sábado, julho 01, 2017

Helena Cidade Moura





Imagem partilhada pela ALEM. Portugal, 2017

Foi por ela que para sempre fiquei comprometida com a leitura e as pessoas.
Não sei quantas pessoas passaram a saber ler e escrever em Portugal, depois das campanhas de alfabetização de 1974, mas sei que muitos e muitos jovens que como eu nelas participaram nunca mais leram o seu País da mesma forma. Nem o escreveriam da mesma forma.
E este resultado não foi  casual, mas deliberado. Helena Cidade Moura soube sempre bem o que andou a fazer: cultura, política, educação, formação. A fazer Futuro, e Melhor Futuro.
Cinco anos depois da sua morte, no próximo dia 5 de Julho de 2017, em boa hora a A. L. E. M. e o Município de Lisboa a recordam, na sala do Arquivo dos Paços do Concelho, ali junto ao Terreiro do Paço. 
Será pouco? O que é pequeno cresce, como ela nos ensinou sobre Cidadania. Escassez não é pobreza - muita miséria se cria com abundâncias, arrogâncias e ganâncias.
Temos saudades da sua ideia clara, que foi partilhada por uma geração embalada nos bancos da Faculdade de Letras de Lisboa em plena ditadura, de que fizeram parte Maria de Lourdes Belchior, Matilde Rosa Araújo, Maria Barroso, Sebastião da Gama, Lindley Cintra, David Mourão-Ferreira, Urbano Tavares Rodrigues, na senda de Mestres como Hernâni Cidade e António Sérgio.
Felizmente, muito nos deixou para aprendermos.

Para saber mais:

Helena Cidade Moura (1924-2012) /Esquerda.net (2012)

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