domingo, fevereiro 21, 2016

Leonor Teles, Urso de Ouro, Berlim 2016


A cineasta já se tinha centrado nesta comunidade no primeiro filme, "Rhoma Acans", e confessou que a impotência sentida na primeira película a inspirou a desenvolver uma nova abordagem, em "Balada de um Batráquio"."Havia esse sentimento de frustração em relação ao filme anterior, que tinha uma personagem a quem não consigo mudar a vida. E é ingénuo da minha parte achar que poderia fazer isso. Essa ideia de querer fazer alguma coisa, em vez de estar apenas a ilustrar, era tão forte, era uma urgência. Neste filme decidi: não vamos ficar com frustrações, vamos intervir, vamos partir a loiça toda!"

Um sorriso que derrota qualquer batráquio. Uma equipa que funciona, e ri. E parte batráquios como se houvesse futuro, bom futuro. E há.

Um orgulho imenso, nesta menina e no que este sinal representa. Uma alegria. Um "estúpido" sorriso na cara da urgência.

Parabéns, a ti Leonor, e a toda a tua rede de apoio. Da família ao bairro, dos amigos às escolas, as formais (ES Reynaldo dos Santos, em V. F. Xira, Escola Superior de Cinema, na Amadora) e informais (o futebol, e tantas outras). Cá estamos, espero que à altura.

Vamos partir a loiça toda!


Mais notícia, aqui:

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=5040015

"Nunca pensei ir até Berlim quanto mais ganhar o Urso de Ouro" - Cultura - TSF Rádio Notícias

sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Freddie Mercury : QUEEN / RAPSODIA BOHEMIA

Lendas de Portugal - Açores

Resultado de imagem para lagoa sete cidades


Lenda das Sete Cidades
Conta a lenda que o arquipélago dos Açores é o que hoje resta de uma ilha maravilhosa e estranha onde vivia um rei possuidor de um grande tesouro e uma imensa tristeza por não ter um filho que lhe sucedesse no trono. Esta dor tornava-o amargo com a sua rainha estéril e cruel com o seu povo. Mas uma noite perante os seus olhos desceu uma estrela muito brilhante dos céus que aos poucos se foi materializando numa mulher de beleza irreal envolta em luz prateada. Com uma voz que mais parecia música essa mulher prometeu-lhe uma filha bela como o sol sob a condição que o rei expiasse a sua crueldade e injustiça através da paciência. O rei teria que construir um palácio rodeado por sete cidades cercadas por muralhas de bronze que ninguém poderia transpor. A princesinha ficaria aí guardada durante trinta anos longe dos olhos e do carinho do rei. O rei aceitou o desafio. Decorreram 28 anos e com eles cresceram a impaciência e o sofrimento do rei, que um dia não aguentou mais. Apesar de ter sido avisado que morreria e que o seu reino seria destruído, o rei dirigiu-se às muralhas, desembainhou a espada e nelas descarregou a sua fúria. A terra estremeceu num ruído terrível e das suas entranhas saíram línguas de fogo enquanto que o mar se levantou sobre a terra e a engoliu. No fim de tudo, restaram apenas as nove ilhas dos Açores e o palácio da princesa, transformado agora na Lagoa das Sete Cidades dividida em duas lagoas: uma verde como o vestido da princesa e a outra azul da cor dos seus sapatos.




Mais lendas aqui:





Lendas de Portugal - Açores

quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Ler é que é bom - PÚBLICO

O que civiliza não são os escritores e muito menos os livros: são os leitores. Os livros só nos podem fazer mal ou bem se nós deixarmos. Quanto mais livros lermos, menos deixamos. É uma questão de quantidade.


Miguel Esteves Cardoso, 2016



Ler é que é bom - PÚBLICO

domingo, janeiro 31, 2016

Os jovens estão a desistir da política, e a política parece prescindir deles - PÚBLICO

 
 DANIEL ROCHA

Nuno Garoupa, presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, faz algumas contas simples e aponta um exemplo: "Votam normalmente cinco milhões de portugueses. Basta somar 2,5 milhões de pensionistas e 800 mil funcionários públicos e fica claríssimo onde está o centrão, a convergência dos grandes partidos. Não havia nas últimas eleições um único partido que dissesse que ia cortar nas pensões dos mais velhos para salvar as pensões dos mais novos. Porquê? Porque essa gente não vota. Nem a PAF nem o PS explicavam o que queriam para a segurança social por isso."


Os jovens estão a desistir da política, e a política parece prescindir deles - PÚBLICO

Liberté Liberdade Libertad Freedom (etc)



Le chant des partisans,,Interprètes: Les Stentors Le Chant des partisans ou Chant de la libération est l’hymne de la Résistance française ...                    ... https://fr.wikipedia.org/wiki/Le_Chant_des_partisans
Publicado por Damien Stack em Sábado, 14 de Novembro de 2015
Este video é atual, e vale a pena, desde o primeiro assobio. 
Vejam aqui: https://www.facebook.com/damien.stach/videos/10206309388747784/
Ou aqui

quarta-feira, janeiro 27, 2016

Crónica dos Bons Malandros (Fernando Lopes, 1984) english subtitles


Marcia Tiburi em Lisboa, Fevereiro-Março 2016

 Contou-me a Maria João Cantinho, e eu partilho:
"Marcia Tiburi estará em Portugal a partir a de 20 de Fevereiro até início de Março, para lançar o seu livro "Como Conversar com um Fascista", pela Nota de Rodapé edições. A obra já vai na quinta tiragem, no Brasil, e tem dado que falar. Nós, por aqui, também temos que aprender a conversar com eles, saber como nos defendermos deles.
Quem é Márcia Tiburi?

Inteligente, bela e calorosa, Márcia Tiburi é graduada em filosofia, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1990), e em artes plásticas, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1996); mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1994) e doutora em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1999) com ênfase em Filosofia Contemporânea. Seus principais temas são ética, estética, filosofia do conhecimento e feminismo.
Publicou livros de filosofia, entre eles a antologia "As Mulheres e a Filosofia" e "O Corpo Torturado", além de "Uma outra história da razão". Pela editora Escritos, publicou, em co-autoria, "Diálogo sobre o Corpo", em 2004, e individualmente "Filosofia Cinza - a melancolia e o corpo nas dobras da escrita". Em 2005 publicou "Metamorfoses do Conceito" e o primeiro romance da série "Trilogia Íntima, Magnólia", que foi finalista do Prêmio Jabuti em 2006. No mesmo ano lançou o segundo volume "A Mulher de Costas". Escreve também para jornais e revistas especializados, assim como para a grande imprensa. Márcia Tiburi também se apresentava, semanalmente, no programa de televisão Saia Justa, do canal por assinatura GNT. Em 2012 publica o romance "Era Meu esse Rosto"" pela Editora Record e os livros "Diálogo/Dança eDiálogo/Fotografia" pela editora do SENAC-SP."
Que bom, vou ver se consigo assistir. Porque o feminismo É revolucionário.
Uma entrevista preciosa, aqui:  https://youtu.be/xgnj6wv3tfE
Marcia Tiburi entre o Céu e a Terra (pub. 16/12/2014)
00:15 O papel da mulher 23:00 Sexo e prazer
35:51 Amor e casamento
51:58 Família
Recordo: 
"Humilho, logo existo (...) 
Em termos simples, isso quer dizer, que há uma vantagem pessoal impagável no ato de negar o outro e de expressar essa negação com palavras. Essas palavras são publicitárias. Ditas na forma de slogans fáceis de repetir, elas garantem ao fascista um lucro. Incansável no ato de repetir frases feitas e clichês, ele [o fascista] parece colocar moedinhas em um cofre. A moedinha pode ser a frase nas redes sociais. Essa busca por lucro por meio de uma repetição se torna literalmente um modo de ser.
Incapaz de supor a existência da “alteridade”, o fascista encontra um modo de ser. Como experiência de si podemos considerar o fascismo um logro, mas não para quem, vivendo um profundo empobrecimento subjetivo, não tem outra saída. A negação do outro é funcional para quem dela se serve. Ela pode ser o único jeito de garantir que se existe. Em termos simples: de conquistar um lugar no mundo."

quarta-feira, janeiro 13, 2016

Para que haja educação e lugares para toda a gente


Declaração de interesses: apoio o candidato António Sampaio da Nóvoa à Presidência da República em 2016. O video mostra- a comentar um livro, e dá ideia do seu pensamento e do seu compromisso político, que é alegre porque é sério, que se compromete porque não consente e se indigna. Nada há de mais sério que a alegria.


Biblioteca a biblioteca, se faz futuro

domingo, janeiro 10, 2016

Utopia, More, ano 500 - Leituras - 01

Imagem daqui

A tecnologia tem vindo a instalar novas utopias que passam muitas vezes pela questão de o homem querer viver cada vez mais tempo. Não é bem a imortalidade, o elixir da longa vida, que se perseguia e fantasiava noutros séculos, mas é algo próximo. E é interessante ver que o centro destas utopias é viver mais tempo, mais! — e não viver de forma diferente. O que me parece forte em algumas utopias sociais ou artísticas do século XX é que o centro da utopia não era viver mais tempo, era viver de forma diferente.
Quando o essencial das utopias humanas passa pela tecnologia talvez algo esteja em queda. É uma utopia desanimada, a que quer mudar a paisagem, natural ou técnica, e já desistiu de mudar o humano.
Gonçalo M. Tavares, 2016
Sobre a utopia, alguns apontamentos - PÚBLICO

sexta-feira, janeiro 01, 2016

Fim de ano - Adriano Moreira - DN

 
Imagem daqui
Os utilitaristas definitivamente produziram a capacidade da destruição e os humanistas deixar-se-ão conduzir para a indiferença? Faltam as vozes encantatórias, como foram as de Gandhi e Mandela, e dos fundadores da União Europeia, neste ambiente ameaçador que exige a voz da universidade, livre, criativa, responsável, carismática, atendida. Trata-se da quarta dimensão da Universidade, título de um livro do antigo reitor de Coimbra Prof. Seabra, investigar o globalismo para além da semântica, assumindo a transdisciplina, para reconhecer as redes, as interdependências, os poderes efetivos e em grande parte desconhecidos, e para restabelecer o credo dos valores que sejam o eixo da roda do avanço da estratégia do saber, não orientada para a supremacia das potências, mas para o reconhecimento de que cada homem é um fenómeno que não se repete na história da humanidade e que exige um efetivo respeito pelos direitos humanos.


Fim de ano - Adriano Moreira - DN

Recado sempre actual a quem quer ser Presidente/a




"Se Vossa Excelência Senhor Presidente

Viesse cá almoçar mais vezes
Iria ouvir discursos bem diferentes
Nas bocas que hoje foram tão galantes
Iria ver como essa gente
Tão boazinha e sorridente
Como essa gente trata quem trabalha
Como nos fala aqui no dia-a-dia."

Adriano Correia de Oliveira
Portugal

segunda-feira, dezembro 21, 2015

E afinal o que é um livro infantil? - PÚBLICO

O Que Um Livro Pode continuará o debate à volta da edição de livros infantis, de 11 a 13 de Março, em Lisboa (Espaço Rua das Gaivotas, 6), mas centrando-se em projectos internacionais. A organização é partilhada pela editora Ghost, a associação de artes gráficas Oficina do Cego, a plataforma Tipo.pt e a livraria Stet.  
    

E afinal o que é um livro infantil? - PÚBLICO

quarta-feira, dezembro 16, 2015

Afinal de contas, como ler Star Wars?

"Vale lembrar que é importante ter assistido aos filmes antes de ler os livros, principalmente para entender a base do universo dessa galáxia muito distante."



Afinal de contas, como ler Star Wars?

domingo, dezembro 06, 2015

Argentina

"Woman reading", Pablo Picasso


La Mujer Transparente_Aldo Pellegrini A mulher transparente_Aldo Pellegrini
Trad. Port. Maria Fonseca


Tu voz era una bebida que yo sorbía silencioso

ante las miradas asombradas
un pájaro de luz
salió de tu cuerpo transparente
pájaro de luz
instante que revolotea
a una velocidad vertiginosa
atravesando calles y calles
persiguen tu cuerpo que huye
¿cuándo podrás alejar a la jauría enloquecida?
desamparada
te has destrozado al caer
los restos de tu cuerpo se arrastran por todos los rincones
del mundo
ah un día renacerás tú
la transparente
única, inconfundible
levemente inclinada, nunca caída
rodeada de impenetrable silencio
avanzando tu pie frágil entre la vacilante monotonía
ah un día renacerá tu risa
tu risa de pájaro transparente
tu risa herida.


A tua voz era uma bebida que eu sorvia silencioso
frente aos olhares assombrodos
um pássaro de luz
saiu do teu corpo tranaparente
pássaro de luz
instante que se move em reviravoltas
a uma velocidade vetiginosa
atravessando ruas e ruas
perseguem o teu corpo que foge
quando poderás afastar a matilha enlouquecida?
Desamparada
destroçaste-te ao cair
os restos do teu corpo arrastam-se por todos
os cantos
do mundo
ah um dia renascerás, tu
a transparente
única, inconfundível
levemente inclinada, nunca caída
rodeada de impenetrável silêncio
avançando o teu pé frágil entre a vacilante
monotonia
ah um dia renascerá o teu riso
o teu riso de pássaro transparente
o teu riso ferido.

Fonte: https://sites.google.com/site/aldopellegrinipoemas/




terça-feira, novembro 24, 2015

The story of low literacy / Não saber ler, ou ler mal: há uma razão

Lamento por um rio - Jornal O Globo



 O pescador Juliano sobre um dos imensos bancos formados pelo turbilhão de rejeitos: paraíso tansformado em inferno (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Impressionou-me o depoimento de uma mulher do povo Krenak: “O rio já sabia que ia ser morto”, disse ela: “Quando a sujeira veio, ele foi subindo chorando, fazendo barulho. E minha mãe chorando junto”.
Se o rio conhecia o seu destino, quem o matou também deveria conhecer — e com décadas de avanço.
A boa notícia é que os rios são muitíssimo mais resistentes que as pessoas. 
José Eduardo Agualusa
Novembro 2015 


Lamento por um rio - Jornal O Globo

terça-feira, novembro 17, 2015

Aprender, criar sempre



Para não irmos todos num mesmo comboio sem travões...

:)



Rui Horta preparou uma prenda para John Cage - YouTube

País em suspenso à espera da decisão do Presidente



O país está suspenso na decisão do presidente, mas este não parece ter qualquer pressa. Tinha agendado para esta semana uma visita ao arquipélago da Madeira, onde irá inaugurar um “Design Center”, visitar uma empresa de software de gestão e uma empresa de vinhos e participar de uma recepção. Gastará nisso dois dias, segunda e terça-feiras, e decidiu mantê-la. Só quando voltar irá iniciar as consultas aos partidos, necessárias para depois anunciar a sua decisão, que pode ser tomada só daqui a mais uma semana.Se não convocar António Costa para formar governo, Cavaco Silva pode deixar o governo demitido em funcionamento, possivelmente alegando que o governo do PS com o apoio da esquerda não oferece garantias de estabilidade suficientes. Como há eleições presidenciais em janeiro, esta decisão significa passar a batata quente para o presidente seguinte. Constitucionalmente só poderá haver novas eleições gerais em maio-junho de 2016.Uma decisão como esta seria desastrosa: um governo odiado pela maioria da população ficaria em funções, com um papel de mera administração de negócios correntes – nem orçamento pode aprovar – enquanto que o Parlamento, que, esse sim, está em plenitude das suas funções, poderia anular qualquer medida do governo que considerasse ter ultrapassado os seus limites.Pela Constituição, o presidente não pode recusar-se a nomear um governo que conte com a maioria no Parlamento só porque não concorda com ele. Fazê-lo, representaria um verdadeiro golpe constitucional. A intenção seria provocar um certo nível de caos, na esperança de que numas próximas eleições antecipadas, o eleitorado, farto da crise política, desse de novo à direita a maioria necessária para governar. É a velha tática de repetir as eleições até que os resultados agradem.Para além de inconstitucional, esta decisão corre o risco de provocar um efeito muito simples e conhecido: o tiro sair pela culatra. Veremos.


“Apontamentos sobre Portugal” – País em suspenso à espera da decisão do Presidente. Estará em curso um golpe de Estado constitucional? Por Luis Leiria. | A FLECHA

sexta-feira, outubro 30, 2015

Uma nova etapa de maturidade democrática - PÚBLICO



O que é verdadeiramente novo na nossa constelação política é a disponibilidade de várias forças políticas para superarem o que as afasta e se concentrarem prioritariamente em apresentar uma alternativa a este quadro político. Fazem-no, na medida em que consideram prioritária a defesa do texto constitucional pelo futuro executivo, a devolução de rendimento e dignidade às famílias, e a rejeição da desvalorização sistemática dos serviços públicos essenciais para a nossa vida em comum.


Uma nova etapa de maturidade democrática - PÚBLICO

Por Bibliotecas Transformadoras e Em Transformação (EUA, 2015)


Ver mais aqui
http://www.librariestransform.org/#because

BECAUSE 
EMPLOYERS WANT CANDIDATES
 WHO KNOWS THE DIFFERENCE BETWEEN 
A WEB SEARCH 
AND 
RESEARCH

quarta-feira, outubro 28, 2015

Bibliotecas, Clínicas da Alma



Librarians are not trained to act as social workers, caregivers, babysitters or medical advisers. All these extra tasks make it difficult, if not impossible, for librarians to work as librarians: to see that the collections remain coherent, to sift through catalogues, to help readers read, to read themselves. The new duties imposed on them are the obligations of civilized societies toward their citizens, and should not be dumped pell-mell onto the shoulders of librarians. If we change the role of libraries and librarians without preserving the centrality of the book, we risk losing something irretrievable.
Albert Manguel, 2015 


Reinventing the Library - The New York Times

quarta-feira, outubro 14, 2015

Neg Ócios

By Luís Vargas, via Miguel Vale de almeida (Facebook, hoje)
Não resisti! Viva a ironia...

Como ensinou o poeta.
Eles passarão
Eu, passarinho
(Mário Quintana)

quarta-feira, setembro 23, 2015

Um país que não vem nas sondagens e anda a treinar a imaginação


Parece um rio, é um rio mas também faz parte de uma bacia hidrográfica, amiga de lençóis friáticos. A leitura, as literacias, a imaginação e a palavra fluem em Portugal, nas profundezas da sua gente, e alimentam muitas e boas iniciativas, neste último fim de semana de Setembro. 
O povo inventa, e em lado nenhum se nega a palavra, como se não deve negar a água a quem tem sede. A água e a imaginação são de todos, quanto mais se partilham mais se estimam e cultivam.

Este fim de semana, vai ser assim na Caparica e na Trafaria, o Rio de Contos, Encontro de Narração Oral de Almada, org. Laredo.
Ler mais aqui



O movimento começa mais cedo, com uma fabulosa Conferência Internacional em Beja, dias 25 e 26, que nos chega pela mão do TALES – Stories for Learning in European Schools, um Projecto Multilateral Comenius que procura divulgar técnicas de narração oral no contexto da sala de aula, desenvolvendo metodologias e recursos pedagógico: raízes europeias, mediterrânicas, atlânticas.

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Na verdade, aflorou desde o dia 22, em Évora, com o Contanário, até 24, org. Contabandistas.
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Noutra frente, com números a fazerem de palavras e +alavras a conversar com números e imagens, em Lisboa, no dia 21 de Setembro, a PORDATA lançou o seu Pordata Kids.




E em Outubro, preparem-se: há mais!
Em Almada, em Coimbra, em Évora, em Óbidos, em Estarreja, em Lisboa, Vila Real, em Madrid e Marília (S. Paulo).
Numa fonte perto de si, vai ver que estes rios também espreitam, e que muitos nadam neles como peixes voadores. É preciso saber olhar, e ver.

Como dizia Galileu: move-se!

sábado, setembro 12, 2015

Para que serve a Matemática?

Camille Paglia - O impacto do ensino da arte (ou da falta dele) na percepção do mundo | Fronteiras do Pensamento







A arte é o casamento do ideal e do real. Fazer arte é um ramo da artesania. Artistas são artesãos, mais próximos dos carpinteiros e dos soldadores do que dos intelectuais e dos acadêmicos, com sua retórica inflacionada e autorreferencial. A arte usa os sentidos e a eles fala. Funda-se no mundo físico tangível.
O pós-estruturalismo, com suas origens linguísticas francesas, tem a obsessão pelas palavras e, com isso, é incompetente para interpretar qualquer forma de arte além da literatura. O comentário sobre arte deve abordá-la e descrevê-la em seus próprios termos. Deve-se manter um delicado equilíbrio entre os mundos visível e invisível. Aqueles que subordinam a arte a uma agenda política contemporânea são tão culpados de propaganda e rigidez literal como qualquer pregador vitoriano ou burocrata stalinista.
Para semana, Camille Paglia fala nas Fronteiras do Pensamento 2015, em São Paulo, Brasil

Camille Paglia - O impacto do ensino da arte (ou da falta dele) na percepção do mundo | Fronteiras do Pensamento

segunda-feira, setembro 07, 2015

O FUTURO COMEÇA COM O ALFABETO

Dia Internacional da Literacia
2015
800 milhões de adultos no mundo não sabem ler

New technologies, including mobile telephones, also offer fresh opportunities for literacy for all. We must invest more, and I appeal to all Members States and all our partners to redouble our efforts – political and financial – to ensure that literacy is fully recognized as one of the most powerful accelerators of sustainable development. The future starts with the alphabet.   
UNESCO Director-Gener
unesdoc.unesco.org/images/0023/002338/233891E.pdf

sábado, setembro 05, 2015

A Europa errada está a sofrer o efeito boomerang | Esquerda



"A resposta a esta crise mostra que esta tem sido a União Europeia errada e toda a gente tem encolhido os ombros, principalmente líderes políticos deslumbrados com as luzes da ribalta política, com a possibilidade de passear na Grand Place de Bruxelas e com um lugar à mesa nas grandes cimeiras, transformadas em passadeiras da vaidade, de onde não saem políticas nem ideias consistentes que façam deste continente esse lugar de paz, de verdadeira solidariedade, de desenvolvimento e de farol dos Direitos Humanos. Tem sido o vazio, onde a especulação financeira é o grande deus. Apenas isso."

"Neste momento há uma tentação de agradecer a sírios, afegãos, iraquianos, líbios, somalis, e tantos outros, por nos terem ajudado a perceber a União Europeia que temos. Pura e simplesmente não existe, a não ser para a grande negociata e bela vida em Bruxelas e arredores. "

A Europa errada está a sofrer o efeito boomerang | Esquerda

Texto de José Manuel Rosendo, originalmente publicado no seu blog, meu Mundo minha Aldeia

segunda-feira, agosto 31, 2015

Algumas coisas que a esquerda tem a aprender com a direita – Tudo Menos Economia - PÚBLICO



No entanto, para os novos líderes da direita falta de ideologia não significa ausência de ideias: pelo contrário, o vazio do pragmatismo é mesmo uma engenharia social, preenchida pela doutrina das chamadas “reformas estruturais”. Na medida em que esta língua de pau se tornou hegemónica na Europa, o caminho estava facilitado: vários governos falam a mesma ideologia e a transumância política entre o centro e a direita é assim facilitada.
Algumas coisas que a esquerda tem a aprender com a direita – Tudo Menos Economia - PÚBLICO

sexta-feira, agosto 28, 2015

Português batucado



E agora mesmo, em Luanda, a capital de Angola, os jovens que cantam e dançam o kuduru e os rapazes que dormem nas ruas sem saberem bem porquê falam um português que já não se lembra do kimbundo, mas que é tecido de luandensidades linguísticas de uma resistência à urbanidade que os enxotou do seu veículo de crescimento betuminoso. 
Bem ouvimos as nossas zungueiras darem bué de maçada nos fiscais, xé!, os madíé já chegaram!, arreió, arreió (para dizer que o preço baixou), ou está passá feijão, é feijão frade, é feijão espera-cunhado, é feijão catarino, está passá feijão!, pela boca do gramofone chinês a pilhas. 
Mas é também no discurso oficial que ouvimos dizer “contribuir no desenvolvimento”, tão repetida expressão em que o verbo perde a preposição “para” que lhe fora destinada pela lei da língua. Como esta mudança, há bastantes outras, a lembrar-nos que toda a língua tem transformações, ou melhor, evoluções (Darwin), mas tem sempre uma gramática que lhe impõe regras.
A verdade final é que um troféu ou herança representa sempre um valor, um recurso que, no caso da língua, é vital para a nossa unidade nacional e para nos comunicarmos com o universo. Por isso, não somos assim tão livres de fazer com ela tudo aquilo que nos der na real gana. É urgente que a Escola angolana dê aos seus alunos bons professores com o português bem afi(n)ado na ponta da língua.


O portungolano como expressão da bantulusofonia - PÚBLICO

quinta-feira, agosto 20, 2015

Dar a cara pelo amor


(Sobre o amor)
EXTRATO DA ENTREVISTA DADA EM 2012 POR ALEXANDRE QUINTANILHA E RICHARD ZIMLER A ANABELA MOTA RIBEIRO:
"Como é que se conheceram? 
AQ – Num café. 
RZ – Num café maravilhoso. 
AQ – Num café maravilhoso em São Francisco, que se chama Café Flore, como o de Paris. Ia lá ao domingo de manhã tomar um café e comer um muffin. Estava a conversar, estava a falar de Proust – pretensioso e intelectual! – e ele apareceu com mais duas pessoas. De repente os nossos olhos cruzaram-se. Achei-o lindíssimo, porque era e por que é. Eu estava a falar e a pessoa com quem eu estava levantou-se para ir buscar um café; ele veio ter comigo e começou a conversar. “Por que é que não vamos?”. E eu disse: “Deixa-me pelo menos acabar a conversa”. Acabei a conversa e fomos. Estivemos uns três dias juntos, sem parar. 
RZ – Fomos ao meu apartamento, que eu partilhava com duas pessoas. No meu quarto não havia móveis. Dormia em cima de um colchão de sumaúma que tinha comprado por cinco dólares. Estava limpo, tinha lençóis, mas eu não tinha dinheiro nenhum. 
AQ – A parte mais importante do corpo de uma pessoa é a cara."

Bela entrevista. Obrigada pela lembrança e pela foto, Isabel Duarte

quarta-feira, agosto 19, 2015

I see words! I see how books work

Biblioteca, essencial ao leitor - Toronto Public Library



"Toronto Public Library (assim, em singular mesmo) é o maior sistema de bibliotecas públicas do Canadá, com sede em Toronto. Em 2008 foi considerado o maior “sistema de bibliotecas regionais/locais” do mundo, já que possuía em média uma circulação/utilização per capita maior do que qualquer outro sistema de bibliotecas públicas do mundo. O Toronto Public Library foi criado em 1830 e é constituída por 100 bibliotecas e mais de 12 milhões de itens em sua coleção."

"Cartão feito: o que eu tenho direito?
– Pegar livros, música, filmes e muito mais;
 Reservar materiais e poder pegar eles na biblioteca que fica localizada mais próxima da sua casa (tudo online, muito rápido e prático);
– Usar bancos de dados de pesquisa para acessar arquivos de revistas e jornais científico, diretórios de negócios e outros conteúdos especializados;
 Reservar um determinado tempo de computador em qualquer biblioteca;
– Ter acesso gratuito a museus e outras atrações de Toronto (veja mais abaixo); e,
–Ter acesso a tecnologia de ponta e formação para os Hubs Inovação Digital, como impressoras 3D e outros."
"Há 3 tipos de bibliotecas: Reference Libraries (maiores), District Branches (tamanho médio) e Neighbourhood Branches (menores)." Mapa e Horários (domingos também há)
"The Adult Literacy Program offers free, one-on-one tutoring in basic reading, writing and math for English-speaking adults 16 years or older. Volunteer tutors work with learners to help them reach their literacy goals."


Toronto Public Library: como funciona o sistema de bibliotecas públicas de Toronto - Gaby no Canadá

segunda-feira, agosto 17, 2015

Bibliotecas, bibliotecários: resiliência, melhor que resistência




“You need to become an expert on many
subjects, not just taxonomies …you should
know enough to be dangerous.”

CONCLUSION 
Resilient libraries are run by resilient librarians – professionals who can bounce back from
unexpected and uncontrollable events that impact libraries and librarianship today and
not simply recover from, but triumph over challenges – even creating positive change.
 
They
are:

 Visionary – with the ability to imagine expanded relevance and influence 
• Innovative – using classic skills in new ways and finding new tools
• Strategic – tying content, products and services to organizational business needs
and objectives
 
• Proactive – creating opportunities for the library to contribute and participate 
• Networked – with connectivity to company leadership, other departments,
professional peers
Our SLA 2015 panelists are all change agents who make change work for their departments
and for themselves as they stay focused on the above principles.
 
Two of our speakers
have had promotions during the past year, and one of them has demonstrably turned
around a tenuous situation as the new leader of her department.
 
A resilient librarian is a change manager. Accepting the new, the different, the exciting,
the inconvenient - even the stressful - and developing a strategy for managing it can be
extremely empowering. As our speakers have shown, leaders who successfully manage
change both reassure and inspire their teams – and individual contributors who navigate
change build a professional confidence that allows them to thrive. When you imagine
and plan the best future for special libraries, think “change agency,” and resilience rather
than resistance"


Lucidea White Paper (2015)

lucidea.com/wp-content/uploads/2015/07/Lucidea-WP-Building-the-Resilient-Library.pdf?submissionGuid=77f789cc-e77a-4e7e-83e0-b1fd5b695756

terça-feira, agosto 04, 2015

Cécile Veilhan



L'aventure

Abstinência digital



É preciso aprender a comer, a beber, e a gerir tanta informação. Precisamos dominar a arte da palavra, e a arte do silêncio, para não perdermos os sentidos, nem o sentido.

«Simplemente, para que os hagáis una idea, pensad en la cantidad de imágenes que sois capaces de consumir al día. Imágenes elaboradas. Los españoles consumimos una media de cuatro horas de televisión y otras cuatro de ordenador (o tablets, o móviles), navegando por internet. De esas cuatro, dos son en las redes sociales. Pensar en imágenes cuando hablamos de televisión parece obvio, pero es que en internet lo más demandado ahora mismo son los vídeos multisoporte. Vemos muchas, muchas imágenes. No es algo malo en sí mismo pero sí que es necesario estar formados, alfabetizados mediáticamente para que el consumo sea óptimo, crítico y selectivo».


¿Hacia la abstinencia digital? | Comunidad Valenciana | EL MUNDO