domingo, dezembro 28, 2008

Fazer balanço, tomar balanço - 10


1º ano: 2009



John, 1º ano de vida
20 anos em 2009


Tamar Katz, n. 1989

Shministim - Movimento de Objectores de Consciência de Israel (2008)

Nome: Tamar Katz
Idade: 19
Local: Tel-Aviv
Why I am one of the Shministim:
“I refuse to enlist in the Israeli military on conscientious grounds. I am not willing to become part of an occupying army,
 that has been an invader of foreign lands for decades, which perpetuates a racist regime of robbery in these lands, tyrannizes civilians and makes life difficult for millions under a false pretext of security.”

Recuso alistar-me no exército de Israel por motivos de consciência. Não quero fazer parte de um exército de ocupação, que tem sido um invasor de terras estrangeiras há décadas, que perpetua um regime racista de roubo nessas terras, tiraniza civis e torna a vida difícil para milhões, sob um falso pretexto de segurança.


1ª sentença de prisão: 28 Set. - 10th Oct. 2008 (12 dias)
2ª sentença: 12 - 30 Out. 2008 (18 dias) 
3ª sentença: 1 - 22 Dez. 2008 (21 dias) 

Fazer balanço, tomar balanço - 8


28 anos em 2009


Eu sou o anti-herói que nunca se renderá. (…)

O mundo novo é inevitável

Valete, n. 1981
 in Anti Herói, do álbum Serviço Público (2006) 

Fazer balanço, tomar balanço - 7

30 anos em 2009

Foto Mafalda Capela

O MAPA

Um dia perguntou-me:
Estudaste os teus mapas? Conheces os caminhos?

Olhei-a desconfiada e, cheia de medo de me perder,
desenhei-me em quadrado,

desfiz-me em quilómetros.

 

Filipa Leal, n. 1979
inn blog Quintas de Leitura (Set. 2007)

Fazer balanço, tomar balanço - 6

35 anos em 2009


Isso, emprestem dinheiro aos bancos. Coitadinhos dos bancos. Coitadinhos dos banqueiros e dos administradores. Nós ficamos calados. Afinal, não passámos por aquilo que vocês passaram. Sabemos isso. Seria importante que soubessem igualmente que vocês não passaram por aquilo que nós passámos e passamos ainda. Uma casa por pagar, por pagar, a dezenas de quilómetros de onde trabalhamos, se tivermos trabalho. Um futuro incerto. Infantários, hipermercados, o Natal.

(…) Falta pouco para o momento em que vocês se vão embora. E, quando forem, não voltam. Espero não estar a dar-vos nenhuma novidade. Quando chegar esse definitivo, quando se forem embora, seremos nós os guardiões da vossa memória. (…) Poderá então acontecer que, por comum acaso, nos esqueçamos de vós, que aquilo que vocês são agora se transforme em nada.

Nessa altura, (…) não terão sequer a memória disso e nós estaremos com aqueles que vocês nunca conhecerão, estaremos a não lhes falar de vocês. Falaremos talvez da natureza, da história de Portugal, de assuntos que queiramos que aprendam, mas não lhes estaremos a falar de vocês. Se isto é uma ameaça? Não, nós não precisamos de fazer ameaças. Ou, melhor, sim, é uma ameaça, embora não precisemos de fazê-las. Nós sofremos, mas temos tempo.

 

José Luís Peixoto, n. 1974

 in Visão (23.12.2008)

Fazer balanço, tomar balanço - 5

42 anos em 2009

A princesa prometida

Há um véu no meu olhar
Que a brilhar dá que pensar
Nos mistérios da beleza
Espelho meu que aconteceu
Do que é teu e do que é meu
Já não temos a certeza

A moldura deste espelho
Espelho feito de oiro velho
Tem os traços duma flor
Muitas vezes foi partido
Prometido e proibido
Aos encantos do amor

Espelho meu diz a verdade
Da idade da saudade
À mulher envelhecida
Segue em frente na memória
Mata a glória dessa história
Da princesa prometida


Aldina Duarte, n. 1967?
in Mulheres ao Espelho [cd audio] (2007) e no Youtube, aqui

Fazer balanço, tomar balanço - 4

40 anos em 2009


Les désirs retenus 00

João Moreno, n. 1969

Exposição de desenho (2003)

Fazer balanço, tomar balanço - 3

50 anos em 2009


A busca não é de dar rumo ao povo, mas de estarmos juntos com o povo e sermos menores e servidores entre eles. 

Frei Evaristo Pascoal Spengler, n. 1959 

in Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, 28.12.2008

Fazer balanço, tomar balanço - 2

60 anos em 2009

[um nome grande do cinema africano] diz que Amílcar Cabral foi para ele “como um pai” e foi quem lhe “pôs nas mãos uma câmara de filmar”. […] considera importante “mostrar essa África positiva, que existe, e que tem muitas coisas para dar ao mundo”.

Flora Gomes, n. 1949

referido in Revista Macau (28.12.2008)

Fazer balanço, tomar balanço - 1


70 anos em 2009

Parece-me que há em Portugal cada vez mais uma aprendizagem por parte da comunidade portuguesa e da sociedade civil da democracia, da democracia dos direitos. E isso é bom, isso parece-me melhor. Depois há um desenvolvimento individual da criação cultural. E isso também me parece muito melhor. De certa maneira há, curiosamente é paradoxal o que vou dizer, curiosamente há uma espécie de liberdade maior mas que não vem do poder político, é uma liberdade maior que vem dos conflitos, dos embates sociais, do facto desses embates aparecerem nos meios mediáticos e serem consciente na parte da população. Também o facto de Portugal estar cada vez mais consciente do que se passa, como se dizia antigamente, lá fora. Quer dizer, Portugal está cada vez mais lá fora, o que dá uma reacção cada vez mais dentro. E isto é devido certamente a reacções sociais, das pessoas.

José Gil, n. 1939

in Correio da Manhã (28.12.2008)

imagem daqui

quarta-feira, dezembro 03, 2008

GREVE


Reabro este blog pessoal, mais ou menos adormecido, hoje, porque é um dia excepcional.

Professora na Escola Pública há mais de 30 anos (comecei em 1976), uma parte deles em situação diferente de outros colegas - sem turmas nem aulas, giro entre escolas trabalhando com bibliotecas escolares.
Hoje, estou em greve.

Estamos em greve, nas escolas públicas portuguesas.
Serena. Clara. Firme. Fluente e legível.

Assim saibam outros e outras ler os sentidos deste acto colectivo e de tantos actos individuais.

Ler com os olhos, a mente e o coração - dar valor, diz-se na nossa língua.

Avaliar o essencial.

Escrevo antes das 7 da manhã de 3 de Dezembro de 2008.

Maria José Vitorino
Professora do quadro da Escola EB23 Dr. Vasco Moniz
Vila Franca de Xira

terça-feira, novembro 18, 2008

Legibilidade vs transparência


Teremos de rever e ampliar uma das grandes exigências políticas da sociedade civil nos últimos anos. Temos de concluir que a transparência não basta.

É transparência, mas não só: é legibilidade. Uma das primeiras coisas que F.D. Roosevelt fez, durante a grande depressão, foi usar um dos seus discursos na rádio para explicar como funcionava um banco. Depois desse discurso fechou os bancos durante uma semana para se percorrer os livros e entender qual era a situação real das suas contas. Isto é um exemplo de como é essencial em democracia ter acesso a informação que seja verídica, mas também: que faça sentido, que seja legível e sobre a qual se possa agir em conjunto.

Temos de exigir que o desenho de informação esteja incluído em cada "objecto" disponível ao público.
Um dia haverá cursos sobre as melhores maneiras de o fazer (no plural: nunca será apenas uma) e isto dirá respeito a muitas profissões, de jornalistas a académicos e políticos.
Mas notem que quando digo "objecto" não estou a falar apenas de produtos, financeiros ou outros. Isto é um problema maior do que o mercado. As próprias leis não têm em conta a impossibilidade de a maioria dos cidadãos as compreenderem (mesmo quando são feitas de boa-fé). Isso é um problema de democracia. Nos EUA, uma organização não-governamental chamada OpenCongress.org dedica-se a "traduzir" as leis para linguagem quotidiana, com grande sucesso. Precisamos do mesmo aqui, e também de obrigar a Assembleia da República, o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia a fazê-lo no seu processo legislativo.

Os políticos não podem ser apenas legisladores; têm de ser intérpretes. No futuro, isso significará não apenas intérpretes da vontade popular, mas bons tradutores da realidade à sua volta para que uma vontade popular possa sequer começar a emergir.
Rui Tavares, Público, 7.11.2008, Desenho de Informação
Ler é mais, muito mais que soletrar, de facto.

quarta-feira, junho 11, 2008

Há 9 anos. Manifesto da Biblioteca Escolar IFLA/Unesco - 1999

A Biblioteca Escolar no Ensino-Aprendizagem Para Todos Manifesto da Biblioteca Escolar da IFLA/UNESCO


A biblioteca escolar proporciona informação e ideias fundamentais para sermos bem sucedidos na sociedade actual, baseada na informação e no conhecimento. A biblioteca escolar desenvolve nos estudantes competências para a aprendizagem ao longo da vida e desenvolve a imaginação, permitindo-lhes tornarem-se cidadãos responsáveis.




Missão da Biblioteca Escolar.
A biblioteca escolar disponibiliza serviços de aprendizagem, livros e recursos que permitem a todos os membros da comunidade escolar tornarem-se pensadores críticos e utilizadores efectivos da informação em todos os suportes e meios de comunicação. As bibliotecas escolares
articulam-se com as redes de informação e de bibliotecas de acordo com os princípios do Manifesto da Biblioteca Pública da UNESCO.

O pessoal da biblioteca apoia a utilização de livros e outras fontes de informação, desde obras de ficção a documentários, impressas ou electrónicas, presenciais ou remotas. Os materiais complementam e enriquecem os manuais escolares, materiais e metodologias de ensino.
Está comprovado que quando os bibliotecários e os professores trabalham em conjunto, os estudantes alcançam níveis mais elevados de literacia, leitura, aprendizagem, resolução de problemas e competências no domínio das tecnologias de informação e comunicação.
As bibliotecas escolares devem disponibilizar os seus serviços de igual modo a todos os membros da comunidade escolar, independentemente da idade, raça, sexo, religião, nacionalidade, língua e estatuto profissional ou social. Aos utilizadores que, por qualquer razão, não possam utilizar os
serviços e materiais comuns na biblioteca, devem ser disponibilizados serviços e materiais específicos.
O acesso aos serviços e colecções deve orientar-se pela Declaração Universal dos Direitos e Liberdades do Homem das Nações Unidas e não deverá ser sujeito a nenhuma forma de censura ideológica, política ou religiosa ou a pressões comerciais.

Financiamento, legislação e redes
A biblioteca escolar é essencial a qualquer estratégia de longo prazo nos domínios da literacia, educação, informação e desenvolvimento económico, social e cultural. Sendo da responsabilidade das autoridades locais, regionais ou nacionais, a biblioteca escolar deve ser apoiada por legislação e políticas específicas. As bibliotecas escolares devem possuir meios adequados para assegurar a existência de pessoal com formação, materiais, tecnologias e equipamentos e ser de utilização gratuita.
A biblioteca escolar é um parceiro essencial das redes local, regional e nacional de bibliotecas e de informação.
Sempre que a biblioteca escolar partilhe equipamentos e/ou recursos com outro tipo de biblioteca, designadamente com a biblioteca pública, os objectivos únicos da biblioteca escolar devem ser reconhecidos e mantidos.

Objectivos da biblioteca escolar
A biblioteca escolar é parte integrante do processo educativo.
Os objectivos seguintes são essenciais ao desenvolvimento da literacia, das competências de informação, do ensino, da aprendizagem e da cultura e correspondem a serviços básicos da biblioteca escolar:
• Apoiar e promover os objectivos educativos delineados de acordo com as finalidades e curriculum da escola;
• Desenvolver e manter nas crianças o hábito e o prazer da leitura e da aprendizagem, e também da utilização das bibliotecas ao longo da vida;
• Proporcionar oportunidades de produção e utilização de informação para o conhecimento, compreensão, imaginação e divertimento;
• Apoiar os estudantes na aprendizagem e prática de capacidades de avaliação e utilização da informação, independentemente da natureza, suporte ou meio, usando de sensibilidade relativamente aos modos de comunicação de cada comunidade;
• Providenciar acesso aos recursos locais, regionais, nacionais e globais e às oportunidades que exponham os estudantes a ideias, experiências e opiniões diversificadas;
• Organizar actividades que favoreçam a tomada de consciência cultural e social e a sensibilidade;
• Trabalhar com os estudantes, professores, administradores e pais de modo a alcançar as finalidades da escola;
• Defender a ideia de que a liberdade intelectual e o acesso à informação são essenciais à construção de uma cidadania efectiva e responsável e à participação na democracia;
• Promover a leitura e os recursos e serviços da biblioteca escolar junto da comunidade escolar e do meio.
A biblioteca escolar cumpre estas funções desenvolvendo políticas e serviços, seleccionando e adquirindo recursos, proporcionando acesso físico e intelectual a fontes de informação apropriadas, disponibilizando equipamentos educativos e dispondo de pessoal treinado.

Pessoal
O bibliotecário escolar é o elemento do corpo docente profissionalmente habilitado, responsável pelo planeamento e gestão da biblioteca escolar. É apoiado por um equipa tão adequada quanto possível, trabalhando em conjunto com todos os membros da comunidade escolar e em ligação com a biblioteca pública e outras.
O papel dos bibliotecários escolares varia consoante o orçamento, curriculum e metodologias de ensino das escolas, de acordo com o quadro legal e financeiro nacional. Em termos específicos, existem grandes áreas de conhecimento que são vitais se os bibliotecários escolares desejarem
desenvolver serviços efectivos nas bibliotecas escolares: gestão de recursos, gestão de bibliotecas e de informação e ensino.
Num ambiente cada vez mais integrado pelas redes de informação, os bibliotecários escolares devem possuir competências para planear e ensinar diferentes habilidades no tratamento da informação tanto a professores como a estudantes. Devem, por conseguinte, prosseguir a sua formação e desenvolvimento profissionais.

Funcionamento e Gestão
Para garantir a eficácia e avaliação dos serviços:
• A política de serviços da biblioteca escolar deve ser formulada de modo a definir objectivos, prioridades e serviços em articulação com o curriculum escolar;
• A biblioteca escolar deve ser organizada e mantida de acordo com standards profissionais;
• Os serviços devem ser acessíveis a todos os membros da comunidade escolar e funcionar dentro do contexto da comunidade local;
A cooperação com professores, gestores escolares experientes, administradores, pais, outros bibliotecários e profissionais de informação, e grupos da comunidade deve ser estimulada.

Aplicação do Manifesto
Os governos, por intermédio dos seus ministros da educação, são convidados a desenvolver estratégias, políticas e planos que implementem os princípios deste Manifesto. Estes planos devem prever a divulgação do Manifesto nos programas de formação inicial e contínua de bibliotecários e de professores.
Incentivam-se todos os decisores a nível local e nacional e a comunidade de bibliotecários em todo o mundo a aplicar os princípios deste Manifesto.

O Manifesto foi preparado pela Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas e aprovado pela UNESCO na sua Conferência Geral em Novembro de 1999. Trad. portuguesa da Rede de Bibliotecas Escolares

Há 30 anos. Manifesto da IFLA/Unesco Para as Bibliotecas Escolares (1ª versão)

Manifesto da UNESCO


Origens do Manifesto

1976 : a Comissão Australiana da UNESCO promoveu um seminário sobre Planeamento e Desenvolvimento de Bibliotecas Escolares. Uma das recomendações desse seminário refreia a preparação de um “Manifesto das Bibliotecas escolares “ semelhante ao “Manifesto das Bibliotecas Públicas” da UNESCO.

1978 : a Comissão Australiana da UNESCO envia um esboço preliminar deste documento, preparado pela Associação Australiana de Bibliotecas Escolares, ao Secretariado da UNESCO.

1980: esta questão foi discutida no Encontro da Secção de Bibliotecas Escolares da IFLA (International Federation of Library Associations), em Manila, recebendo apoio e aprovação unânimes. Em Novembro deste ano, a UNESCO confirma o Manifesto como seu documento oficial



MANIFESTO DA UNESCO SOBRE MEDIATECAS ESCOLARES
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura foi fundada para promover a paz e a felicidade, agindo sobre o espírito dos homens e das mulheres. O presente Manifesto proclama que os serviços das mediatecas escolares são essenciais para uma efectiva educação de todas as crianças e adolescentes, e que a educação é um agente vital na manutenção da paz e do entendimento entre povos e nações.

Serviço de Mediatecas Escolares
Um efectivo serviço de mediatecas escolares é essencial para o cumprimento do projecto educativo de escola e uma componente necessária do conjunto de serviços de bibliotecas. Um serviço eficaz de mediateca escolar deverá :

  • dar apoio constante ao programa de ensino e aprendizagem e propiciar mudanças na educação ;

  • assegurar o máximo acesso a uma gama de recursos e serviços tão vastos quanto possível;

  • fornecer aos estudantes as capacidades básicas para obter e usar a máxima diversidade de recursos e de serviços ;

  • habituá-los à utilização das bibliotecas, para divertimento, informação e educação contínua.

Para alcançar estes objectivos, a mediateca escolar necessita de :

  • pessoal com qualificações profissionais quer em biblioteconomia quer em educação, assistido por pessoal de apoio em número suficiente ;

  • colecções adequadas de materiais seleccionados, impressos e audiovisuais ;

  • espaço adequado para organizar estes recursos, de modo a assegurar o acesso fácil aos serviços e a sua utilização racional.

Extensão dos serviços
Os serviços da mediateca deverão proporcionar :

  • Uma grande variedade de materiais impressos e audiovisuais. Estes materiais precisam de ser avaliados, seleccionados, adquiridos e organizados para uso, de acordo com os procedimentos reconhecidos para facilitar o acesso, assegurar a utilização e evitar a desnecessária duplicação de materiais.A palavra impressa tem sido tradicionalmente aceite registar e comunicar conhecimentos, ideias e informação. Livros, jornais e revistas continuam a ser os recursos mais importantes das bibliotecas escolares. Contudo, a tecnologia criou novas formas de registo que fazem parte, cada vez mais, do acervo da biblioteca. Estas formas incluem a impressão em formatos reduzidos para armazenagem e transporte, filmes, diapositivos, discos, fitas magnéticas audio e vídeo, objectos tácteis, maletas multimedia e “realia”;

  • Materiais que sirvam as necessidades específicas quer das crianças sobredotadas quer das que revelem lentidão na aprendizagem, bem como de outras com situações diferenciadas;

  • Instalações, equipamento e materiais para trabalho individual e para trabalho em grupo;

  • Oportunidades para a satisfação pessoal, o divertimento e o estímulo da imaginação ;

  • Recursos para encorajar a pesquisa e o desenvolvimento de técnicas de estudo ;

  • Materiais para o aperfeiçoamento profissional dos professores e para a selecção e produção de recursos que apoiem o desenvolvimento curricular, a programação e a avaliação do curriculum.

Partilhando recursos
Este Manifesto reconhece como essencial o envolvimento de toda a comunidade no planeamento do conjunto de serviços de bibliotecas. Tal envolvimento deveria beneficiar todos os grupos envolvidos. O seu principal objectivo é satisfazer as necessidades dos estudantes e professores ; contudo, a mediateca escolar deve ser considerada como um elemento da rede de bibliotecas que pode contribuir para o serviço global das bibliotecas da comunidade, de acordo com os recursos de que dispõe.


in CARROLL, F. Laverne, e BEILKE, P.F. Guidelines for Planning and Organization of School Library Media Centre. Paris : UNESCO, 1979.
Estas Guidelines e outras posteriores
apoiam a promoção deste Manifesto, e podem ser solicitadas à IFLA, Secção 11. Bibliotecas Escolares e Centros de Recursos Educativos, ou à UNESCO, Division of PGI, 7, Place de Fontenoy, 75 700 Paris, França.


sexta-feira, março 07, 2008

Quais as gotas de água que chegam ao Céu?



Agentes quiseram saber quantos professores pretendem ir à manifestação
Escolas no Porto e em Ourém questionadas pela PSP sobre participação no protesto de sábado

06.03.2008 - 19h59 Alexandra Barata



Para que conste, até reabri este blog adormecido


EU VOU, senhores agentes.

À Manifestação de Sábado, dia 8 de Março.



NÃO VOU ao comício de apoio ao governo, uns dias depois.



Devidamente identificada, por meus próprios motivos e escolhas. Pelas que a foto ilustra, também. Haja quem saiba lê-las (há!).

Foto raptada. Berlim. JSD (2008)