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| João Abel Manta, 1974 |
Os passos a que ando, um atrás do outro, como as letras em carreirinha, do fim para o princípio.
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quinta-feira, maio 01, 2014
segunda-feira, setembro 16, 2013
Marshal Berman (1940-2013): ler o mundo para o transformar
Marshal Berman (1940-2013): o marxismo contra a tristeza | Esquerda:
"“Nós não podemos gerar ideias que venham a juntar as vidas das pessoas se perdermos contato com essas vidas tais como são. Se não soubermos reconhecer as pessoas, como se apresentam, sentem e experienciam o mundo, nós nunca seremos capazes que as ajudar a conhecerem-se a elas mesmas ou a mudar o mundo. Ler o Capital não nos ajudará se não formos capazes, também, de ler os sinais que nos mostram as ruas.”
Marshal BermanContinuarei a viver as ruas e abrir janelas, a rir, e a frequentar a revista Dissent.
'via Blog this'
segunda-feira, agosto 12, 2013
Meninas que lutam por ir à escola (Paquistão, 2013)
United Nations, 11 July 2013 - Disastrous flooding in Pakistan has destroyed countless schools throughout the country. But the rebuilding efforts have presented an opportunity for change in traditional attitudes towards girls' education
Nações Unidas, 11 Jukho 2013 - As inundações catastróficas no Paquistão destruíram inúmeras escolas em todo o país. Mas os esforços de reconstrução trouxeram uma oportunidade para mudar as atitudes tradicionais relativamente à educação das raparigas.
Ler mais aqui
terça-feira, janeiro 01, 2013
Calma
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| Imagem de Marcello Paradisio, partilhada no FB |
Estava explicado na bíblia dos serviços: uma força pequena bem organizada e solidária e com objectivos claros pode vencer sem dificuldade uma força muito maior,sobretudo se esta for fácil de dispersar e apenas conseguir simulacros de unidade durante o par de horas que duram as primeiras manifestações. Regra número um da governação: dividir é sempre mais fácil que somar. Desmoralizar sempre aposta mais segura que moralizar. Os humanos, tais como os outros materiais, desgastam-se depressa.O problema é que a mulher não diz nenhuma destas coisas. A mulher não resmunga, não protesta, não se exalta. Parece calma. A calma é perigosa. A calma mete medo.
Rui Zink, A instalação do medo, ed. Teodolito, 2012
2013
Há sempre um acreditar
maior, levando-nos
na teima a prosseguir
Firmados nas raízes fundadoras
prontas a tecer a ventania
feita de ideais e de porvir
de vontade, de sonho e poesia
Pois existe um voo e um lutar
uma batalha pronta a impedir
a violência, o medo, o proibir
Há sempre um acreditar
maior, levando-nos
na teima a resistir
Exigindo o direito a inventar
um outro futuro a construir
apesar do vender e do roubar
Pois existe uma constância
em desagravo, outros modos
de amar, outra maneira
a fazer da vida um canto aberto
E da liberdade uma bandeira
Maria Teresa Horta | Lisboa | 30 Dez 2012
segunda-feira, dezembro 12, 2011
Pelo que muda o coração dos homens
"Mas o vale do Tua era o vale do Tua, um sítio belíssimo, onde o calor a pique do Verão, ou o despertar da Primavera ou as primeiras chuvas de Outono faziam a terra cheirar a terra, a urze, aos mil e um cheiros mediterrânicos que hoje só conhecemos dos livros, quando lemos os clássicos. (...) Estivessem vivos homens como Orlando Ribeiro, e eles dir-nos-iam os elos que estamos a quebrar, não com o passado, mas com o presente e connosco próprios.Portugal é um país que tem destruído intensamente a sua paisagem natural nos últimos anos, tem uma grande densidade de barragens a norte e cada barragem é um vale de um rio que desaparece. As cumeadas dos montes já estão cheias de eólicas, e quase que não é possível em lado nenhum olhar à volta de um ponto alto, mesmo nos parques naturais, sem ver artefactos colocados bem diante dos nossos olhos nos últimos 20 anos. Já não sabemos, por exemplo, o que é uma noite escura, e por isso o espanto homérico com o céu e as estrelas é uma experiência que já "não nos assiste", para assentar os pés na terra em que verdadeiramente vivemos, a das trivialidades boçais.
Eu sei que uma parte desta destruição era inevitável e faz parte de um difícil trade-off entre a economia, fonte de riqueza, os recursos a explorar, e o ambiente, mas, como estamos a chegar aos limites de tudo - últimos vales, últimos montes, ultimas paisagens -, esse trade-off esgotou-se nas suas virtualidades, e é hoje uma desvantagem cujos custos se pagarão num futuro próximo. As crianças que hoje nascem vão viver num mundo dominado pela poluição luminosa, de caos urbanístico, construções clandestinas mal-amanhadas e sem paisagem natural. Nunca vão ver a Via Láctea a não ser em fotografias, não sabem o que é um vale selvagem de um rio a não ser nos filmes americanos, nunca cheirarão a urze, nem saberão o que é uma giesta, não terão o vento na cara no cimo duma montanha, sem este trazer a marca conspurcada do mundo de lixo que começa logo uns metros mais abaixo, nunca verão um carvalho, nunca comerão uma truta sem ser de viveiro, não saberão o que é o silêncio "habitado" que muda o coração dos homens que o sabem ouvir."
J. Pacheco Pereira
Lido e escrito em Dezembro de 2011, perante a perspectiva de mais uma barragem que aniquilará o Vale do Tua e de caminho compromete o Douro vinhateiro, há poucos anos consagrado como Património Mundial pela Unesco.
Blogado aqui a pensar nos nossos netos e nos filhos dos nossos netos por nascer, em memória dos Mestres como Orlando Ribeiro e do aparentemente perdido Bom Senso Elementar. E, já agora, de Portugal, meu e nosso País.
Ler o resto do texto citado:
ABRUPTO
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