quarta-feira, agosto 27, 2014

Eduardo White e a leitura


Na verdade, já ninguém lê em Moçambique. Ou porque estão a ver uma novela ou… Neste momento temos um grave problema: o regresso do analfabetismo. Já tivemos quase 97 por cento de população alfabetizada, hoje é o inverso. A escolarização é muito importante. O meu projeto para Moçambique é exatamente incutir o espírito de leitura. Ler é também sonhar. Infelizmente, mesmo hoje um jornal para se vender é um problema sério. Até me dói dizer isto, mas creio que o meu país está a apostar mais na telenovela do que no livro. O livro hoje tem um preço exorbitante, nenhum pai, nenhum encarregado de educação pode comprar. Quinhentos e tal meticais é quase o preço de um uniforme para a escola. Quando o Ministério da Educação popularizar a educação, voltaremos a ter tudo em plenitude.

Aqui: 

«A língua portuguesa usa capulana»: provavelmente a última entrevista de Eduardo White

Pensar pouco e obedecer muito - embalar fascismos

Há hoje um verdadeiro poder oculto, uma autêntica ideologia dominante, que nos invade a vida: para onde quer que nos viremos, somos interpelados por instrumentos de avaliação. Mas as práticas avaliativas, desde que enquistadas em modelos burocráticos e universais, ou são instrumentos de poder e de controlo social, alegadamente para tornar mais eficiente o funcionamento das nossas instituições, ou não passam de modismos improdutivos, macaqueados por uma sociedade que pensa pouco e obedece demasiado.
Santana Castilho, 27.08.2014 


Uma certa versão moderna de fascismo - PÚBLICO

domingo, agosto 24, 2014

O fascismo com esta sua nova roupa

A propósito de imagens difundidas pelo alegado Califado e da realidade que nos cerca:

"é muito fácil um homem num beco deixar de ser um homem, e é com isso que o fascismo ganha a vida"



Alexandra Lucas Coelho, agosto 2014



O fascismo com esta sua nova roupa - PÚBLICO

Língua Portuguesa



Em 2050 vamos ser 350 milhões de falantes

Parlamento Europeu abre exposição sobre Língua Portuguesa. | (Fevereiro 2014)

sábado, agosto 23, 2014

Um poeta por dia. 01

Cérebro e coração estão intimamente ligados. Imagem daqui

Alexandre: faz como eu.
Fecha-te nestas quatro paredes,
mas sonha que andas lá por fora
(na terra sem céu)
a matar as sedes
da gente que chora.
O moleiro mói melhor a farinha para o pão
no isolamento do moinho,
mas com a condição
de ouvir bater no coração
o do vizinho.
Acredita, Alexandre, que a solidão
é boa para não se estar sozinho.

José Gomes Ferreira, 1967, para o seu filho Alexandre, que gostava de ficar sozinho "a ler e pensar, na república livre do seu quarto"

(agradecimento ao José Soeiro que selecionou este poema hoje, no FB)

segunda-feira, agosto 11, 2014

Pela tenacidade crítica



Em segundo lugar, devemos recusar uma tendência dominante na sociedade portuguesa - a desistência de pensar aliada ao conformismo lógico. A desistência de pensar é um dos pilares da astrologia austeritária: Hannah Arendt identificou-a, há meio século, ao observar Eichmann em Jerusalém. Enquanto portuguesas e portugueses, devemos recusar-nos a desistir de pensar. Nos próximos 25 anos, só poderemos transformar o País se usarmos as nossas faculdades cognitivas, se recusarmos dogmas e se compreendermos que a imaginação acorrentada é a primeira causa dos autoritarismos bem-sucedidos. O conformismo lógico é o corolário da desistência de pensar: afirmamos que o País está "assim" porque sempre foi "assim" e será sempre "assim". Sabemos que isso não é verdade. Pierre Bourdieu afirmava que o novo imperialismo neoliberal, um imperialismo das consciências, produzia esse conformismo para estabilizar relações desiguais de poder. É preciso inventar um inconformismo crítico. A participação cívica portuguesa precisa de uma tenacidade crítica que a variedade portuguesa da democracia capitalista não admite. Recomeçar a pensar, inconformada e criticamente, é a única forma de conceber um paradigma novo e transformador. Que nos recoloque, desejavelmente, no caminho de uma sociedade florescente e justa. Para que o ciclo multi-secular do medo e da pulsão repressiva, tão perniciosos para Portugal, seja quebrado e definitivamente transformado em matéria para os historiadores.


Ler mais aqui (Luis Bernardo, Agosto 2014, Portugal)

Imaginar um país sem medo e sem lixo | Económico

domingo, agosto 10, 2014

Israel Has Broken My Heart: I'm a Rabbi in Mourning for a Judaism Being Murdered by Israel



"For our non-Jewish allies, the following plea: Do not let the organized Jewish community intimidate you with charges that any criticism of Israel’s brutality toward the Palestinian people proves that you are anti-Semites. Stop allowing your very justified guilt at the history of oppression your ancestors enacted on Jews to be the reason you fail to speak out vigorously against the current immoral policies of the State of Israel. The way to become real friends of the Jewish people is to side with those Jews who are trying to get Israel back on track toward its highest values, knowing full well that there is no future for a Jewish state surrounded by a billion Muslims except through friendship and cooperation.  (...)
Above all else, I grieve for all the unnecessary suffering on this planet, including the Israeli victims of terrorism, the Palestinian victims of Israeli terror and repression, the victims of America’s misguided wars from Vietnam through Afghanistan and Iraq and the apparently endless war on terrorism, the victims of so many other struggles around the world, and the less visible but real victims of a global capitalist order in which according to the U.N. some 8,000-10,000 children under the age of 5 die every day from malnutrition or diseases related to malnutrition.  And yet I affirm that there is still the possibility of a different kind of world, if only enough of us would believe in it and then work together to create it."

Israel Has Broken My Heart: I'm a Rabbi in Mourning for a Judaism Being Murdered by Israel

segunda-feira, agosto 04, 2014

Ladrões de Bicicletas: Admirável Banco Novo

Ladrões de Bicicletas: Admirável Banco Novo: « Do nome do banco, já registado por outros, à coisa, tudo remendado, apressado, mal feito, enganador, enganador, enganador. As únicas preoc...