sexta-feira, novembro 30, 2018

ANTES ISSO

Livro Poemas


COMPLICAÇÃO


As ondas indo, as ondas vindo — as ondas indo e vindo sem
parar um momento. 
As horas atrás das horas, por mais iguais sempre outras. 
E ter de subir a encosta para a poder descer. 
E ter de vencer o vento. 
E ter de lutar.
Um obstáculo para cada novo passo depois de cada passo. 
As complicações, os atritos para as coisas mais simples. 
E o fim sempre longe, mais longe, eternamente longe.
Ah mas antes isso!
Ainda bem que o mar não cessa de ir e vir constantemente. 
Ainda bem que tudo é infinitamente difícil. 
Ainda bem que temos de escalar montanhas e que elas vão
sendo cada vez mais altas. Ainda bem que o vento nos oferece resistência 
e o fim é infinito.
Ainda bem. 
Antes isso.
50 000 vezes isso à igualdade fútil da planície.





Mário Dionísio


[Livro Poemas - Mário Dionísio] Centro Mário Dionísio

Libros en la bolsa: el último tipo de clubes de lectura

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Clubes de lectura en una bolsa es un nuevo tipo de club de lectura entre personas que pueden ser un grupo de amigos o una asociación, la biblioteca proporciona un kits de libros en una bolsa con suficientes copias del título seleccionado para cada uno de los miembros y una guía para el grupo de lectura con preguntas para iniciar la sesión de lectura en grupo. El periodo de préstamo suele ser de unas 6 u 8 semanas, y cada bolsa contiene una media de entre 6 y 12 libros. La mayoría de las bibliotecas ofrecen más de 100 títulos para elegir, incluyendo ficción, no ficción, clásicos y best sellers.
Esta nueva forma de clubes de lectura es ideal para grupos de amigos. La biblioteca ofrece diferentes bolsas con distintos títulos que se pueden reservar con antelación, lo ideal es planificar las lectura que el grupo va a hacer a lo largo del año y que el miembro encargado de coordinarlo planifique y reserve las lectura  que va a hacer con tiempo suficiente para que cuando vaya a devolver una de las bolsas, pueda tener a disposición la siguiente.
Libros en la bolsa: el último tipo de clubes de lectura

domingo, novembro 18, 2018

Paulo Nozolino - lutar contra a desmemória

 Paulo Nozolino durante a inauguração de uma das suas últimas exposições em Lisboa, em 2011

ANA BAIÃO
A fotografia é agora um lugar comum, uma prática chinesamente democrática graças ao telemóvel. A voracidade de fazer imagens e de as disseminar criou um novo problema. A mediocridade e a banalização de tudo o que nos rodeia. Niepce ficaria estupefacto, se fosse vivo. O que demorou quase dois séculos a ser consolidado, foi destruído em apenas dez anos", disse referindo-se ao Instagram e às redes sociais sem nunca as citar.
Das suas palavras ficam ainda dois sinais de esperança: no livro ("o único meio de preservar a memória") e na promessa de continuar a trabalhar ("a fotografia é a minha maneira de lutar contra a desmemória, a minha maneira de estar vivo e a única coisa que tenho para dar"). O livro em causa é também isso mesmo: um repositório das viagens e das memórias de um fotógrafo. 


Paulo Nozolino: “Entre vós estão cínicos, invejosos e inimigos. Se tivessem coragem sairiam neste momento da sala”

quinta-feira, novembro 15, 2018

NeoRealismo: The New Image in Italy, 1932–1960

Piergiorgio Branzi Piazza Grande in Burano Venice, 1957 © Piergiorgio Branzi


NeoRealismo: The New Image in Italy, 1932–1960

Aprenderemos alguma coisa com os índios?

 Resultado de imagem para diversidade
Imagem daqui
Para mostrar que nem tudo se aplica em todo o lado, sem olhar às características particulares de cada povo ou de cada cultura, recordou uma carta antiga, enviada por chefes índios aos governantes de dois estados norte-americanos, Virgínia e Maryland, na sequência de um tratado de paz. Os índios tinham enviado alguns dos seus “bravos” para estudar com os “caras-pálidas” (para usar a linguagem do faroeste, disse Zau), estes regressaram às tribos e depois a proposta renovou-se: queriam eles enviar mais alunos? A resposta, já reproduzida muitas vezes em livros e na internet, por ter sido à data divulgada por Benjamim Franklin (1706-1790), diz o seguinte: “Estamos convencidos (...) que os senhores desejam o bem para nós e agradecemos de todo o coração. Mas aqueles que são sábios reconhecem que diferentes nações têm concepções diferentes das coisas e, sendo assim, os senhores não ficarão ofendidos ao saber que a vossa ideia de educação não é a mesma que a nossa. (...) Muitos dos nossos bravos guerreiros foram formados nas escolas do Norte e aprenderam toda a vossa ciência. Mas, quando eles voltaram para nós, eles eram maus corredores, ignorantes da vida da floresta e incapazes de suportarem o frio e a fome. Não sabiam como caçar o veado, matar o inimigo e construir uma cabana, e falavam a nossa língua muito mal. Eles eram, portanto, totalmente inúteis. Não serviam como guerreiros, como caçadores ou como conselheiros. Ficamos extremamente agradecidos pela vossa oferta e, embora não possamos aceitá-la, para mostrar a nossa gratidão oferecemos aos nobres senhores de Virgínia que nos enviem alguns dos seus jovens, que lhes ensinaremos tudo o que sabemos e faremos, deles, homens.” Não interessa aqui o discurso do bom selvagem nem o da inutilidade da educação ou do progresso, ambos falsos. Interessa, sim, a noção de desajuste. Porque mesmo a mais avançada das tecnologias deve, ao ser aplicada, ter em conta a comunidade a que se destina. Porque é inegável a importância da diversidade.
Nuno Pacheco, Público, 2018 


Aprenderemos alguma coisa com os índios?

quinta-feira, novembro 08, 2018

RiseUP Portugal: O Neoliberalismo é um Fascismo

 A performer in Garth Knight’s “living sculpture” Submission.
A performer in Garth Knight’s “living sculpture” Submission. Photograph: Jodie Barker

A salvação por aliança
Este contexto ameaça, sem alguma duvida, os fundadores das nossas democracias, mas por isso mesmo condena ao desespero e desencorajamento? Certamente que não. Há 500 anos, no auge das derrotas que fizeram cair a maior parte dos estados italianos, impondo-lhes uma ocupação estrangeira de mais de três séculos, Nicolas Maquievel exortava os homens virtuosos a enfrentar o destino e, face à adversidade dos tempos, preferir a acção e a audácia do que a prudência. Por mais que a situação seja trágica, mais ela pede acção e recusa "o abandono".(O Príncepe,capitulos XXV XXVI).
 

Essa lição impõe-se de forma evidente à nossa época, na qual tudo parece comprometido. A determinação dos cidadãos profundamente ligados aos valores democráticos constitui um inestimável recurso que, pelo menos na Bélgica, ainda não revelou o seu potencial de mobilização e o poder de modificar o que é inelutável. 
Graças às redes sociais e à liberdade de expressão que estas facilitam, cada um pode agora se manifestar particularmente no seio dos serviços públicos, nas universidades, no mundo estudantil, na magistratura e nos tribunais para levar o bem comum e a  justiça ao seio do debate público e ao seio da administração do Estado e dascomunidades. 
O neoliberalismo é um fascismo. Deve ser combatido e um humanismo total deve ser restabelecido.

RiseUP Portugal: O Neoliberalismo é um Fascismo: Este é um excelente texto escrito por Manuela Cadelli, Presidente da Associação Sindical dos Magistrados Belgas, publicado no site belga ...

Ladrões de Bicicletas: A tirania do mérito

Ladrões de Bicicletas: A tirania do mérito : « Quem alcançou o topo, passou a acreditar que o sucesso foi um feito seu, uma medida do seu ...