terça-feira, agosto 17, 2010

Fate or Future of School Libraries

Bibliotecas escolares - Bolas de Cristal e Lâmpadas Eléctricas

Mais novidades IFLA 2010 (Gotemburgo, Suécia), da Preconferência sobre o futuro das bibliotecas escolares, num mundo em que há mais gente com telefones que com casa...
Muito interessante. A apresentação em powerpoint sistematiza conceitos comuns e relevantes. A gravação em podcast vale a pena, embora seja em inglês :)

segunda-feira, agosto 16, 2010

Democracia

A Democracia é o pior de todos os sistemas
com excepção de todos os outros.
Sérgio Godinho
(numa canção, parafraseando a célebre citação de W. Churchill, no tempo de uma Europa recheada de ditadores que foi uma carga de trabalhos para afastar...)

Starter:

So democracy becomes a real problem, right? If people continue to choose inequality, what can you do?

Democracy has always been a problem. The truly attractive features of the Western tradition that we accidentally—and it really is accidentally—get the benefit of are the rule of law, liberalism and tolerance, all of which are virtues inherited from predemocratic societies, whether they were based in eighteenth-century Anglo-American aristocratic individualism or nineteenth-century European forms of a type of developed postfeudal legal state. Democracy comes last. Democracy is simply a system of selection of people to rule over you. And it's not accidental that everyone is now a democrat. The Chinese are for democracy. George Bush was for democracy. The Burmese believe in it; they just call it something slightly different. South African whites believed in democracy; they just thought it should be arranged differently for blacks. Democracy is a dangerously empty term, and to the extent that it has substance, and the substance consists of allowing people to select freely how they live, the chance that they will choose to live badly is very high.

The question is, What do we do now, in a world where, in the absence of liberal aristocracies, in the absence of social democratic elites whose authority people accept, you have people who genuinely believe, in the majority, that their interest consists of maximizing self-interest at someone else's expense? The answer is, Either you re-educate them in some form of public conversation or we will move toward what the ancient Greeks understood very well, which is that the closest system to democracy is popular authoritarianism. And that's the risk we run. Not a risk of a sort of ultra-individualism in a disaggregated society but of a kind of de facto authoritarianism.

Tony Judt, in Talking With Tony Judt / Christine Smallwood (Abril 2010


Following:

What Judt seems to overlook is that the sort of 're-education' via public argument on which he falls back too is a feature of democratic politics. In other words, democracy is not quite so minimal or 'empty' as he makes out. It does not in any way insure a just or fair outcome; but it sets the terms, and thereby structures, our public disagreements about how we choose to live.

He lauds the practices of liberalism, tolerance and rule of law but derides those whose idea of the good life consists in pursuing their own self interest. But someone fancying themselves a good 'classical liberal' could following, say Hayek, endorse all of those practices (and, indeed, think we need little else) while subscribing to precisely the view of the good life that Judt derides. Among the virtues of democratic decision-making is that, well beyond simply allowing us to choose rulers, it affords the sorts of institutionalized process for allowing us to assess when systematically, someone's pursuit of self-interest truly comes at the expense of others and, if so, what sorts of systematic remedies might be had.

Jim Johnson, Thinking a bit about democracy (Agosto 2010)


Ler mais Stuart White (2010)

Ler e ver para crescer por dentro






"Sometimes in April" (2005 - 140m). Selecção Oficial Festival de Berlim 2005

A partir do mês de Abril de 1994 e durante 100 dias, mais de 800.000 pessoas perderam a vida no estado africano do Ruanda num genocídio perpetuado por nacionalistas Hutu contra os seus compatriotas de etnia Tutsi. Baseado em eventos reais, este filme dramático, emocionante e inspirador narra a história de dois irmãos divididos pelas opções políticas envolvidas no conflito e retrata a coragem e perseverança extraordinárias demonstradas pelo povo do Ruanda.

REALIZADOR Raoul Peck.
INTÉRPRETES Idris Elba, Carole Karemera, Pamela Nomvete, Oris Erhuero, Fraser James, Abby Mukiibi Nkaaga, Cleophas Kabasita, Noah Emmerich, Debra Winger.


Graças à TV por Cabo, pude ver ontem este magnífico filme. Magnífico. Grandes actores.
Título traduzido: (PT) Aconteceu em Abril (BR) Abril Sangrento

Mais informação IMBD, e aqui. Um post estimulante : Rwanda ~ 100 Days
Ler melhor é partilhar

domingo, agosto 15, 2010

Onça, chamado brancorui em Luanda


Hoje continuo a não conseguir andar muito tempo por fora sem devolver-me ao murmúrio de Luanda à noite que sobe das traseiras da minha casa na Maianga, e sem continuar a dar de vez em quando um salto ao Sul, para visitar pastores. E julgo, chegado a esta altura da vida, não poder deixar de ter que entender que o mundo, por toda a parte e não só aqui, se urde e se produz recorrendo sempre, ou quase sempre, ao uso e ao abuso da boa-fé dos outros. Temo não conseguir nunca chegar, mesmo velhinho, a conformar-me com isso e a tornar-me no sujeito bem acabado, dissimulado, pirata, adaptável e finalmente adaptado que nunca, durante toda a vida, consegui ser. Mas acho que também aprendi, entretanto, a rir-me de mim mesmo, das minhas incompetências congénitas e do mau-feitio que neste mundo sou evidentemente o único a ter. E tem uns intervalos em que tudo parece ficar virginalmente vivável, bom e bonito, conforme pensa a onça quando, segundo Guimarães Rosa, não teme nada e vai, guiada só pela alma que tem.

sábado, agosto 07, 2010

Fatias


Cortar o tempo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente


Carlos Drummond de Andrade

Fim de semana



Fim de semana
Estirado na areia, a olhar o azul,
ainda me treme o parvalhão do corpo, 
do que houve que fazer para ganhar o nosso, 
do que houve que esburgar para limpar o osso, 
do que houve que descer para alcançar o céu, 
não digo esse de Vossa Reverência,
mas este onde estou, de azul e areia,
para onde, aos milhares, nos abalançamos,
como quem, às pressas, o corpo semeia.   

Alexandre O´Neill Poesias Completas : 1951/1981.  Imprensa Nacional  Casa da Moeda

Ver a escola com bons olhos passa por pensar a educação também fora dela

Tem de mudar a noção que temos de recursos educativos de cada comunidade local. Bibliotecas, museus, centros de ciência, jornais e rádios, centros de saúde e serviços de segurança e solidariedade social, fundações e associações culturais, juntas de freguesia e câmaras municipais são alguns exemplos de recursos educativos (de proximidade) que podem e devem ser mobilizados para que as oportunidades educativas cheguem a todos os cidadãos, ao longo de toda a vida. Esta participação é também um caminho irrecusável para a manifestação de um ambiente social menos negativo em relação às escolas e mais propício e incentivador da qualidade do ensino e da formação.

CNE Conselho Nacional de Educação (2007).
Debate Nacional sobre Educação : relatório final. [Lisboa], CNE, p. 151
http://www.debatereducacao.pt/index.php?option=com_docman&task=cat_view&gid=21&Itemid=10 (acedido 2010.08.07)

Documentos anexos a este relatório que referem bibliotecas escolares: 2

sexta-feira, agosto 06, 2010

Tempo fluvial


Se eu definisse o tempo como um rio,
a comparação levar-me-ia a tirar-te
de dentro da sua água, e a inventar-te
uma casa. Poria uma escada encostada
à parede, e sentar-te-ias num dos seus
degraus, lendo o livro da vida. Dir-te-ia:
«Não te apresses: também a água deste
rio é vagarosa, como o tempo que os
teus dedos suspendem, antes de virar
cada página.» Passam as nuvens no céu;
nascem e morrem as flores do campo;
partem e regressam as aves; e tu lês
o livro, como se o tempo tivesse parado,
e o rio não corresse pelos teus olhos.

Nuno Júdice
15 Agosto 2008

E esta?



LER - Lesões por Esforços Repetitivos

LER/DORT

Dá-se o nome de LER ao conjunto de doencas causadas por esforço repetitivo. A LER envolve tenossinovite, tendenite, bursite e outras doenças. Embora conhecida há mais de 100 anos as LER tornaram-se, a partir da década de 1990, muito freqüentes devido ao advento da informática e dos computadores.

A LER também é conhecida como lesão por trauma cumulativo.
Muitos estudiosos e instituições já preferem chamar as LER de DORT-doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho. AS LER/DORT podem ser causadas por eforço repetitivo devido a má postura, stress ou trabalho excessivo. Também certos espotes se praticados intensivamente podem causar LER.

Llansol 1984


(...)o que me atrai no livro é que se abra. Que eu possa ir a todos os seus recantos, como se ele fosse um labirinto de acções, um guia em mundos que desconheço, uma sequência de imagens exactas, uma paisagem com força de existir, um velho manuscrito que fale verdade, e responda. Cada vez que fui até ao fim do enredo, a minha energia foi e, depois de captada, se entregou.
(...) a forma de te procurar e a forma do que procurei encontram-se quando, contigo, pude escrever o livro.

Maria Gabriela Llansol, Causa Amante, A Regra do Jogo, 1984, p. 90

Rosa de Hiroshima

Rosa de Hiroshima

Vinicius de Moraes

Composição: João Apolinário / Gerson Conrradi

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada

Hiroshima e Nagasaqui, 65 anos

A cidade de Hiroshima iniciou uma cerimônia nesta quinta-feira, 5, (sexta de manhã, pelo horário local) em memória do aniversário de 65 anos dos ataques nucleares de Hiroshima e Nagasaki.

Shuji Kajiyama/AP
Shuji Kajiyama/AP
Familiares de vítimas da bomba rezam juntas

75 países estão representados na homenagem, que começou com uma simulação de entrega de água aos feridos. O destaque, no entanto, é a participação dos Estados Unidos, que pela primeira vez enviaram um embaixador para a cidade japonesa.


Ler+

quinta-feira, agosto 05, 2010

A tristeza de não ler e escrever

A tristeza de não saber ler nem escrever
in Educare.pt 30.04.2010
Números actualizados em Portugal. Ainda (século vinte e um!)
Cito:
Lisboa é a região do país em que a taxa é menor, ao longo das últimas décadas. Em 2001, a taxa era de 5,81%, sendo 3,87% de homens e 7,6% de mulheres. Segue-se o Porto, com 6,19% - 3,86% de homens e 8,34% de mulheres. Braga tem menos analfabetos do que Coimbra. Segundo os Censos de 2001, Braga regista 8,19% e Coimbra 10,04%. Os dados mais recentes revelam ainda que, na Madeira, 12,71% da população é analfabeta, enquanto nos Açores essa percentagem fica nos 9,45%.

Leerestademoda.com - BOOK - Versión completa

Projeto Leitura é Prazer

Um carrinho de mão conduzido por alunos que leva objetos mágicos de porta em porta. É dessa forma simples e delicada que se desenvolve a ação Leitura é Prazer na Ilha de Caieira, em Angra dos Reis. Livros, revistas e gibis são selecionados e oferecidos pelos alunos de casa em casa, disponibilizando cultura e lazer gratuitamente à comunidade. O transporte do carrinho é revezado durante todo o percurso, que tem seu fim com todos os envolvidos sentados embaixo de uma amendoeira, a beira-mar, lendo exemplares do acervo.
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