segunda-feira, março 27, 2017

domingo, março 26, 2017

O que importa

Uma rua no Castelo - Lisboa

Nem balanço nem contas. Nada disso.
Importa é recusar o compromisso
do permanente deve & haver.
Importa é ter insubmisso
a todo o tempo o coração.
Importa é não ceder
e saber dizer não
a quem, por qualquer razão
que supõe ter,
não pretende senão
fazer-nos obedecer.
Importa é que a rebeldia
nos seja pão de cada dia.

Torquato da Luz

2013

Daqui, post 2/272013

quinta-feira, março 23, 2017

Um Dia Com… Maria José Moura – RTP Arquivos

 
Planos de objetos de livros; empresa gráfica de impressão de livros; Maria José Moura refere que estudou Histórico Filosóficas na Faculdade de Letras e que de inicio desconhecia as oportunidades que uma biblioteca poderia proporcionar; afirma que a biblioteca desempenha hoje um serviço público e que o bibliotecário deve estar preparado para essa tarefa; salienta o papel que o bibliotecário, documentalista e arquivista pode dar ao utilizador, desde o infantil, ao especializado e académico, e que deve estar integrado no seu meio. 
13m45: Placard da exposição "O Livro"; Maria José Moura, refere que o bibliotecário deverá ser o intermediário entre o livro e o utilizador; fala também na importância do trabalho em equipa e no meio que o rodeia; depois fala na exposição do livro; imagens de utilizadores na biblioteca; afirma que a biblioteca é um instrumento importante na educação.


Imagens no video de 1972, palavras atuais em 2017. A foto é mais recente que o video, mas é para identificarmos melhor a entrevistada.



Video RTP

Um Dia Com… Maria José Moura – RTP Arquivos

sexta-feira, março 17, 2017

A invenção da "heterossexualidade"

(Credit: Getty Images)
Enquanto o sexo heterossexual é claramente tão antigo como a Humanidade, o conceito da heterossexualidade como identidade é uma invenção recente
O Dicionário Médico de Dorland, de 1901, definia heterossexualidade como "um apetite anormal e pervertido pelo sexo oposto". Mais de duas décadas mais tarde, em 1923, o dicionário Merriam Webster defenia-a como "uma paixão sexual mórbida por alguém do sexo oposto". Só em 1934 a heterossexualidade foi contemplada como o significado que hoje nos é familiar: "manifestação de paixão sexual por alguém do sexo oposto; sexualidade normal".
Sempre que conto isto às pessoas, elas respondem com incredulidade dramática. Isso não pode estar certo! Bem, certamente não o sentimos como certo. Sentimos que a heterossexualidade simplesmente "esteve sempre ali".


O resto do artigo, interessante porém um bocado longo, para ler com vagar, está em inglês, aqui - à fgalta de melhor, usem o tradutor automático do Google:

BBC - Future - The invention of ‘heterosexuality’

terça-feira, março 14, 2017

Este site disponibiliza gratuitamente mais de 2.000 folhetos de cordel - Nexo Jornal

 
“O imposto disse a fome: — Collega, vamos andar, Vamos ver pobre gemer E o rico se queixar? A tarde está suculenta O governo nos sustenta Nós podemos passeiar. 
Disse a fome—eu estou tão triste Que nem sei o que lhe diga Este novo presidente Vôtes, credo, eu dou-lhe figa, Este Hermes da Fonseca Jurou acabar com a secca Vae tudo encher a barriga” 
Leandro Gomes de Barros Duas primeiras estrofes de “O imposto e a fome”, de 1909, com a grafia original
Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/03/07/Este-site-disponibiliza-gratuitamente-mais-de-2.000-folhetos-de-cordel.




Este site disponibiliza gratuitamente mais de 2.000 folhetos de cordel - Nexo Jornal

domingo, março 12, 2017

Raul Brandão

“Húmus” | Raúl Brandão
Nos alicerces uma geração, outra geração, todos apodrecendo juntos na mesma terra misturada e revolvida. A parte exterior é maravilhosa, a parte subterrânea é mais maravilhosa ainda. É a única raiz que se conserva intacta.
in Humus (1917)
Ler mais sobre a obra aqui, incluindo texto integral em formato digital (e-book, pdf)  

Nota biográfica sobre o autor, nascido em 12.03.1867:



Raul Brandão - Século XX - Centro Virtual Camões - Camões IP

sábado, março 11, 2017

Música, Alegria, Educação e Futuro



Lendo e relendo o que queremos que a gente da nossa terra seja e aprenda no próximo século, eis que a Música se desenha como área fundamental do caminho educativo. Fruindo, aprendendo, praticando, experimentando música ficamos mais capazes de som e silêncio, escuta e expressão, de falar e calar entre nós, sobre nós, com outros, sobre todos. Ou seja, a sermos melhores e tornar melhor o Mundo. Um mundo de gente igual por dentro, gente igual por fora. Capital da alegria.

É possível, necessário. E urgente.

Esta reflexão foi suscitada pelo documento em discussão pública
Perfil dos alunos à saída da Escolaridade Obrigatória, 
https://dge.mec.pt/sites/default/files/Noticias_Imagens/perfil_do_aluno.pdf.
E também por indignações várias nos jornais sobre a escassez de horas para Português e Matemática, como se educar gente fosse coisa de caixinhas separadas em disciplinas académicas, e se medisse em horas de relógio. O tempo que dedicamos a um assunto não está só no horário afixado na parede, mas também no tempo interior que alarga e se adensa com o interesse, o amor e a alegria que lhe conseguimos associar. O rigor que importa é o que se deseja e valoriza, por amar o que se aprende e pratica.

Espero sinceramente que a Música, como as artes em geral (incluindo as da palavra e as que usam matemática, que são todas, como ensina tantas vezes o Almada Negreiros), sejam entendidas como coração das propostas da escola. E se mantenham no coração das propostas da educação não formal. E que a Música, toda a Música
  • não seja proibida nem perseguida nas cidades e nos campos
  • não seja proibida nem perseguida nas escolas
  • seja acarinhada e respeitada nas escolas, em todas as escolas
  • não seja transformada em horror em lado nenhum
Porquê? Por desejar aos que vierem depois muitas capitais da alegria.

terça-feira, março 07, 2017

Ideas Box - Access to education, information and culture in humanitarian...




Bibliotecários sem fronteiras.
Combates pela Literacia.
Por e para sermos mais humanos.
Ler mais aqui
Literacy: Libraries Without Borders | Library of Congress Blog


libraries-wo-borders


The Ideas Box, Libraries Without Borders’ portable media center, provides young Congolese refugees with information and education resources in a camp in Burundi. Photo courtesy Libraries Without Borders

Salvador Sobral - Amar pelos Dois (Lyric Video)


Subtitles - english https://youtu.be/t48etNJpLTM


Entrevista no programa televisivo 5 para ameia-noite (Janeiro 2017)
https://www.youtube.com/watch?v=a2oNlGUOcjo

Nossa história - a propósito de um programa de TV

  Companhia de Diamantes de Angola Andrada – Mulheres de trabalhadores contratados, regressando de uma distribuição de mandioca, feita pela Secção de Propaganda e Assistência à Mão de Obra Indígena da Companhia (início do século XX).
Companhia de Diamantes de Angola Andrada – Mulheres de trabalhadores contratados, regressando de uma distribuição de mandioca, feita pela Secção de Propaganda e Assistência à Mão de Obra Indígena da Companhia (início do século XX).
O ponto de vista que adotei, enquanto historiador e argumentista da série, é um ponto de vista da história de Portugal. Estamos a contar a História do ciclo africano do império, a partir de um ponto de vista de um historiador português. Ou seja, a partir dos fatores que contribuíram para a abertura e falência desse ciclo. Esse ponto de vista é claramente assumido. Não estamos a fazer nem a História de Angola nem de Moçambique. Estamos a fazer a história a partir de um ponto de observação que é a sociedade portuguesa: como nasceu o moderno colonialismo na sociedade portuguesa, como concorreu com os outros capitalismos modernos das potências europeias imperiais, e como é que esse colonialismo acabou por derrotar e se envolver numa guerra sem fim que durou 13 anos, e perdê-la. Essa é a história. Há outras formas de a contar, mas esta foi a que escolhemos.
Fernando Rosas 


“As histórias de crimes do colonialismo neste século estão largamente por contar”, entrevista a Fernando Rosas | BUALA

quinta-feira, março 02, 2017

«Toda a literatura é educativa» – Educatio Madeira

 
Que revolução silenciosa está, afinal, a acontecer na promoção da leitura em Portugal? 
Essa foi uma metáfora que escolhi para o título da conferência porque é uma transformação que tem vindo, de facto, a acontecer nas últimas décadas.Já temos esta revolução silenciosa como adquirida e quase nem damos por ela.Temos a tendência para nos queixarmos e não nos damos conta de como, em Portugal, estão a acontecer coisas muito interessantes a este nível. Antes do 25 de Abril, a taxa de analfabetismo em Portugal era de quase um quarto da população — há indicadores que até apontam para números mais elevados — e agora, pela primeira vez, em 2015, os resultados do PISA colocam-nos acima da média da OCDE em todas as áreas: na leitura, na matemática e nas ciências.
Isto não acontece por acaso. Acontece porque houve uma série de iniciativas que ocorreram ao longo de décadas.
Aí, eu destacava a rede de bibliotecas públicas, a rede de bibliotecas escolares, as mudanças na formação de professores (inicial e continuada), os programas escolares que têm insistido na leitura e nas competências de leitura. 
Por isso, isto não é uma questão de um governo ou de outro, de uma política ou de outra, mas é a questão de uma atenção continuada em distintas áreas da leitura.
Se pensar que há 40 anos, quando eu era uma criança, não havia um espaço parecido com este… Claro que não basta ter os espaços, é preciso promover, formar os públicos, atrair as crianças e as famílias para estes espaços. Estamos a dar passos muito interessantes a este nível. 
Por exemplo, as bibliotecas escolares em Portugal têm merecido — por parte dos nossos parceiros europeus, inclusivamente países da Europa do Norte — um reconhecimento e uma atenção muito especial. 
Em alguns casos, estamos a funcionar como exemplo para países que sempre vimos como referências.
Ana Margarida Ramos, 2017


«Toda a literatura é educativa» – Educatio Madeira – Medium