domingo, janeiro 31, 2016

Os jovens estão a desistir da política, e a política parece prescindir deles - PÚBLICO

 
 DANIEL ROCHA

Nuno Garoupa, presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, faz algumas contas simples e aponta um exemplo: "Votam normalmente cinco milhões de portugueses. Basta somar 2,5 milhões de pensionistas e 800 mil funcionários públicos e fica claríssimo onde está o centrão, a convergência dos grandes partidos. Não havia nas últimas eleições um único partido que dissesse que ia cortar nas pensões dos mais velhos para salvar as pensões dos mais novos. Porquê? Porque essa gente não vota. Nem a PAF nem o PS explicavam o que queriam para a segurança social por isso."


Os jovens estão a desistir da política, e a política parece prescindir deles - PÚBLICO

Liberté Liberdade Libertad Freedom (etc)



Le chant des partisans,,Interprètes: Les Stentors Le Chant des partisans ou Chant de la libération est l’hymne de la Résistance française ...                    ... https://fr.wikipedia.org/wiki/Le_Chant_des_partisans
Publicado por Damien Stack em Sábado, 14 de Novembro de 2015
Este video é atual, e vale a pena, desde o primeiro assobio. 
Vejam aqui: https://www.facebook.com/damien.stach/videos/10206309388747784/
Ou aqui

quarta-feira, janeiro 27, 2016

Crónica dos Bons Malandros (Fernando Lopes, 1984) english subtitles


Marcia Tiburi em Lisboa, Fevereiro-Março 2016

 Contou-me a Maria João Cantinho, e eu partilho:
"Marcia Tiburi estará em Portugal a partir a de 20 de Fevereiro até início de Março, para lançar o seu livro "Como Conversar com um Fascista", pela Nota de Rodapé edições. A obra já vai na quinta tiragem, no Brasil, e tem dado que falar. Nós, por aqui, também temos que aprender a conversar com eles, saber como nos defendermos deles.
Quem é Márcia Tiburi?

Inteligente, bela e calorosa, Márcia Tiburi é graduada em filosofia, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1990), e em artes plásticas, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1996); mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1994) e doutora em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1999) com ênfase em Filosofia Contemporânea. Seus principais temas são ética, estética, filosofia do conhecimento e feminismo.
Publicou livros de filosofia, entre eles a antologia "As Mulheres e a Filosofia" e "O Corpo Torturado", além de "Uma outra história da razão". Pela editora Escritos, publicou, em co-autoria, "Diálogo sobre o Corpo", em 2004, e individualmente "Filosofia Cinza - a melancolia e o corpo nas dobras da escrita". Em 2005 publicou "Metamorfoses do Conceito" e o primeiro romance da série "Trilogia Íntima, Magnólia", que foi finalista do Prêmio Jabuti em 2006. No mesmo ano lançou o segundo volume "A Mulher de Costas". Escreve também para jornais e revistas especializados, assim como para a grande imprensa. Márcia Tiburi também se apresentava, semanalmente, no programa de televisão Saia Justa, do canal por assinatura GNT. Em 2012 publica o romance "Era Meu esse Rosto"" pela Editora Record e os livros "Diálogo/Dança eDiálogo/Fotografia" pela editora do SENAC-SP."
Que bom, vou ver se consigo assistir. Porque o feminismo É revolucionário.
Uma entrevista preciosa, aqui:  https://youtu.be/xgnj6wv3tfE
Marcia Tiburi entre o Céu e a Terra (pub. 16/12/2014)
00:15 O papel da mulher 23:00 Sexo e prazer
35:51 Amor e casamento
51:58 Família
Recordo: 
"Humilho, logo existo (...) 
Em termos simples, isso quer dizer, que há uma vantagem pessoal impagável no ato de negar o outro e de expressar essa negação com palavras. Essas palavras são publicitárias. Ditas na forma de slogans fáceis de repetir, elas garantem ao fascista um lucro. Incansável no ato de repetir frases feitas e clichês, ele [o fascista] parece colocar moedinhas em um cofre. A moedinha pode ser a frase nas redes sociais. Essa busca por lucro por meio de uma repetição se torna literalmente um modo de ser.
Incapaz de supor a existência da “alteridade”, o fascista encontra um modo de ser. Como experiência de si podemos considerar o fascismo um logro, mas não para quem, vivendo um profundo empobrecimento subjetivo, não tem outra saída. A negação do outro é funcional para quem dela se serve. Ela pode ser o único jeito de garantir que se existe. Em termos simples: de conquistar um lugar no mundo."

quarta-feira, janeiro 13, 2016

Para que haja educação e lugares para toda a gente


Declaração de interesses: apoio o candidato António Sampaio da Nóvoa à Presidência da República em 2016. O video mostra- a comentar um livro, e dá ideia do seu pensamento e do seu compromisso político, que é alegre porque é sério, que se compromete porque não consente e se indigna. Nada há de mais sério que a alegria.


Biblioteca a biblioteca, se faz futuro

domingo, janeiro 10, 2016

Utopia, More, ano 500 - Leituras - 01

Imagem daqui

A tecnologia tem vindo a instalar novas utopias que passam muitas vezes pela questão de o homem querer viver cada vez mais tempo. Não é bem a imortalidade, o elixir da longa vida, que se perseguia e fantasiava noutros séculos, mas é algo próximo. E é interessante ver que o centro destas utopias é viver mais tempo, mais! — e não viver de forma diferente. O que me parece forte em algumas utopias sociais ou artísticas do século XX é que o centro da utopia não era viver mais tempo, era viver de forma diferente.
Quando o essencial das utopias humanas passa pela tecnologia talvez algo esteja em queda. É uma utopia desanimada, a que quer mudar a paisagem, natural ou técnica, e já desistiu de mudar o humano.
Gonçalo M. Tavares, 2016
Sobre a utopia, alguns apontamentos - PÚBLICO

sexta-feira, janeiro 01, 2016

Fim de ano - Adriano Moreira - DN

 
Imagem daqui
Os utilitaristas definitivamente produziram a capacidade da destruição e os humanistas deixar-se-ão conduzir para a indiferença? Faltam as vozes encantatórias, como foram as de Gandhi e Mandela, e dos fundadores da União Europeia, neste ambiente ameaçador que exige a voz da universidade, livre, criativa, responsável, carismática, atendida. Trata-se da quarta dimensão da Universidade, título de um livro do antigo reitor de Coimbra Prof. Seabra, investigar o globalismo para além da semântica, assumindo a transdisciplina, para reconhecer as redes, as interdependências, os poderes efetivos e em grande parte desconhecidos, e para restabelecer o credo dos valores que sejam o eixo da roda do avanço da estratégia do saber, não orientada para a supremacia das potências, mas para o reconhecimento de que cada homem é um fenómeno que não se repete na história da humanidade e que exige um efetivo respeito pelos direitos humanos.


Fim de ano - Adriano Moreira - DN

Recado sempre actual a quem quer ser Presidente/a




"Se Vossa Excelência Senhor Presidente

Viesse cá almoçar mais vezes
Iria ouvir discursos bem diferentes
Nas bocas que hoje foram tão galantes
Iria ver como essa gente
Tão boazinha e sorridente
Como essa gente trata quem trabalha
Como nos fala aqui no dia-a-dia."

Adriano Correia de Oliveira
Portugal