. Coube-me Hefesto, uma saborosa ironia e uma escolha muito adequada.

A omnipresente Wikipedia, com todas as suas limitações, dá informação:
Hefesto ou Hefaísto (em grego: Ήφαιστος, transl.: Hēphaistos)  e “um deus da mitologia grega, cujo equivalente na mitologia romana era Vulcano. Filho de Zeus e Hera, rei e rainha dos deuses ou, de acordo com alguns relatos, apenas de Hera, era o deus da tecnologia, dos ferreiros, artesãos, escultores, metais, metalurgia, fogo e dos vulcões. Como outros ferreiros mitológicos, porém ao contrário dos outros deuses, Hefesto era manco, o que lhe dava uma aparência grotesca aos olhos dos antigos gregos. Servia como ferreiro dos deuses, e era cultuado nos centros manufatureiros e industriais da Grécia, especialmente em Atenas. O centro de seu culto se localizava em Lemnos.
Os símbolos de Hefesto são um martelo de ferreiro, uma bigorna e uma tenaz, embora por vezes tenha sido retratado empunhando um machado.Hefesto foi responsável, entre outras obras, pela égide, escudo  usado por Zeus em sua batalha contra os titãs. Construiu para si um magnífico e brilhante palácio de bronze, equipado com muitos servos mecânicos. De suas forjas saiu Pandora, primeira mulher mortal.

Talvez por também eu ser coxa, e assumir um fascínio pelas tecnologias e pela inovação em dispositivos vários associados à leitura e às bibliotecas, me seja tão grata esta associação ao simbólico que Hefesto nos transmite. Talvez seja coincidência o quarto que me atribuíram, mas é certamente uma feliz coincidência. E como são preciosas as felizes coincidências!

Sou bibliotecária e professora, e realmente de certo modo uma artesã, faço coisas – faço bibliotecas.... E como nas forjas antigas, nenhum de nós trabalha sozinho: são sempre equipas, muitos braços e olhos, e sempre com alguém mais novo a aprender dia a dia os segredos do ofício.

Tal como os ferreiros, amo as minhas ferramentas, e pouco importa que elas hoje pareçam bem diferentes da bigorna e da tenaz. Tecnologia e literacia são membros dum mesmo corpo construtor, e para nadarmos nos mares do presente precisamos de os coordenar nos nossos movimentos. 

Nada se faz sem riscos, e tal como o mitológico ferreiro sofreu os efeitos da exposição ao arsénio, com consequências no seu corpo, quem hoje se arrisca na forja das bibliotecas sujeita-se, frequentemente, a perdas e danos, que valem a pena se fizerem sentido numa visão e num compromisso que transcende a esfera individual. É preciso pois reunir tecnologia, literacia, cidadania e alguma ousadia. Serão estes elementos que teremos de associar na liga que sustente as bibliotecas de que precisamos para a nossa sobrevivência enquanto Humanidade, neste Planeta Terra, ou Gaia, se preferirem... Uma liga ao mesmo tempo resistente e ágil, leve, portátil, à medida da mão, do coração e da razão da Gente de hoje, em toda a parte.

O desafio é servirmos, não deuses, mas homens e mulheres iguais, fraternos e felizes.

A perfeição das formas exteriores não é o que Hefesto dá, nem o que procura – e as imperfeições, dificuldades e carências não lhe repugnam, antes o fazem voltar à forja, inventar, construir, martelar, aperfeiçoar, fabricar, e dar a outros os frutos do seu labor, para que sejam úteis ao caminho de cada um. Que melhor metáfora, amigos bibliotecários, para a nossa labuta, seja na biblioteca móvel que calcorreia caminhos com livros e jornais e conversa atenta, seja nos conteúdos alimentados na web diariamente, seja nas bibliotecas municipais ou nas universitárias?

Retomando o título deste meu contributo, atrevo-me a um pequeno exercício de invocação. Que Hefesto nos inspire na invenção de Bibliotecas como dispositivos de espelhos. Neste tempo de selfies e Narcisos, por um lado, e, por outro, de avassaladora comunicação virtual através de distâncias físicas imensas (tal como nos sinais de espelhos usados militarmente noutro tempo), o espelho é também uma analogia com grande potencial.
Serão as bibliotecas salas de espelhos, onde poderemos descobrir mais sobre nós mesmos e sobre o Outro, espelhos mágicos a atravessar, como Alice, pelo puro prazer da descoberta, ou para mover o mundo de pernas para o ar e o transformar noutro melhor?

Nos anos 70 do século passado, o Manuel António Pina bem anunciou esse caminho, no livro O País das Pessoas de Pernas Para o Ar:
Um dia fez as malas e foi conhecer mundo. Chegou a uma terra em que as pessoas andavam todas de pernas para o ar e de cabeça para baixo. As pessoas daquele país calçavam os sapatos nas mãos e as luvas nos pés.

Zeus venceu os Titãs graças ao escudo que Hefesto concebeu e construiu.
Construamos Bibliotecas como as múltiplas obras de Hefesto, providenciemos bibliotecas ao povo, e venceremos os modernos Titãs. Que Pandoras sairão das nossas forjas?

As boas histórias são assim, levam-nos os pensamentos longe, e nós regressamos sempre mais ricos, mais fortes, mais sábios de novas perguntas. Saibam as bibliotecas manter-se casas de boas histórias, abertas, fraternas e livres, e não teremos feito pouco.

Por hoje, bem dito e louvado, está o conto acabado.


Conferência Ibérica
promovido por Fundação ADFP
Miranda do Corvo, Hotel Parque Serra da Lousã, 19-20 de Maio de 2017

sexta-feira, março 18, 2016

Bibliotecas: há quase 60 anos, parecia impossível, e não foi

 
"Em 1957, o serviço de Bibliotecas Itinerante da FCG efetuou um inquérito às câmaras municipais, pelo qual sessenta e cinco dos cento e cinquenta e seis municípios do continente, mostraram interesse na instalação de numa biblioteca municipal itinerante (Melo, 2004: 288). Ou seja, cerca de metade dos municípios inquiridos considerava útil e positivo o serviço de leitura prestado pela FCG.
Outro dos elementos que atesta o interesse pelas bibliotecas da rede Gulbenkian provém da adesão ao projeto do movimento associativo de carácter cultural, recreativo, social e religioso, nalguns casos. Entre 1959 e 1970 foram instaladas sete dezenas (70) de bibliotecas em sociedades filarmónicas, cine-clubes, grupos desportivos, bombeiros, estabelecimentos prisionais, hospitais e entidades religiosas. Em 1980, contavam-se cento e quinze postos de leitura, acomodados precisamente em associações culturais e recreativas, juntas de freguesia, empresas fabris, centros de assistência social (Melo, 2004: 288-289).
Por seu turno, nunca é demais salientar a recetividade das populações à iniciativa da FCG. A prova desta adesão está no facto de a rede Gulbenkian ter ampliado, em apenas dois anos, o sistema de Bibliotecas Itinerantes para a instalação de Bibliotecas Fixas, com vantagens significativas para a disponibilidade de bibliografia às populações."

A ler mais, na tese de doutoramento de Regedor (2014)

Microsoft Word - PhD _Volume I[1]-VF

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Nazaré: protesto, com todas as letras


Era uma vez uma população que desejava muito ter uma biblioteca. Demorou, demorou, mas lá conseguiram. Amaram-na desde o primeiro dia, frequentam-na intensamente. É delas e para elas, das gentes da Nazaré.
Mudou a Câmara. Despediram mais de metade do pessoal da biblioteca, de repente, sem aviso, esquecendo contratos anteriores.
Pode até ser legal (?) mas é, pelo menos, irresponsável. Que farão com aquela biblioteca? Que fará a gente da Nazaré sem ela, ou com ela transtornada?
Maus sinais de governação em terra, tempestades no mar.
A BAD protesta e pede audiência ao Presidente da Câmara

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Por nós


Ensinaram-nos que não podemos. Que não podemos falar. Que não podemos pensar.
Mas sim, podemos!

sexta-feira, junho 07, 2013

Biblioteca Especializada Ana de Castro Osório - Lisboa, 2013


Inaugurada este mês :) numa sala da Biblioteca Municipal de Belém, em Lisboa, exclusivamente com livros doados por cidadãs feministas, que assim "reciclaram" parte das suas bibliotecas pessoais.