segunda-feira, março 07, 2016

Uma mensagem para o livro infantil - Conta uma história

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Para 2016, a mensagem com o tema “Era uma vez…” tem a escritora Luciana Sandroni responsável pelo texto e Ziraldo como autor da ilustração do pôster. Como tradição, a FNLIJ divulga no seu site a mensagem do Dia Internacional da Criança, que nesta edição do seu periódico Notícias, conta com estas informações que estão divulgando aqui e ainda com um suplemento especial apresentando a mensagem de 2016 de Luciana Sandroni e Ziraldo.
A mensagem “Era uma vez”…
“Era uma vez uma…
Princesa? Não.
Era uma vez uma biblioteca.
E também era uma vez a Luísa que foi à biblioteca pela primeira vez.
A menina andava devagar, puxando uma mochila de rodinhas enoooorme.
Ela olhava tudo muito admirada:
Estantes e mais estantes recheadas de livros.
Mesas, cadeiras, almofadas coloridas, desenhos e cartazes nas paredes.
– Eu trouxe a foto – disse timidamente para a bibliotecária.
– Ótimo, Luísa! Vou fazer sua carteira de sócia.
Enquanto isso pode escolher o livro.
Você pode escolher um livro para levar para casa, tá?
– Só um?! – perguntou desapontada.
De repente, tocou o telefone e a bibliotecária deixou a menina
com aquela difícil tarefa de escolher somente um livro
diante daquela infinidade de estantes.
Luísa puxou a mochila e procurou, procurou até que achou o seu favorito:
Branca de Neve.
Era uma edição de capa dura, com lindas ilustrações.
Com o livro na mão, puxou a mochila novamente
e, quando já saía, alguém bateu no seu ombro.
A menina se virou e quase caiu para trás de susto:
era nada mais, nada menos que o Gato de Botas
com o livro dele nas mãos, quer dizer, nas patas!
– Bom dia! Como vai sua tia? – brincou o gato fazendo uma reverência:
Luísa, você já não está careca de saber essas histórias de princesas?
Por que não leva o meu livro, O Gato de Botas, que é bem mais divertido?
Luísa, admiradíssima, com os olhos arregalados, não sabia o que dizer.
– O que houve? O gato comeu a sua língua? – brincou.
– Você é o Gato de Botas de verdade?!
– Eu mesmo! Em pelo e osso! Pois, então, me leve para a sua casa
e você saberá tudo sobre a minha história e a do Marquês de Carabás.
A menina, de tão perplexa, só fez que sim com a cabeça.
O Gato de Botas, num passe de mágica, voltou para o livro,
e, quando a Luísa já saía, alguém bateu no seu ombro de novo.
Era ela: “branca como a neve, corada como o sangue e de cabelos negros como ébano”.
Já sabem quem é?
– Branca de Neve!? – disse Luísa completamente abobada.
– Luísa, me leva com você também.
Essa edição – disse mostrando o próprio livro – é uma adaptação fiel do conto dos irmãos Grimm.
Quando a menina ia trocar de livro de novo,
o Gato de Botas apareceu muito irritado:
– Branca, a Luísa já se decidiu. Volte lá para os seus seis anões.
– São sete! E ela não se decidiu coisa nenhuma! – se irritou a Branca ficando bem vermelha de raiva.
Os dois encararam a menina esperando uma resposta:
– Eu não sei qual levar. Eu queria levar todos…
De repente, de repente, aconteceu a coisa mais extraordinária:
os personagens todos foram saindo dos seus livros:
a Cinderela, a Chapeuzinho Vermelho, a Bela Adormecida, a Rapunzel.
Era um time de verdadeiras princesas:
– Luísa, me leva para a sua casa! – suplicavam todas.
– Eu só preciso de uma cama para dormir um pouquinho– disse a Bela bocejando.
– Só cem anos, coisa pouca – ironizou o Gato.
– Posso fazer a faxina na sua casa, mas à noite eu tenho uma festa no castelo do…
– Príncipe! – gritaram todos.
– Na minha cesta eu tenho bolo e vinho. Alguém quer? – ofereceu a Chapeuzinho.
Depois surgiram mais personagens: o Patinho Feio, a Pequena vendedora de Fósforos, o Soldadinho de Chumbo e a Bailarina:
– Luísa, podemos ir com você?
Somos personagens do Andersen – pediu o Patinho Feio, que nem era assim tão feio.
– A sua casa é quentinha? Perguntou a menina dos fósforos.
– Ihhh, se tiver lareira é melhor a gente ficar por aqui… – comentou o Soldadinho com a Bailarina.
Só que, subitamente, surgiu um lobo bem peludo, enorme,
com os dentes afiados, bem ali na frente de todos:
– O Lobo Mau!!!!!
– Lobo, por que essa boca tão grande? – perguntou a Chapeuzinho por força do hábito.
Eu protejo vocês! – disse o soldadinho muito corajoso.
Foi então, que o Lobo abriu a maior bocarra e…
Comeu todo mundo? Não.
Só bocejou de sono e depois disse muito tranquilo:
– Calma, pessoal. Eu só queria dar uma ideia.
A Luísa leva o livro da Branca de Neve e nós podemos ir dentro da mochila, que é bem grande.
Todos acharam a ideia muito boa:
– Podemos, Luísa? – perguntou a Menina dos Fósforos que tremia de frio.
– Tudo bem! – disse abrindo a mochila.
Os personagens fizeram uma fila e foram entrando:
– Primeiro as princesas! – reivindicou a Cinderela.
Na última hora, os personagens brasileiros também apareceram:
o Saci, o Caipora, uma boneca de pano muito tagarela,
um menino muito maluquinho,
uma menina com uma bolsa amarela,
outra com a foto da bisavó colada no corpo, um reizinho mandão.
Todos entraram.
A mochila estava mais pesada que nunca.
Como os personagens pesam!
Luisa pegou o livro da Branca e a bibliotecária anotou tudo no fichário.
Mais tarde, a menina entrou em casa na maior alegria, e, a mãe gritou lá de dentro:
– Chegou, filha?
– Chegamos!”


Uma mensagem para o livro infantil - Conta uma história

domingo, março 06, 2016

O futuro depende das bibliotecas, da leitura e de sonhar acordados

 Neil Gaiman
Tenemos la obligación de hacer cosas bonitas. De no dejar el mundo tan feo como nos lo encontramos, de no vaciar los océanos, de no dejar nuestros problemas para la próxima generación. Tenemos la obligación de dejar las cosas limpias y ordenadas a nuestro paso, y de no dejarles a nuestros hijos un mundo estropeado, sin apenas progreso y paralizado por nuestra estrechez de miras.
Tenemos la obligación de decirle a nuestros políticos lo que queremos, de votar en contra de políticos de cualquier partido que no entiendan el valor de la lectura para crear ciudadanos que valgan la pena, de políticos que no quieran actuar para preservar y proteger el conocimiento y fomentar la alfabetización. No es cuestión de partidos políticos. Es una cuestión de humanidad.
Una vez le preguntaron a Albert Einstein sobre qué podíamos hacer para que nuestro hijos fueran inteligentes. Su respuesta fue tan simple como sabia: “Si quieren que sus hijos sean inteligentes”, dijo, “léanles cuentos de hadas. Si quieren que sean más inteligentes, léanles más cuentos de hadas.” Él comprendió el valor de la lectura y de imaginar. Espero que podamos darle a nuestros hijos un mundo en el que puedan leer y ser leídos, en el que puedan imaginar y comprender.”
Transcripción de la conferencia ofrecida por el escritor de ficción Neil Gaiman para la Reading Agency, el 14 de octubre de 2013, en el Barbican de Londres


"Por qué nuestro futuro depende de las bibliotecas, de la lectura y de soñar despiertos." | Fundación Asimov

sábado, março 05, 2016

O conceito fundamental não é a confiança mas a confiabilidade

 
O que estamos a pensar fazer sobre a perda de confiança nos serviços financeiros? E foi uma retirada de confiança justa, eles perderam a nossa confiança porque não eram dignos de ser confiáveis
Uma das razões por que penso que a confiabilidade e a nossa resposta à confiabilidade é muito importante é por ser relacional: não se pode pensar numa relação sem pensar em dois lados — por isso quero pensar na confiabilidade antes de pensar na confiança. 


O conceito fundamental não é a confiança mas a confiabilidade - PÚBLICO

O conceito fundamental não é a confiança mas a confiabilidade

 
O que estamos a pensar fazer sobre a perda de confiança nos serviços financeiros? E foi uma retirada de confiança justa, eles perderam a nossa confiança porque não eram dignos de ser confiáveis
Uma das razões por que penso que a confiabilidade e a nossa resposta à confiabilidade é muito importante é por ser relacional: não se pode pensar numa relação sem pensar em dois lados — por isso quero pensar na confiabilidade antes de pensar na confiança. 


O conceito fundamental não é a confiança mas a confiabilidade - PÚBLICO

domingo, fevereiro 28, 2016

Entrevista: Conheça Leonor Teles, a premiada jovem realizadora de 'Balada de Um Batráquio' - Activa

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Fazer cinema é muito difícil e caro e, se partimos para ele, tem que ser uma vontade visceral, que vem de dentro e muito forte. Só quando tenho este tipo de vontades consigo começar a desenvolver os projetos e a escrever.



Entrevista: Conheça Leonor Teles, a premiada jovem realizadora de 'Balada de Um Batráquio' - Activa

Cinema e nós




















Fotografias que nos chegaram dos corpos a serem incinerados, 
tiradas de dentro de um forno crematório de Auschwitz-Birkenau, 
por um membro de um Sonderkommando 

Em França, o debate conhece nos anos 90 uma peça fundamental
que é um texto de Serge Daney sobre Noite e Nevoeiro, de Alain Resnais, 
que ele defende como um “ filme justo” (Lanzmann tinha-o proscrito) 
e perguntando a certa altura do seu texto: “É um ‘belo’ filme? Não, é um fime justo. 
Kapo é que queria ser um belo filme e não o era." 
O Filho de Saul faz emergir implicitamente este longo debate. 
Não é apenas um filme que mostra o inferno a que desciam os Sonderkommando, 
é também um filme sobre filmes e as questões que eles levantaram.
António Guerreiro, 2016





Uma questão de imagens e de moral - PÚBLICO

domingo, fevereiro 21, 2016

Medir o azul do céu

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Um outro objeto do século 18 foi achado na Biblioteca de Genebra na Suíça.

O instrumento criado para medir a intensidade e tom de azul no céu, chamado de Cyanometer, foi criado em 1789 pelo físico suíço Horace-Bénédict de Saussure e pelo naturalista alemão Alexander von Humboldt, que usaram o círculo dividido em 53 nuances para fazer experimentos e catalogar as cores do céu de Genebra, Chamonix e Mont Blanc.
O Cyanometer ajudou a levar a uma conclusão super importante: o azul do céu tem sua medida de transparência causada pela quantidade de vapor de água na atmosfera. 
Achado livro de 1692 sobre as cores e um medidor de azul do céu - Follow the Colours: Traité des Couleurs servo à la Peinture à l' eau é provavelmente, o mais completo guia de cores de antigamente. O livro foi achado recentemente na França.

Roma Rosae

Iagem da capa da 1ª edição de Uthopia, de T. More, 1516

Das grandes cidades, restarão os nomes, e nada mais. Tudo o que temos são os nomes, e nada mais. E nada menos.

Isso mesmo cantou um poeta do século XII, Bernardo Morliacense, que bem poderia ter sido personagem do romance O Nome da Rosa, de Umberto Eco. Eco leu Bernardo, no século XX, e, subtilmente, citou-o... no final do romance. Porém, como lhe pertencia por estilo e arte, com truque.
Eco: "Stat rosa pristina nomine, nomina nuda tenemos" (a rosa antiga permanece no nome, nada temos além dos nomes)
Bernardo: Roma em vez de rosa (a Roma antiga permanece no nome, nada temos além dos nomes).

Morreu ontem Eco, aos 84 anos, vida cheia e biblioteca amada. Dei por mim a pensar reler O Nome da Rosa como se de um livro sobre Roma se tratasse. Claro que é um livro sobre os nomes, Eco era um grande filósofo, cuidava da permanência. Só escrevia romances, bem avisou, ao fim de semana. Provavelmente, distante das cidades, entendidas como construção urbana. E da Cidade, o que significa Sistema, se entendermos Roma como sinal de poder. Roma ou Rosa?

Como é fim de semana, brinquei também e imaginei Brecht escrevendo o poema abaixo transcrito, com a cor do sangue e dos gritos dos homens e das mulheres sem nome, depois de ler Eco. E More escolhendo a imagem da sua Utopia, na mesma situação - afinal o sonho permanece, as cidades utópicas são nomes, e, por isso, indestrutíveis a não ser que ninguém as leia. 
Declaração de interesses: sou historiadora de formação, e de há muito sei que um anacronismo por dia, muito bem nos faria, nestes tempos carentes de imaginação... sobretudo ao fim de semana!

Um bom tema para um romance, ou uma conversa de brincadeira na biblioteca de Umberto Eco: quem e o quê leu Bernardo?


Quem construiu Tebas de sete portas?



Quem construiu Tebas de sete portas?
Nos livros estão os nomes dos reis.
Foram os reis que arrastaram os blocos de pedra?
E as várias vezes destruída Babilónia —
Quem é que tantas vezes a reconstruiu?
Em que casas da Lima fulgente
de oiro moraram os construtores?
Para onde foram os pedreiros na noite em que ficou pronta
a Mu­ralha da China? A grande Roma
está cheia de arcos de triunfo. Quem os levantou?
Sobre quem triunfaram os césares?
Tinha a tão cantada Bizâncio
Só palácios para os seus habitantes?
Mesmo na lendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu bramavam os
afogados pelos seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Ele sozinho?
César bateu os Gálios.
Não teria consigo um cozinheiro ao menos?
Filipe da Espanha chorou, quando a armada se afundou.
Não chorou mais ninguém?
Frederico II venceu na Guerra dos Sete Anos —
Quem venceu além dele?
Cada página uma vitória.
Quem cozinhou o banquete da vitória?
Cada dez anos um Grande Homem.
Quem pagou as despesas?
Tantos relatos
Tantas perguntas. 


(Tradução de Paulo Quintela)


Leonor Teles, Urso de Ouro, Berlim 2016


A cineasta já se tinha centrado nesta comunidade no primeiro filme, "Rhoma Acans", e confessou que a impotência sentida na primeira película a inspirou a desenvolver uma nova abordagem, em "Balada de um Batráquio"."Havia esse sentimento de frustração em relação ao filme anterior, que tinha uma personagem a quem não consigo mudar a vida. E é ingénuo da minha parte achar que poderia fazer isso. Essa ideia de querer fazer alguma coisa, em vez de estar apenas a ilustrar, era tão forte, era uma urgência. Neste filme decidi: não vamos ficar com frustrações, vamos intervir, vamos partir a loiça toda!"

Um sorriso que derrota qualquer batráquio. Uma equipa que funciona, e ri. E parte batráquios como se houvesse futuro, bom futuro. E há.

Um orgulho imenso, nesta menina e no que este sinal representa. Uma alegria. Um "estúpido" sorriso na cara da urgência.

Parabéns, a ti Leonor, e a toda a tua rede de apoio. Da família ao bairro, dos amigos às escolas, as formais (ES Reynaldo dos Santos, em V. F. Xira, Escola Superior de Cinema, na Amadora) e informais (o futebol, e tantas outras). Cá estamos, espero que à altura.

Vamos partir a loiça toda!


Mais notícia, aqui:

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=5040015

"Nunca pensei ir até Berlim quanto mais ganhar o Urso de Ouro" - Cultura - TSF Rádio Notícias

sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Freddie Mercury : QUEEN / RAPSODIA BOHEMIA

Lendas de Portugal - Açores

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Lenda das Sete Cidades
Conta a lenda que o arquipélago dos Açores é o que hoje resta de uma ilha maravilhosa e estranha onde vivia um rei possuidor de um grande tesouro e uma imensa tristeza por não ter um filho que lhe sucedesse no trono. Esta dor tornava-o amargo com a sua rainha estéril e cruel com o seu povo. Mas uma noite perante os seus olhos desceu uma estrela muito brilhante dos céus que aos poucos se foi materializando numa mulher de beleza irreal envolta em luz prateada. Com uma voz que mais parecia música essa mulher prometeu-lhe uma filha bela como o sol sob a condição que o rei expiasse a sua crueldade e injustiça através da paciência. O rei teria que construir um palácio rodeado por sete cidades cercadas por muralhas de bronze que ninguém poderia transpor. A princesinha ficaria aí guardada durante trinta anos longe dos olhos e do carinho do rei. O rei aceitou o desafio. Decorreram 28 anos e com eles cresceram a impaciência e o sofrimento do rei, que um dia não aguentou mais. Apesar de ter sido avisado que morreria e que o seu reino seria destruído, o rei dirigiu-se às muralhas, desembainhou a espada e nelas descarregou a sua fúria. A terra estremeceu num ruído terrível e das suas entranhas saíram línguas de fogo enquanto que o mar se levantou sobre a terra e a engoliu. No fim de tudo, restaram apenas as nove ilhas dos Açores e o palácio da princesa, transformado agora na Lagoa das Sete Cidades dividida em duas lagoas: uma verde como o vestido da princesa e a outra azul da cor dos seus sapatos.




Mais lendas aqui:





Lendas de Portugal - Açores

quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Ler é que é bom - PÚBLICO

O que civiliza não são os escritores e muito menos os livros: são os leitores. Os livros só nos podem fazer mal ou bem se nós deixarmos. Quanto mais livros lermos, menos deixamos. É uma questão de quantidade.


Miguel Esteves Cardoso, 2016



Ler é que é bom - PÚBLICO

domingo, janeiro 31, 2016

Os jovens estão a desistir da política, e a política parece prescindir deles - PÚBLICO

 
 DANIEL ROCHA

Nuno Garoupa, presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, faz algumas contas simples e aponta um exemplo: "Votam normalmente cinco milhões de portugueses. Basta somar 2,5 milhões de pensionistas e 800 mil funcionários públicos e fica claríssimo onde está o centrão, a convergência dos grandes partidos. Não havia nas últimas eleições um único partido que dissesse que ia cortar nas pensões dos mais velhos para salvar as pensões dos mais novos. Porquê? Porque essa gente não vota. Nem a PAF nem o PS explicavam o que queriam para a segurança social por isso."


Os jovens estão a desistir da política, e a política parece prescindir deles - PÚBLICO

Liberté Liberdade Libertad Freedom (etc)



Le chant des partisans,,Interprètes: Les Stentors Le Chant des partisans ou Chant de la libération est l’hymne de la Résistance française ...                    ... https://fr.wikipedia.org/wiki/Le_Chant_des_partisans
Publicado por Damien Stack em Sábado, 14 de Novembro de 2015
Este video é atual, e vale a pena, desde o primeiro assobio. 
Vejam aqui: https://www.facebook.com/damien.stach/videos/10206309388747784/
Ou aqui

quarta-feira, janeiro 27, 2016

Crónica dos Bons Malandros (Fernando Lopes, 1984) english subtitles


Marcia Tiburi em Lisboa, Fevereiro-Março 2016

 Contou-me a Maria João Cantinho, e eu partilho:
"Marcia Tiburi estará em Portugal a partir a de 20 de Fevereiro até início de Março, para lançar o seu livro "Como Conversar com um Fascista", pela Nota de Rodapé edições. A obra já vai na quinta tiragem, no Brasil, e tem dado que falar. Nós, por aqui, também temos que aprender a conversar com eles, saber como nos defendermos deles.
Quem é Márcia Tiburi?

Inteligente, bela e calorosa, Márcia Tiburi é graduada em filosofia, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1990), e em artes plásticas, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1996); mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1994) e doutora em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1999) com ênfase em Filosofia Contemporânea. Seus principais temas são ética, estética, filosofia do conhecimento e feminismo.
Publicou livros de filosofia, entre eles a antologia "As Mulheres e a Filosofia" e "O Corpo Torturado", além de "Uma outra história da razão". Pela editora Escritos, publicou, em co-autoria, "Diálogo sobre o Corpo", em 2004, e individualmente "Filosofia Cinza - a melancolia e o corpo nas dobras da escrita". Em 2005 publicou "Metamorfoses do Conceito" e o primeiro romance da série "Trilogia Íntima, Magnólia", que foi finalista do Prêmio Jabuti em 2006. No mesmo ano lançou o segundo volume "A Mulher de Costas". Escreve também para jornais e revistas especializados, assim como para a grande imprensa. Márcia Tiburi também se apresentava, semanalmente, no programa de televisão Saia Justa, do canal por assinatura GNT. Em 2012 publica o romance "Era Meu esse Rosto"" pela Editora Record e os livros "Diálogo/Dança eDiálogo/Fotografia" pela editora do SENAC-SP."
Que bom, vou ver se consigo assistir. Porque o feminismo É revolucionário.
Uma entrevista preciosa, aqui:  https://youtu.be/xgnj6wv3tfE
Marcia Tiburi entre o Céu e a Terra (pub. 16/12/2014)
00:15 O papel da mulher 23:00 Sexo e prazer
35:51 Amor e casamento
51:58 Família
Recordo: 
"Humilho, logo existo (...) 
Em termos simples, isso quer dizer, que há uma vantagem pessoal impagável no ato de negar o outro e de expressar essa negação com palavras. Essas palavras são publicitárias. Ditas na forma de slogans fáceis de repetir, elas garantem ao fascista um lucro. Incansável no ato de repetir frases feitas e clichês, ele [o fascista] parece colocar moedinhas em um cofre. A moedinha pode ser a frase nas redes sociais. Essa busca por lucro por meio de uma repetição se torna literalmente um modo de ser.
Incapaz de supor a existência da “alteridade”, o fascista encontra um modo de ser. Como experiência de si podemos considerar o fascismo um logro, mas não para quem, vivendo um profundo empobrecimento subjetivo, não tem outra saída. A negação do outro é funcional para quem dela se serve. Ela pode ser o único jeito de garantir que se existe. Em termos simples: de conquistar um lugar no mundo."

quarta-feira, janeiro 13, 2016

Para que haja educação e lugares para toda a gente


Declaração de interesses: apoio o candidato António Sampaio da Nóvoa à Presidência da República em 2016. O video mostra- a comentar um livro, e dá ideia do seu pensamento e do seu compromisso político, que é alegre porque é sério, que se compromete porque não consente e se indigna. Nada há de mais sério que a alegria.


Biblioteca a biblioteca, se faz futuro

domingo, janeiro 10, 2016

Utopia, More, ano 500 - Leituras - 01

Imagem daqui

A tecnologia tem vindo a instalar novas utopias que passam muitas vezes pela questão de o homem querer viver cada vez mais tempo. Não é bem a imortalidade, o elixir da longa vida, que se perseguia e fantasiava noutros séculos, mas é algo próximo. E é interessante ver que o centro destas utopias é viver mais tempo, mais! — e não viver de forma diferente. O que me parece forte em algumas utopias sociais ou artísticas do século XX é que o centro da utopia não era viver mais tempo, era viver de forma diferente.
Quando o essencial das utopias humanas passa pela tecnologia talvez algo esteja em queda. É uma utopia desanimada, a que quer mudar a paisagem, natural ou técnica, e já desistiu de mudar o humano.
Gonçalo M. Tavares, 2016
Sobre a utopia, alguns apontamentos - PÚBLICO

sexta-feira, janeiro 01, 2016

Fim de ano - Adriano Moreira - DN

 
Imagem daqui
Os utilitaristas definitivamente produziram a capacidade da destruição e os humanistas deixar-se-ão conduzir para a indiferença? Faltam as vozes encantatórias, como foram as de Gandhi e Mandela, e dos fundadores da União Europeia, neste ambiente ameaçador que exige a voz da universidade, livre, criativa, responsável, carismática, atendida. Trata-se da quarta dimensão da Universidade, título de um livro do antigo reitor de Coimbra Prof. Seabra, investigar o globalismo para além da semântica, assumindo a transdisciplina, para reconhecer as redes, as interdependências, os poderes efetivos e em grande parte desconhecidos, e para restabelecer o credo dos valores que sejam o eixo da roda do avanço da estratégia do saber, não orientada para a supremacia das potências, mas para o reconhecimento de que cada homem é um fenómeno que não se repete na história da humanidade e que exige um efetivo respeito pelos direitos humanos.


Fim de ano - Adriano Moreira - DN

Recado sempre actual a quem quer ser Presidente/a




"Se Vossa Excelência Senhor Presidente

Viesse cá almoçar mais vezes
Iria ouvir discursos bem diferentes
Nas bocas que hoje foram tão galantes
Iria ver como essa gente
Tão boazinha e sorridente
Como essa gente trata quem trabalha
Como nos fala aqui no dia-a-dia."

Adriano Correia de Oliveira
Portugal

segunda-feira, dezembro 21, 2015

E afinal o que é um livro infantil? - PÚBLICO

O Que Um Livro Pode continuará o debate à volta da edição de livros infantis, de 11 a 13 de Março, em Lisboa (Espaço Rua das Gaivotas, 6), mas centrando-se em projectos internacionais. A organização é partilhada pela editora Ghost, a associação de artes gráficas Oficina do Cego, a plataforma Tipo.pt e a livraria Stet.  
    

E afinal o que é um livro infantil? - PÚBLICO

quarta-feira, dezembro 16, 2015

Afinal de contas, como ler Star Wars?

"Vale lembrar que é importante ter assistido aos filmes antes de ler os livros, principalmente para entender a base do universo dessa galáxia muito distante."



Afinal de contas, como ler Star Wars?

domingo, dezembro 06, 2015

Argentina

"Woman reading", Pablo Picasso


La Mujer Transparente_Aldo Pellegrini A mulher transparente_Aldo Pellegrini
Trad. Port. Maria Fonseca


Tu voz era una bebida que yo sorbía silencioso

ante las miradas asombradas
un pájaro de luz
salió de tu cuerpo transparente
pájaro de luz
instante que revolotea
a una velocidad vertiginosa
atravesando calles y calles
persiguen tu cuerpo que huye
¿cuándo podrás alejar a la jauría enloquecida?
desamparada
te has destrozado al caer
los restos de tu cuerpo se arrastran por todos los rincones
del mundo
ah un día renacerás tú
la transparente
única, inconfundible
levemente inclinada, nunca caída
rodeada de impenetrable silencio
avanzando tu pie frágil entre la vacilante monotonía
ah un día renacerá tu risa
tu risa de pájaro transparente
tu risa herida.


A tua voz era uma bebida que eu sorvia silencioso
frente aos olhares assombrodos
um pássaro de luz
saiu do teu corpo tranaparente
pássaro de luz
instante que se move em reviravoltas
a uma velocidade vetiginosa
atravessando ruas e ruas
perseguem o teu corpo que foge
quando poderás afastar a matilha enlouquecida?
Desamparada
destroçaste-te ao cair
os restos do teu corpo arrastam-se por todos
os cantos
do mundo
ah um dia renascerás, tu
a transparente
única, inconfundível
levemente inclinada, nunca caída
rodeada de impenetrável silêncio
avançando o teu pé frágil entre a vacilante
monotonia
ah um dia renascerá o teu riso
o teu riso de pássaro transparente
o teu riso ferido.

Fonte: https://sites.google.com/site/aldopellegrinipoemas/




terça-feira, novembro 24, 2015

The story of low literacy / Não saber ler, ou ler mal: há uma razão

Lamento por um rio - Jornal O Globo



 O pescador Juliano sobre um dos imensos bancos formados pelo turbilhão de rejeitos: paraíso tansformado em inferno (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Impressionou-me o depoimento de uma mulher do povo Krenak: “O rio já sabia que ia ser morto”, disse ela: “Quando a sujeira veio, ele foi subindo chorando, fazendo barulho. E minha mãe chorando junto”.
Se o rio conhecia o seu destino, quem o matou também deveria conhecer — e com décadas de avanço.
A boa notícia é que os rios são muitíssimo mais resistentes que as pessoas. 
José Eduardo Agualusa
Novembro 2015 


Lamento por um rio - Jornal O Globo

terça-feira, novembro 17, 2015

Aprender, criar sempre



Para não irmos todos num mesmo comboio sem travões...

:)



Rui Horta preparou uma prenda para John Cage - YouTube

País em suspenso à espera da decisão do Presidente



O país está suspenso na decisão do presidente, mas este não parece ter qualquer pressa. Tinha agendado para esta semana uma visita ao arquipélago da Madeira, onde irá inaugurar um “Design Center”, visitar uma empresa de software de gestão e uma empresa de vinhos e participar de uma recepção. Gastará nisso dois dias, segunda e terça-feiras, e decidiu mantê-la. Só quando voltar irá iniciar as consultas aos partidos, necessárias para depois anunciar a sua decisão, que pode ser tomada só daqui a mais uma semana.Se não convocar António Costa para formar governo, Cavaco Silva pode deixar o governo demitido em funcionamento, possivelmente alegando que o governo do PS com o apoio da esquerda não oferece garantias de estabilidade suficientes. Como há eleições presidenciais em janeiro, esta decisão significa passar a batata quente para o presidente seguinte. Constitucionalmente só poderá haver novas eleições gerais em maio-junho de 2016.Uma decisão como esta seria desastrosa: um governo odiado pela maioria da população ficaria em funções, com um papel de mera administração de negócios correntes – nem orçamento pode aprovar – enquanto que o Parlamento, que, esse sim, está em plenitude das suas funções, poderia anular qualquer medida do governo que considerasse ter ultrapassado os seus limites.Pela Constituição, o presidente não pode recusar-se a nomear um governo que conte com a maioria no Parlamento só porque não concorda com ele. Fazê-lo, representaria um verdadeiro golpe constitucional. A intenção seria provocar um certo nível de caos, na esperança de que numas próximas eleições antecipadas, o eleitorado, farto da crise política, desse de novo à direita a maioria necessária para governar. É a velha tática de repetir as eleições até que os resultados agradem.Para além de inconstitucional, esta decisão corre o risco de provocar um efeito muito simples e conhecido: o tiro sair pela culatra. Veremos.


“Apontamentos sobre Portugal” – País em suspenso à espera da decisão do Presidente. Estará em curso um golpe de Estado constitucional? Por Luis Leiria. | A FLECHA

sexta-feira, outubro 30, 2015

Uma nova etapa de maturidade democrática - PÚBLICO



O que é verdadeiramente novo na nossa constelação política é a disponibilidade de várias forças políticas para superarem o que as afasta e se concentrarem prioritariamente em apresentar uma alternativa a este quadro político. Fazem-no, na medida em que consideram prioritária a defesa do texto constitucional pelo futuro executivo, a devolução de rendimento e dignidade às famílias, e a rejeição da desvalorização sistemática dos serviços públicos essenciais para a nossa vida em comum.


Uma nova etapa de maturidade democrática - PÚBLICO

Por Bibliotecas Transformadoras e Em Transformação (EUA, 2015)


Ver mais aqui
http://www.librariestransform.org/#because

BECAUSE 
EMPLOYERS WANT CANDIDATES
 WHO KNOWS THE DIFFERENCE BETWEEN 
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quarta-feira, outubro 28, 2015

Bibliotecas, Clínicas da Alma



Librarians are not trained to act as social workers, caregivers, babysitters or medical advisers. All these extra tasks make it difficult, if not impossible, for librarians to work as librarians: to see that the collections remain coherent, to sift through catalogues, to help readers read, to read themselves. The new duties imposed on them are the obligations of civilized societies toward their citizens, and should not be dumped pell-mell onto the shoulders of librarians. If we change the role of libraries and librarians without preserving the centrality of the book, we risk losing something irretrievable.
Albert Manguel, 2015 


Reinventing the Library - The New York Times

quarta-feira, outubro 14, 2015

Neg Ócios

By Luís Vargas, via Miguel Vale de almeida (Facebook, hoje)
Não resisti! Viva a ironia...

Como ensinou o poeta.
Eles passarão
Eu, passarinho
(Mário Quintana)

quarta-feira, setembro 23, 2015

Um país que não vem nas sondagens e anda a treinar a imaginação


Parece um rio, é um rio mas também faz parte de uma bacia hidrográfica, amiga de lençóis friáticos. A leitura, as literacias, a imaginação e a palavra fluem em Portugal, nas profundezas da sua gente, e alimentam muitas e boas iniciativas, neste último fim de semana de Setembro. 
O povo inventa, e em lado nenhum se nega a palavra, como se não deve negar a água a quem tem sede. A água e a imaginação são de todos, quanto mais se partilham mais se estimam e cultivam.

Este fim de semana, vai ser assim na Caparica e na Trafaria, o Rio de Contos, Encontro de Narração Oral de Almada, org. Laredo.
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O movimento começa mais cedo, com uma fabulosa Conferência Internacional em Beja, dias 25 e 26, que nos chega pela mão do TALES – Stories for Learning in European Schools, um Projecto Multilateral Comenius que procura divulgar técnicas de narração oral no contexto da sala de aula, desenvolvendo metodologias e recursos pedagógico: raízes europeias, mediterrânicas, atlânticas.

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Na verdade, aflorou desde o dia 22, em Évora, com o Contanário, até 24, org. Contabandistas.
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Noutra frente, com números a fazerem de palavras e +alavras a conversar com números e imagens, em Lisboa, no dia 21 de Setembro, a PORDATA lançou o seu Pordata Kids.




E em Outubro, preparem-se: há mais!
Em Almada, em Coimbra, em Évora, em Óbidos, em Estarreja, em Lisboa, Vila Real, em Madrid e Marília (S. Paulo).
Numa fonte perto de si, vai ver que estes rios também espreitam, e que muitos nadam neles como peixes voadores. É preciso saber olhar, e ver.

Como dizia Galileu: move-se!