Early next month, Pablo Sierra is opening a used bookstore in Northwest Washington — an unlikely bet in the digital age made even more inconceivable, given that his only experience with books is reading them.
“I guess it is pretty crazy,” Sierra said, echoing an observation shared by some of his friends.
Or maybe not. Sierra, like other book lovers, has read articles about slowing e-book sales and watched as independent bookstores such as Politics and Prose thrive, catering to readers who value bookish places as cultural hubs and still think the best reading device is paper.
Used bookstores, with their quintessential quirkiness, eclectic inventory and cheap prices, find themselves in the catbird seat as the pendulum eases back toward print. In many cities, that’s a de facto position: They’re the only book outlets left.
Recebemos uma generosa oferta de livros para a Laredo e o seu projeto Livralhada, em que fazemos circular exemplares entre bibliotecas de todo o tipo e, assim, entre quem ama a partilha e a leitura. De um deles, partilho uma história que veio ao meu encontro.
Conta o P. Schaluck que nas montanhas frias da sua aldeia natal, as aves voam em geral aos bandos e em forma de V. E dizem os entendidos nesses segredos das aves, que voando dessa maneira, umas aproveitando o esforço das outras, todo o bando ganha mais 71 por cento de capacidade de voo do que se cada uma voasse sozinha por sua conta e risco.
E quando alguma ave sai dessa formatura e cede à tentação de voar por sua conta e risco, ao sentir a resistência do ar e a dificuldade em manter o ritmo do bando, logo volta à formatura para poder tirar vantagem da ave que vai à sua frente.
E se o chefe do bando se sente cansado, passa para trás e outro toma naturalmente o seu lugar na liderança do grupo, sem que dispute esse lugar mas também sem fugir a essa responsabilidade.
E diz ainda a parábola que em geral as aves que vão atrás grasnam para encorajar as que vão à frente e todas sentirem que o bando caminha unido.
E quando uma ave fica doente ou é ferida ou abatida por algum caçador indesejado, duas outras saem da formatura e acompanham aquela que está em dificuldade para a amparar e proteger. E ficam com ela até a ave ferida poder de novo voar ou então até que ela morra. Depois, as duas partem de novo e, ou recuperam o seu próprio bando ou se integram noutro que esteja ao seu alcance.
Estais a ver como ao contar a história destas aves eu estou a pensar na história das nossas comunidades.
A melhor maneira de caminhar das pessoas que têm o mesmo voo e caminham para as mesmas distências é juntar-se às outras e com elas repartir o custo da caminhada. O milagre da multiplicação das forças repete-se todos os dias numa comunidade que acerta o passo, tendo em conta as forças de cada um. É natural que os que vão à frente se cansem mais depressa, mas lá estão os que vêm atrás para os substituir. É um ciclo que devia ser normal numa comunidade onde a liderança não é um privilégio de classe nem um carisma de carreira.
O grasnar das aves da retaguarda fala-nos do espírito de entreajuda, da colaboração de todos, da convergência na caminhada.
E se alguém adoece ou por qualquer motivo não pode acompanhar o ritmo do conjunto, não é abandonado à sua sorte ou à sua crise. Há sempre alguém que em nome da comunidade fica ao seu lado para o encorajar e amparar. Uma comunidade não rejeita aqueles que se cansaram do voo, mas antes procura ajudá-los a recuperar a alegria de voar.
NEIVA, P. Adélio Torres (2017). Parábolas, ed. do autor, p. 241/242
Cetáceo Bonifácio, ilustração de Miguel Horta em Rimas salgadas (2015), obra esgotada
Divulgação da actividade "Leitura, Literacia do Oceano e Agenda 2030"
A Agenda 2030 alerta-nos para a Literacia, o conhecimento dos oceanos e dos mares e a educação marinha multidisciplinar. Na Laredo, preparámos 10 actividades que podem ser realizadas em todo o país. Como sempre, com as Bibliotecas, as Artes, a Leitura e a Natureza no coração da aprendizagem. Para a rede Escola Azul, com condições muito especiais.
Formação. Mediação leitora e artistica. Oficinas.. Espectáculos Residências. Cursos.
A Escola Azul é um programa educativo do Ministério do Mar que tem como missão promover a Literacia do Oceano em Portugal. É uma honra e um gosto sermos seus parceiros.
Pode ser que vos interesse e que queiram divulgar. Ou que vos inspire para olhar e amar o mar e as palavras que no-lo ensinam. Só isso, já me alegra o coração.
Miguel Horta, 2020 (ultrapasse a publicidade, por favor)
Narrador
"O narrador quando mais livre se sente mais favorece a empatia. É uma correnteza de palavras. Sendo que o conto não sai igual ao dia anterior.
Por vezes fazemos uma alteração, noutros casos alguém na audiência sugere uma abordagem diferente, ou temos a companhia de outro narrador e decidimos pegar na mesma história e contá-la de modo diferente... Há liberdade mas também há encantamento de quem conta a história. Nós gostamos muito do que fazemos e quem está na audiência acaba por criar esta empatia e criar a escuta que é o mais importante."
"A escuta perdeu para a visão e muitas vezes é mal feita, muito alta e com auscultadores, o que nos isola do mundo. Perdem-se escutas seletivas. Neste sentido, há também aqui um trabalho para se fazer. Uma sessão de narração oral contribui para isso. Mesmo com uma criança que não sabe ler já se está a criar uma competência da escuta. É uma espécie de pré-leitor. Ele próprio vai ganhando competências com a palavra. Vai aprender a desenhar com a palavra, ganha vocabulário."
Ensina a Chizalum a ler. Ensina-a a gostar dos livros. A
melhor maneira é dando o exemplo. Se ela te vir ler compreenderá que ler é uma
actividade com valor. Pode argumentar-se que se ela não fosse para a escola e
se limitasse a ler livros, obteria mais conhecimentos do que uma criança
educada em moldes convencionais. Os livros vão ajudá-la a compreender e a
questionar o mundo, vão ajudá-la a exprimir-se e a tornar-se no que quiser ser –
uma chefe de cozinha, uma cientista, uma cantora, todas beneficiam das
competências que se adquirem com a leitura. Não me refiro a livros escolares.
Refiro-me a livros que não têm nada a ver com a escola, auto-biografias e
romances e livros de História. Se nada mais resultar, paga-lhe para ler.
Recompensa-a. Conheço uma nigeriana notável, Angela, uma mãe solteira que
estava a criar a filha nos Estados Unidos; como a filha não mostrava inclinação
para a leitura, ela decidiu pagar-lhe cinco cêntimos por página. Um esforço
dispendioso, dizia ela mais tarde a brincar, mas foi um investimento que valeu
a pena.
Chimamanda Ngozi Adiche Querida Yeawelle : como educar para o feminismo, Leya, 2018,
p. 19. trad. de original em inglês, 2017
Era uma vez uma pequena cidade no Reino Unido.
Alguém pensou que era bom tirar as crianças de casa, para que aproveitassem do ar livre, e motivá.los para a leitura.
Muitos livros, centenas de livros, bem escolhidos foram envoltos num simples saco transparente (como os que se usam nos supermercados para colocar a fruta), escondidos em locais diferentes da cidade, com uma mensagem, mais ou menos assim, manuscrita num papel:
Olá! Este livro é para ti, para o leres Depois de o fazeres, podes dá-lo a outra pessoa ou voltar a escondê-lo paraq ue alguém o encontre. Boa leitura!
Entretanto, pistas bem colocadas nas redes sociais encorajaram esta "caça ao livro".
3 de Julho de 2018 Notícia portuguesa - BN de Portugal oferece plataforma com livros acessíveis https://www.publico.pt/2018/07/03/sociedade/noticia/biblioteca-nacional-lanca-plataforma-para-partilha-de-livros-acessiveis-a-invisuais-1836665 1 de Outubro de 2017 A EBLIDA publica um Guia para Aplicação do Tratado de Marraquexe (2013), que compromete bibliotecas (e não só) de todo o mundo sobre a Propriedade Intelectual no "facilitar, através de excepções à lei da propriedade intelectual, o acesso de pessoas com diferentes tipos de deficiência visual a obras publicadas, foi aprovado pela União Europeia em abril de 2014 (JO L 115 de 17.4.2014)". Está em vigor desde 30 de setembro de 2016.
"By requiring countries which ratify the Treaty to have exceptions in domestic copyright law
for the benefit of people with print disabilities.
This means that countries which ratify the
Treaty must ensure their laws allow people who are blind, visually impaired or otherwise print
disabled, libraries and other organisations to make accessible format copies without having
to ask permission from the copyright holder (usually the author or publisher), and to distribute the accessible copies domestically.
By making it legal to send and receive accessible versions of books and other printed works
from one country to another. This means that the sending of accessible format works across
national bordersis permitted, helping to avoid costly duplication effortsin different countries
by multiple institutions (that are often publicly funded or have charitable status).
It will allow
institutions with larger collections of accessible books to share these collections with relevant
people in countries with fewer resources, and to better serve people with print disabilities in
every country by providing reading material in any language that is needed [http://www.wipo.int/wipolex/en/treaties/text.jsp?file_id=301016#_ftn6 7]
The Treaty creates the concept of ‘authorised entities’ – institutions or organisations which,
alongside beneficiaries and individuals acting on their behalf, can make use of the Treaty’s
provisions.
“Authorized entities” are central to the architecture of the Treaty, and libraries are central to
the concept of “authorized entities”. As defined, the term “authorized entity” encompasses
most libraries. Libraries, and other “authorized entities”, are allowed to undertake the domestic production and distribution of accessible materials. Importantly, the Treaty requires
that “authorized entities” be permitted to send accessible format copies to other countries."