
Foto retirada de espaço público da Câmara Municipal
Sentei-me à beira do Tejo
A ouvir a gente falar
Da terra, dizemos Campo
Ao rio, chamamos Mar
Os passos a que ando, um atrás do outro, como as letras em carreirinha, do fim para o princípio.

Prémio Príncipe de Astúrias da Cooperação Internacional
Simone VeilPrémio Príncipe de Astúrias da Comunicação e Humanidades
Alliance Française
Società "Dante Alighieri"
British Council
Goethe Institut
Instituto Cervantes
Instituto Camões
Apesar das críticas justas a fazer a cada um dos Institutos, é de aplaudir o Prémio conjunto a quem cuida de promover Língua e Cultura para lá das fronteiras políticas, e a opção por incluir 6 línguas diferentes, pelo menos. Curiosidade: como trata cada um destes Institutos os idiomas minoritários/regionais e os crioulos/variantes?
Já agora, esta é uma alegria Simonetta
Uma língua é o lugar donde se vê o Mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir. Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto. Por isso a voz do mar foi a da nossa inquietação.
posted by josé medeiros ferreira @ 15:33 no Bicho carpinteiro
Sairia do Farenheit, ou escrevia de cabeça mais livros. Recuso a ideia de monoleitura: no mínimo, estéreo
Sim, muitas vezes
O gato e o escuro, Mia Couto (para dar)
O medo de existir, José Gil
As lições dos mestres, George Steiner
Evidentemente, António Nóvoa
Alice no País das Maravilhas, L. Carroll
Os livros de Coetzee
O Quixote, Cervantes
O princepezinho, Saint-Exupery
Os poemas da Sophia
Autobiografia, Agatha Christie
1+1=1, Almada Negreiros
São mais de 6? Não faz mal, dão-se ou perdem-se sempre alguns pelo caminho....
| "Depois de viver muito e prestar muita atenção na vida e nos vivos é fácil perceber que as pessoas mais criativas, mais felizes, mais produtivas, mais bem ajustadas ao mundo tiveram uma infância povoada pelos livros. Estou seguro de que uma infância em que a imaginação tenha sido mais atendida -seja por um avô contador de histórias, seja por um ambiente povoado de livros- ajuda muito o ser humano no seu trajeto pela vida futura. Se o lar é bem constituído e seus componentes se comunicam intensamente; se a família se reúne para conversar, para comentar fatos e coisas, para falar de livros, de filmes e de histórias, para comentar a notícia do dia, a presença da literatura é fundamental para criar pessoas mais felizes. Num núcleo familiar em que isso não acontece, fica difícil para a literatura ter importância. " (Ziraldo - MAIS, Folha de S.Paulo - 13/08/2000) |
"Ao longo da história o homem tem sonhado e forjado um sem-fim de instrumentos. Criou a chave, uma barrinha de metal que permite que alguém penetre num vasto palácio. Criou a espada e o arado, prolongações do braço do homem que os usa. Criou o livro, que é uma extensão secular de sua imaginação e de sua memória. A partir dos Vedas e das Bíblias, temos aceitado a noção dos livros sagrados. Em certo modo, todo livro é. Nas páginas iniciais de Quixote, Cervantes deixou escrito que recolhia e lia qualquer pedaço de papel impresso que encontrava na rua. Qualquer papel que encerra uma palavra é uma mensagem que um espírito humano manda a outro espírito. Agora, como sempre, o instável e precioso mundo pode perder-se. Somente se podem salvar os livros, que são a melhor memória de nossa espécie."
"Como todos os actos do Universo, a dedicatória de um livro é um acto mágico. Também caberia defini-la como o modo mais grato e mais sensível de pronunciar um nome."
"Um livro é uma coisa entre as coisas, um volume perdido entre os volumes que povoam o indiferente Universo, até que encontra o seu leitor, aquele destinado a seus símbolos. Ocorre então a emoção singular chamada beleza, esse mistério formoso que não decifram nem a psicologia nem a retórica."
Jorge Luís Borges
e mais Borges
e quem o estuda