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sábado, maio 30, 2020

Leonor Nazaré, 2020

"Nos últimos meses as salas das escolas e liceus ficaram vazias pelas razões que todos conhecemos e foi favorecida, também no ensino, a tele-realidade. Como recurso continuado e de forma prolongada, ela terá efeitos devastadores na formação psico-social, humana, afectiva e até cognitiva de crianças e adolescentes, pelo que o meu voto mais sincero é de que passemos agora a preferir a imunidade de contacto à debilidade que advém da hiper-protecção. Nas escolas, como nos outros espaços, é preciso invadir os lugares com a alegria que a vida plena e a força interior trazem sempre. Não há vírus que os vença nem que sequer deles se aproxime. Obrigada”.  Transcrito daqui
Num minuto nos tornamos mais vivos - talvez seja esse o verdadeiro sentido de curar. Neste minuto e meio, a propósito da exposição de Paulo Cutrica, Leonor Nazaré, curadora e mestre, abala-nos docemente, atentamente. Acompanho-a no voto que faz, e quisera poder mover outros ao mesmo, pela força que o desejo e a alegria têm.
Tudo isto vindo das redes sociais - onde a Fundação Calouste Gulbenkian publica regularmente imagens destacadas da sua imensa coleção de exposições, que são votadas, e posteriormente comentários de curadores. Na semana anterior, a obra mais votada fora «Neg. 904 Sala 2-06, Liceu Sá de Miranda, Braga, 13.05.99» de Paulo Catrica, que Leonor Nazaré comenta neste  breve video, assim cuidando de abrir as portas de melhor futuro.

sábado, maio 24, 2014

Educação, Serviço Público: Conferência Gulbenkian, 23 maio 2014



Ver aqui  http://livestre.am/4RsUP

Uma Conferência Gulbenkian, em linguagem que as pessoas entendem, parte de uma cadência mensal de debates iniciada em maio de 2013. A partir do minuto 14:00, Eduardo Marçal Grilo (FCGulbenkian); seguido de Paulo Santiago (OCDE). Vale a pena ouvir e ficar a pensar sobre Educação. No longo e no curto prazo. Com e sem crises, e sobretudo para lá do império da crise presente.

Profissionalismo dos docentes, autonomia, não dependência de exames, mudança nas universidades, família e suas circunstâncias (Canotilho - 1:47:00) e outras ideias por cá "non gratas" a sectores ocupantes dos poderes transitórios. 

Debate do maior relevo, num momento em que tanto nos roubam o tempo para pensar. Fora das escolas, e dentro das escolas, a robotização parece a utopia triunfante. PARAR para pensar é alimentar o arsenal necessário ao combate à desumanização e ao acriticismo. E ao esmagamento do quotidiano que faz com que haja poucos menores de 55 anos na assistência a estas conferências. Valham-nos o video-stream e as redes sociais. A tecnologia pode e deve estar ao serviço do pensamento e da acção humana.

Afinal, citando Marçal Grilo: "O futuro depende de nós."