terça-feira, abril 24, 2012

Duo, com voz


Pat Metheny & Antonio Carlos Jobim

Há pessoas assim. Pessoas que fazem tudo o que está ao alcance delas para ajudar os outros a ser felizes. O capitão de Abril, Salgueiro Maia, foi, sem dúvida, um herói que ajudou a escrever a História recente do nosso país. Já tinhas ouvido falar dele?
Texto de Gi Negrao aqui

quarta-feira, abril 11, 2012

Voz da luta



Acusam-me de mágoa e desalento,
como se toda a pena dos meus versos
não fosse carne vossa, homens dispersos,
e a minha dor a tua, pensamento.

Hei-de cantar-vos a beleza um dia,
quando a luz que não nego abrir o escuro
da noite que nos cerca como um muro,
e chegares a teus reinos, alegria.

Entretanto, deixai que me não cale:
até que o muro fenda, a treva estale,
seja a tristeza o vinho da vingança.

A minha voz de morte é a voz da luta:
se quem confia a própria dor perscruta,
maior glória tem em ter esperança

Carlos de Oliveira

domingo, abril 08, 2012

Acapulco


Banda do Ateneu Artístico Vilafranquense
Maestro Décio Gonçalves
25.04.2010

Em breve em edição discográfica :). O trompetista é  João Raquel, e alegra a alma.

sábado, abril 07, 2012

Desejos


Desejo a vocês... 

Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Carlos Drummond de Andrade 

Pequenos deuses caseiros


Poema de Sidónio Muralha
Cantado por Manuel Freire

Pequenos deuses caseiros
que brincais aos temporais,
passam-se os dias, semanas,
os meses e os anos
e vós jogais, jogais
o jogo dos tiranos.
o jogo dos tiranos.
o jogo dos tiranos.

Pequenos deuses caseiros
cantai cantigas macias
tomai vossa morfina,
perdulai vossos dinheiros
derramai a vossa raiva
gozai vossas tiranias,
pequenos deuses caseiros.
pequenos deuses caseiros.

Erguei vossos castelos
elegei vossos senhores
espancai vossos criados,
violai vossas criadas,
e bebei,
o vinho dos traidores
servido em taças roubadas
servido em taças roubadas

Dormi em colchões de pena,
dançai dias inteiros,
comprai os que se vendem,
alteai vossas janelas,
e trancai as vossas portas,
pequenos deuses caseiros,
e reforçai, reforçai as sentinelas.
e reforçai, reforçai as sentinelas.
e reforçai, reforçai as sentinelas.
e reforçai, reforçai as sentinelas  

Felicidade


Helen Shapiro
Walking back to happiness, 1961. Letra aqui

Versão de 1970 aqui

quinta-feira, março 22, 2012

Moebius


Jean Giraud Moebius

MONSTRA na Gulbenkian, Lisboa

A MONSTRA na Gulbenkian - Animação e música from Descobrir - FCG on Vimeo.



Ciclo de cinema realizado em parceria com a MONSTRA - Festival de Animação de Lisboa
A relação entre a música e o cinema de animação é o tema central do programa que a MONSTRA concebeu especificamente para o programa Descobrir. 
Os filmes escolhidos foram organizados em quatro sessões e são representativos da multiplicidade de abordagens ao universo proposto. Seja partindo de obras musicais existentes, seja resultando de um estreito trabalho em parceria, os filmes ultrapassam a "simples" ilustração das músicas ou das partituras, para reinterpretarem e repensarem o discurso musical acrescentando-lhe uma nova dimensão artística e autoral. 
De 22 a 24 de março de 2012. Edifício sede da Fundação Calouste Gulbenkian
Para mais informações clique aqui - descobrir.gulbenkian.pt/index.php?article=4901&visual=2. 

quarta-feira, março 21, 2012

Trans-leitura



Los peligros de leer / Os perigos de ler
¿En qué consisten estos peligros? Casi podrían ponerse en una lista, cosa que no vamos a hacer aquí, porque ya lo hace el libro y mejor de lo que podríamos siquiera insinuar. Pero algunos de estos peligros pueden ser elocuentes. Veamos. 

"Leer es demorarse", cosa nada recomendable en una época que nos lleva de un sitio para otro sin que muchos de estos lugares nos inviten a permanecer en ellos.
Y, además, eso comporta otro riesgo, que es el de encontrarse: "desde luego, con los otros y, si se persiste, consigo". Por eso, para leer, hay que estar dispuesto a hacer la experiencia de la hospitalidad: "la que permite el acceso, la entrada, la irrupción, la participación", nada menos.

Y leer, además, exige estar dispuesto a "pensar más, para pensar mejor, de otro modo". Pero, sobre todo, leer implica estar a punto para "dejarse decir": para que algo nos llegue de fuera y se nos meta dentro, para convertirse, talvez, en algo más nuestro que lo que, antes de leer, era nuestro. Y así, llegar a ser algo que no éramos gracias a esa irrupción, en nosotros, de algo de lo que ya no podremos prescindir.

Xavier Antich (2012)

Ler mais aqui


Ler é pois experimentar tal hospitalidade, devagar. Arriscar correr estes e outros perigos. Correr o risco de ser transformado, descobrindo-se outro em si mesmo, e outro absolutamente imprescindível.

Força



Sérgio Godinho

Dia Mundial da Poesia


LIVRE



(Não há machado que corte
a raíz ao pensamento) [bis]
(não há morte para o vento
não há morte) [bis]
Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida
sem razão seria a vida
sem razão
Nada apaga a luz que vive
num amor num pensamento
porque é livre como o vento
porque é livre
Carlos de Oliveira

Música e voz de 
Manuel Freire (1968)

sexta-feira, março 09, 2012

130 ainda ardem na nossa memória



"No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade estadunidense de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, como redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com muita violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.

Em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem às mulheres que se manifestaram por condições melhores em 1857. Somente em 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU."

Voando

terça-feira, março 06, 2012