Ensinaram-nos que não podemos. Que não podemos falar. Que não podemos pensar.
Mas sim, podemos!
Os passos a que ando, um atrás do outro, como as letras em carreirinha, do fim para o princípio.
Os livros estão sempre sós. Como nós. Sofrem o terrível impacto do presente. Como nós. Têm o dom de consolar, divertir, ferir, queimar. Como nós. Calam a sua fúria com a sua farsa. Como nós. Têm fachadas lisas ou não. Como nós. Formosas, delirantes, horrorosas. Como nós. Estão ali sendo entretanto. Como nós. No limiar do esquecimento. Como nós. Cheios de submissão ao serviço do impossível. Como nós.
Ana Hatherly
in
463 tisanas, ed. Quimera, 2006
| 'We have an obligation to imagine' … Neil Gaiman gives The Reading Agency annual lecture on the future of reading and libraries. Photograph: Robin Mayes |
Um dia estava eu em Nova Iorque e assisti a uma palestra sobre a construção de prisões privadas - uma enorme indústria em crescimento na América. A indústria das prisões precisa de planificar o seu crescimento futuro - de quantas celas irão precisar? Quantos prisioneiros existirão, daqui a 15 anos? E descobriram que podiam prevê-lo com muita facilidade, através de um algoritmo simples, com base no cálculo da percentagem de crianças de 10 e 11 anos que não conseguem ler. E qie certamente não consegeum ler por prazer.Não se trata de um para um: não se pode dizer que uma sociedade alfabetizada não tem criminalidade. Mas há correlações muito reais.E penso que uma dessas colrrelações, a mais simples de todas, resulta de uma coisa muito simples. Gente com literacia lê ficção.A ficção tem duas utilidades. Primeiro, é uma porta viciante para a leitura. O desafio de saber o que vai acontecer a seguir, de querer virar a página, a necessidade de continuar, mesmo se é difícil, porque alguém está em apuros e temos de saber como é que vai tudo acabar... é um desafio muito real. E força-nos a aprender palavras novas, a pensar novas ideias, a continuar. A descobrir que ler, por si só, é uma fonte de prazer. Uma vez que se tenha aprendido isto, está-se no caminho para se ler tudo. E a leitura é a chave. Há alguns anos, houve uns breves rumores sobre a ideia de que estávamos a viver num mundo pós-letrado, em que a capacidade de fazer sentido a partir de palavras escritas era de alguma forma redundante, mas esses dias passaram: as palavras são mais importantes que nunca: navegamos pelo mundo com palavras, e como o mundo desliza parra a web, precisamos de acompanhar, comunicar e compreender o que estamos a ler. As pessoas que não se conseguem entender entre si não conseguem trocar ideias, não conseguem comunicar, e os programas de tradução ainda não chegam tão longe.A maneira mais simples que assegurar que criamos crianças letradas é ensiná-las a ler, e mostrar-lhes que a leitura é um prazer. E isto significa, no essencial, encontrar livros de que elas gostem, dar-lhes acesso a esses livros, e deixá-los lê-los.
"A lição fundamental que aprendemos com os países pobres é que pessoas criativas que não têm meios usam as comunidades para dar resposta aos problemas da saúde. Em particular, fazem um uso muito maior das famílias e dos leigos, não separam a saúde das outras questões (como a educação) e põem em prática sistemas informais de prestação de cuidados. Uma coisa que nós, no Ocidente, vamos ter de aprender ou reaprender. Os sistemas e os profissionais de saúde não vão poder fazer tudo por nós. Temos de fazer mais por nós próprios.
Isto é particularmente importante porque as nossas necessidades de saúde mudaram nos últimos 30 anos."
"A lição fundamental que aprendemos com os países pobres é que pessoas criativas que não têm meios usam as comunidades para dar resposta aos problemas da cultura. Em particular, fazem um uso muito maior das famílias e dos leigos, não separam a culturadas outras questões (como a educação e a saúde) e põem em prática sistemas informais de prestação de serviços. Uma coisa que nós, no Ocidente, vamos ter de aprender ou reaprender. Os sistemas e os profissionais de cultura não vão poder fazer tudo por nós. Temos de fazer mais por nós próprios.
Isto é particularmente importante porque as nossas necessidades de cultura mudaram nos últimos 30 anos."
First, we must end the pressure on teachers to teach to the test. I have said it before and I will say it again: We want teachers to teach with creativity and passion. I call on states not to pay bonuses to teachers to produce higher test scores and to stop evaluating teachers based on the test scores of their students. We now realize that this causes teaching to the test. That must stop now. Of course, teachers should be evaluated, but they should be evaluated by other professionals, not by their students’ test scores.Too much testing crushes creativity and innovation, and that’s why we must stop it — now.Second, we must strengthen and improve our public schools. We must end all efforts to privatize them. I am firmly opposed to vouchers. I will cancel federal subsidies to any charter school that does not seek out and enroll students with disabilities and students who have dropped out. I call on the states to prohibit for-profit schools and for-profit management of schools. Every dollar taken from taxpayers must go to classrooms, not to investors.Let us recognize here and now that public education is an essential institution of our democratic society. We must make it better, not privatize it.We will improve education by improving the lives of children. The United States leads the advanced nations of the world in child poverty. This is a scandal, and we must dedicate ourselves to reducing it.
| Imagem daqui |