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quarta-feira, maio 30, 2018

O Quiosque do Piorio é nosso!


"(...) aquela esquina tem um quiosque desde há muitos anos, muito antes de qualquer um de nós ou de Vossas Excelências existir - já lá havia outro quiosque, antes deste que lá está agora e que foi construído nos anos 60 do século XX. Logicamente, qualquer gestão camarária - transitória por natureza - deve sempre considerar que gere os recursos das e para as futuras gerações, não podendo, salvo por razão de força maior, destruir património que até esteja a uso pelos habitantes do Porto de hoje - ou que possa fazer falta aos habitantes da cidade de amanhã. "
Fonte, que vale a pena ler completamente: 
(só mais uma) Carta de amor pelo Quiosque do Piorio

aqui 



Sou da Rede deste Quiosque, tecida com as armas do Facebook, e outras, a que vamos deitando a mão, o pé, e a imaginação. Amanhã, lá estarei, em Festa & Luta. :)





sexta-feira, janeiro 13, 2012

Bread and Roses 2012-1912 Pão e Rosas 2012-1912


Todos os dias de 2012 celebrarei este centenário.
De vez em quando escreverei aqui e noutros lugares, em nome do pão, em nome das rosas, e das que fizeram o que foi preciso para que tudo mudasse para toda a gente. Para podermos ser mais e melhor gente.
Faz APENAS 100 anos a greve das operárias têxteis em Lawrence, Massachussets, EUA, pela jornada de 8 horas diárias de trabalho e pelo princípio de que as pessoas não são bestas de carga e que quem trabalha também tem de poder viver fora do local e das ocupações laborais. Elas fizeram greve, mas também amaram um poema, e assim o elevaram no tempo. "We want bread, but we want roses, too!"
Num tempo em que há quem ache inevitável e até desejável voltar atrás, e mesmo sendo cem anos uma gota, é mais que um gesto leitor puxar o assunto - é um mínimo obrigatório, sem horário nem calendário, parte do gesto persistente que nos cumpre.
Assim seja.

Fonte: Blog Bread and Roses 

sexta-feira, junho 24, 2011

Não ceder. Ser

Ser diferente 
A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos. 
Agostinho da Silva, in 'Diário de Alcestes'

segunda-feira, junho 13, 2011

Fluir



Chega de Saudade, do álbum saído em 1959, pleno de Bossa Nova, graças à voz de Elizeth Cardoso e ao violão de João Gilberto, criador de novas cores da emoção, e que hoje faz 80 anos.
A letra é de Vinicius de Moraes e a música de António Carlos Jobim. Ler e ouvir mais aqui

sábado, abril 02, 2011

E o portão do Paraíso / é teu abraço


Pão e Poesia
          Simone  Composição : Moraes Moreira - Fausto Nilo


Felicidade
É uma cidade pequenina
É uma casinha, é uma colina
Qualquer lugar que se ilumina
Quando a gente quer amar


Se a vida fosse trabalhar
Nessa oficina
Fazer menino ou menina
Edifício e maracá
Virtude e vício
Liberdade e precipício
Fazer pão, fazer comício
Fazer gol e namorar


Se a vida fosse o meu desejo
Dar um beijo em teu sorriso
Sem cansaço
E o portão do paraíso
É teu abraço
Quando a fábrica apitar


Não há passagem
Entre o pão e a poesia
Entre o quero e o não queria
Entre a terra e o luar
Não é na guerra
Nem a saudade
Nem futuro
É o amor no pé do muro
Sem ninguém policiar


É a faculdade de sonhar
É a poesia 
que principia
Quando eu paro de pensar
Pensar na luta desigual
Na força bruta, meu amor
Que te maltrata
Entre o almoço e o jantar


O lindo espaço
Entre a fruta e o caroço
Quando explode é um alvoroço
Que distrai o teu olhar
É a natureza onde eu pareço
Metade da tua mesma vontade
Escondida em outro olhar


E como o doce
Não esquece a tamarinda
Essa beleza só finda
Quando a outra começar
Vai ser bem feito
Nosso amor daquele jeito
Nesse dia é feriado
Não precisa trabalhar


Pra não dizer
Que eu não falei da fantasia
Que acaricia o pensamento popular
O amor que fica entre a fala
E a tua boca
Nem mesmo a palavra mais louca
Consegue significar felicidade


Felicidade
É uma cidade pequenina
É uma casinha, é uma colina
Qualquer lugar que se ilumina
Quando a gente quer amar

sábado, agosto 01, 2009