segunda-feira, fevereiro 24, 2020

Ócio, adolescentes y autocrítica bibliotecária

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Infográfico partilhado por Julia Baena, 2019
21.02.2020. Ocio, adolescentes y autocrítica bibliotecaria - título de um belo artigo de Ana Ordáz nesse maravilhoso recurso que é o sítio Bibliogtecarios.

Podemos seguir Ana Ordáz no twitter

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Estocolmo. Biblioteca só para jovens - duas secções, uma para preadolescentes (10-13) outra para maiores de 14 anos. Interditas a adultos. Fonte aqui
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Jovens e videojogos. Talvez não saibam, mas jogar estes jogos pode fazer ganhar muito dinheiro
Pictoline, 2018
Das Conclusões (não substituem a leitura do artigo todo!):
Hagamos por tanto todo lo posible para que las propuestas al público adolescente no se queden en meras acciones puntuales. Trabajemos de forma conjunta para invitar a los jóvenes a espacios bibliotecarios vivos, seguros, con propuestas que les parezcan interesantes y que cumplan sus expectativas. Formémonos de forma continua para estar al día en un mundo que cambia constantemente y hagamos lo imposible frente a una administración que no avanza al mismo ritmo. Y sobre todo mimemos la atención y experiencia de esas personas, la mejor forma de crear vínculos que sirvan para ganarnos poco a poco su respeto y confianza.

quinta-feira, fevereiro 20, 2020

As palavras em papel de seda - a propósito de eutanásia


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Obras Completas Maria Judite de Carvalho - Vol. 4.:  Janela Fingida | O Homem no Arame | Além do Quadro. Minotauro, 2019


As palavras em papel de seda
Podem ser assustadoras, as palavras. Podem magoar, ferir, matar até. Podem encher-nos de vergonha. Por isso o medo, o pavor que delas têm os nossos coraçõezinhos de pomba. E eis que as envolvemos em delicados papéis de seda e, de repente, é como se não existissem. É estranho, mas as coisas que significam, as terríveis coisas que significam, não nos assustam tanto. Porque são a vida, o inevitável, aquilo que sempre houve, nada a fazer. Agora elas, as palavras… Preferimos pois os doces eufemismos tranquilizadores. Estamos, de resto, preparados para tal atitude. Somos um povo eufemístico,  hospitaleiro e de brandos costumes. Entre muitas outras coisas.Basta ler jornais, ouvir rádio, ver-ouvir televisão. A quantidade de palavras lindamente embrulhadas no papel de seda chamado eufemismo... Claro que isto não é só nosso, chega-nos de muitos outros países. Países que lutam pela paz (fazendo guerras cuja origem é silenciada), Ministérios da Defesa (que são de ataque), gente de cor (em terra onde, diz-me, não há racismo), sei lá. Mas entre nós. E aqui estão os economicamente débeis, os culturalmente desfavorecidos, os subdesenvolvidos, quem vai chamar-lhes pobres de pedir ou ignorantes de tudo ou abandonados na vida? E os deficientes físicos e os invisuais e os que sofrem com os problemas da terceira idade? E os que morrem (falecem às vezes, são mesmo chamados à divina presença de Deus) vitimados pela doença-que-não-perdoa? Quantas vezes vemos uma família a quem acaba de morrer um ente querido, uma família que sofreu diariamente com essa morte lenta, e, com coragem, tropeçar de súbito, hesitar, baixar a voz ou recusar-se mesmo a dizer a palavra terrível que queima os lábios?
É, pelos vistos, muito mais difícil enfrentar a realidade do que as palavras. E se uma pessoa vier falar-nos de cancerosos, pobres, aleijados, cegos e velhos na miséria, arrisca-se a que fiquemos a pensar, quando se for embora, que é, na verdade, uma pessoa muito insensível. Enfim, arrisca-se a deixar-nos uma péssima impressão.
Maria Judite de Carvalho
O homem no arame, 1979

quarta-feira, fevereiro 19, 2020

Escola Azul Parceria Laredo







Cetáceo Bonifácio, ilustração de Miguel Horta em Rimas salgadas (2015),  obra esgotada

Divulgação da actividade "Leitura, Literacia do Oceano e Agenda 2030"




A Agenda 2030 alerta-nos para a Literacia, o conhecimento dos oceanos e dos mares e a educação marinha multidisciplinar. Na Laredo, preparámos 10 actividades que podem ser realizadas em todo o país. Como sempre, com as Bibliotecas, as Artes, a Leitura e a Natureza no coração da aprendizagem. Para a rede Escola Azul, com condições muito especiais.

Formação. Mediação leitora e artistica. Oficinas.. Espectáculos Residências. Cursos.
Escola Azul é um programa educativo do Ministério do Mar que tem como missão promover a Literacia do Oceano em Portugal. É uma honra e um gosto sermos seus parceiros. 
Vejam aqui:

Pode ser que vos interesse e que queiram divulgar. Ou que vos inspire para olhar e amar o mar e as palavras que no-lo ensinam. Só isso, já me alegra o coração.






















quinta-feira, fevereiro 13, 2020

Flutuar

Nenhuma descrição de foto disponível.
Foto Fátima Barbot

Miles Davis - Sketches of Spain - Solea

13 de Fevereiro de 1906: nasce Agostinho da Silva


Que diria Agostinho da Silva destas duas afirmações da espuma dos dias que agora vivemos?

Tema: eutanásia e proposta de referendo sobre o tema por representantes de confissões religiosas
 "Não podemos permitir que alguns deputados queiram decidir por nós." -afirmação de um bispo católico em 2020, Portugal 
 "Não podemos permitir que alguns bispos, que ninguém elegeu, queiram decidir por nós."- afirmação de uma cidadã em 2020, Portugal
Sobre Agostinho da Silva:

Estórias da História: 13 de Fevereiro de 1906: Nasce Agostinho da Silva: Professor e investigador português, George Agostinho Batista da Silva nasceu a 13 de fevereiro de 1906, no Porto, e morreu a 3 de ab...

terça-feira, fevereiro 11, 2020

Das palavras e dos seus ofícios



Miguel Horta, 2020 (ultrapasse a publicidade, por favor)
Narrador
"O narrador quando mais livre se sente mais favorece a empatia. É uma correnteza de palavras. Sendo que o conto não sai igual ao dia anterior.

Por vezes fazemos uma alteração, noutros casos alguém na audiência sugere uma abordagem diferente, ou temos a companhia de outro narrador e decidimos pegar na mesma história e contá-la de modo diferente... Há liberdade mas também há encantamento de quem conta a história. Nós gostamos muito do que fazemos e quem está na audiência acaba por criar esta empatia e criar a escuta que é o mais importante."
"A escuta perdeu para a visão e muitas vezes é mal feita, muito alta e com auscultadores, o que nos isola do mundo. Perdem-se escutas seletivas. Neste sentido, há também aqui um trabalho para se fazer. Uma sessão de narração oral contribui para isso. Mesmo com uma criança que não sabe ler já se está a criar uma competência da escuta. É uma espécie de pré-leitor. Ele próprio vai ganhando competências com a palavra. Vai aprender a desenhar com a palavra, ganha vocabulário."
Ler mais aqui

Somos a Diversidade, somos o Rádio! (Vídeo oficial do Dia Mundial do Rád...


Neste 13 de fevereiro, juntemo-nos à UNESCO e a centenas de estações de rádio para desejar a todos um óptimo Dia Mundial do Rádio e celebrar o tema da diversidade!
A diversidade está presente em todos os nossos dias, em nossos programas, em nossos conteúdos, em nossas entrevistas, em nossos perfis.

Vamos celebrar a nona edição desse dia internacional pelo site http://www.worldradioday.org e pelas hashtags #WeAreRadio, #WeAreDiversity

sábado, fevereiro 08, 2020

Ástor Piazzolla - Fuga y Misterio for 12 Celli - Die 12 Cellisten der De...

Em memória de Zuraida Soares. Sem amos

Vila Franca de Xira, Portugal, Fevereiro 2020
Foto de Maria José Vitorino, telemóvel HUAWEY, câmara Leika

Antes de abrir o sol. Som de gaivotas em fundo. Tempo suspenso
Poucas horas depois desta fotografia, soube que mais uma amiga nos deixou. Como ela um dia disse, vou ficando a reinventar lutas por causas possíveis e impossíveis. Sem amos. 
Um dia, todos viverão sem amos. Assim seja.

Vasco Ribeiro & Os Clandestinos - Falem

sexta-feira, fevereiro 07, 2020

Não tem futuro sem partilha


Eu sou da Estação Primeira de Nazaré
Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher
Moleque pelintra do buraco quente
Meu nome é Jesus da gente
Nasci de peito aberto, de punho cerrado
Meu pai carpinteiro desempregado
Minha mãe é Maria das Dores Brasil
Enxugo o suor de quem desce e sobe ladeira
Me encontro no amor que não encontra fronteira
Procura por mim nas fileiras contra a opressão
E no olhar da porta-bandeira pro seu pavilhão
Eu tô que tô dependurado
Em cordéis e corcovados
Mas será que todo povo entendeu o meu recado?
Porque de novo cravejaram o meu corpo
Os profetas da intolerância
Sem saber que a esperança
Brilha mais que a escuridão
Favela, pega a visão
Não tem futuro sem partilha
Nem messias de arma na mão
Favela, pega a visão
Eu faço fé na minha gente
Que é semente do seu chão
Do céu deu pra ouvir
O desabafo sincopado da cidade
Quarei tambor, da cruz fiz esplendor
E num domingo verde e rosa
Ressurgi pro cordão da liberdade
Mangueira
Samba que o samba é uma reza
Se alguém por acaso despreza
Teme a força que ele tem
Mangueira
Vão te inventar mil pecados
Mas eu estou do seu lado
E do lado do samba també

Laredo Associação Cutlural


Temáticas Laredo (em construção)
Bibliotecas : Escolares, Públicas, Prisionais, Comunitárias; Leitura e Literacias; Museus; Mediação Cultural e Artística; Inclusão; Necessidades Educativas Especiais/Diversidade Funcional; Cidadania; Inclusão; Ecologia/Ambiente; Educação; Formação; Parcerias.


Desde 2914 a promover e divulgar a leitura e as bibliotecas, o ambiente, a educação e a formação, a cultura e o recreio, a criação e o conhecimento.


sábado, fevereiro 01, 2020

Porue é de baixo que me vem acima

Resultado de imagem para SONETO PRESENTE Ary dos Santos Não me digam mais nada senão morro aqui neste lugar dentro de mim a terra de onde venho é onde moro o lugar de que sou é estar aqui. Não me digam mais nada senão falo e eu não posso dizer eu estou de pé. De pé corno um poeta ou um cavalo de pé como quem deve estar quem é. Aqui ninguém me diz quando me vendo a não ser os que eu amo os que eu entendo os que podem ser tanto como eu. Aqui ninguém me põe a pata em cima porque é de baixo que me vem acima a força do lugar que for o meu.

SONETO PRESENTE

Ary dos Santos

Não me digam mais nada senão morro
aqui neste lugar dentro de mim
a terra de onde venho é onde moro
o lugar de que sou é estar aqui.

Não me digam mais nada senão falo
e eu não posso dizer eu estou de pé.
De pé corno um poeta ou um cavalo
de pé como quem deve estar quem é.

Aqui ninguém me diz quando me vendo
a não ser os que eu amo os que eu entendo
os que podem ser tanto como eu.

Aqui ninguém me põe a pata em cima
porque é de baixo que me vem acima
a força do lugar que for o meu.