Mostrar mensagens com a etiqueta Artes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Artes. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, janeiro 15, 2020

Revista Nova Síntese já está à janela na internet

nova síntese

Pela mão generosa do Vítor Dias, a Revista Nova Síntese já tem um blog que divulga na web os seus números - título, descrição bibliográfica sucinta, capa e índice de cada um.
https://revnovasintese.blogspot.com/?fbclid=IwAR33b9vj-RNIdaHK6prhGyhpMH_TBQnwCdNEw3iPiaHU6w4QZ0ta2H1fDwU


Nova Síntese - Textos e Contextos do Neo-Realismo

Uma alegria nunca vem só, e encontrámos um outro blog sobre o mesmo tema, de autor anónimo
http://revistanovasintese.blogspot.com/


Vivam os amigos da Associação Promotora do Museu do Neorealismo!
Vivam os autores da Nova Síntese!
Vivam os leitores que escrevem blogues!

quinta-feira, fevereiro 15, 2018

Ideias boas - cidades de aprendizagem, ao longo da vida

Alguns exemplos do que fizeram as cidades membros da Rede Global das Cidades de Aprendizagem da UNESCO  para alcançar a equidade e a inclusão (em Portugal há sete cidades pertencentes a esta rede: Anadia, Câmara de Lobos, Cascais, Gondomar, Lagoa - Açores, Mação e Pampilhosa da Serra)
  • Fornecer oportunidades educacionais alternativas a todos os cidadãos, em particular para os grupos vulneráveis (por exemplo, jovens e adultos com baixos níveis de literacia, quem abandona a escola, refugiados e migrantes) que não estão na escolaridade formal ou em formação, permitindo-lhes adquirir literacia e outras capacidades básicas / vocacionais, bem como para participar na educação contínua para adultos 
  • Oferecer aulas de aprendizagem on-line que permitem a participação das pessoas em palestras gratuitas numa variedade de tópicos relevantes para a sua comunidade local 
  • Estabelecer escolas para migrantes que permitam aos trabalhadores migrantes obter qualificações profissionais, ajudando-os a integrar-se na sociedade
  • Promover iniciativas de aprendizagem intergeracional aproximando crianças e adultos 
  • Fornecer orientações de carreira, particularmente para as mulheres, para as encorajar a obter qualificações mais elevadas que lhes permitam assumir posições de liderança 
  • Criar bibliotecas móveis que proporcionem oportunidades de leitura para todos, especialmente para pessoas com deficiência, idosos e crianças abaixo da idade escolar 
  • Usar centros culturais que sirvam de locais de aprendizagem, aproximando a cultura, arte e a aprendizagem, e acolhendo projetos organizados conjuntamente por instituições educacionais e culturais locais, como forma de permitir que as pessoas locais tenham acesso ao seu património cultural e promovam a tolerância intercultural



Guia de Ação para as Cidades de Aprendizagem | Aprender

quarta-feira, janeiro 10, 2018

Artes, museus e literacia - cultura e democracia

Imagem: Raoul Hausmann
"O combate à precarização laboral nas artes funciona em paralelo com valorização da cultura. É essencial, em primeiro lugar, combater a suborçamentação crónica reforçando os eixos: património, investigação, educação para a cultura. Usar o museu como centro dinamizador na preservação da experiência coletiva, criando um espaço que é do comum, fundamental na capacitação para o exercício de cidadania. Disponibilizar espaços de exposição informais, reconversão de edifícios para artista em residência reforçando práticas e experiências e criando territórios indiferenciados de crítica e questionamento que pensem outros modos de democratização e de maior articulação com os públicos. Consolidar as coleções das instituições com critérios de aquisição objetivos que permitam promover e apoiar o trabalho dos artistas. Construir públicos, colocando os serviços educativos como centrais na democratização dos conteúdos, criando, por exemplo, à semelhança de um Plano Nacional de Leitura e de Cinema, um plano de literacia para as artes formando públicos para os museus." 
Patrícia Barreira
Vale a pena ler o texto todo, nem sequer é muito grande, datado de Novembro de 2017, em Portugal, União Europeia.

O artista precário | Patrícia Barreira

sábado, março 11, 2017

Música, Alegria, Educação e Futuro



Lendo e relendo o que queremos que a gente da nossa terra seja e aprenda no próximo século, eis que a Música se desenha como área fundamental do caminho educativo. Fruindo, aprendendo, praticando, experimentando música ficamos mais capazes de som e silêncio, escuta e expressão, de falar e calar entre nós, sobre nós, com outros, sobre todos. Ou seja, a sermos melhores e tornar melhor o Mundo. Um mundo de gente igual por dentro, gente igual por fora. Capital da alegria.

É possível, necessário. E urgente.

Esta reflexão foi suscitada pelo documento em discussão pública
Perfil dos alunos à saída da Escolaridade Obrigatória, 
https://dge.mec.pt/sites/default/files/Noticias_Imagens/perfil_do_aluno.pdf.
E também por indignações várias nos jornais sobre a escassez de horas para Português e Matemática, como se educar gente fosse coisa de caixinhas separadas em disciplinas académicas, e se medisse em horas de relógio. O tempo que dedicamos a um assunto não está só no horário afixado na parede, mas também no tempo interior que alarga e se adensa com o interesse, o amor e a alegria que lhe conseguimos associar. O rigor que importa é o que se deseja e valoriza, por amar o que se aprende e pratica.

Espero sinceramente que a Música, como as artes em geral (incluindo as da palavra e as que usam matemática, que são todas, como ensina tantas vezes o Almada Negreiros), sejam entendidas como coração das propostas da escola. E se mantenham no coração das propostas da educação não formal. E que a Música, toda a Música
  • não seja proibida nem perseguida nas cidades e nos campos
  • não seja proibida nem perseguida nas escolas
  • seja acarinhada e respeitada nas escolas, em todas as escolas
  • não seja transformada em horror em lado nenhum
Porquê? Por desejar aos que vierem depois muitas capitais da alegria.