domingo, maio 25, 2014

Por uma escola mais modesta e sem muros


Olhe bem para a escola que você conhece. Ela vai desaparecer.
E não é algo para um futuro distante. Os educadores atuais serão responsáveis por esse processo de transição. É o que acredita António Nóvoa, doutor em ciências da educação pela Universidade de Genebra e doutor em história pela Universidade de Paris. Durante sua palestra na Educar Educador, que teve como tema “A construção coletiva do projeto educativo na escola” ele afirmou que “debaixo dos nossos olhos e perante uma certa indiferença da nossa parte, estão acontecendo três revoluções”. 
Segundo ele, a primeira delas é a revolução na aprendizagem, que será impulsionada pela tecnologia. “Não se trata de transformar a revolução digital em uma coisa mágica, que vai resolver todos os nossos problemas. É uma mudança histórica de grande significado. Ela está mudando a nossa maneira de sentir, o nosso modo de viver e nossa maneira de aprender”, explicou.De acordo com Nóvoa, a tecnologia tem potencial para colocar nas mãos dos professores as ferramentas com as quais ele tem sonhado nos últimos anos. “A ironia é que nós pedagogos e educadores humanistas, que sempre fomos céticos em relação a tecnologia, vemos que ela pode finalmente colocar em nossas mãos as ferramentas necessárias parar concretizar o nosso ideário pedagógico”, afirma ele, referindo-se a questões como a individualização do ensino, diferenciação pedagógica e autonomia dos educandos, entre outras. 
A segunda revolução está relacionada à sala de aula. A mudança nos ambientes de aprendizagem está transformando a estrutura da escola e acentuando as dinâmicas de interação, de partilha e de construção coletiva de um projeto educativo. Segundo ele, o modelo atualmente utilizado na grande maioria das salas de aula, com professor que transmite para os alunos a informação em uma via de mão única foi criado em 1867 e não atende mais as nossas necessidades. “Nunca pensamos a escola como um espaço integrado, ele está mais para uma soma de salas de aula”, destaca.Em sua opinião, veremos nos próximos anos uma multiplicação de espaços de compartilhamento do conhecimento, com professores trabalhando em conjunto para produzir um projeto escolar muito diferente atual. 
Finalmente, a terceira revolução está relacionada ao que ele chamou de cidade educadora. “Chegou o tempo de pensar a educação para além da escola, de compreender todas as dimensões educativas que existem na cidade, na sociedade”, explica. 
De acordo com o palestrante, quando o modelo atual de instituição de ensino foi criado, as escolas eram pequenos prédios no meio do nada, com pouca gente nas cidades.“A escola vivia num deserto cultural e dominado o conhecimento. Hoje, a paisagem dos nossos países mudou muito. Mas a escola continua a trabalhar como se não fizesse parte de um conjunto imenso de possibilidades educativas”, explica. “Precisamos de uma escola mais modesta, que entenda que as cidades têm um potencial educativo imenso”. Segundo ele, a escola como um prédio está com os dias contados. “Teremos uma instituição que vai além da dimensão física”, completa.

Humanitas

sábado, maio 24, 2014

De pé (saudação a Antero) - José Mário Branco ao vivo em 1997

Troika, go home | We are not dead



In 2013 the one thousand Portuguese multimillionaires increase their income in 7,5 billion euros. At the same time 25% of the population are considered to live in poverty. The unemployment rate exceed 17% and if you only consider the youth unemployment rate then it has been consistent over 40%.With the National Budget agreements that you reached, we are paying unafordable taxes, that are directly distributed to speculators stakeholders through PPP contracts’, interests and financial charges over the national debt and failed banks (e.g. corresponded to 48,60% of 2013 Budget). You forced the country to decrease production and to sell profitable and strategic companies, people to work more for (even) less money, the state to fail in providing healthcare, justice and education as established by the Constitution. You made old people live the worst period of their lives. I’m happy if this lines make you fill uncomfortable.   We are not dead. You are not welcome.
Tiago Mota Saraiva, Portugal, 24.05.2014 
Troika, go home | iOnline

Humanitas


Rir junto é melhor que falar a mesma língua. 

Ou talvez o riso seja uma língua anterior que fomos perdendo à medida que o mundo foi deixando de ser nosso.

Educação, Serviço Público: Conferência Gulbenkian, 23 maio 2014



Ver aqui  http://livestre.am/4RsUP

Uma Conferência Gulbenkian, em linguagem que as pessoas entendem, parte de uma cadência mensal de debates iniciada em maio de 2013. A partir do minuto 14:00, Eduardo Marçal Grilo (FCGulbenkian); seguido de Paulo Santiago (OCDE). Vale a pena ouvir e ficar a pensar sobre Educação. No longo e no curto prazo. Com e sem crises, e sobretudo para lá do império da crise presente.

Profissionalismo dos docentes, autonomia, não dependência de exames, mudança nas universidades, família e suas circunstâncias (Canotilho - 1:47:00) e outras ideias por cá "non gratas" a sectores ocupantes dos poderes transitórios. 

Debate do maior relevo, num momento em que tanto nos roubam o tempo para pensar. Fora das escolas, e dentro das escolas, a robotização parece a utopia triunfante. PARAR para pensar é alimentar o arsenal necessário ao combate à desumanização e ao acriticismo. E ao esmagamento do quotidiano que faz com que haja poucos menores de 55 anos na assistência a estas conferências. Valham-nos o video-stream e as redes sociais. A tecnologia pode e deve estar ao serviço do pensamento e da acção humana.

Afinal, citando Marçal Grilo: "O futuro depende de nós."

Sim e Não


Dizer Não


Diz NÃO à liberdade que te oferecem, se ela é só a liberdade dos que ta querem oferecer. Porque a liberdade que é tua não passa pelo decreto arbitrário dos outros.
Diz NÃO à ordem das ruas, se ela é só a ordem do terror. Porque ela tem de nascer de ti, da paz da tua consciência, e não há ordem mais perfeita do que a ordem dos cemitérios.
Diz NÃO à cultura com que queiram promover-te, se a cultura for apenas um prolongamento da polícia. Porque a cultura não tem que ver com a ordem policial mas com a inteira liberdade de ti, não é um modo de se descer mas de se subir, não é um luxo de «elitismo», mas um modo de seres humano em toda a tua plenitude.
Diz NÃO até ao pão com que pretendem alimentar-te, se tiveres de pagá-lo com a renúncia de ti mesmo. Porque não há uma só forma de to negarem negando-to, mas infligindo-te como preço a tua humilhação.
Diz NÃO à justiça com que queiram redimir-te, se ela é apenas um modo de se redimir o redentor. Porque ela não passa nunca por um código, antes de passar pela certeza do que tu sabes ser justo.
Diz NÃO à verdade que te pregam, se ela é a mentira com que te ilude o pregador. Porque a verdade tem a face do Sol e não há noite nenhuma que prevaleça enfim contra ela.
Diz NÃO à unidade que te impõem, se ela é apenas essa imposição. Porque a unidade é apenas a necessidade irreprimível de nos reconhecermos irmãos.
Diz NÃO a todo o partido que te queiram pregar, se ele é apenas a promoção de uma ordem de rebanho. Porque sermos todos irmãos não é ordenarmo-nos em gado sob o comando de um pastor.
Diz NÃO ao ódio e à violência com que te queiram legitimar uma luta fratricida. Porque a justiça há-de nascer de uma consciência iluminada para a verdade e o amor, e o que se semeia no ódio é ódio até ao fim e só dá frutos de sangue.
Diz NÃO mesmo à igualdade, se ela é apenas um modo de te nivelarem pelo mais baixo e não pelo mais alto que existe também em ti. Porque ser igual na miséria e em toda a espécie de degradação não é ser promovido a homem mas despromovido a animal.
E é do NÃO ao que te limita e degrada que tu hás-de construir o SIM da tua dignidade.




quinta-feira, maio 22, 2014

Viva a imprensa livre. Viva a Democracia. Viva a Antena Um





Em Portugal, foi até hoje o único órgão de comunicação social a fazê-lo. Campanha eleitoral em curso. Votos dia 25, num papelinho com 16 concorrentes ao Parlamento Europeu (2014-2018).

Registe-se

quarta-feira, maio 14, 2014

Mariana Avelãs: “Promoveres o não voto é uma forma de o governo se perpetuar” | Esquerda



E neste momento as pessoas que estão a sair daqui não vão voltar. Uma coisa que me faz muita impressão é eu já ter visto, mais do que uma vez, aquela coisa dos velórios à Irlandesa. No século XIX, quando as pessoas saiam da Irlanda para a América não iam voltar. Então faziam-lhes um velório antes da partida. Neste momento tens netos e pais a despedirem-se dos filhos a saberem que a probabilidade de não os voltarem a ver é imensa. Porque são velhotes. Porque vão para muito longe. Porque não vão conseguir voltar. E a única maneira que eu acho que tenho de fazer com que a geração das minhas filhas não tenham que emigrar, é unir-me à geração da minha mãe...


É a isso que se chama “fazer algo de extraordinário”?



Sim! Não aceitar discutir nada do ponto de vista geracional, nem a emigração, nem a maternidade, nem o trabalho, nada. Cada euro que estão a roubar na pensão da minha avó é um tiro que estão a dar às minhas filhas, e cada contrato de trabalho que eu não tenho rouba as netas aos meus pais, que deram o litro para tudo aquilo que elas têm: desde a liberdade à escola e à maternidade onde as pari.

A melhor escola de arquitetura do mundo? (Chile)



Para formar profesionales capaces de oficiar, innovar y operar, Román ideó un programa dividido en 10 semestres en el que cada alumno debía realizar (construir) 10 proyectos. Se trata de saber diseñar y de saber construir. La idea es que el diseño dependa de los pocos medios disponibles. Por lo tanto, llegan primero las posibilidades y luego se planifican las ambiciones. Cuatro talleres (Materia, Cuerpo, Obra y Titulación) organizan los estudios. Con la titulación uno no solo puede firmar un proyecto, los alumnos terminan sabiendo ya construir. Y con la capacidad de ver, en los desechos, materiales constructivos.
¿La mejor escuela de arquitectura del mundo? >> Del tirador a la ciudad >> Blogs EL PAÍS

segunda-feira, maio 12, 2014

Pensar a escola pública é reabilitar vínculo crítico fundamental entre teoria e prática - Carta Maior



Pensar a escola pública é reabilitar vínculo crítico fundamental entre teoria e prática - Carta Maior

'Lo que no te cuentan del capitalismo' | Economía | elmundo.es



6. "Asume lo peor de la gente y obtendrás lo peor". Chang dispara contra la esencia egoísta del capitalismo, "la avaricia del carnicero y del panadero" a los que apelaba Adam Smith. "El capitalismo ha cambiado mucho desde entonces. No podemos ignorar que el ser humano responde a otras motivaciones, más allá del exclusivo interés propio. La explotación infantil era moneda corriente hace poco más de un siglo, y las elites se oponían férreamente a que los Gobiernos regularan el mercado laboral y acabaran con las jornadas de 15 horas diarias. El capitalismo se ha hecho más participativo y cooperativo: ustedes tienen el ejemplo cercano de Mondragón. Pero el sistema tiene que abrirse aún más, para dar cabida al 'ciudadano económico'".

'Lo que no te cuentan del capitalismo' | Economía | elmundo.es

Mais que certo, se a gente não se distrair / a fazê-los vir (outros tempos)

José Afonso - "Paz,poeta e pombas" do disco LP "Venham mais Cinco" (1973)

segunda-feira, maio 05, 2014

La familia asume la principal responsabilidad educativa sobre los hijos e hijas >> Ayuda al Estudiante >> Blogs EL PAÍS



En los hogares finlandeses los niños observan cómo sus padres y sus madres son ávidos lectores de periódicos y libros. Es más, casi el 80% de las familias acuden con ellos frecuentemente a las bibliotecas de todo tipo.
La familia asume la principal responsabilidad educativa sobre los hijos e hijas >> Ayuda al Estudiante >> Blogs EL PAÍS

"A Cantiga Era uma Arma" (2014)

Publicado em 29/04/2014
Pré-genérico do meu documentário "A Cantiga Era uma Arma", acerca dos músicos e das músicas do 25 de Abril e do PREC, que estreia na RTP2 a 6 de maio de 2014, assinalando os 40 anos do concerto que reuniu no Palácio de Cristal (Porto), pela primeira vez, os cantores que permaneciam em Portugal ao tempo da ditadura com aqueles que estavam no exílio. (Joaquim Vieira)

Minha mãe

quinta-feira, maio 01, 2014

Primeiro de Maio

João Abel Manta, 1974

Associação Binaural é a vencedora do Prémio Miguel Portas


O vencedor da primeira edição do Prémio Miguel Portas foi a Binaural – Associação Cultural de Nodar (São Pedro do Sul). A decisão do júri, tomada por unanimidade, foi anunciada esta quarta-feira na Livraria Ler Devagar, na Lx Factory, em Lisboa, numa sala que foi pequena para o enorme público presente – muita gente não conseguiu entrar.


Associação Binaural é a vencedora do Prémio Miguel Portas | Esquerda

Premiada 2014:

Binaural



Menções Honrosas

Buala

Noor

segunda-feira, abril 28, 2014

''Sermão de Sto. António aos Peixes'' (Padre António Vieira) dito por Ar...

Argentina, 2014

 
El escritor Mempo Giardinelli estuvo en la jornada Compartir la Palabra (2014) y rescató el valor de la lectura en voz alta en la formación de lectores (...) 
Ante esto, cree que la lectura en voz alta es urgente y agrega: “hay que promover la lectura en voz alta en todas las escuelas del país, debería ser prioritaria”.

Para eso plantea algunas estrategias sencillas:

-leer textos completos
-volver a frecuentar las bibliotecas
-dejar de proponer actividades luego de la lectura
-erradicar los préstamos de libros condicionados a pago, “no se debe cobrar para leer”, reafirma
-eliminar los conceptos de trabajo y producción que giran en torno con la lectura
-impulsar el debate libre
-y aceptar que los esfuerzos destinados a fortalecer la comprensión lectora pueden ser inútiles y lo van a ser si anulan la emoción del descubrimiento, si interfieren en la imaginación, si interponen cláusulas y condicionantes que anulan el placer. 
“La estrategia es muy sencilla: consiste en que cada docente, cada bibliotecario, lea cada día un texto breve y luego que eso se complemente con minutos de lectura silenciosa y libre. Luego se empieza la clase, sin transición”.

Y de remate agrega: “el problema de la lectura se deposita en los chicos y el verdadero problema de la Argentina hoy, es que los grandes no leen. Por otra parte, no es cierto que no leemos porque los libros son caros o porque no tenemos tiempo. En nuestro país hay más de 45 mil bibliotecas y para leer, no se necesita más que unos minutos cada día, leerle al otro, sorprenderlo por ejemplo con un poema”.
Ler mais aqui:

Plan Nacional de Lectura

Vasco Graça Moura



Seria o último livro.O caderno da casa das nuvens, com uma pequena edição para amigos, seguida de uma edição para o público, da Afrontamento (2010), na Coleção Obscuro Domínio.

Um homem de acção, às vezes virulento, por vezes violento. Um mestre da língua portuguesa, um tradutor fabuloso, um grande poeta. Um dos seus poemas que gosto de reler, este "blues".

blues da morte de amor 

já ninguém morre de amor, eu uma vez
andei lá perto, estive mesmo quase,
era um tempo de humores bem sacudidos,
depressões sincopadas, bem graves, minha querida,
mas afinal não morri, como se vê, ah, não,
passava o tempo a ouvir deus e música de jazz,
emagreci bastante, mas safei-me à justa, oh yes,
ah, sim, pela noite dentro, minha querida.

a gente sopra e não atina, há um aperto
no coração, uma tensão no clarinete e
tão desgraçado o que senti, mas realmente,
mas realmente eu nunca tive jeito, ah, não,
eu nunca tive queda para kamikaze,
é tudo uma questão de swing, de swing, minha querida,
saber sair a tempo, saber sair, é claro, mas saber,
e eu não me arrependi, minha querida, ah, não, ah, sim.

há ritmos na rua que vêm de casa em casa,
ao acender das luzes, uma aqui, outra ali.
mas pode ser que o vendaval um qualquer dia venha
no lusco-fusco da canção parar à minha casa,
o que eu nunca pedi, ah, não, manda calar a gente,
minha querida, toda a gente do bairro,
e então murmurarei, a ver fugir a escala
do clarinete: — morrer ou não morrer, darling, ah, sim.

Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"

domingo, abril 27, 2014

Revista Blimunda número sobre o 25 de abril

Quem pensa sabe dizer não e essa palavra é uma revolução, mas esse não tem um sentido quando se trata de um não colectivo, de uma vontade colectiva. Não obstante, todos sabemos que o não também se corrompe, se acomoda, e se converte pouco a pouco num sim. Quando isso acontece, não há outro remédio senão voltar a dizer não outra vez. 
José Saramago
revistablimunda.files.wordpress.com/2014/04/blimunda_23_abril_2014_1.pdf

Blinded by scientific gobbledygook



“How do we begin to teach students about ethics in science versus the needs of career advancement? It’s going to be an interesting time.”



Blinded by scientific gobbledygook

quarta-feira, abril 23, 2014

Éramos maiores do que somos

@Nikias Skapinakis

 (O Sonho é a nossa arma)

Há quem julgue que nos venceu
só porque estamos para aqui, famintos e nus,
de novo sem terra nem céu.
a apanhar do chão, às escondidas do luar,
os frutos podres caídos dos ramos.
Mas não.

Temos ainda uma arma de luz
para lutar;
SONHAMOS.

…enquanto os outros, os traidores,
sem lutas nem cicatrizes
entregam a terra ao rasto dos gamos
e douram os olhos dos velhos senhores
com voos de perdizes...
Sim. Sonhamos.

E o sonho quem o derrota?
- mesmo quando vamos
perdidos na rota
de um barco sem remos
na tempestade de um vulcão.

Sim, camaradas, sonhamos.
SONHEMOS!

O Sonho é também acção.

José Gomes Ferreira
In A Poesia Continua, velhas e novas circunstanciais. Lisboa: Moraes, 1981

Termidor Errado IX

E foi para esta farsa
que se fez a revolução de Abril, capitães,
ao som das canções de Lopes-Graça?
Foi para voltar à fúria dos cães,
ao suor triste das ceifeiras nas searas,
as espingardas que matam os filhos as mães
num arder de lágrimas na cara?
E, no entanto,
no princípio, todos ouvíamos uma Voz
a dizer-nos que a nossa terra poderia tornar-se num pomar
de misteriosos pomos.
E nós,
todos nós, chegámos a pensar
que éramos maiores do que somos.

José Gomes Ferreira,
A Poesia Continua, velhas e novas circunstanciais

25 de Abril, 40 anos : A Revolução na Imprensa da época



Dossier Digital da Hemeroteca Municipal de Lisboa (2014)

25 de Abril, 40 anos : A Revolução na Imprensa da época

Mafalda


Ler mais:
Mafalda celebrada pela Unesco

domingo, abril 20, 2014

Livros em qualquer céu


"Entrei no projeto pelos meus 33 netos"

Black humor and plum jam

They cried, they laughed, they forgave. Bereaved Israeli and Palestinian women created a unique cookbook.


"Tell the truth, Umm Ahmed – weren’t you trying to kill the Jewish women with your pickles?” A translator renders Damelin’s comments into Arabic, and Umm Ahmed laughs heartily. “Not all the Jewish women, Robi. Just you.”
Black humor is an integral part of the group dynamic. The common denominator for all these women, Israeli and Palestinian, is bereavement. All have lost close family members to the Israeli-Palestinian conflict, all are members of the Parents Circle – Family Forum, an organization that seeks to foster dialogue between the opposing sides based on a common sense of pain. “The understanding that the pain of loss is the same pain is always the starting point,” says Damelin, who became very active in the forum after her son David was killed in 2002.

Black humor and plum jam - Features Israel News | Haaretz

sábado, abril 19, 2014

Leonard Cohen - Hallelujah




"Hallelujah" (on King Solomon Psalms)

I've heard there was a secret chord
That David played, and it pleased the Lord
But you don't really care for music, do you?
It goes like this
The fourth, the fifth
The minor fall, the major lift
The baffled king composing Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

Your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty in the moonlight overthrew you
She tied you to a kitchen chair
She broke your throne, and she cut your hair
And from your lips she drew the Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

Baby I have been here before
I know this room, I've walked this floor
I used to live alone before I knew you.
I've seen your flag on the marble arch
Love is not a victory march
It's a cold and it's a broken Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

There was a time when you let me know
What's really going on below
But now you never show it to me, do you?
And remember when I moved in you
The holy dove was moving too
And every breath we drew was Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

Maybe there’s a God above
But all I’ve ever learned from love
Was how to shoot at someone who outdrew you
It’s not a cry you can hear at night
It’s not somebody who has seen the light
It’s a cold and it’s a broken Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

You say I took the name in vain
I don't even know the name
But if I did, well, really, what's it to you?
There's a blaze of light in every word
It doesn't matter which you heard
The holy or the broken Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

I did my best, it wasn't much
I couldn't feel, so I tried to touch
I've told the truth, I didn't come to fool you
And even though it all went wrong
I'll stand before the Lord of Song
With nothing on my tongue but Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Halleluijah

O caminho da esperança que resta



João Apolinário ensinou o caminho da esperança que resta, e o poema que Luis Cília cantou estará na memória de muitos. Redescobri agora mais alguns poemas deste anarquista português que viveu entre Portugal e o Brasil, como este, mesmo a clahar em tempos de Páscoa:

POEMA

Não vergues o dorso
não estendas a mão
não faças o esforço
da tua razão 

Recusa esse preço 
confere a balança
e pesa do avesso
o avesso da esperança.

O valor que te dão 
pela venda - rejeita -
é a troca de um grão
por toda a colheita

A moeda corrente
só terá valor
se incluir a semente
e dividir a flor.

João Apolinário
(1961)

sexta-feira, abril 18, 2014

Gabo

Gabriel García Márquez
Nos quedan libros increíbles y lectores por ir e venir, a buscar palabras para los sueños e y lo real.

Ecos de Portugal (1975) na reportagem de Gabriel García Marquez (revista Alternativa, Bogotá, Colombia), referida aqui - ele bem sabia que os media são fundamentais à liberdade, e que sem revistas e jornais livres do capital financeiro ficamos sem olhos para ver claramente visto o que afinal não é impossível. E sem palavras, que é como nos querem os donos do mundo.

quinta-feira, abril 10, 2014

Alexandra Lucas Coelho - parte do discurso de agradecimento pelo prémio APE - Pontos de vista


"(...)Não devo nada ao governo português no poder. Mas devo muito aos poetas, aos agricultores, ao Rui Horta que levou o mundo para Montemor-o-Novo, à Bárbara Bulhosa que fez a editora em que todos nós, seus autores, queremos estar, em cumplicidade e entrega, num mercado cada vez mais hostil, com margens canibais.

Os actuais governantes podem achar que o trabalho deles não é ouvir isto, mas o trabalho deles não é outro se não ouvir isto. Foi para ouvir isto, o que as pessoas têm a dizer, que foram eleitos, embora não por mim. Cargo público não é prémio, é compromisso.

Portugal talvez não viva 100 anos, talvez o planeta não viva 100 anos, tudo corre para acabar, sabemos, Mas enquanto isso estamos vivos, não somos sobreviventes."

Discurso integral (Lisboa, Abril 2014) aqui 

segunda-feira, abril 07, 2014

Jorge de Sena :: Uma pequenina luz / Dito por Pedro Lamares (English sub...





"Uma pequenina luz bruxuleante

não na distância brilhando no extremo da estrada

aqui no meio de nós e a multidão em volta

une toute petite lumière

just a little light

una piccola... em todas as línguas do mundo

uma pequena luz bruxuleante

brilhando incerta mas brilhando

aqui no meio de nós

entre o bafo quente da multidão

a ventania dos cerros e a brisa dos mares

e o sopro azedo dos que a não vêem

só a advinham e raivosamente assopram.

Uma pequena luz

que vacila exacta

que bruxuleia firme

que não ilumina apenas brilha.

Chamaram-lhe voz ouviram-na e é muda.

Muda como a exactidão como a firmeza

como a justiça

Brilhando indefectível.

Silenciosa não crepita

não consome não custa dinheiro.

Não é ela que custa dinheiro.

Não aquece também os que de frio se juntam.

Não ilumina também os rostos que se curvam.

Apenas brilha bruxuleia ondeia

indefectível próxima dourada.

Tudo é incerto ou falso ou violento: brilha.

Tudo é terror vaidade orgulho teimosia: brilha.

Tudo é pensamento realidade sensação saber: brilha.

Tudo é treva ou claridade contra a mesma treva: brilha.

Desde sempre ou desde nunca para sempre ou não:

brilha.

Uma pequenina luz bruxuleante e muda

Como a exactidão como a firmeza

como a justiça.

Apenas como elas.

Mas brilha.

Não na distância. Aqui

no meio de nós.

Brilha."



Jorge de Sena

Séc. XX

domingo, abril 06, 2014

Conheça os 4 níveis da leitura

Sabemos ler, mas a que nível?

  1. Leitura elementar
  2. Leitura de inspeção (ou de análise)
  3. Leitura analítico
  4. Leitura sintópica - o mais avançado

Este tema é lembrado num artigo de imprensa digital brasileira, na altura em que passam 54 anos sobre a publicação da obra que lançou estes conceitos, de Adler e Van Doren, How to Read a Book: the classic guide to intelligent reading (1940), que posteriormente os aprofundariam numa reedição em 1972.
A obra magna de Mortimer J. Adler foi publicada em língua portuguesa no Rio de Janeiro em 1947 com o título "A arte de ler: como adquirir uma educação liberal", numa tradução de Inês Fortes de Oliveira, e teve sucessivas edições, como esta, de 1954, disponível integralmente em formato digital (pdf). Mais tarde, teve outras edições, no Brasil, com o título "Como ler livros: o guia classico para a.eitura inteligente". 

No prefácio original, datado de 1930, Mortimer J. Adler enuncia:

Este em resumo, é um ensaio que trata da leitura, relacionando -a
com a vida, a liberdade e a procura da felicidade. Afirmei que é um
“livro ameno”. Queria dizer que é muito mais simples do que os
grandes e bons livros que vocês devem aprender a ler. Espero que
cheguem à mesma conclusão e que, tendo aprendido a ler, a mais
pesada leitura, algum dia abandonada, deixe de aborrecê-los. É
bom aprender. Os livros ficarão mais simples, ao se ir descobrindo
a simplicidade deles.

Pretexto aqui: Conheça os 4 níveis da leitura
Para os amigos do Lerdo Ler mais bibliófilos, aqui fica um video gostoso e algo provocador sobre o livro e saga da suaa edição no Brasil (em Portugal, não consegui encontrar nenhuma):

Uma rejeição absoluta e unânime do Estado Novo - Expresso.pt



Pour toi, pour nous, pour touts

Eh Companheiro!

History of Science Museum - Galileo Museum - Florence

Compendio Astronómico 

Este compendio astronómico, en la forma de un Misal, lleva el escudo de armas de la Compañía de Jesús (IHS). La cara exterior de la tapa lleva un dial lunar que muestra las fases de la luna; la cara interior está grabado con las líneas horarias. En el interior, hay un gnomon basculante montado en una brújula (ahora perdido), que garantiza la orientación correcta del instrumento y permite su uso como un dial. El final del libro muestra las horas planetarias





History of Science Museum - Galileo Museum - Florence