quarta-feira, março 30, 2011

terça-feira, março 29, 2011

Espólio de José Gomes Ferreira na BNP


Creativity apud Shaun Tan

For me, that’s what creativity is - playing with found objects, reconstructing things that already exist, transforming ideas or stories I already know. It’s not about the colonisation of new territory, it’s about exploring inwards, examining your existing presumptions, squinting at the archive of experience from new angles, and hoping for some sort of revelation. What really matters is whether we as readers continue to think about the things we have read and seen long after the final page is turned. (2011)


ALMA - 2011 Shaun Tan



ALMA - Prémio anual de 2011 Astrid Lindgren Memory Award
Mais sobre este ilustrador australiano aqui http://www.shauntan.net

JOB school lib. media specialist (India)


Aprender en Libertad - blog - Lo que es un buen y mal maestro, y por qué es importante saber la diferencia

Aprender en Libertad - blog - Lo que es un buen y mal maestro, y por qué es importante saber la diferencia: "importante saber la diferencia"

BIBLIOTECAR: HELP JAPAN!

BIBLIOTECAR: HELP JAPAN!: "[via 2.0 webmania]"

Para encontrar e ler investigação

Novo visual do site RCAAP, que e reune em livre acesso produtos de investigação em protuguês. Bonito e prático, belo e bom. Parabéns à equipa construtora :)



Portugal research produts in open access. Easy to use, fine to see (neww graphic interface)


quarta-feira, março 23, 2011

Mobile Information Literacy

Just a few years ago it was the norm to access the internet through a fixed line, with perhaps small numbers of users using WIFI to connect devices such as laptops. (...)



Acedido por gentileza da Manuel Barreto Nunes


segunda-feira, março 21, 2011

Poetry. Portuguese

Sophia de M. Breyner Andresen, XX century

Poet/Prophet?



RESSURGIREMOS



Ressurgiremos ainda sob os muros de Cnossos

E em Delphos centro do mundo

Ressurgiremos ainda na dura luz de Creta



Ressurgiremos ali onde as palavras

São o nome das coisas

E onde são claros e vivos os contornos

Na aguda luz de Creta



Ressurgiremos ali onde pedra estrela e tempo

São o reino do homem

Ressurgiremos para olhar para a terra de frente

Na luz limpa de Creta



Pois convém tornar claro o coração do homem

E erguer a negra exactidão da cruz

Na luz branca de Creta





english version:



WE WILL RISE



We will rise again beneath the walls of Knossos

And in Delphi the centre of the world

We will rise again in the harsh light of Crete



We will rise where words

Are the names of things

Where outlines are clear and vivid

There in the sharp light of Crete



We will rise where stone the stars and time

Are the kingdom of man

We will rise to stare straight at the earth

In the clean light of Crete



For it is good to clarify the heart of man

And to lift the black exactness of the cross

In the white light of Crete.


21 Março Dia da Poesia -2

Mais um centenário muito comemorável, o do poeta Políbio Gomes dos Santos (1911-1939)



Chamam-me lá em baixo.
São as coisas que não poderam decorar-me:
As que ficaram a mirar-me longamente
E não acreditaram;
As que sem coração, no relâmpago do grito,
Não poderam colher-me.
Chamam-me lá em baixo,
Quase ao nível do mar, quase à beira do mar,
Onde a multidão formiga
Sem saber nadar.
Chamam-me lá em baixo
Onde tudo é vigoroso e opaco pelo dia adiante
E transparente e desgraçado e vil
Quando a noite vem, criança distraída,
Que debilmente apaga os traços brancos
Deste quadro negro - a Vida.
Chamam-me lá em baixo:
Voz de coisas, voz de luta.
É uma voz que estala e mansamente cala
E me escuta

Políbio Gomes dos Santos

21 Março Dia da Poesia -1

Manuel da Fonseca, em centenário comemorável (1911-1993), um poema memorável cantado pelo Adriano Correia de Oliveira.


Tu e Eu Meu Amor


Tu e eu meu amor
meu amor eu e tu
que o amor meu amor
é o nu contra o nu.

Nua a mão que segura
outra mão que lhe é dada
nua a suave ternura
na face apaixonada
nua a estrela mais pura
nos olhos da amada
nua a ânsia insegura
de uma boca beijada.

Tu e eu meu amor
meu amor eu e tu
que o amor meu amor
é o nu contra o nu.

Nu o riso e o prazer
como é nua a sentida
lágrima de não ver
na face dolorida
nu o corpo do ser
na hora prometida
meu amor que ao nascer
nus viemos à vida.

Tu e eu meu amor
meu amor eu e tu
que o amor meu amor
é o nu contra o nu.

Nua nua a verdade
tão forte no criar
adulta humanidade
nu o querer e o lutar
dia a dia pelo que há-de
os homens libertar
amor que a eternidade
é ser livre e amar.

Tu e eu meu amor
meu amor eu e tu
que o amor meu amor
é o nu contra o nu.

Manuel da Fonseca, in "Poemas para Adriano"