sexta-feira, dezembro 23, 2016

Antes que mais um ano termine

 
A Forma Justa

Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas 
Pelo canto dos espaços e das fontes 
O céu o mar e a terra estão prontos 
A saciar a nossa fome do terrestre 
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia 
Cada dia a cada um a liberdade e o reino 
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa 
E no todo se integra como palavra em verso 
Sei que seria possível construir a forma justa 
De uma cidade humana que fosse 
Fiel à perfeição do universo

Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco 
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo

Sophia de Mello Breyner Andresen

em 'O Nome das Coisas
"

quinta-feira, dezembro 22, 2016

Pim pam pum! : suplemento infantil do jornal O Século [1925-1940]

Ainda o li, e bem me lembro!

Tempos felizes, em que os jornais se lembravam dos petizes.


"No dia 1 de dezembro de 1925, o jornal O Século dava início à publicação de um suplemento semanal, às 3.ªs feiras, dedicado ao público infantil. Tratava-se doPimPamPum!, que fica agora disponível na Hemeroteca Digital, aqui.

Integrando-se numa tendência comum a grande parte dos jornais importantes nessa segunda década 

do século XX, o PimPamPum tornou-se percursor e em larga medida o modelo e exemplo seguido 
pelos restantes suplementos infantis. Foi também um fenómeno de longevidade, com 2554 números 
editados durante 52 anos, pelo que estamos certos que este título evocará infâncias de várias gerações"

Pim pam pum! : suplemento infantil do jornal O Século [1925-1940

segunda-feira, dezembro 12, 2016

O Livro do Dia - 2ª a 6ª feira, TSF, 6h25, 10h15, 14h50, 20h35



Esta crónica diária e radiofónica de Carlos Vaz marques é uma preciosidade em língua portuguesa.
Hoje, um livro de Isabela Figueiredo



 
O Livro do Dia - "A Gorda", de Isabela Figueiredo

Literacia na saúde - uma biblioteca a construir, para todos os profissionais

Constantino Sakellarides

30.11.2016, Lisboa
Explicou, também, que a literacia na saúde não depende exclusivamente do setor, mas da literacia de um determinado público ou sociedade, de aspetos socioeconómicos e das desigualdades existentes.
Para o orador, é essencial existir uma uniformidade na comunicação entre todos os intervenientes, desde os hospitais até às farmácias. Para que isto seja possível, Constantino Sakellarides defende a ideia de que é necessário existir uma “biblioteca digital ou física”, onde os profissionais possam compartilhar ideias e enriquecer os seus conhecimentos no que se refere à informação e comunicação.

Literacia na saúde em debate

domingo, dezembro 11, 2016

Patti Smith - A Hard Rain's A-Gonna Fall (ceremonia Nobel 2016)





"A Hard Rain's A-Gonna Fall"

Bob Dylan, 1964

Oh, where have you been, my blue-eyed son?
And where have you been my darling young one?
I've stumbled on the side of twelve misty mountains
I've walked and I've crawled on six crooked highways
I've stepped in the middle of seven sad forests
I've been out in front of a dozen dead oceans
I've been ten thousand miles in the mouth of a graveyard
And it's a hard, it's a hard, it's a hard, and it's a hard
It's a hard rain's a-gonna fall.

Oh, what did you see, my blue eyed son?
And what did you see, my darling young one?
I saw a newborn baby with wild wolves all around it
I saw a highway of diamonds with nobody on it
I saw a black branch with blood that kept drippin'
I saw a room full of men with their hammers a-bleedin'
I saw a white ladder all covered with water
I saw ten thousand talkers whose tongues were all broken
I saw guns and sharp swords in the hands of young children
And it's a hard, it's a hard, it's a hard, and it's a hard
It's a hard rain's a-gonna fall.

And what did you hear, my blue-eyed son?
And what did you hear, my darling young one?
I heard the sound of a thunder that roared out a warnin'
I heard the roar of a wave that could drown the whole world
I heard one hundred drummers whose hands were a-blazin'
I heard ten thousand whisperin' and nobody listenin'
I heard one person starve, I heard many people laughin'
Heard the song of a poet who died in the gutter
Heard the sound of a clown who cried in the alley
And it's a hard, it's a hard, it's a hard, it's a hard
And it's a hard rain's a-gonna fall.

Oh, what did you meet my blue-eyed son ?
Who did you meet, my darling young one?
I met a young child beside a dead pony
I met a white man who walked a black dog
I met a young woman whose body was burning
I met a young girl, she gave me a rainbow
I met one man who was wounded in love
I met another man who was wounded in hatred
And it's a hard, it's a hard, it's a hard, it's a hard
And it's a hard rain's a-gonna fall.

And what'll you do now, my blue-eyed son?
And what'll you do now my darling young one?
I'm a-goin' back out 'fore the rain starts a-fallin'
I'll walk to the depths of the deepest black forest
Where the people are a many and their hands are all empty
Where the pellets of poison are flooding their waters
Where the home in the valley meets the damp dirty prison
And the executioner's face is always well hidden
Where hunger is ugly, where souls are forgotten
Where black is the color, where none is the number
And I'll tell and speak it and think it and breathe it
And reflect from the mountain so all souls can see it
And I'll stand on the ocean until I start sinkin'
But I'll know my song well before I start singing
And it's a hard, it's a hard, it's a hard, and it's a hard
It's a hard rain's a-gonna fall.