Mostrar mensagens com a etiqueta livro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta livro. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, abril 23, 2020

Louvor do aprender (Dia Mundial do Livro)

Louvor do Aprender, um poema de Bertold Brecht

Fonte aqui

Louvor do Aprender

Aprende o mais simples! Pra aqueles
Cujo tempo chegou
Nunca é tarde de mais!
Aprende o abc, não chega, mas
Aprende-o!   E não te enfades!
Começa! Tens de saber tudo!
Tens de tomar a chefia!

Aprende, homem do asilo!
Aprende, homem na prisão!
Aprende, mulher na cozinha!
Aprende, sexagenária!
Tens de tomar a chefia!

Frequenta a escola, homem sem casa!
Arranja saber, homem com frio!
Faminto, pega no livro: é uma arma.
Tens de tomar a chefia.

Não te acanhes de perguntar, companheiro!
Não deixes que te metam patranhas na cabeça:
Vê c'os teus próprios olhos!
O que tu mesmo não sabes
Não o sabes.
Verifica a conta:
És tu que a pagas.
Põe o dedo em cada parcela,
Pergunta: Como aparece isto aqui?
Tens de tomar a chefia.

Bertold Brecht, in 'Lendas, Parábolas, Crónicas, Sátiras e outros Poemas'
Tradução de Paulo Quintela

quarta-feira, setembro 05, 2012

O livro



O livro


E quando chegares à dura
pedra de mármore não digas: «Água, água!»,
porque se encontraste o que procuravas
perdeste-o e não começou ainda a tua procura;
e se tiveres sede, insensato, bebe as tuas palavras
pois é tudo o que tens: literatura,
nem sequer mistério, nem sequer sentido,
apenas uma coisa hipócrita e escura, o livro.

Não tenhas contra ele o coração endurecido,
aquilo que podes saber está noutro sítio.
O que o livro diz é não dito,
como uma paisagem entrando pela janela de um quarto vazio.
 
Manuel António Pina
Os Livros
, Assírio & Alvim, 200
3

sexta-feira, junho 22, 2012

Organizemo-nos contra tendências monopolistas do espaço público da informação por interesses comerciais

A UNIVESP é a Universidade Virtual de São paulo (Brasil) Esta entrevista é de 2012. Robert Darnton, diretor da biblioteca de Harvard, fala sobre o futuro do livro num mundo que observa a massificação da internet e a popularização dos leitores eletrônicos. Autor de "A questão dos livros" e à frente da Digital Public Library of America, iniciativa que deve disponibilizar pela internet, e de graça 2 milhões de livros a partir de 2012, o historiador fala também do papel que as bibliotecas devem assumir num futuro próximo.

terça-feira, maio 29, 2012

Pela capa vive o livro


Maravilhoso blogue, de Jorge Silva, que enceta um novo projecto, Living Dead Covers, com a sua colecção de imagens de capas de livros fantásticos. Capas fantásticas a não perder! Esta é de Miguel Flávio, para a Estúdios Cor.


http://livingdeadcovers.wordpress.com/#

sexta-feira, maio 25, 2012

Efeito placebo

Por detrás das grandes marcas há sempre grandes expetativas.




Vem este video a propósito de um livro que aderiu ao Facebook, aqui.
Marcas, literacias, e as coisas do nosso dia-a-dia.
E a naturalidade com que as redes sociais fornecem meios para difusão e promoção de obras e ideias, todos os dias. Longe vão os tempos do espanto com a difusão pela internet de capítulos inteiros por Stephen King ou Paulo Coelho? Não, foram menos de 10 anos...

“(…) sugiro que o estimado leitor vista comigo a bata branca do clínico e encare por hora os seus produtos como medicamentos. Em qualquer dos casos os respetivos consumos enquadram-se sempre no pressuposto de uma contrapartida utilitária, ainda que subjetiva.” (p. 65)

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Cavaleiro Coragem



Descobri agora este livro com o Samuel (quase 3 anos), que não deixa ninguém sem o ler, com ele!
O Cavaleiro Coragem, de Delphine Chedru, trad. port. Manuela Gomes, ed. Orfeu Mini, 2011

A tradução talvez pudesse ser mais feliz, mas a obra é imbatível, tal como o Cavaleiro que perde e reencontra a coragem de página em página, lidas e jogadas, a pedir cumplicidade entre mais e menos crescidos. A autora, ilustradora também, tem mais obras fascinantes, que depois encontrei, mas este é O Livro para o Samuel e a sua fantasia enérgica, colorida, risonha. Se as páginas se desintegrassem pelas vezes que são olhadas, estas duas já estariam ilegíveis...:


Críticas/recomendações sobre esta maravilha
Criacria (Portugal)
Letra Pequena (Portugal)
Les lectures de Marie (França)
Smallable (site comercial de produtos para crianças)
Alorscabulle (França)

quarta-feira, janeiro 11, 2012

sábado, abril 23, 2011

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de autor

Cartaz DGLB 2011. Imagem de João Vaz de Carvalho


Books embody the human capacity to conjure up worlds of reality and imagination and to express them. They are the best voices of tolerance. They provide the strongest signs of hope. Books are pillars for free and open societies
Irina Bokova
Directora-Geral da Unesco

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Ler por puro deleite


Mais um curto (80 págs.) e divertido devaneio literário de Rui Zink.
O Anibaleitor é uma espécie de King Kong que sabe ler e falar e que vai ensinar à personagem aventureira do pequeno larápio a importância dos livros, através de uma história divertida, sarcástica e cheia de trocadilhos que retratam tão bem Portugal e os seus vícios nesta era da informação.
Um elogio à leitura e aos livros
.

domingo, dezembro 05, 2010

domingo, setembro 26, 2010

Reading eyes, Reader´s mind



“A picturebook is text, illustrations, total design; an item of manufacture and a commercial product; a social, cultural, historic document; and foremost, an experience for a child. As an art form it hinges on the interdependence of pictures and words, on the simultaneous display of two facing pages, and on the drama of the turning page.” (Barbara Bader 1976:1)

Sandie Mourão read it and made a blog, very good blog. Tell me what you think of it. Better: tell her! Even better: share your thoughts with us!

sexta-feira, agosto 06, 2010

Tempo fluvial


Se eu definisse o tempo como um rio,
a comparação levar-me-ia a tirar-te
de dentro da sua água, e a inventar-te
uma casa. Poria uma escada encostada
à parede, e sentar-te-ias num dos seus
degraus, lendo o livro da vida. Dir-te-ia:
«Não te apresses: também a água deste
rio é vagarosa, como o tempo que os
teus dedos suspendem, antes de virar
cada página.» Passam as nuvens no céu;
nascem e morrem as flores do campo;
partem e regressam as aves; e tu lês
o livro, como se o tempo tivesse parado,
e o rio não corresse pelos teus olhos.

Nuno Júdice
15 Agosto 2008

Llansol 1984


(...)o que me atrai no livro é que se abra. Que eu possa ir a todos os seus recantos, como se ele fosse um labirinto de acções, um guia em mundos que desconheço, uma sequência de imagens exactas, uma paisagem com força de existir, um velho manuscrito que fale verdade, e responda. Cada vez que fui até ao fim do enredo, a minha energia foi e, depois de captada, se entregou.
(...) a forma de te procurar e a forma do que procurei encontram-se quando, contigo, pude escrever o livro.

Maria Gabriela Llansol, Causa Amante, A Regra do Jogo, 1984, p. 90