segunda-feira, agosto 31, 2015

Algumas coisas que a esquerda tem a aprender com a direita – Tudo Menos Economia - PÚBLICO



No entanto, para os novos líderes da direita falta de ideologia não significa ausência de ideias: pelo contrário, o vazio do pragmatismo é mesmo uma engenharia social, preenchida pela doutrina das chamadas “reformas estruturais”. Na medida em que esta língua de pau se tornou hegemónica na Europa, o caminho estava facilitado: vários governos falam a mesma ideologia e a transumância política entre o centro e a direita é assim facilitada.
Algumas coisas que a esquerda tem a aprender com a direita – Tudo Menos Economia - PÚBLICO

sexta-feira, agosto 28, 2015

Português batucado



E agora mesmo, em Luanda, a capital de Angola, os jovens que cantam e dançam o kuduru e os rapazes que dormem nas ruas sem saberem bem porquê falam um português que já não se lembra do kimbundo, mas que é tecido de luandensidades linguísticas de uma resistência à urbanidade que os enxotou do seu veículo de crescimento betuminoso. 
Bem ouvimos as nossas zungueiras darem bué de maçada nos fiscais, xé!, os madíé já chegaram!, arreió, arreió (para dizer que o preço baixou), ou está passá feijão, é feijão frade, é feijão espera-cunhado, é feijão catarino, está passá feijão!, pela boca do gramofone chinês a pilhas. 
Mas é também no discurso oficial que ouvimos dizer “contribuir no desenvolvimento”, tão repetida expressão em que o verbo perde a preposição “para” que lhe fora destinada pela lei da língua. Como esta mudança, há bastantes outras, a lembrar-nos que toda a língua tem transformações, ou melhor, evoluções (Darwin), mas tem sempre uma gramática que lhe impõe regras.
A verdade final é que um troféu ou herança representa sempre um valor, um recurso que, no caso da língua, é vital para a nossa unidade nacional e para nos comunicarmos com o universo. Por isso, não somos assim tão livres de fazer com ela tudo aquilo que nos der na real gana. É urgente que a Escola angolana dê aos seus alunos bons professores com o português bem afi(n)ado na ponta da língua.


O portungolano como expressão da bantulusofonia - PÚBLICO

quinta-feira, agosto 20, 2015

Dar a cara pelo amor


(Sobre o amor)
EXTRATO DA ENTREVISTA DADA EM 2012 POR ALEXANDRE QUINTANILHA E RICHARD ZIMLER A ANABELA MOTA RIBEIRO:
"Como é que se conheceram? 
AQ – Num café. 
RZ – Num café maravilhoso. 
AQ – Num café maravilhoso em São Francisco, que se chama Café Flore, como o de Paris. Ia lá ao domingo de manhã tomar um café e comer um muffin. Estava a conversar, estava a falar de Proust – pretensioso e intelectual! – e ele apareceu com mais duas pessoas. De repente os nossos olhos cruzaram-se. Achei-o lindíssimo, porque era e por que é. Eu estava a falar e a pessoa com quem eu estava levantou-se para ir buscar um café; ele veio ter comigo e começou a conversar. “Por que é que não vamos?”. E eu disse: “Deixa-me pelo menos acabar a conversa”. Acabei a conversa e fomos. Estivemos uns três dias juntos, sem parar. 
RZ – Fomos ao meu apartamento, que eu partilhava com duas pessoas. No meu quarto não havia móveis. Dormia em cima de um colchão de sumaúma que tinha comprado por cinco dólares. Estava limpo, tinha lençóis, mas eu não tinha dinheiro nenhum. 
AQ – A parte mais importante do corpo de uma pessoa é a cara."

Bela entrevista. Obrigada pela lembrança e pela foto, Isabel Duarte

quarta-feira, agosto 19, 2015

I see words! I see how books work

Biblioteca, essencial ao leitor - Toronto Public Library



"Toronto Public Library (assim, em singular mesmo) é o maior sistema de bibliotecas públicas do Canadá, com sede em Toronto. Em 2008 foi considerado o maior “sistema de bibliotecas regionais/locais” do mundo, já que possuía em média uma circulação/utilização per capita maior do que qualquer outro sistema de bibliotecas públicas do mundo. O Toronto Public Library foi criado em 1830 e é constituída por 100 bibliotecas e mais de 12 milhões de itens em sua coleção."

"Cartão feito: o que eu tenho direito?
– Pegar livros, música, filmes e muito mais;
 Reservar materiais e poder pegar eles na biblioteca que fica localizada mais próxima da sua casa (tudo online, muito rápido e prático);
– Usar bancos de dados de pesquisa para acessar arquivos de revistas e jornais científico, diretórios de negócios e outros conteúdos especializados;
 Reservar um determinado tempo de computador em qualquer biblioteca;
– Ter acesso gratuito a museus e outras atrações de Toronto (veja mais abaixo); e,
–Ter acesso a tecnologia de ponta e formação para os Hubs Inovação Digital, como impressoras 3D e outros."
"Há 3 tipos de bibliotecas: Reference Libraries (maiores), District Branches (tamanho médio) e Neighbourhood Branches (menores)." Mapa e Horários (domingos também há)
"The Adult Literacy Program offers free, one-on-one tutoring in basic reading, writing and math for English-speaking adults 16 years or older. Volunteer tutors work with learners to help them reach their literacy goals."


Toronto Public Library: como funciona o sistema de bibliotecas públicas de Toronto - Gaby no Canadá

segunda-feira, agosto 17, 2015

Bibliotecas, bibliotecários: resiliência, melhor que resistência




“You need to become an expert on many
subjects, not just taxonomies …you should
know enough to be dangerous.”

CONCLUSION 
Resilient libraries are run by resilient librarians – professionals who can bounce back from
unexpected and uncontrollable events that impact libraries and librarianship today and
not simply recover from, but triumph over challenges – even creating positive change.
 
They
are:

 Visionary – with the ability to imagine expanded relevance and influence 
• Innovative – using classic skills in new ways and finding new tools
• Strategic – tying content, products and services to organizational business needs
and objectives
 
• Proactive – creating opportunities for the library to contribute and participate 
• Networked – with connectivity to company leadership, other departments,
professional peers
Our SLA 2015 panelists are all change agents who make change work for their departments
and for themselves as they stay focused on the above principles.
 
Two of our speakers
have had promotions during the past year, and one of them has demonstrably turned
around a tenuous situation as the new leader of her department.
 
A resilient librarian is a change manager. Accepting the new, the different, the exciting,
the inconvenient - even the stressful - and developing a strategy for managing it can be
extremely empowering. As our speakers have shown, leaders who successfully manage
change both reassure and inspire their teams – and individual contributors who navigate
change build a professional confidence that allows them to thrive. When you imagine
and plan the best future for special libraries, think “change agency,” and resilience rather
than resistance"


Lucidea White Paper (2015)

lucidea.com/wp-content/uploads/2015/07/Lucidea-WP-Building-the-Resilient-Library.pdf?submissionGuid=77f789cc-e77a-4e7e-83e0-b1fd5b695756

terça-feira, agosto 04, 2015

Cécile Veilhan



L'aventure

Abstinência digital



É preciso aprender a comer, a beber, e a gerir tanta informação. Precisamos dominar a arte da palavra, e a arte do silêncio, para não perdermos os sentidos, nem o sentido.

«Simplemente, para que os hagáis una idea, pensad en la cantidad de imágenes que sois capaces de consumir al día. Imágenes elaboradas. Los españoles consumimos una media de cuatro horas de televisión y otras cuatro de ordenador (o tablets, o móviles), navegando por internet. De esas cuatro, dos son en las redes sociales. Pensar en imágenes cuando hablamos de televisión parece obvio, pero es que en internet lo más demandado ahora mismo son los vídeos multisoporte. Vemos muchas, muchas imágenes. No es algo malo en sí mismo pero sí que es necesario estar formados, alfabetizados mediáticamente para que el consumo sea óptimo, crítico y selectivo».


¿Hacia la abstinencia digital? | Comunidad Valenciana | EL MUNDO