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terça-feira, fevereiro 07, 2012

ÂMBITO CULTURAL NO EL CORTE INGLÉS DE LISBOA


Uma vénia à equipa do Corte Inglês que em Lisboa como noutras cidades promove a cultura sem alarde mas com (bom) critério. Por mim falo, grata por já ter sido simples assistente a boas palestras que me fizeram pensar e imaginar, embora confesse que usei mais em Espanha que em Portugal.
Este ano de 2012, em Lisboa, depois de um curso sobre História da Música por Teresa Castanheira (cara colega da Escola Secundária Conservatório Nacional de Música), e antes de um outro sobre Ideias Religiosas por José Manuel Anes, decorre em Fevereiro um sobre Poesia com José Fanha, que assim se manifesta sobre a experiência no seu blogue:

Queridas Bibliotecas: ÂMBITO CULTURAL NO EL CORTE INGLÉS DE LISBOA: São inúmeras, muito respeitáveis e frequentes as actividades culturais promovidas pelo El Corte Inglés.

terça-feira, julho 05, 2011

Mudar | Esquerda


Para não dizerem que não falei de flores  (título deste poema de 1968, que nos anos 70, inspirou cantos e actos de intervenção), aqui fica um meu contributo para o debate interno no e sobre o Bloco de Esquerda:
Abrir caminho e aprender a fluir, com mais eficácia e muito menos crispação, sem que isso signifique menos paixão e menos verdade. Com mais zigues ou menos zagues, seja o nosso caminho o da razão, do coração e da consciência, que logo haverá pés para o percorrer. A vida de cada um e cada uma de nós é curta, e os testemunhos passam pelo seu próprio valor e conteúdo. A idade desses pés e o nome dos(as) caminhantes é realmente apenas um detalhe... O essencial é o sentido e a direção da caminhada.
Ler mais aqui: Mudar | Esquerda

domingo, abril 03, 2011

10 coisas a aprendner com o Japão, hoje

Mensagem de Abril de 2011


Greetings!
The past month has seen much attention on earthquakes that hit various countries – first the devastating tremors and tsunami in Japan on 11 March, and then another that hit rural Myanmar (but was felt as far away in Bangkok) on 24 March. Most of us were moved by the reports and pictures of the damage in the mass media, and the personal accounts of some our colleagues, especially Yumiko Kasai. Many IASL members have offered to help in the country's reconstruction efforts. IASL member Kazuyuki Sunaga has already provided details (in a message on IAS-Link on 17 March) of one avenue to channel your contributions, but you may use other avenues you wish. I urge all IASL members to assist in whatever way you can.

We cannot prevent natural disasters such as earthquakes, but we can learn from them. A Filipino friend of mine forwarded to me an e-mail on "10 things we can learn from Japan". I do not know the origin of the message, but I was very impressed by the values it conveyed. The 10 lessons were:
1. THE CALM: Not a single visual of chest-beating or wild grief. Sorrow itself has been elevated.
2. THE DIGNITY: Disciplined queues for water and groceries. Not a rough word or a crude gesture.
3. THE ABILITY: The incredible architects, for instance. Buildings swayed but didn't fall.
4. THE GRACE: People bought only what they needed for the present, so everybody could get something.
5. THE ORDER: No looting in shops. No honking and no overtaking on the roads. Just understanding...
6. THE SACRIFICE: Fifty workers stayed back to pump sea water in the N-reactors. How will they ever be repaid?
7. THE TENDERNESS: Restaurants cut prices. An unguarded ATM is left alone. The strong cared for the weak.
8. THE TRAINING: The old and the children, everyone knew exactly what to do. And they did just that.
9. THE MEDIA: They showed magnificent restraint in the bulletins. No silly reporters. Only calm reportage.
10. THE CONSCIENCE: When the power went off in a store, people put things back on the shelves and left quietly.

We should share them with others and pass them on to our children.
On a different note, as we approach summer in the northern hemisphere, it will be a time for many conferences, seminars, and other professional development activities. As you attend these events, please take some time to publicize the importance of school libraries and the role of IASL, especially to non-school librarians. We often complain that school libraries are not given the support they deserve. There is often a lack of a `buy-in' for school libraries. People will `buy' and support something only if they are convinced of the value of it. And valuing begins with awareness. So let us do what we can to create awareness of the wonderful things school libraries can do for our children.
Best wishes,
Djilit Singh
President
International Association of School Librarianship


quarta-feira, maio 13, 2009

ensinar e aprender, objectos e objectivos



As lições

 

Ensinaram-me a falar

aprendi a escrever.

 

Ensinaram-me a escrever

aprendi a falar.

 

Ensinaram-me a ler

aprendi a ver.

 

Ensinaram-me a ouvir

aprendi a calar.

 

Ensinaram-me a pedir

aprendi a dar.

 

Ensinaram-me a comprar

aprendi a ter.

 

Ensinaram-me a beber

aprendi a rir.

 

Ensinaram-me a fugir

aprendi a ficar.

 

Ensinaram-me a aprender

aprendi a ignorar.

 

Ensinaram-me a amar

aprendi a criar.

 

Ensinaram-me a viver

aprendi a morrer.

 

Ensinaram-me a estar só

aprendi a estar.

 

Ensinaram-me a ser livre

aprendi a ser.

 

Ana Hatherly (1929-    )

 

In Antologia da poesia portuguesa. Org. M. Alberta Meneres, E. M. Melo  Castro. Vol. 2: 1940-1977, Lisboa, Moraes Editores, 1979, Col. Círculo de Poesia, p.76-77

 

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Slowmile Arte Aprendendo Viajando



Artistas, professores, gente amante do vagar. Organizam-se para ensinar e aprender, agindo e viajando, a prática da arte, a criatividade. Abrem as iniciativas a outros, em paisagens naturais ou ambientes urbanos.
Percursos pedestres, em diferentes lugares deste Planeta. Andando e desenhando. Ao compasso da atenção e do traço.
Próximos destinos: Sintra, Nova Iorque
Imagem de Florença (2008)

domingo, dezembro 28, 2008

Fazer balanço, tomar balanço - 10


1º ano: 2009



John, 1º ano de vida
20 anos em 2009


Tamar Katz, n. 1989

Shministim - Movimento de Objectores de Consciência de Israel (2008)

Nome: Tamar Katz
Idade: 19
Local: Tel-Aviv
Why I am one of the Shministim:
“I refuse to enlist in the Israeli military on conscientious grounds. I am not willing to become part of an occupying army,
 that has been an invader of foreign lands for decades, which perpetuates a racist regime of robbery in these lands, tyrannizes civilians and makes life difficult for millions under a false pretext of security.”

Recuso alistar-me no exército de Israel por motivos de consciência. Não quero fazer parte de um exército de ocupação, que tem sido um invasor de terras estrangeiras há décadas, que perpetua um regime racista de roubo nessas terras, tiraniza civis e torna a vida difícil para milhões, sob um falso pretexto de segurança.


1ª sentença de prisão: 28 Set. - 10th Oct. 2008 (12 dias)
2ª sentença: 12 - 30 Out. 2008 (18 dias) 
3ª sentença: 1 - 22 Dez. 2008 (21 dias) 

Fazer balanço, tomar balanço - 8


28 anos em 2009


Eu sou o anti-herói que nunca se renderá. (…)

O mundo novo é inevitável

Valete, n. 1981
 in Anti Herói, do álbum Serviço Público (2006) 

Fazer balanço, tomar balanço - 7

30 anos em 2009

Foto Mafalda Capela

O MAPA

Um dia perguntou-me:
Estudaste os teus mapas? Conheces os caminhos?

Olhei-a desconfiada e, cheia de medo de me perder,
desenhei-me em quadrado,

desfiz-me em quilómetros.

 

Filipa Leal, n. 1979
inn blog Quintas de Leitura (Set. 2007)

Fazer balanço, tomar balanço - 6

35 anos em 2009


Isso, emprestem dinheiro aos bancos. Coitadinhos dos bancos. Coitadinhos dos banqueiros e dos administradores. Nós ficamos calados. Afinal, não passámos por aquilo que vocês passaram. Sabemos isso. Seria importante que soubessem igualmente que vocês não passaram por aquilo que nós passámos e passamos ainda. Uma casa por pagar, por pagar, a dezenas de quilómetros de onde trabalhamos, se tivermos trabalho. Um futuro incerto. Infantários, hipermercados, o Natal.

(…) Falta pouco para o momento em que vocês se vão embora. E, quando forem, não voltam. Espero não estar a dar-vos nenhuma novidade. Quando chegar esse definitivo, quando se forem embora, seremos nós os guardiões da vossa memória. (…) Poderá então acontecer que, por comum acaso, nos esqueçamos de vós, que aquilo que vocês são agora se transforme em nada.

Nessa altura, (…) não terão sequer a memória disso e nós estaremos com aqueles que vocês nunca conhecerão, estaremos a não lhes falar de vocês. Falaremos talvez da natureza, da história de Portugal, de assuntos que queiramos que aprendam, mas não lhes estaremos a falar de vocês. Se isto é uma ameaça? Não, nós não precisamos de fazer ameaças. Ou, melhor, sim, é uma ameaça, embora não precisemos de fazê-las. Nós sofremos, mas temos tempo.

 

José Luís Peixoto, n. 1974

 in Visão (23.12.2008)

Fazer balanço, tomar balanço - 5

42 anos em 2009

A princesa prometida

Há um véu no meu olhar
Que a brilhar dá que pensar
Nos mistérios da beleza
Espelho meu que aconteceu
Do que é teu e do que é meu
Já não temos a certeza

A moldura deste espelho
Espelho feito de oiro velho
Tem os traços duma flor
Muitas vezes foi partido
Prometido e proibido
Aos encantos do amor

Espelho meu diz a verdade
Da idade da saudade
À mulher envelhecida
Segue em frente na memória
Mata a glória dessa história
Da princesa prometida


Aldina Duarte, n. 1967?
in Mulheres ao Espelho [cd audio] (2007) e no Youtube, aqui

Fazer balanço, tomar balanço - 4

40 anos em 2009


Les désirs retenus 00

João Moreno, n. 1969

Exposição de desenho (2003)

Fazer balanço, tomar balanço - 3

50 anos em 2009


A busca não é de dar rumo ao povo, mas de estarmos juntos com o povo e sermos menores e servidores entre eles. 

Frei Evaristo Pascoal Spengler, n. 1959 

in Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, 28.12.2008

Fazer balanço, tomar balanço - 2

60 anos em 2009

[um nome grande do cinema africano] diz que Amílcar Cabral foi para ele “como um pai” e foi quem lhe “pôs nas mãos uma câmara de filmar”. […] considera importante “mostrar essa África positiva, que existe, e que tem muitas coisas para dar ao mundo”.

Flora Gomes, n. 1949

referido in Revista Macau (28.12.2008)

Fazer balanço, tomar balanço - 1


70 anos em 2009

Parece-me que há em Portugal cada vez mais uma aprendizagem por parte da comunidade portuguesa e da sociedade civil da democracia, da democracia dos direitos. E isso é bom, isso parece-me melhor. Depois há um desenvolvimento individual da criação cultural. E isso também me parece muito melhor. De certa maneira há, curiosamente é paradoxal o que vou dizer, curiosamente há uma espécie de liberdade maior mas que não vem do poder político, é uma liberdade maior que vem dos conflitos, dos embates sociais, do facto desses embates aparecerem nos meios mediáticos e serem consciente na parte da população. Também o facto de Portugal estar cada vez mais consciente do que se passa, como se dizia antigamente, lá fora. Quer dizer, Portugal está cada vez mais lá fora, o que dá uma reacção cada vez mais dentro. E isto é devido certamente a reacções sociais, das pessoas.

José Gil, n. 1939

in Correio da Manhã (28.12.2008)

imagem daqui