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quarta-feira, março 21, 2012

Trans-leitura



Los peligros de leer / Os perigos de ler
¿En qué consisten estos peligros? Casi podrían ponerse en una lista, cosa que no vamos a hacer aquí, porque ya lo hace el libro y mejor de lo que podríamos siquiera insinuar. Pero algunos de estos peligros pueden ser elocuentes. Veamos. 

"Leer es demorarse", cosa nada recomendable en una época que nos lleva de un sitio para otro sin que muchos de estos lugares nos inviten a permanecer en ellos.
Y, además, eso comporta otro riesgo, que es el de encontrarse: "desde luego, con los otros y, si se persiste, consigo". Por eso, para leer, hay que estar dispuesto a hacer la experiencia de la hospitalidad: "la que permite el acceso, la entrada, la irrupción, la participación", nada menos.

Y leer, además, exige estar dispuesto a "pensar más, para pensar mejor, de otro modo". Pero, sobre todo, leer implica estar a punto para "dejarse decir": para que algo nos llegue de fuera y se nos meta dentro, para convertirse, talvez, en algo más nuestro que lo que, antes de leer, era nuestro. Y así, llegar a ser algo que no éramos gracias a esa irrupción, en nosotros, de algo de lo que ya no podremos prescindir.

Xavier Antich (2012)

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Ler é pois experimentar tal hospitalidade, devagar. Arriscar correr estes e outros perigos. Correr o risco de ser transformado, descobrindo-se outro em si mesmo, e outro absolutamente imprescindível.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Indispensável


Via Bibliotecar, que o apanhou com a sua habitual sagacidade via teaching literacy.

Indispensável não é o caminho "inevitável" ou que como tal nos é apresentado, para que o aceitemos mais ou menos acossados mais ou menos enredados.
Indispensável é o impensável dentro do convencionado, do do costume... e como sempre, simples, como todas as coisas realmente boas, radicado em boas visões "por dentro" do que existe, e regado pela Cultura, como todas as coisas realmente eficazes.
Indispensável e urgente.

terça-feira, julho 06, 2010

Viva o pensamento! Viva a espécie humana!

As crianças adoram palavras complicadas, 
termos difíceis, histórias onde não se percebe tudo. 
Mas a indústria não quer isso, quer tornar as coisas mais simples - e então fazem resumos, simplificam, publicam coisas idiotas para crianças e acabam por não publicar nada. Apenas jogos de vídeo.
A nova geração continua a ter gosto pela leitura. Para o ser humano, o instinto de sobrevivência não se resume à necessidade de comer e beber; também inclui a necessidade de pensar. 
E isso é verdade seja onde for - aconteceu nos campos de concentração, acontece nas favelas mais pobres, acontece nas situações mais extremas. 
 
Continuamos a pensar, a criar, a interrogarmo-nos. E temos de lutar por isso. Não somos cegos; podemos dizer que não.
Alberto Manguel, 02.97.2010
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