quarta-feira, julho 13, 2011

INTELIGELER


BIBLIOTECAR: LER VAI SER CADA VEZ MAIS UMA ATIVIDADE INTERATIVA...: Si dentro de diez años volviéramos a ver estas intervenciones seguramente nuestra perspectiva habrá cambiado mucho, pero los equipos de la Fundación trabajan con la convicción de que la lectura será lo que quieran los lectores y de que este factor perdurará, porque lo digital le otorga al acto de leer más relevancia que nunca hasta ahora. Los protagonistas del hecho lector son ciudadanos de un mundo que está construyéndose sobre los pilares de la sociedad de la información, un entorno en el que la competencia para saber leer de un modo eficaz es probablemente la herramienta crucial para activar la materia prima más importante de este siglo: la inteligencia

Standing by

Anatomia Fantasia


Fairytale Anatomy Tees

Prime Cuts of Unicorn Apparel by ThinkGeek is Great Barbecue Fashion

Ver e crer

ilustração de Manuel Ribeiro de Pavia (1949)
Ver e crer / dir. José Ribeiro Santos e Mário Neves foi uma revista de divulgação dos anos 40/50 em Portugal, que apenas podemos consultar hoje em centros de documentação espcializada. Tinha belíssimas imagens, como esta, que encontrei no Almanaque Silva, com quem partilho o amor pelo Pavia.

:)


Daqui

Ilustradores ilustrados

Esta é a Alice Geirinhas ilustrada pela Alice Geirinhas

Ler mais aqui, no blogue Almanaque Silva

Utopia Poesia



"[aos dois anos] somos todos pagãos, somos todos poetas"
Eduardo Galeano

sexta-feira, julho 08, 2011

Inquietação

Roubei daqui
http://alfinetededama.blogspot.com/2011/07/blog-post_07.html

INVERNO EM LISBOA: EXCESSO DE POESIA...

EXCESSO DE POESIA...
(e falta de prosa...)


Ia todos os dias à biblioteca e todos os dias era o primeiro a chegar. Pedia um livro de poesia e sentava-se de frente para a entrada, lendo e fantasiando. Sempre que a porta se abria, descolava disfarçadamente os olhos dum poema e observava quem entrava. Andou nisto anos a fio, entre versos, rimas e sonhos, procurando a mulher da sua vida. Quando a encontrou perdeu-a em poucos minutos. Na realidade, não teve prosa para ela.

('Excesso de poesia' de Fernando Gomes in 'Primeira antologia de micro-ficção)
('Homem sentado lendo' de Ivan Dario Hernandez)

Roubado à Helena Dias, daqui:

INVERNO EM LISBOA: EXCESSO DE POESIA...

O que for / quando for

quarta-feira, julho 06, 2011

Verdade centenária




LETRILLA SATÍRICA

La pobreza. El dinero.

Pues amarga la verdad,
Quiero echarla de la boca;
Y si al alma su hiel toca,
Esconderla es necedad.
Sépase, pues libertad
Ha engendrado en mi pereza
La Pobreza.
¿Quién hace al tuerto galán
Y prudente al sin consejo?
¿Quién al avariento viejo
Le sirve de Río Jordán?
¿Quién hace de piedras pan,
Sin ser el Dios verdadero
El Dinero.
¿Quién con su fiereza espanta
El Cetro y Corona al Rey?
¿Quién, careciendo de ley,
Merece nombre de Santa?
¿Quién con la humildad levanta
A los cielos la cabeza?
La Pobreza.
¿Quién los jueces con pasión,
Sin ser ungüento, hace humanos,
Pues untándolos las manos
Los ablanda el corazón?
¿Quién gasta su opilación
Con oro y no con acero?
El Dinero.
¿Quién procura que se aleje
Del suelo la gloria vana?
¿Quién siendo toda Cristiana,
Tiene la cara de hereje?
¿Quién hace que al hombre aqueje
El desprecio y la tristeza?
La Pobreza.
¿Quién la Montaña derriba
Al Valle; la Hermosa al feo?
¿Quién podrá cuanto el deseo,
Aunque imposible, conciba?
¿Y quién lo de abajo arriba
Vuelve en el mundo ligero?
El Dinero.


Francisco de Quevedo (séc. XVI)
canta Paco Ibañez (séc. XXI)

e ainda acrecenta um romance de Frederico Garcia Llorca (séc. XX)

terça-feira, julho 05, 2011

Tempo e fingidores


A tendência para colocar uma ênfase especial ou organizar a juventude nunca me foi cara; para mim, a noção de pessoa velha ou nova só se aplica às pessoas vulgares. Todos os seres humanos mais dotados e mais diferenciados são ora velhos ora novos, do mesmo modo que ora são tristes ora alegres. É coisa dos mais velhos lidar mais livre, mais jovialmente, com maior experiência e benevolência com a própria capacidade de amar do que os jovens. Os mais idosos apressam-se sempre a achar os jovens precoces demasiado velhos para a idade, mas são eles próprios que gostam de imitar os comportamentos e maneiras da juventude, eles próprios são fanáticos, injustos, julgam-se detentores de toda a verdade e sentem-se facilmente ofendidos. A idade não é pior que a juventude, do mesmo modo que Lao-Tsé não é pior que Buda e o azul não é pior que o vermelho. A idade só perde valor quando quer fingir ser juventude. 
Hermann Hesse, in 'Elogio da Velhice'

Mudar | Esquerda


Para não dizerem que não falei de flores  (título deste poema de 1968, que nos anos 70, inspirou cantos e actos de intervenção), aqui fica um meu contributo para o debate interno no e sobre o Bloco de Esquerda:
Abrir caminho e aprender a fluir, com mais eficácia e muito menos crispação, sem que isso signifique menos paixão e menos verdade. Com mais zigues ou menos zagues, seja o nosso caminho o da razão, do coração e da consciência, que logo haverá pés para o percorrer. A vida de cada um e cada uma de nós é curta, e os testemunhos passam pelo seu próprio valor e conteúdo. A idade desses pés e o nome dos(as) caminhantes é realmente apenas um detalhe... O essencial é o sentido e a direção da caminhada.
Ler mais aqui: Mudar | Esquerda

segunda-feira, julho 04, 2011

Gritar silêncio


Largos versos irrompem do teu silêncio de granito 
E tu vives inteiro em cada grito 
Tu que foste maior que todas as poesias.

Sidónio Muralha
 no epitáfio na campa de Carlos Pato (1920-1950), 
que morreu na prisão de Caxias
um ano após ter sido preso pela PIDE
Ler mais aqui

sexta-feira, julho 01, 2011

Não há degredo quando

Exílio Adriano Correia de Oliveira, poema de Manuel Alegre, interpretação de Luís Cília




Venho dizer-vos que não tenho medo
A verdade é mais forte que as algemas.
Venho dizer-vos que não há degredo
Quando se traz a alma cheia de poemas.

Venho dizer-vos que não tenho medo
A verdade é mais forte que as algemas
Venho dizer-vos que não há degredo
Quando se traz a alma cheia de poemas.

Pode ser uma ilha, uma prisão

Em qualquer parte estou presente
Tomo o navio da canção
E vou direito ao coração de toda a gente.

Venho dizer-vos que não tenho medo
A verdade é mais forte que as algemas.
Venho dizer-vos que não há degredo
Quando se traz a alma cheia de poemas.

Venho dizer-vos que não tenho medo.

Esperança não é privatizável


«Acusam-me de mágoa e desalento, como se toda a pena dos meus versos não fosse carne vossa, homens dispersos, e a minha dor a tua, pensamento. Hei-de cantar-vos a beleza um dia, quando a luz que não nego abrir o escuro da noite que nos cerca como um muro, e chegares a teus reinos, alegria. Entretanto, deixai que me não cale: até que o muro fenda, a treva estale, seja a tristeza o vinho da vingança. A minha voz de morte é a voz da luta: se quem confia a própria dor perscruta, maior glória tem em ter esperança.»

Carlos de Oliveira, in 'Mãe Pobre'
(no 30º aniversário da sua morte física) 

Slow down...






"59th St. Bridge Song", Simon and Garfunkel.





Slow down, you move too fast.
You got to make the morning last.
Just kicking down the cobble stones.
Looking for fun and feelin' groovy.
Hello lamppost,
What cha knowing?
I've come to watch your flowers growing.
Ain't cha got no rhymes for me?
Doot-in' doo-doo,
Feelin' groovy.

Got no deeds to do,
No promises to keep.
I'm dappled and drowsy and ready to sleep.
Let the morning time drop all its petals on me.
Life, I love you,
All is groovy.
Sources: http://www.lyricsondemand.com/s/simongarellyrics/thefunkthstreetbridgesongfeelinggroovylyrics.html

Segure, assegure...


Segure tudo o que foi conquistado...


Letra e video de interpretação ao vivo de Martinho da Vila aqui