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terça-feira, setembro 05, 2017

Pensar sentindo - Tatiana Macedo

Fotografia de Orientalism and Reverse. Tatiana Macedo

Eu estou interessada em provocar o pensamento e pensar também passa por sentir. Talvez a minha prática se traduza em pensamento-acção pois materializa-se com aquilo que disseste e todas as outras linguagens plásticas que uso, como a “coreografia” e o som, mas parte primeiro de uma experiência, vivência-pensamento-acção-vivência-pensamento. Pensar também é físico e requer mudanças de posição em relação a algo, e mudanças de distância. Talvez o grande “motor” (não gosto de falar de temas porque não me movo por temas), o que me move é ver uma desumanização constante em tudo, e tentar resistir a isso. Se de um dia para o outro se instaurar uma Guerra Nuclear, as nossas prioridades vão mudar automaticamente. Se de um dia para o outro tiver que me atirar ao mar num bote com outras centenas de pessoas, de que me vale viver num mundo pós-internet? Afinal qual é a utopia? De quem? Onde? A utopia para uns é ter água potável, para outros é a Europa, os Estados Unidos… para outros é um avatar, uma realidade virtual, um pós alguma coisa que serve de escape do agora.
Tatiana Macedo, 2017

Entrevista a Tatiana Macedo: "O “aparente” à-vontade é resultado de muito trabalho." | Instituto Português da Fotografia

sábado, agosto 23, 2014

Um poeta por dia. 01

Cérebro e coração estão intimamente ligados. Imagem daqui

Alexandre: faz como eu.
Fecha-te nestas quatro paredes,
mas sonha que andas lá por fora
(na terra sem céu)
a matar as sedes
da gente que chora.
O moleiro mói melhor a farinha para o pão
no isolamento do moinho,
mas com a condição
de ouvir bater no coração
o do vizinho.
Acredita, Alexandre, que a solidão
é boa para não se estar sozinho.

José Gomes Ferreira, 1967, para o seu filho Alexandre, que gostava de ficar sozinho "a ler e pensar, na república livre do seu quarto"

(agradecimento ao José Soeiro que selecionou este poema hoje, no FB)

terça-feira, maio 27, 2014

LOLCATS : que significa a literacia na era digital?


Muito, mesmo muito bom conteúdo do Stephen Downes (2009).
Para ouvir (audio) e ler mais, procurem no seu sítio web, aqui:

Lecture presentation delivered to Educational Computing Organization of Ontario, Richmond Hill, Ontario.
The internet has introduced us to a world in which we can communicate with each other in a wide variety of media. Where formally we could only talk and sing to each other, now we can create videos, author animations, link to videos and images and cartoons, and more, mix and match these in a complex open-ended vocabulary. What it means to be literate in such an information age is fundamentally distinct from the literacy of the 3Rs, and teaching new literacy an evolving challenge for those of us still struggling to learn it. This talk looks at the elements of 21st century literacies, redefines critical thinking for the internet age, and suggests a redefinition of what we think of as 'core' curriculum.
 Continua (2ª parte)... aqui

November 24, 2009
Lecture presentation delivered to ECI 381 (Alec Couros), Online to Saskatchewan via Elluminate.
Reprise of my talk from last week, in more detail and some new slides. The internet has introduced us to a world in which we can communicate with each other in a wide variety of media. Where formally we could only talk and sing to each other, now we can create videos, author animations, link to videos and images and cartoons, and more, mix and match these in a complex open-ended vocabulary. What it means to be literate in such an information age is fundamentally distinct from the literacy of the 3Rs, and teaching new literacy an evolving challenge for those of us still struggling to learn it. This talk looks at the elements of 21st century literacies, redefines critical thinking for the internet age, and suggests a redefinition of what we think of as 'core' curriculum. Elluminate session recording (with video) at http://eci831.wikispaces.com/11-24-09

sábado, maio 24, 2014

Educação, Serviço Público: Conferência Gulbenkian, 23 maio 2014



Ver aqui  http://livestre.am/4RsUP

Uma Conferência Gulbenkian, em linguagem que as pessoas entendem, parte de uma cadência mensal de debates iniciada em maio de 2013. A partir do minuto 14:00, Eduardo Marçal Grilo (FCGulbenkian); seguido de Paulo Santiago (OCDE). Vale a pena ouvir e ficar a pensar sobre Educação. No longo e no curto prazo. Com e sem crises, e sobretudo para lá do império da crise presente.

Profissionalismo dos docentes, autonomia, não dependência de exames, mudança nas universidades, família e suas circunstâncias (Canotilho - 1:47:00) e outras ideias por cá "non gratas" a sectores ocupantes dos poderes transitórios. 

Debate do maior relevo, num momento em que tanto nos roubam o tempo para pensar. Fora das escolas, e dentro das escolas, a robotização parece a utopia triunfante. PARAR para pensar é alimentar o arsenal necessário ao combate à desumanização e ao acriticismo. E ao esmagamento do quotidiano que faz com que haja poucos menores de 55 anos na assistência a estas conferências. Valham-nos o video-stream e as redes sociais. A tecnologia pode e deve estar ao serviço do pensamento e da acção humana.

Afinal, citando Marçal Grilo: "O futuro depende de nós."