sexta-feira, outubro 30, 2015

Uma nova etapa de maturidade democrática - PÚBLICO



O que é verdadeiramente novo na nossa constelação política é a disponibilidade de várias forças políticas para superarem o que as afasta e se concentrarem prioritariamente em apresentar uma alternativa a este quadro político. Fazem-no, na medida em que consideram prioritária a defesa do texto constitucional pelo futuro executivo, a devolução de rendimento e dignidade às famílias, e a rejeição da desvalorização sistemática dos serviços públicos essenciais para a nossa vida em comum.


Uma nova etapa de maturidade democrática - PÚBLICO

Por Bibliotecas Transformadoras e Em Transformação (EUA, 2015)


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http://www.librariestransform.org/#because

BECAUSE 
EMPLOYERS WANT CANDIDATES
 WHO KNOWS THE DIFFERENCE BETWEEN 
A WEB SEARCH 
AND 
RESEARCH

quarta-feira, outubro 28, 2015

Bibliotecas, Clínicas da Alma



Librarians are not trained to act as social workers, caregivers, babysitters or medical advisers. All these extra tasks make it difficult, if not impossible, for librarians to work as librarians: to see that the collections remain coherent, to sift through catalogues, to help readers read, to read themselves. The new duties imposed on them are the obligations of civilized societies toward their citizens, and should not be dumped pell-mell onto the shoulders of librarians. If we change the role of libraries and librarians without preserving the centrality of the book, we risk losing something irretrievable.
Albert Manguel, 2015 


Reinventing the Library - The New York Times

quarta-feira, outubro 14, 2015

Neg Ócios

By Luís Vargas, via Miguel Vale de almeida (Facebook, hoje)
Não resisti! Viva a ironia...

Como ensinou o poeta.
Eles passarão
Eu, passarinho
(Mário Quintana)

quarta-feira, setembro 23, 2015

Um país que não vem nas sondagens e anda a treinar a imaginação


Parece um rio, é um rio mas também faz parte de uma bacia hidrográfica, amiga de lençóis friáticos. A leitura, as literacias, a imaginação e a palavra fluem em Portugal, nas profundezas da sua gente, e alimentam muitas e boas iniciativas, neste último fim de semana de Setembro. 
O povo inventa, e em lado nenhum se nega a palavra, como se não deve negar a água a quem tem sede. A água e a imaginação são de todos, quanto mais se partilham mais se estimam e cultivam.

Este fim de semana, vai ser assim na Caparica e na Trafaria, o Rio de Contos, Encontro de Narração Oral de Almada, org. Laredo.
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O movimento começa mais cedo, com uma fabulosa Conferência Internacional em Beja, dias 25 e 26, que nos chega pela mão do TALES – Stories for Learning in European Schools, um Projecto Multilateral Comenius que procura divulgar técnicas de narração oral no contexto da sala de aula, desenvolvendo metodologias e recursos pedagógico: raízes europeias, mediterrânicas, atlânticas.

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Na verdade, aflorou desde o dia 22, em Évora, com o Contanário, até 24, org. Contabandistas.
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Noutra frente, com números a fazerem de palavras e +alavras a conversar com números e imagens, em Lisboa, no dia 21 de Setembro, a PORDATA lançou o seu Pordata Kids.




E em Outubro, preparem-se: há mais!
Em Almada, em Coimbra, em Évora, em Óbidos, em Estarreja, em Lisboa, Vila Real, em Madrid e Marília (S. Paulo).
Numa fonte perto de si, vai ver que estes rios também espreitam, e que muitos nadam neles como peixes voadores. É preciso saber olhar, e ver.

Como dizia Galileu: move-se!

sábado, setembro 12, 2015

Para que serve a Matemática?

Camille Paglia - O impacto do ensino da arte (ou da falta dele) na percepção do mundo | Fronteiras do Pensamento







A arte é o casamento do ideal e do real. Fazer arte é um ramo da artesania. Artistas são artesãos, mais próximos dos carpinteiros e dos soldadores do que dos intelectuais e dos acadêmicos, com sua retórica inflacionada e autorreferencial. A arte usa os sentidos e a eles fala. Funda-se no mundo físico tangível.
O pós-estruturalismo, com suas origens linguísticas francesas, tem a obsessão pelas palavras e, com isso, é incompetente para interpretar qualquer forma de arte além da literatura. O comentário sobre arte deve abordá-la e descrevê-la em seus próprios termos. Deve-se manter um delicado equilíbrio entre os mundos visível e invisível. Aqueles que subordinam a arte a uma agenda política contemporânea são tão culpados de propaganda e rigidez literal como qualquer pregador vitoriano ou burocrata stalinista.
Para semana, Camille Paglia fala nas Fronteiras do Pensamento 2015, em São Paulo, Brasil

Camille Paglia - O impacto do ensino da arte (ou da falta dele) na percepção do mundo | Fronteiras do Pensamento

segunda-feira, setembro 07, 2015

O FUTURO COMEÇA COM O ALFABETO

Dia Internacional da Literacia
2015
800 milhões de adultos no mundo não sabem ler

New technologies, including mobile telephones, also offer fresh opportunities for literacy for all. We must invest more, and I appeal to all Members States and all our partners to redouble our efforts – political and financial – to ensure that literacy is fully recognized as one of the most powerful accelerators of sustainable development. The future starts with the alphabet.   
UNESCO Director-Gener
unesdoc.unesco.org/images/0023/002338/233891E.pdf

sábado, setembro 05, 2015

A Europa errada está a sofrer o efeito boomerang | Esquerda



"A resposta a esta crise mostra que esta tem sido a União Europeia errada e toda a gente tem encolhido os ombros, principalmente líderes políticos deslumbrados com as luzes da ribalta política, com a possibilidade de passear na Grand Place de Bruxelas e com um lugar à mesa nas grandes cimeiras, transformadas em passadeiras da vaidade, de onde não saem políticas nem ideias consistentes que façam deste continente esse lugar de paz, de verdadeira solidariedade, de desenvolvimento e de farol dos Direitos Humanos. Tem sido o vazio, onde a especulação financeira é o grande deus. Apenas isso."

"Neste momento há uma tentação de agradecer a sírios, afegãos, iraquianos, líbios, somalis, e tantos outros, por nos terem ajudado a perceber a União Europeia que temos. Pura e simplesmente não existe, a não ser para a grande negociata e bela vida em Bruxelas e arredores. "

A Europa errada está a sofrer o efeito boomerang | Esquerda

Texto de José Manuel Rosendo, originalmente publicado no seu blog, meu Mundo minha Aldeia

segunda-feira, agosto 31, 2015

Algumas coisas que a esquerda tem a aprender com a direita – Tudo Menos Economia - PÚBLICO



No entanto, para os novos líderes da direita falta de ideologia não significa ausência de ideias: pelo contrário, o vazio do pragmatismo é mesmo uma engenharia social, preenchida pela doutrina das chamadas “reformas estruturais”. Na medida em que esta língua de pau se tornou hegemónica na Europa, o caminho estava facilitado: vários governos falam a mesma ideologia e a transumância política entre o centro e a direita é assim facilitada.
Algumas coisas que a esquerda tem a aprender com a direita – Tudo Menos Economia - PÚBLICO

sexta-feira, agosto 28, 2015

Português batucado



E agora mesmo, em Luanda, a capital de Angola, os jovens que cantam e dançam o kuduru e os rapazes que dormem nas ruas sem saberem bem porquê falam um português que já não se lembra do kimbundo, mas que é tecido de luandensidades linguísticas de uma resistência à urbanidade que os enxotou do seu veículo de crescimento betuminoso. 
Bem ouvimos as nossas zungueiras darem bué de maçada nos fiscais, xé!, os madíé já chegaram!, arreió, arreió (para dizer que o preço baixou), ou está passá feijão, é feijão frade, é feijão espera-cunhado, é feijão catarino, está passá feijão!, pela boca do gramofone chinês a pilhas. 
Mas é também no discurso oficial que ouvimos dizer “contribuir no desenvolvimento”, tão repetida expressão em que o verbo perde a preposição “para” que lhe fora destinada pela lei da língua. Como esta mudança, há bastantes outras, a lembrar-nos que toda a língua tem transformações, ou melhor, evoluções (Darwin), mas tem sempre uma gramática que lhe impõe regras.
A verdade final é que um troféu ou herança representa sempre um valor, um recurso que, no caso da língua, é vital para a nossa unidade nacional e para nos comunicarmos com o universo. Por isso, não somos assim tão livres de fazer com ela tudo aquilo que nos der na real gana. É urgente que a Escola angolana dê aos seus alunos bons professores com o português bem afi(n)ado na ponta da língua.


O portungolano como expressão da bantulusofonia - PÚBLICO

quinta-feira, agosto 20, 2015

Dar a cara pelo amor


(Sobre o amor)
EXTRATO DA ENTREVISTA DADA EM 2012 POR ALEXANDRE QUINTANILHA E RICHARD ZIMLER A ANABELA MOTA RIBEIRO:
"Como é que se conheceram? 
AQ – Num café. 
RZ – Num café maravilhoso. 
AQ – Num café maravilhoso em São Francisco, que se chama Café Flore, como o de Paris. Ia lá ao domingo de manhã tomar um café e comer um muffin. Estava a conversar, estava a falar de Proust – pretensioso e intelectual! – e ele apareceu com mais duas pessoas. De repente os nossos olhos cruzaram-se. Achei-o lindíssimo, porque era e por que é. Eu estava a falar e a pessoa com quem eu estava levantou-se para ir buscar um café; ele veio ter comigo e começou a conversar. “Por que é que não vamos?”. E eu disse: “Deixa-me pelo menos acabar a conversa”. Acabei a conversa e fomos. Estivemos uns três dias juntos, sem parar. 
RZ – Fomos ao meu apartamento, que eu partilhava com duas pessoas. No meu quarto não havia móveis. Dormia em cima de um colchão de sumaúma que tinha comprado por cinco dólares. Estava limpo, tinha lençóis, mas eu não tinha dinheiro nenhum. 
AQ – A parte mais importante do corpo de uma pessoa é a cara."

Bela entrevista. Obrigada pela lembrança e pela foto, Isabel Duarte

quarta-feira, agosto 19, 2015

I see words! I see how books work

Biblioteca, essencial ao leitor - Toronto Public Library



"Toronto Public Library (assim, em singular mesmo) é o maior sistema de bibliotecas públicas do Canadá, com sede em Toronto. Em 2008 foi considerado o maior “sistema de bibliotecas regionais/locais” do mundo, já que possuía em média uma circulação/utilização per capita maior do que qualquer outro sistema de bibliotecas públicas do mundo. O Toronto Public Library foi criado em 1830 e é constituída por 100 bibliotecas e mais de 12 milhões de itens em sua coleção."

"Cartão feito: o que eu tenho direito?
– Pegar livros, música, filmes e muito mais;
 Reservar materiais e poder pegar eles na biblioteca que fica localizada mais próxima da sua casa (tudo online, muito rápido e prático);
– Usar bancos de dados de pesquisa para acessar arquivos de revistas e jornais científico, diretórios de negócios e outros conteúdos especializados;
 Reservar um determinado tempo de computador em qualquer biblioteca;
– Ter acesso gratuito a museus e outras atrações de Toronto (veja mais abaixo); e,
–Ter acesso a tecnologia de ponta e formação para os Hubs Inovação Digital, como impressoras 3D e outros."
"Há 3 tipos de bibliotecas: Reference Libraries (maiores), District Branches (tamanho médio) e Neighbourhood Branches (menores)." Mapa e Horários (domingos também há)
"The Adult Literacy Program offers free, one-on-one tutoring in basic reading, writing and math for English-speaking adults 16 years or older. Volunteer tutors work with learners to help them reach their literacy goals."


Toronto Public Library: como funciona o sistema de bibliotecas públicas de Toronto - Gaby no Canadá

segunda-feira, agosto 17, 2015

Bibliotecas, bibliotecários: resiliência, melhor que resistência




“You need to become an expert on many
subjects, not just taxonomies …you should
know enough to be dangerous.”

CONCLUSION 
Resilient libraries are run by resilient librarians – professionals who can bounce back from
unexpected and uncontrollable events that impact libraries and librarianship today and
not simply recover from, but triumph over challenges – even creating positive change.
 
They
are:

 Visionary – with the ability to imagine expanded relevance and influence 
• Innovative – using classic skills in new ways and finding new tools
• Strategic – tying content, products and services to organizational business needs
and objectives
 
• Proactive – creating opportunities for the library to contribute and participate 
• Networked – with connectivity to company leadership, other departments,
professional peers
Our SLA 2015 panelists are all change agents who make change work for their departments
and for themselves as they stay focused on the above principles.
 
Two of our speakers
have had promotions during the past year, and one of them has demonstrably turned
around a tenuous situation as the new leader of her department.
 
A resilient librarian is a change manager. Accepting the new, the different, the exciting,
the inconvenient - even the stressful - and developing a strategy for managing it can be
extremely empowering. As our speakers have shown, leaders who successfully manage
change both reassure and inspire their teams – and individual contributors who navigate
change build a professional confidence that allows them to thrive. When you imagine
and plan the best future for special libraries, think “change agency,” and resilience rather
than resistance"


Lucidea White Paper (2015)

lucidea.com/wp-content/uploads/2015/07/Lucidea-WP-Building-the-Resilient-Library.pdf?submissionGuid=77f789cc-e77a-4e7e-83e0-b1fd5b695756