segunda-feira, maio 05, 2014

"A Cantiga Era uma Arma" (2014)

Publicado em 29/04/2014
Pré-genérico do meu documentário "A Cantiga Era uma Arma", acerca dos músicos e das músicas do 25 de Abril e do PREC, que estreia na RTP2 a 6 de maio de 2014, assinalando os 40 anos do concerto que reuniu no Palácio de Cristal (Porto), pela primeira vez, os cantores que permaneciam em Portugal ao tempo da ditadura com aqueles que estavam no exílio. (Joaquim Vieira)

Minha mãe

quinta-feira, maio 01, 2014

Primeiro de Maio

João Abel Manta, 1974

Associação Binaural é a vencedora do Prémio Miguel Portas


O vencedor da primeira edição do Prémio Miguel Portas foi a Binaural – Associação Cultural de Nodar (São Pedro do Sul). A decisão do júri, tomada por unanimidade, foi anunciada esta quarta-feira na Livraria Ler Devagar, na Lx Factory, em Lisboa, numa sala que foi pequena para o enorme público presente – muita gente não conseguiu entrar.


Associação Binaural é a vencedora do Prémio Miguel Portas | Esquerda

Premiada 2014:

Binaural



Menções Honrosas

Buala

Noor

segunda-feira, abril 28, 2014

''Sermão de Sto. António aos Peixes'' (Padre António Vieira) dito por Ar...

Argentina, 2014

 
El escritor Mempo Giardinelli estuvo en la jornada Compartir la Palabra (2014) y rescató el valor de la lectura en voz alta en la formación de lectores (...) 
Ante esto, cree que la lectura en voz alta es urgente y agrega: “hay que promover la lectura en voz alta en todas las escuelas del país, debería ser prioritaria”.

Para eso plantea algunas estrategias sencillas:

-leer textos completos
-volver a frecuentar las bibliotecas
-dejar de proponer actividades luego de la lectura
-erradicar los préstamos de libros condicionados a pago, “no se debe cobrar para leer”, reafirma
-eliminar los conceptos de trabajo y producción que giran en torno con la lectura
-impulsar el debate libre
-y aceptar que los esfuerzos destinados a fortalecer la comprensión lectora pueden ser inútiles y lo van a ser si anulan la emoción del descubrimiento, si interfieren en la imaginación, si interponen cláusulas y condicionantes que anulan el placer. 
“La estrategia es muy sencilla: consiste en que cada docente, cada bibliotecario, lea cada día un texto breve y luego que eso se complemente con minutos de lectura silenciosa y libre. Luego se empieza la clase, sin transición”.

Y de remate agrega: “el problema de la lectura se deposita en los chicos y el verdadero problema de la Argentina hoy, es que los grandes no leen. Por otra parte, no es cierto que no leemos porque los libros son caros o porque no tenemos tiempo. En nuestro país hay más de 45 mil bibliotecas y para leer, no se necesita más que unos minutos cada día, leerle al otro, sorprenderlo por ejemplo con un poema”.
Ler mais aqui:

Plan Nacional de Lectura

Vasco Graça Moura



Seria o último livro.O caderno da casa das nuvens, com uma pequena edição para amigos, seguida de uma edição para o público, da Afrontamento (2010), na Coleção Obscuro Domínio.

Um homem de acção, às vezes virulento, por vezes violento. Um mestre da língua portuguesa, um tradutor fabuloso, um grande poeta. Um dos seus poemas que gosto de reler, este "blues".

blues da morte de amor 

já ninguém morre de amor, eu uma vez
andei lá perto, estive mesmo quase,
era um tempo de humores bem sacudidos,
depressões sincopadas, bem graves, minha querida,
mas afinal não morri, como se vê, ah, não,
passava o tempo a ouvir deus e música de jazz,
emagreci bastante, mas safei-me à justa, oh yes,
ah, sim, pela noite dentro, minha querida.

a gente sopra e não atina, há um aperto
no coração, uma tensão no clarinete e
tão desgraçado o que senti, mas realmente,
mas realmente eu nunca tive jeito, ah, não,
eu nunca tive queda para kamikaze,
é tudo uma questão de swing, de swing, minha querida,
saber sair a tempo, saber sair, é claro, mas saber,
e eu não me arrependi, minha querida, ah, não, ah, sim.

há ritmos na rua que vêm de casa em casa,
ao acender das luzes, uma aqui, outra ali.
mas pode ser que o vendaval um qualquer dia venha
no lusco-fusco da canção parar à minha casa,
o que eu nunca pedi, ah, não, manda calar a gente,
minha querida, toda a gente do bairro,
e então murmurarei, a ver fugir a escala
do clarinete: — morrer ou não morrer, darling, ah, sim.

Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"

domingo, abril 27, 2014

Revista Blimunda número sobre o 25 de abril

Quem pensa sabe dizer não e essa palavra é uma revolução, mas esse não tem um sentido quando se trata de um não colectivo, de uma vontade colectiva. Não obstante, todos sabemos que o não também se corrompe, se acomoda, e se converte pouco a pouco num sim. Quando isso acontece, não há outro remédio senão voltar a dizer não outra vez. 
José Saramago
revistablimunda.files.wordpress.com/2014/04/blimunda_23_abril_2014_1.pdf

Blinded by scientific gobbledygook



“How do we begin to teach students about ethics in science versus the needs of career advancement? It’s going to be an interesting time.”



Blinded by scientific gobbledygook

quarta-feira, abril 23, 2014

Éramos maiores do que somos

@Nikias Skapinakis

 (O Sonho é a nossa arma)

Há quem julgue que nos venceu
só porque estamos para aqui, famintos e nus,
de novo sem terra nem céu.
a apanhar do chão, às escondidas do luar,
os frutos podres caídos dos ramos.
Mas não.

Temos ainda uma arma de luz
para lutar;
SONHAMOS.

…enquanto os outros, os traidores,
sem lutas nem cicatrizes
entregam a terra ao rasto dos gamos
e douram os olhos dos velhos senhores
com voos de perdizes...
Sim. Sonhamos.

E o sonho quem o derrota?
- mesmo quando vamos
perdidos na rota
de um barco sem remos
na tempestade de um vulcão.

Sim, camaradas, sonhamos.
SONHEMOS!

O Sonho é também acção.

José Gomes Ferreira
In A Poesia Continua, velhas e novas circunstanciais. Lisboa: Moraes, 1981

Termidor Errado IX

E foi para esta farsa
que se fez a revolução de Abril, capitães,
ao som das canções de Lopes-Graça?
Foi para voltar à fúria dos cães,
ao suor triste das ceifeiras nas searas,
as espingardas que matam os filhos as mães
num arder de lágrimas na cara?
E, no entanto,
no princípio, todos ouvíamos uma Voz
a dizer-nos que a nossa terra poderia tornar-se num pomar
de misteriosos pomos.
E nós,
todos nós, chegámos a pensar
que éramos maiores do que somos.

José Gomes Ferreira,
A Poesia Continua, velhas e novas circunstanciais

25 de Abril, 40 anos : A Revolução na Imprensa da época



Dossier Digital da Hemeroteca Municipal de Lisboa (2014)

25 de Abril, 40 anos : A Revolução na Imprensa da época

Mafalda


Ler mais:
Mafalda celebrada pela Unesco

domingo, abril 20, 2014

Livros em qualquer céu


"Entrei no projeto pelos meus 33 netos"

Black humor and plum jam

They cried, they laughed, they forgave. Bereaved Israeli and Palestinian women created a unique cookbook.


"Tell the truth, Umm Ahmed – weren’t you trying to kill the Jewish women with your pickles?” A translator renders Damelin’s comments into Arabic, and Umm Ahmed laughs heartily. “Not all the Jewish women, Robi. Just you.”
Black humor is an integral part of the group dynamic. The common denominator for all these women, Israeli and Palestinian, is bereavement. All have lost close family members to the Israeli-Palestinian conflict, all are members of the Parents Circle – Family Forum, an organization that seeks to foster dialogue between the opposing sides based on a common sense of pain. “The understanding that the pain of loss is the same pain is always the starting point,” says Damelin, who became very active in the forum after her son David was killed in 2002.

Black humor and plum jam - Features Israel News | Haaretz

sábado, abril 19, 2014

Leonard Cohen - Hallelujah




"Hallelujah" (on King Solomon Psalms)

I've heard there was a secret chord
That David played, and it pleased the Lord
But you don't really care for music, do you?
It goes like this
The fourth, the fifth
The minor fall, the major lift
The baffled king composing Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

Your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty in the moonlight overthrew you
She tied you to a kitchen chair
She broke your throne, and she cut your hair
And from your lips she drew the Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

Baby I have been here before
I know this room, I've walked this floor
I used to live alone before I knew you.
I've seen your flag on the marble arch
Love is not a victory march
It's a cold and it's a broken Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

There was a time when you let me know
What's really going on below
But now you never show it to me, do you?
And remember when I moved in you
The holy dove was moving too
And every breath we drew was Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

Maybe there’s a God above
But all I’ve ever learned from love
Was how to shoot at someone who outdrew you
It’s not a cry you can hear at night
It’s not somebody who has seen the light
It’s a cold and it’s a broken Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

You say I took the name in vain
I don't even know the name
But if I did, well, really, what's it to you?
There's a blaze of light in every word
It doesn't matter which you heard
The holy or the broken Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

I did my best, it wasn't much
I couldn't feel, so I tried to touch
I've told the truth, I didn't come to fool you
And even though it all went wrong
I'll stand before the Lord of Song
With nothing on my tongue but Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah
Halleluijah

O caminho da esperança que resta



João Apolinário ensinou o caminho da esperança que resta, e o poema que Luis Cília cantou estará na memória de muitos. Redescobri agora mais alguns poemas deste anarquista português que viveu entre Portugal e o Brasil, como este, mesmo a clahar em tempos de Páscoa:

POEMA

Não vergues o dorso
não estendas a mão
não faças o esforço
da tua razão 

Recusa esse preço 
confere a balança
e pesa do avesso
o avesso da esperança.

O valor que te dão 
pela venda - rejeita -
é a troca de um grão
por toda a colheita

A moeda corrente
só terá valor
se incluir a semente
e dividir a flor.

João Apolinário
(1961)

sexta-feira, abril 18, 2014

Gabo

Gabriel García Márquez
Nos quedan libros increíbles y lectores por ir e venir, a buscar palabras para los sueños e y lo real.

Ecos de Portugal (1975) na reportagem de Gabriel García Marquez (revista Alternativa, Bogotá, Colombia), referida aqui - ele bem sabia que os media são fundamentais à liberdade, e que sem revistas e jornais livres do capital financeiro ficamos sem olhos para ver claramente visto o que afinal não é impossível. E sem palavras, que é como nos querem os donos do mundo.

quinta-feira, abril 10, 2014

Alexandra Lucas Coelho - parte do discurso de agradecimento pelo prémio APE - Pontos de vista


"(...)Não devo nada ao governo português no poder. Mas devo muito aos poetas, aos agricultores, ao Rui Horta que levou o mundo para Montemor-o-Novo, à Bárbara Bulhosa que fez a editora em que todos nós, seus autores, queremos estar, em cumplicidade e entrega, num mercado cada vez mais hostil, com margens canibais.

Os actuais governantes podem achar que o trabalho deles não é ouvir isto, mas o trabalho deles não é outro se não ouvir isto. Foi para ouvir isto, o que as pessoas têm a dizer, que foram eleitos, embora não por mim. Cargo público não é prémio, é compromisso.

Portugal talvez não viva 100 anos, talvez o planeta não viva 100 anos, tudo corre para acabar, sabemos, Mas enquanto isso estamos vivos, não somos sobreviventes."

Discurso integral (Lisboa, Abril 2014) aqui 

segunda-feira, abril 07, 2014

Jorge de Sena :: Uma pequenina luz / Dito por Pedro Lamares (English sub...





"Uma pequenina luz bruxuleante

não na distância brilhando no extremo da estrada

aqui no meio de nós e a multidão em volta

une toute petite lumière

just a little light

una piccola... em todas as línguas do mundo

uma pequena luz bruxuleante

brilhando incerta mas brilhando

aqui no meio de nós

entre o bafo quente da multidão

a ventania dos cerros e a brisa dos mares

e o sopro azedo dos que a não vêem

só a advinham e raivosamente assopram.

Uma pequena luz

que vacila exacta

que bruxuleia firme

que não ilumina apenas brilha.

Chamaram-lhe voz ouviram-na e é muda.

Muda como a exactidão como a firmeza

como a justiça

Brilhando indefectível.

Silenciosa não crepita

não consome não custa dinheiro.

Não é ela que custa dinheiro.

Não aquece também os que de frio se juntam.

Não ilumina também os rostos que se curvam.

Apenas brilha bruxuleia ondeia

indefectível próxima dourada.

Tudo é incerto ou falso ou violento: brilha.

Tudo é terror vaidade orgulho teimosia: brilha.

Tudo é pensamento realidade sensação saber: brilha.

Tudo é treva ou claridade contra a mesma treva: brilha.

Desde sempre ou desde nunca para sempre ou não:

brilha.

Uma pequenina luz bruxuleante e muda

Como a exactidão como a firmeza

como a justiça.

Apenas como elas.

Mas brilha.

Não na distância. Aqui

no meio de nós.

Brilha."



Jorge de Sena

Séc. XX

domingo, abril 06, 2014

Conheça os 4 níveis da leitura

Sabemos ler, mas a que nível?

  1. Leitura elementar
  2. Leitura de inspeção (ou de análise)
  3. Leitura analítico
  4. Leitura sintópica - o mais avançado

Este tema é lembrado num artigo de imprensa digital brasileira, na altura em que passam 54 anos sobre a publicação da obra que lançou estes conceitos, de Adler e Van Doren, How to Read a Book: the classic guide to intelligent reading (1940), que posteriormente os aprofundariam numa reedição em 1972.
A obra magna de Mortimer J. Adler foi publicada em língua portuguesa no Rio de Janeiro em 1947 com o título "A arte de ler: como adquirir uma educação liberal", numa tradução de Inês Fortes de Oliveira, e teve sucessivas edições, como esta, de 1954, disponível integralmente em formato digital (pdf). Mais tarde, teve outras edições, no Brasil, com o título "Como ler livros: o guia classico para a.eitura inteligente". 

No prefácio original, datado de 1930, Mortimer J. Adler enuncia:

Este em resumo, é um ensaio que trata da leitura, relacionando -a
com a vida, a liberdade e a procura da felicidade. Afirmei que é um
“livro ameno”. Queria dizer que é muito mais simples do que os
grandes e bons livros que vocês devem aprender a ler. Espero que
cheguem à mesma conclusão e que, tendo aprendido a ler, a mais
pesada leitura, algum dia abandonada, deixe de aborrecê-los. É
bom aprender. Os livros ficarão mais simples, ao se ir descobrindo
a simplicidade deles.

Pretexto aqui: Conheça os 4 níveis da leitura
Para os amigos do Lerdo Ler mais bibliófilos, aqui fica um video gostoso e algo provocador sobre o livro e saga da suaa edição no Brasil (em Portugal, não consegui encontrar nenhuma):

Uma rejeição absoluta e unânime do Estado Novo - Expresso.pt



Pour toi, pour nous, pour touts

Eh Companheiro!

History of Science Museum - Galileo Museum - Florence

Compendio Astronómico 

Este compendio astronómico, en la forma de un Misal, lleva el escudo de armas de la Compañía de Jesús (IHS). La cara exterior de la tapa lleva un dial lunar que muestra las fases de la luna; la cara interior está grabado con las líneas horarias. En el interior, hay un gnomon basculante montado en una brújula (ahora perdido), que garantiza la orientación correcta del instrumento y permite su uso como un dial. El final del libro muestra las horas planetarias





History of Science Museum - Galileo Museum - Florence

segunda-feira, março 31, 2014

Dia do Livro para Crianças 2014


Depois de amanhã comemora-se no dia 2 de Abril o Dia Internacional do Livro Infantil. Esta data, festejada desde 1967, foi escolhida peloInternational Board on Books for Young People (IBBY) por celebrar o nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.

Desde então, todos os anos um país diferente escolhe um tema, cria uma ilustração e redige uma mensagem de incentivo à leitura e chamada de atenção sobre o valor dos livros para crianças.

Imagine Nations Through Stories é o tema que serve de inspiração à mensagem e ao cartaz deste ano, com origem na Irlanda.

A efeméride é assinalada em todo o mundo por bibliotecas, escolas e outras instituições, onde escritores e ilustradores marcam presença e os mais jovens vivem a alegria e o prazer do convívio com os livros e os seus autores.

domingo, março 30, 2014

Rá-Tim-Bum: Contadores de Histórias - A Mulher e a Cozinheira

Ao Domingo podemos experimentar contar histórias com as coisas lá de casa... :) 
Afinal, imaginação não tem hora nem lugar marcado.

sexta-feira, março 21, 2014

Geraldo Vandre - Caminhando.avi (+lista de reprodução)

CAETANO VELOSO SAMBA EM PAZ

Exaltação a Tiradentes-Elis Regina

Adriano Correia de Oliveira - "A batalha de Alcácer-Quibir" do LP "O Can...

Sérgio Godinho - Demónios de Alcácer Quibir (a investir, a investir!)

Fala-me Também do Fado - Musicais - RTP


Fala-me Também do Fado - Musicais - RTP

Rui Baeta, barítono e espantoso cantor de fado e de poesia no fado.
Teresa Lima, dizendo e encantando poesia e fado na poesia, voz e pausa.
Pedro Jóia como só ele, na guitarra (ou a guitarra no Pedro Jóia!).
Catarina Castel Branco nem lá está, nem precisa: ficaram formas e cores por ela, pintadas.
Maria João Saint-Maurice assina a produção, o Rui e a Teresa como autores.

Um belíssimo programa da RTP2, mesmo a calhar do Dia da Poesia, em português, palavras claras e nossas, serviço público, público, público!

Fala-me Também do Fado é um recital de fado e poesia que conta uma história de amor. Entre poemas de Nuno Júdice, de Manuel Alegre e de Ana Mar e fados de David Mourão Ferreira e de Amália e o emblemático Fado Falado, Teresa Lima, Rui Baeta e Pedro Joia deram voz , canto e música a estes autores para comemorar o dia Mundial da Poesia.Catarina Castel Branco assina a pintura que serve o cenário.

Papageno, Papagena Duet, Catarina Molder e Rui Baeta, (im) Possible Mission

Música, sempre

Crimeia: anexação ou decisão democrática?



Dada a situação geográfica sensível, a Crimeia beneficiava já de autonomia dentro da Ucrânia. Essa autonomia poderia e deveria ser renegociada e ampliada, bem como o estatuto de Sebastopol, que já tinha autonomia dentro da própria Crimeia. Mas isto é muito diferente de um referendo organizado em três semanas.
Crimeia: anexação ou decisão democrática?



E mais aqui

quinta-feira, março 20, 2014

Novo Manifesto da dívida reúne 74 economistas de 20 países

74 portugueses + 74 de todo o mundo



Serão precisos 74 vezes 74?


"Reestruturar a dívida insustentável e promover o crescimento, recusando a austeridade
O programa do FMI e da União Europeia para Portugal (2011-4) deve terminar a 17 de maio de 2014. Nas próximas semanas será tomada a decisão de aceitação de um programa precaucionário continuando as mesmas políticas ou de submissão à vontade dos mercados. Em qualquer dos casos, a regra da austeridade continuaria num país em que o nível de desemprego já duplicou para cerca de 20%, como resultado da estratégia escolhida.
Para mais, apesar de fortes reduções do orçamento de Estado, o rácio da dívida no PIB subiu para 129%. Nos dois anos anteriores a 2008, a dívida pública tinha aumentado 0,7%; nos dois anos seguintes, cresceu 15%. Os resultados são claros: a austeridade orçamental reduziu a procura agregada, agravou a recessão, aumentou o nível da dívida pública e impôs sofrimento social à medida que as pensões e salários foram reduzidos, os impostos foram aumentados e a proteção social foi degradada.
Como economistas de diversas opiniões, temos expressado as nossas preocupações quanto aos efeitos da estratégia de austeridade na Europa. Recomendámos fortemente a rejeição das ideias da “recessão curativa” e da “austeridade expansionista” e os programas impostos a vários países. Criticámos as decisões do BCE durante a recessão prolongada e a recuperação medíocre. Os resultados confirmam a razão da nossa crítica. É tempo de mudar o curso desta política.
Assim, apelamos a uma política europeia consistente contra a recessão. Apoiamos os esforços dos que em Portugal propõem a reestruturação da dívida pública global, no sentido de se obterem menores taxas de juro e prazos mais amplos, de modo que o esforço de pagamento seja compatível com uma estratégia de crescimento, de investimento e de criação de emprego."


Stanford Professor Andrei Linde celebrates physics breakthrough (subtítu...

Andrei Linde e Renata Kallosh, físicos teóricos, recebem a notícia da confirmação da teoria de Linde sobre o Big Bang e a origem do Universo.
Linde esperou 30 anos por este dia, em que se confirmou a sua teoria, verificando o derradeiro aspecto por testar da Teoria da Relatividade de A. Einstein - o que tem um impacto extraordinário na Ciência. A Universidade de Stanford comunicou-lho pessoalmente, com garrafa comemorativa e sorrisos (não por carta impessoal e fria), e filmou o momento - as imagens falam por si e pelo valor humano do conhecimento e do reconhecimento.
Como todas as histórias de maravilha, começa com um jovem audaz e uma frase mágica, que só magos entendem: “Tenho uma surpresa para ti: A 5 sigma, r = 0,2”. A primeira a entender foi Renata, que reagiu à altura, sorrindo e abraçando o mensageiro.
Há dias assim, que nos renovam a esperança na nossa espécie.
Ler mais aqui e aqui.


photo credit: NASA, DMR, COBE Project

Stanford Professor Andrei Linde celebrates physics breakthrough (subtítu...

Andrei Linde e Renata Kallosh, físicos teóricos, recebem a notícia da confirmação da teoria de Linde sobre o Big Bang e a origem do Universo.
Linde esperou 30 anos por este dia, em que se confirmou a sua teoria, verificando o derradeiro aspecto por testar da Teoria da Relatividade de A. Einstein - o que tem um impacto extraordinário na Ciência. A Universidade de Stanford comunicou-lho pessoalmente, com garrafa comemorativa e sorrisos (não por carta impessoal e fria), e filmou o momento - as imagens falam por si e pelo valor humano do conhecimento e do reconhecimento.
Como todas as histórias de maravilha, começa com um jovem audaz e uma frase mágica, que só magos entendem: “Tenho uma surpresa para ti: A 5 sigma, r = 0,2”. A primeira a entender foi Renata, que reagiu à altura, sorrindo e abraçando o mensageiro.
Há dias assim, que nos renovam a esperança na nossa espécie.
Ler mais aqui e aqui.


photo credit: NASA, DMR, COBE Project

Que é pena que é mágoa que uma ave de penas não possa voar

domingo, março 02, 2014

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

▶ Os Meninos De Amanhã

Os meninos de Amanhã (Elogio do Revolucionário)
Os meninos de amanhã

Vão acordar num mundo novo

Com a estrela da manhã

A iluminar o bem do povo

E nos livros da escola

Ouvirão contar

Quantas lutas se travaram

Pr’à vida mudar.



Os meninos saberão

O amor dos revolucionários

Que lutaram sem descanso

P’ra mudar este fadário

(…) E das bocas saciadas

Ouvirão contar

(…) o pão-pão e o queijo-queijo

Que te anda a faltar.



Há tanta gente virada p’ra trás

Gente que vive

Do menos-mal e do tanto-faz

Mas o amor em que estou a pensar

Anda remando

Contra a maré, a desinquietar.
Música de José Mário Branco.



▶ Os Meninos De Amanhã (Elogio Do Revolucionário) - José Mário Branco - Spotify

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Capicua - "Mão Pesada" (com M7) Videoclip

Nazaré: protesto, com todas as letras


Era uma vez uma população que desejava muito ter uma biblioteca. Demorou, demorou, mas lá conseguiram. Amaram-na desde o primeiro dia, frequentam-na intensamente. É delas e para elas, das gentes da Nazaré.
Mudou a Câmara. Despediram mais de metade do pessoal da biblioteca, de repente, sem aviso, esquecendo contratos anteriores.
Pode até ser legal (?) mas é, pelo menos, irresponsável. Que farão com aquela biblioteca? Que fará a gente da Nazaré sem ela, ou com ela transtornada?
Maus sinais de governação em terra, tempestades no mar.
A BAD protesta e pede audiência ao Presidente da Câmara

terça-feira, fevereiro 18, 2014

Pintar, pinta quem lê

Fugi, fugi


Ora deixem-me que lhes diga: um cadáver nunca terá razão, mesmo que a tivesse tido antes. Um estúpido, um cobardola é para rir e chorar, porque a estupidez e o medo não têm medida. Um patareco dá-se-lhe um pontapé no cu, um parasita esborracha-se por nojo e a um folião fazemos notar que não lhe achamos graça nenhuma. E fugi dos frustados e falhados que é a malta mais tratante e castradora que existe.


LUIZ PACHECO ( 1925 - 2008 ) em A Comunidade