
Dificilmente a arbitrariedade gera a qualidade, mas muitas vezes cimenta pequenos poderes.
Esperemos conseguir resistir, individual e colectivamente, à tentação de nos virarmos uns contra os outros, incluindo esquecendo os não professores que trabalham nas escolas. A precarização avança, para todos. Fora das escolas, dentro delas.
Já não tenho filhos em idade escolar, mas a vontade de emigrar acontece-me como a quem os tem, e mais seria se os tivesse (pois ELES teriam de usar esta escola).
Difícil mesmo é, combatendo estas medidas mais ou menos canhestras, não deixar de defender mudanças na Escola, que bem precisa, pois como tem estado também não basta mesmo - o que se vem aprendendo, e como, está longe do que precisamos que se aprenda, e dos processos que desenvolvem cidadãos que sejam incapazes de arbitrariedades e de as apoiar (mesmo que se apliquem só aos outros...).
Em cada sector, temos de continuar, ou começar, a escrever, a intervir, e de formas diversas, não apenas no forum sindical - mas também aí.
Por mim, convido-vos a
MOBErem-se, como o estamos a fazer sobre as bibliotecas escolares. Como os blogs que provocaram este post,
Professor Sem Quadro, e o
Tuga, e tantos outros, são felizmente prova.
De vida. Devida, se não aos nossos filhos, certamente aos nossos netos, e aos netos de todos.