segunda-feira, setembro 26, 2011

Estoril; Agosto 2011

Fundação Gulbenkian inicia estudo sobre leitura digital - Cultura - PUBLICO.PT

Fundação Gulbenkian inicia estudo sobre leitura digital - Cultura - PUBLICO.PT
“Apesar de isto parecer estranho, mesmo no estrangeiro existem poucos estudos sobre a questão da leitura digital”, acrescenta Gustavo Cardoso. Existem muitos estudos sobre o que as pessoas lêem ou não lêem, sobre a edição de livros, outros mais ligados à parte tecnológica, mas “sobre a dimensão do fenómeno do que é que é ler” não existem muitos.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Passamos pelas coisas sem as ver


Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.

Eugénio de Andrade

quinta-feira, setembro 15, 2011

O beijo do sol



Pedro Osório, 2011, mesmo agorinha
O essencial vive na música, todos os dias e para todos os sóis.
A pensar no meu neto também chamado Sol que brinca nos instrumentos como um gato na rua.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Outra vez?

Like a tiger


65º aniversário de Freddy Mercury. Seria hoje. Homenagem do Google.

Indispensável


Via Bibliotecar, que o apanhou com a sua habitual sagacidade via teaching literacy.

Indispensável não é o caminho "inevitável" ou que como tal nos é apresentado, para que o aceitemos mais ou menos acossados mais ou menos enredados.
Indispensável é o impensável dentro do convencionado, do do costume... e como sempre, simples, como todas as coisas realmente boas, radicado em boas visões "por dentro" do que existe, e regado pela Cultura, como todas as coisas realmente eficazes.
Indispensável e urgente.

domingo, setembro 04, 2011

Cidadania


Foi-me preciso descobrir que: 
a lógica é a ciência de gerir os rendimentos da estupidez; 
os políticos não são inteiramente porque cacarejam e não põem ovos; 
as pastas dos executivos levam dentro aranhas para urdirem as teias que nos imobilizam; 
os militantes de todos os partidos têm pele de camisas enforcadas; 
a família é um cardume de prianhas ao redor da carcaça de uma vaca sagrada; 
a sociologia é uma completa falta de humor perante a decadência; 
os gestores destilam um suor frio que constipa; 
as nações içam as bandeiras para porem o falo a pino e masturbarem-se; 
as esquerdas e as direitas resultam do pacto de não inverterem os papéis; 
o socialismo é um estratagema para negar aos exploradores o direito ao desaparecimento; 
o liberalismo é uma  manha do Estado para forjar algemas com a liberdade; 
os intelectuais são uma chatice com que o Criador não contava; 
sendo a educação a providência dos imbecis que são em maior número, o mundo está imbecilizado pela educação; 
o sistema é a creche da debilidade mental e a vala comum da inteligência; 
a economia é adquirir-se o vício do fumo porque se comprou um isqueiro; 
dos vencidos não reza a história porque se renderam à razão, 
para concluir que: 
chegou a hora romântica dos deuses nos pedirem desobediência. 
Faço-lhes a vontade. A partir de hoje, se alguém me quiser encontrar, procure-me entre o riso e a paixão. 
Natália Correia
Lisboa, 10 de Janeiro de 1983

...namora uma rapariga que lê

biblioteç@: namora uma rapariga que lê: . Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação po...

Membro honorário do Lerdoler!


Entre o livro e a tecnologia, sinto que o livro nos dá o direito de sermos lentos. Que é um direito que devíamos exigir ser quase constitucional.
Gonçalo M. Tavares em entrevista hoje ao Diário de Notícias, de leitura obrigatória


Este blogue, dedicado desde 2005 à (re)conquista desse direito quase clandestino, a lentidão,  e também, coerentemente, à busca do livro em leitura, agradece em lágrimas esta frase do premiado escritor e vai mandar a tatuá-la no antebraço esquerdo e no teclado do computador. Em assembleia antes do almoço, foi ainda decidido convidar o GMT para membro honorário do Lerdoler.

quarta-feira, agosto 31, 2011

Dizer-se vive de outras palavras



As palavras pedra ou faca ou maçã, palavras concretas, são bem mais fortes, poeticamente, do que tristeza, melancolia ou saudade. Mas é impossível não expressar a subjetividade. Então, a obrigação do poeta é expressar a subjetividade mas não diretamente. Ele não tem que dizer eu estou triste. Ele tem é que encontrar uma imagem que dê idéia de tristeza ou do estado de espírito - seja ele qual for - por meio de palavras concretas e não simplesmente se confessando na base do eu estou triste.
João Cabral de Melo Neto

quarta-feira, agosto 24, 2011

Borges




Poema de los dones


Nadie rebaje a lágrima o reproche
esta declaración de la maestría
de Dios, que con magnífica ironía
me dio a la vez los libros y la noche


Jorge Luis Borges


no dia do seu 112º aniversário

segunda-feira, agosto 22, 2011

Ray Bradbury



You don’t have to burn books to destroy a culture. Just get people to stop reading them.

— Author Ray Bradbury, whose birthday is today and who once said, “Libraries raised me.” 


Happy birthday, Ray.

Ray Bradbury faz hoje anos. 


Um dos meus escritores de sempre! 
Os meus livros preferidos da sua vasta bibliografia

quarta-feira, agosto 17, 2011

Des-desejar

Imagem daqui


Súplica

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

Miguel Torga

terça-feira, agosto 16, 2011

Cidade




Utopia 

Zeca Afonso

Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
Gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo, mas irmão
Capital da alegria

Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
É teu a ti o deves
lança o teu desafio

Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso, a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio, este rumo, esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?



Homenagem à comunidade Art.º 21º do Facebook


Artº 21º da Constituição da República Portuguesa em vigor (2011):

Direito de resistência
Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.

segunda-feira, agosto 15, 2011