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quarta-feira, maio 02, 2018

Pela Vida Independente


No dia 5 de maio, Dia Europeu da Vida Independente, o Centro de Vida Independente vai realizar uma marcha na Av. da Liberdade, em Lisboa, pelas 14h30.
No Facebook a associação faz um forte apelo a que quem venha à marcha (de Lisboa ou de fora) possa oferecer boleia a quem tem dificuldades em locomover-se. Se vens de carro e puderes ajudar, envia um mail para vidaindependente.lx@gmail.com:

“Para muitas pessoas com deficiência, especialmente as que vivem fora de Lisboa ou Porto, o direito à mobilidade é ainda um sonho por cumprir. Sabemos as dificuldades que enfrentam quando precisam de se deslocar para um pouco mais longe do local onde habitam. Chegar até à Marcha pela Vida Independente é impossível para muitas pessoas seja porque não há transportes acessíveis, seja porque não têm rendimentos suficientes para pagar somas astronómicas pela deslocação num táxi ou ambulância dos bombeiros locais. 
Se quer ir à Marcha pela Vida Independente e não tem transporte, diga aqui nos comentários de onde parte e se pode ou não comparticipar as despesas com o combustível.
Se você é uma pessoa solidária, defende uma verdadeira inclusão das pessoas com deficiência e tem transporte disponível, diga também aqui nos comentários que percurso poderá fazer até à Av. Da Liberdade no dia 5 de Maio.
Também pode enviar o seu pedido ou a sua oferta de boleia para o mail vidaindependente.lx@gmail.com

quinta-feira, dezembro 09, 2010

BAD apela ao apoio a petições

A BAD formalizou o seu apoio
à Petição para a obrigatoriedade de requisitos de formação para a carreira de Biblioteca e Arquivo e
à Petição contra a extinção da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.

O texto pode ser consultado em http://www.apbad.pt/Downloads/PETIÇÕES.pdf

quinta-feira, novembro 25, 2010

sexta-feira, maio 29, 2009

Amanhã



Ver Percurso aqui

O ponto de encontro do Movimento Escola Pública, para os professores das escolas sem cortejo próprio, é no cruzamento da Rua Castilho com a Rua Joaquim António Aguiar (a que sobe do Marquês para os Amoreiras).

quarta-feira, julho 18, 2007

Bibliotecas públicas - o que significa que o público (nós todos) as sustentamos, por isso por elas já as pagamos, por impostos... uma vez! Há quem queira que paguemos este serviço mais uma vez, e outra, e outra, de cada vez que ousarmos usar um documento por elas disponibilizado.

Transcrevo, com devida vénia, o texto da Luísa Alvim no blogue viva bilioteca viva

Leiam, divulguem, comentem, agreguem esforços ao Manifesto. As imagens são da BAD (Portugal) e da Non Pago di Leggere (Itália), e do Copyleft (Global).



Manifesto
em defesa do empréstimo público gratuito

nas bibliotecas portuguesas

A Comunidade Europeia aprovou, em 1992, uma directiva relativa ao direito de comodato e a certos direitos conexos de autor em matéria de propriedade intelectual, passando as bibliotecas, museus, arquivos e outras instituições privadas sem fins lucrativos a ter que pagar pelo empréstimo público dos seus documentos abrangidos por estes direitos de autor.
Depois de algumas intervenções em defesa pelo não pagamento, e lembro a famosa petição portuguesa em favor do empréstimo público gratuito nas bibliotecas, patrocinada pela BAD (Associação de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas), com 20.000 assinaturas em 2004, a situação é de condenação pelo Tribunal de Justiça da União Europeia sobre Portugal que isentou todas as categorias de estabelecimentos que praticam o comodato público da obrigação de pagar aos autores.
Esta é a grande questão. Actualmente, a Assembleia da República terá que apresentar uma proposta de lei diminuindo o número de isenções ao pagamento da remuneração pelo empréstimo público de documentos.
Entendo que esta normativa europeia e o decreto-lei vão contra todos os princípios que os profissionais da informação defendem e lutam, desde sempre, em apoiar a disponibilização de documentos que possibilitem a educação individual, a autoformação, a educação formal, o oferecer possibilidades de um criativo desenvolvimento pessoal, o estimular a imaginação, o promover o conhecimento e o apreço pelas artes e inovações científicas,o facilitar o acesso às diferentes formas de expressão cultural, o fomentar o diálogo inter-cultural, a assegurar o acesso dos cidadãos a todos os tipos de informação à comunidade, nas instituições públicas e privadas onde trabalham, de forma gratuita, princípios explícitos no Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas, no Código de Ética. Princípios defendidos internacionalmente pela IFLA (International Federation of Library Associations and Institutions) e pela EBLIDA (European Association of Library Information and Documentation Associations).
A missão das bibliotecas sempre foi garantir aos cidadãos o acesso livre ao conhecimento, à cultura e à informação. O papel das bibliotecas públicas, escolares, universitárias, e outras, em Portugal, nos últimos anos é inquestionável no exercício das suas missões sociais e culturais.
A BAD apesar de defender estes princípios, optou, e muito bem, por apresentar uma proposta de alteração da lei, à Comissão da Assembleia da República, no sentido de salvaguardar algumas questões, como o não pagamento de direitos de autor pela consulta presencial de documentos nas bibliotecas, o mesmo se passando com o empréstimo inter-bibliotecas e a transmissão de obras em rede. Relativamente ao empréstimo de documentos que seja pago não pelo utilizador/cidadão mas pelos organismos que tutelam as bibliotecas (Ministério da Cultura/Câmaras?), e que este pagamento não se repercuta nos orçamentos das bibliotecas.

A proposta da BAD para alterar o Decreto-Lei n.º 332/97, apresentada à Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República: circular nº8 Remuneração pelo Empréstimo Público

Ainda não sabemos como a lei vai figurar em Portugal, mas sabemos que já não é possível que a utilização de documentos seja disponibilizada gratuitamente nas bibliotecas. É necessário continuar a falar sobre este assunto, e de outras questões associadas, como o estabelecimento dos critérios para a fixação da remuneração a pagar, etc.
O papel dos profissionais da informação, e das associações, terá que ser de sensibilizar a opinião pública para a "indiscutível" defesa do direito à informação gratuita disponibilizada pelas instituições públicas, na nossa dita "sociedade democrática".

1. Solicito que reenviem esta mensagem, a discutam nos blogues, linkem os posts sobre este assunto entre blogues, escrevam nos jornais e em artigos nas redes sociais e fóruns, pelo menos não fiquemos calados quando nos pedirem alguns cêntimos pela consulta de um livro que precisamos para estudar ou para os nossos filhos aprenderem, numa qualquer biblioteca.

2. Aconselhemos os nossos amigos - Autores - (de livros, música, bd, cinema, etc.) que disponibilizem os seus conteúdos em livre acesso, com etiquetas de Creative Commons, GNU License (documentos-software), copyleft, etc. e prescindam dos direitos de autor, sempre que as suas obras sejam consultadas/emprestadas em bibliotecas, arquivos, centros de documentação e museus.

Ajudemos a partilhar informação.

ver Livro de Lawrence Lessig Free Culture (2004), primeiro livro licenciado sob CC.

ver blogue Entre Estantes, do Bruno Duarte Eiras