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domingo, maio 26, 2013

Era uma vez


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Publisher Software from YUDU
Da biblioteca virtual dos trabalhos dos alunos da Escola dos Templários (3 a 10 anos de idade), em Tomar, Portugal, 2013. Ora veja: http://amoreirasdavarzea.blogspot.pt/

quinta-feira, maio 31, 2012

Dia Mundial da Criança, 1 de Junho




O projecto era explicar a crianças entre 4 e 6 anos os direitos da criança segundo a carta das Nações Unidas. O que não era fácil dado a abordagem mental do documento e pouco ajustado à idade dos destinatários.
As fases foram:1. contar como história;2. pedir para fazerem desenho sobre cada um dos aspectos;3. fazer gravação da narração feita pelas crianças.
 
Com base nesse material foi feito um ppt onde foram feitas todas as animações, que em seguida só foi convertido em vídeo com o Camtasia studio. Depois em colaboração com uma escola espanhola convertemos para espanhol e com a narração de uma das minhas netas fizemos em inglês. As três versões tão disponíveis no youtube em: 
PT -http://youtu.be/jcOkhr2kzc8 EN -http://youtu.be/-45NCBQijcc

(Partilhado pelo António dos Reis no Facebook, no grupo E-Learning Gurus-Portugal)

quarta-feira, março 21, 2012

Trans-leitura



Los peligros de leer / Os perigos de ler
¿En qué consisten estos peligros? Casi podrían ponerse en una lista, cosa que no vamos a hacer aquí, porque ya lo hace el libro y mejor de lo que podríamos siquiera insinuar. Pero algunos de estos peligros pueden ser elocuentes. Veamos. 

"Leer es demorarse", cosa nada recomendable en una época que nos lleva de un sitio para otro sin que muchos de estos lugares nos inviten a permanecer en ellos.
Y, además, eso comporta otro riesgo, que es el de encontrarse: "desde luego, con los otros y, si se persiste, consigo". Por eso, para leer, hay que estar dispuesto a hacer la experiencia de la hospitalidad: "la que permite el acceso, la entrada, la irrupción, la participación", nada menos.

Y leer, además, exige estar dispuesto a "pensar más, para pensar mejor, de otro modo". Pero, sobre todo, leer implica estar a punto para "dejarse decir": para que algo nos llegue de fuera y se nos meta dentro, para convertirse, talvez, en algo más nuestro que lo que, antes de leer, era nuestro. Y así, llegar a ser algo que no éramos gracias a esa irrupción, en nosotros, de algo de lo que ya no podremos prescindir.

Xavier Antich (2012)

Ler mais aqui


Ler é pois experimentar tal hospitalidade, devagar. Arriscar correr estes e outros perigos. Correr o risco de ser transformado, descobrindo-se outro em si mesmo, e outro absolutamente imprescindível.

sábado, janeiro 28, 2012

a sul de nenhum norte



A "zine mailinda do mundo" chegou ao quinto número. Parabéns!
Agora, vai ter de usar a outra mão para contar :)

segunda-feira, setembro 05, 2011

Indispensável


Via Bibliotecar, que o apanhou com a sua habitual sagacidade via teaching literacy.

Indispensável não é o caminho "inevitável" ou que como tal nos é apresentado, para que o aceitemos mais ou menos acossados mais ou menos enredados.
Indispensável é o impensável dentro do convencionado, do do costume... e como sempre, simples, como todas as coisas realmente boas, radicado em boas visões "por dentro" do que existe, e regado pela Cultura, como todas as coisas realmente eficazes.
Indispensável e urgente.

terça-feira, janeiro 25, 2011

ler reune e acrescenta

Desenho do Miguel Horta para um texto de reler sempre, de Herberto Helder

Teoria das cores

Era uma vez um pintor que tinha um aquário com um peixe vermelho. Vivia o peixe tranquilamente acompanhado pela sua cor vermelha até que principiou a tornar-se negro a partir de dentro, um nó preto atrás da cor encarnada. O nó desenvolvia-se alastrando e tomando conta de todo o peixe. Por fora do aquário o pintor assistia surpreendido ao aparecimento do novo peixe.

O problema do artista era que, obrigado a interromper o quadro onde estava a chegar o vermelho do peixe, não sabia que fazer da cor preta que ele agora lhe ensinava. Os elementos do problema constituíam-se na observação dos factos e punham-se por esta ordem: peixe, vermelho, pintor — sendo o vermelho o nexo entre o peixe e o quadro através do pintor. O preto formava a insídia do real e abria um abismo na primitiva fidelidade do pintor.

Ao meditar sobre as razões da mudança exactamente quando assentava na sua fidelidade, o pintor supôs que o peixe, efectuando um número de mágica, mostrava que existia apenas uma lei abrangendo tanto o mundo das coisas como o da imaginação. Era a lei da metamorfose.

Compreendida esta espécie de fidelidade, o artista pintou um peixe amarelo.

Pratiquemos pois a teoria. A cores :)

quarta-feira, maio 13, 2009

ensinar e aprender, objectos e objectivos



As lições

 

Ensinaram-me a falar

aprendi a escrever.

 

Ensinaram-me a escrever

aprendi a falar.

 

Ensinaram-me a ler

aprendi a ver.

 

Ensinaram-me a ouvir

aprendi a calar.

 

Ensinaram-me a pedir

aprendi a dar.

 

Ensinaram-me a comprar

aprendi a ter.

 

Ensinaram-me a beber

aprendi a rir.

 

Ensinaram-me a fugir

aprendi a ficar.

 

Ensinaram-me a aprender

aprendi a ignorar.

 

Ensinaram-me a amar

aprendi a criar.

 

Ensinaram-me a viver

aprendi a morrer.

 

Ensinaram-me a estar só

aprendi a estar.

 

Ensinaram-me a ser livre

aprendi a ser.

 

Ana Hatherly (1929-    )

 

In Antologia da poesia portuguesa. Org. M. Alberta Meneres, E. M. Melo  Castro. Vol. 2: 1940-1977, Lisboa, Moraes Editores, 1979, Col. Círculo de Poesia, p.76-77

 

domingo, dezembro 28, 2008

Fazer balanço, tomar balanço - 8


28 anos em 2009


Eu sou o anti-herói que nunca se renderá. (…)

O mundo novo é inevitável

Valete, n. 1981
 in Anti Herói, do álbum Serviço Público (2006) 

Fazer balanço, tomar balanço - 7

30 anos em 2009

Foto Mafalda Capela

O MAPA

Um dia perguntou-me:
Estudaste os teus mapas? Conheces os caminhos?

Olhei-a desconfiada e, cheia de medo de me perder,
desenhei-me em quadrado,

desfiz-me em quilómetros.

 

Filipa Leal, n. 1979
inn blog Quintas de Leitura (Set. 2007)

Fazer balanço, tomar balanço - 5

42 anos em 2009

A princesa prometida

Há um véu no meu olhar
Que a brilhar dá que pensar
Nos mistérios da beleza
Espelho meu que aconteceu
Do que é teu e do que é meu
Já não temos a certeza

A moldura deste espelho
Espelho feito de oiro velho
Tem os traços duma flor
Muitas vezes foi partido
Prometido e proibido
Aos encantos do amor

Espelho meu diz a verdade
Da idade da saudade
À mulher envelhecida
Segue em frente na memória
Mata a glória dessa história
Da princesa prometida


Aldina Duarte, n. 1967?
in Mulheres ao Espelho [cd audio] (2007) e no Youtube, aqui

Fazer balanço, tomar balanço - 4

40 anos em 2009


Les désirs retenus 00

João Moreno, n. 1969

Exposição de desenho (2003)

Fazer balanço, tomar balanço - 2

60 anos em 2009

[um nome grande do cinema africano] diz que Amílcar Cabral foi para ele “como um pai” e foi quem lhe “pôs nas mãos uma câmara de filmar”. […] considera importante “mostrar essa África positiva, que existe, e que tem muitas coisas para dar ao mundo”.

Flora Gomes, n. 1949

referido in Revista Macau (28.12.2008)