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quinta-feira, abril 11, 2019

Peniche, Museu da Resistência de da Liberdade

Domingos Abrantes walks to the former political prison in Peniche which has become a museum.


Celebremos os 45 anos do 25 de Abril, cuidando da Memória, e do Futuro.

No próximo dia 27 de Abril, pelas 16h, abre ao público o Museu da Resistência e da Liberdade, na antiga Prisão política de Peniche, com a inauguração da exposição "Por teu livre pensamento", título inspirado na letra do Fado do Abandono, de Amália Rodrigues, editado em 1962, poema de David Mourão-Ferreira e música de Alain Oulman.

É o resultado do trabalho do comité presidido pela diretora-geral do Património Cultural, Paula Silva, composto pelos ex-presos políticos Domingos Abrantes e Fernando Rosas, pelo historiador José Pacheco Pereira, pelos investigadores e museólogos Fernando Batista Pereira e Teresa Albino, pelo diretor-geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Silvestre Lacerda, e pelo arquitecto do projeto de memorial João Barros Matos. A solução arquitectónica para a Fortaleza, edifício de longas história, foi a vencedora de um concurso em que participaram 20 propostas.

Domingos Abrantes, Fernando Rosas e José Pacheco Pereira transitam da Comissão de Instalação dos Conteúdos e da Apresentação Museológica (CICAM) para o futuro Museu Nacional da Resistência e da Liberdade, que integrou ainda Diretora Geral do Património Cultural, Paula Silva, o Presidente da Câmara Municipal de Peniche, Henrique Bertino, o Chefe de Gabinete do Ministro da Cultura, Jorge Leonardo, Adelaide Pereira Alves, José Pedro Soares, Manuela Bernardino, Raimundo Narciso e João Bonifácio Serra. Participaram nos trabalhos da CICAM, sem direito de voto, os membros do Gabinete do Ministro da Cultura, Hernâni Loureiro e Fernando A. Batista Pereira; Teresa Albino da DGPC; Rui Venâncio da CM Peniche; Luis Farinha, do I.H.C da Universidade Nova de Lisboa; João Nunes do C.E.I, da Universidade de Coimbra; Amélia Polónia e Marzia Bruno do CITCEM da Universidade do Porto. 

A CICAM produziu um Guião para os conteúdos, publicado em Abril de 2018, e que está acessível em http://www.museunacionalresistencialiberdade-peniche.gov.pt/wp-content/uploads/2018/05/CICAM_Guiao_MNRL_Final_Abril_2018.pdf

Fontes
Site do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade 

Novo comité executivo vai acompanhar obras do Museu da Resistência em Peniche / DN-LUSA 2018.04.21


Notorious Portuguese political prison becomes museum of resistance / The Guardian 2019.03.31 https://www.theguardian.com/world/2019/mar/31/notorious-portuguese-political-prison-becomes-museum-of-freedom (acedido 20190411)







domingo, fevereiro 10, 2019

Netos de Aristides de Sousa Mendes acusam em tribunal defensores de Salazar. Justiça e memória!



Grata à Família que assim se continua a ilustrar, para bem de todos nós. Recorde-se que Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus no ano de 1940, pela sua fraternidade, bravura e compaixão, salvou milhares de pessoas, e pagou o preço da ruína por isso.

Aristides e Salazar voltam a encontrar-se em tribunal: O rol das acusações não é curto (ofensa à memória de pessoa falecida e difamação, por exemplo). Mas inclui também um crime de que não há memória de ter sido alguma vez julgado em Portugal: negacionismo do Holocausto. Este está previsto no artigo 240.º do Código Penal e prevê uma pena de prisão de seis meses a cinco anos para quem, publicamente, proceder à "apologia, negação ou banalização grosseira de crimes de genocídio, guerra ou contra a paz e a humanidade".

Essa acusação - que agora o tribunal terá de dirimir, julgando-a ou não - surge porque os réus terão desvalorizado a ação de Sousa Mendes em junho de 1940 em Bordéus com o argumento de que, nessa altura, os judeus não estavam verdadeiramente em perigo.

"Aristides não salva ninguém da morte"


Os autores da queixa são quatro netos do cônsul: António Pedro, Guy Gerald, Sheila Pierce e Aristides. E os réus da Texto Principal (editora proprietária do semanário O Diabo), Duarte Branquinho e Miguel Mattos Chaves (ambos ex-diretores daquele jornal), Carlos Fernandes (um embaixador reformado) e João Brandão Ferreira (coronel reformado). A estes os queixosos pedem, ao todo, 150 mil euros de indemnização cível.