Pela mão de Manuel Castells, quase uma hora de reflexão. Em inglês.
Os passos a que ando, um atrás do outro, como as letras em carreirinha, do fim para o princípio.
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segunda-feira, novembro 18, 2013
domingo, maio 05, 2013
Felicidade
“Esta governação não pode também poluir todos os meus momentos de qualidade. Há esta pressão da palavra horrorosa – crise – que nos está constantemente a empurrar para baixo. Acha-se que tem de se pactuar com essa palavra e já não se pode ser feliz porque pode estar alguém a ver. Esse é o mais atroz dos crimes que este governo está a fazer, a injectar-nos essa palavra como se cada português tivesse essa missão de ser miserável”.
Rita Carmo, hoje, no Público: A felicidade como acto de resistência
quarta-feira, fevereiro 06, 2013
domingo, fevereiro 03, 2013
Ler o mundo à mesa, conversando
Las Directivas TIC saben salir de la crisis (versión completa 15 min)
terça-feira, janeiro 01, 2013
Calma
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| Imagem de Marcello Paradisio, partilhada no FB |
Estava explicado na bíblia dos serviços: uma força pequena bem organizada e solidária e com objectivos claros pode vencer sem dificuldade uma força muito maior,sobretudo se esta for fácil de dispersar e apenas conseguir simulacros de unidade durante o par de horas que duram as primeiras manifestações. Regra número um da governação: dividir é sempre mais fácil que somar. Desmoralizar sempre aposta mais segura que moralizar. Os humanos, tais como os outros materiais, desgastam-se depressa.O problema é que a mulher não diz nenhuma destas coisas. A mulher não resmunga, não protesta, não se exalta. Parece calma. A calma é perigosa. A calma mete medo.
Rui Zink, A instalação do medo, ed. Teodolito, 2012
2013
Há sempre um acreditar
maior, levando-nos
na teima a prosseguir
Firmados nas raízes fundadoras
prontas a tecer a ventania
feita de ideais e de porvir
de vontade, de sonho e poesia
Pois existe um voo e um lutar
uma batalha pronta a impedir
a violência, o medo, o proibir
Há sempre um acreditar
maior, levando-nos
na teima a resistir
Exigindo o direito a inventar
um outro futuro a construir
apesar do vender e do roubar
Pois existe uma constância
em desagravo, outros modos
de amar, outra maneira
a fazer da vida um canto aberto
E da liberdade uma bandeira
Maria Teresa Horta | Lisboa | 30 Dez 2012
Bibliotecas Públicas. Essenciais
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| South Brunswick Library, in New Jersey Libraries Association FB page |
Community, government agency, and library collaborations are the foundation to aiding American citizens in advancement during the slow economic recovery. Together they have the opportunity to:+ Increase awareness of the wide range of innovative services and resources available in U.S. public libraries;+ Ensure sustained funding for public libraries at the local, state, and national levels;+ Expand library and government agency partnerships to improve implementation of e-government and economic development activities; and+ Recognize public libraries as an anchor institution that connects all Americans to the technology resources and services, and expert assistance necessary to bridge the digital divide.
Ler mais aqui“Investments in public libraries are working. The 2012 Public Library Funding & Technology Access Study shows how American public libraries support education, economic development, and social inclusion for individuals and communities,” said Deborah Jacobs, Director of Global Libraries at the Bill & Melinda Gates Foundation. “To ensure that libraries continue to provide access and opportunity for all, it is crucial that both public and private partners consider how they can help libraries sustain the critical services they offer.”
quinta-feira, dezembro 27, 2012
Um conto de fadas animado
A partir do minuto 5:57, a gente anima-se.
Há sempre outra alternativa quando há gente e esperança.
terça-feira, setembro 25, 2012
Público - Governo deixa cair a TSU e fica sem saber como pôr o país a crescer
A CCP propôs que se deveria tributar os fornecedores de telecomunicações, energia e combustíveis que têm aumentado os "custos de contexto" das empresas. A CGTP propôs uma panóplia de impostos que arrecadarão 6000 milhões de euros - criação de uma taxa de 0,25% sobre as transacções mobiliárias (2000 milhões), de um novo escalão em IRC (1000 milhões), sobretaxa de 10% para dividendos de grandes accionistas (1600 milhões) e metas no combate à evasão fiscal com metas (1100 milhões).Na sua intervenção, o ministro das Finanças gerou tensão ao afirmar ser essencial manter a austeridade e que a saída não era incentivar a procura interna. Mas terá espantado mais quando - segundo a CGTP - afirmou estar de acordo, grossomodo, com as propostas desta central. Inclusivamente, fazia parte de um grupo de trabalho europeu que defendia a introdução da taxação das transacções mobiliárias à escala europeia. O Ministério das Finanças não respondeu ao pedido de confirmação do PÚBLICO.O primeiro-ministro afirmou que levava da reunião a necessidade de alargar o esforço a todos. E foi isso que afirmou à saída: a contribuição também do capital e do património, de "impostos directos" e do "esforço que já estava pensado para o reescalonamento do IRS", afirmou. Aumentar ou reduzir o IVA está fora de questão. A tributação sobre o tabaco irá subir.A possibilidade de mais impostos em 2013 ficou no ar quando o Governo tem esgrimido, por várias vezes, o seu compromisso de reduzir a despesa pública em 4000 milhões de euros em 2013 e 2014, sem que se perceba onde. João Proença, da UGT, e Arménio Carlos, da CGTP, saíram da reunião a alertar os portugueses de que a intenção que está na forja pelo Governo é aumentar os impostos e que o protesto não pode parar.Para promoção da competitividade, houve um consenso entre sindicatos e confederações patronais de que são os custos de contexto das empresas - e não os custos salariais - que mais pesam sobre as empresas.
domingo, junho 05, 2011
Esperançar
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| De Oblogouavida |
Ladrões de Bicicletas: Reflexão esperançada: "Helena Garrido diz que a 'Grécia é a nossa bola de cristal'. Formulação certeira. O pior é o que vem a seguir: "Se não quisermos que o presente da Grécia seja o futuro de Portugal temos de cumprir rigorosamente o acordo assinado com o FMI e a com a UE." O governo pode tentar controlar a despesa e assim cortar nos rendimentos e na procura. Ao fazê-lo, porém, contribui para a recessão e para tornar o controlo do défice numa miragem. A ilusão de que se pode "cumprir rigorosamente o acordo" é a melhor forma de nos vermos gregos. A Grécia indica precisamente a inviabilidade destas intervenções externas, a incapacidade de uma economia atirada para uma violenta recessão em honrar estes "acordos" irremediavelmente volúveis. Imposições ao serviço do rentismo financeiro, com transferências maciças de custos sociais para a maioria dos cidadãos, têm de ser combatidas. Não são mais do que oportunidades para fragilizar a provisão pública e para recuperar a formulação míope de um capitalista norte-americano do início do século XX, que se conseguiu rebater institucionalmente durante algum tempo: "a melhor forma de garantir a eficiência dos trabalhadores é ter uma fila de homens à porta". Precisamos de uma multiplicação de sobressaltos cívicos que acelerem o fim das miopias e das ilusões, que tornem irresistível o princípio da transparência democrática, através da exigência de uma auditoria e da recusa em apoiar a banca sem contrapartidas de controlo público sobre este sector crucial, por exemplo. A esperança será sempre proporcional à robustez das propostas alternativas e à capacidade de se transformarem em novo senso comum. Muito ainda depende de nós.
(João Rodrigues, 04.06.2011)
sexta-feira, junho 03, 2011
Transmutar-se
Exmo. Sr. Presidente dos EUA, Presidente do Júri, elementos do Júri, meus Amigos, minhas Senhoras e meus Senhores,
Só quando recebi o convite dizendo “Eduardo Souto de Moura of Portugal” é que acreditei que tinha ganho o Pritzker 2011. Não posso esconder que fiquei feliz, por mim, pela minha família, colaboradores, amigos e clientes. Em nome de todos, os meus sinceros agradecimentos.
Aprendi a desenhar na Escola Italiana do Porto, cidade onde nasci, e no liceu decidi ser arquitecto. Não é que tivesse alguma paixão especial pela disciplina, mas na crise agnóstica dos 15 anos, duvidei se Deus devia ter descansado ao 7º dia. É que, pensando bem, ficou por fazer uma geografia como a de Delfos, a Acrópole para receber o Parténon ou secar um pântano no Illinois, onde a Farnsworth pudesse ficar.
Em 1975 depois da Revolução dos Cravos, comecei a trabalhar com o Arqº Siza Vieira. Não só pela arquitectura, mas sobretudo pela pessoa em si, foi uma experiência excepcional que ainda hoje continuo a fazer com o mesmo prazer. Saí do seu escritório nos anos 80, para ser arquitecto. Foi difícil começar, mas usar a sua “linguagem” parecia-me uma traição e mesmo que o quisesse, não o conseguia fazer, por pudor.
Depois da Revolução, e restabelecida a Democracia, abriu-se a oportunidade de redesenhar um país, onde faltavam escolas, hospitais, outros equipamentos, e sobretudo meio milhão de casas. Não era certamente o Pós-Modernismo, na altura em voga, que nos poderia resolver a questão. Construir meio milhão de casas, com frontões e colunas seria uma perda de energia, pois a ditadura já o tinha ensaiado. O Pós-Modernismo chegou a Portugal, sem quase termos passado pelo Movimento Moderno. É essa a ironia do nosso destino: “antes de o ser já o éramos”.
Do que precisávamos era de uma linguagem clara, simples e pragmática para reconstruir um país, uma cultura, e ninguém melhor que o proibido Movimento Moderno poderia responder a esse desafio. Não era só um problema ideológico, mas sobretudo de coerência entre material, sistema construtivo e linguagem. Se “arquitectura é a vontade de uma época traduzida num espaço”, Mies van der Rohe abriu-nos as portas na redefinição da disciplina tão massacrada até aí, pela linguística, semiótica, sociologia e outras ciências afins. O importante é que a arquitectura fosse “construção”, assim com urgência, nos pedia o país.
Com 10 séculos de História, Portugal encontra-se hoje numa grande crise social e económica, como já aconteceu em vários períodos anteriores. Hoje, como ontem, a solução para a arquitectura portuguesa é emigrar. Como dizia Paul Claudel: “Le Portugal est un pays en voyage, de temps en temps il touche l’Europe”. Resta-nos a “mudança”, como quer dizer a palavra “crise” em grego. Resta-nos decifrar o significado dos dois caracteres chineses que compõem a palavra “crise”: o primeiro significa “perigo”, o segundo “oportunidade”. Em África e noutras economias emergentes não nos faltarão oportunidades, o futuro é já aí. “Trabalhar na transmutação, na transformação, na metamorfose é obra própria nossa.” (1)
Muito obrigado.
Eduardo Souto de Moura
(1) Herberto Helder, “O Corpo. O Luxo, A Obra”
quinta-feira, junho 18, 2009
Literacia & ironia
Depressão escondida

Se repararmos bem, Portugal tem todos os sinais de uma depressão escondida, e já não é de hoje. As forças que Portugal não utiliza são estas: os nossos jovens licenciados que trabalham em call centers, os nossos desempregados de meia-idade que já não encontram trabalho, quem trabalhou quase meio século e não se reforma para dar lugar aos mais novos, os nossos idosos que depois de uma vida de trabalho estão abandonados em casa. Como digo, esta depressão escondida já não vem de hoje: ela está também em gerações de trabalhadores (e empresários) em que a formação foi muito baixa. Mas as soluções também podem vir em conjunto: se isentarmos de propinas os jovens que queiram fazer assistência à terceira idade, por exemplo, atacamos o problema por dois lados ao mesmo tempo.A solução para a nossa depressão escondida passa por imaginação. E passa, sobretudo, por um acto de vontade. Não é sempre assim, aliás?
Rui Tavares (ruitavares.net)
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