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quarta-feira, dezembro 09, 2020

Sampaio da Nóvoa: O Português como Língua Global – Ler o Mundo em Português

 


LP – Estamos a viver uma crise que parece não ter fim. Quando sentíamos que nada podia parar o desenvolvimento, eis que uma pandemia vem mostrar a nossa fragilidade, a fragilidade do nosso modo de vida. Como enfrentar estes tempos?

SN – Estamos a viver tempos dramáticos. Estamos desorientados, perdidos. Não sabemos como agir, nem o que pensar, mas sabemos que precisamos de mudar de via, como escreveu Edgar Morin, e de vida. O presente já não é o que era, e o futuro muito menos.

Precisamos urgentemente de libertar o futuro, adoptando três caminhos: uma valorização do comum, uma outra relação com o planeta e a participação de todos, incluindo os jovens, na definição do seu futuro. Recentemente, falando na Reunião Mundial da Educação (22 de Outubro de 2020), Angelina Jolie afirmava: “Com a conectividade que temos não há nenhuma razão para que não haja uma conversa nos dois sentidos, entre líderes, educadores e os jovens que são quem conhece os melhores desafios que enfrentam. Da mesma forma que a educação, também a participação é um direito”.

O pior que nos poderia acontecer seria considerar esta pandemia como um parêntesis, como se fosse possível, e desejável, regressar ao “normal” que aqui nos trouxe. Precisamos de libertar o futuro de ideias feitas, de preconceitos, de visões únicas e totalitárias do mundo, de comportamentos que estão a destruir a vida e a humanidade. Para isso, é urgente substituir as certezas pelas dúvidas, dar lugar a conversas plurais. E ninguém pode pensar fora das possibilidades da língua em que pensa, como escreve Vergílio Ferreira. Cultivar e alargar estas possibilidades é abrir a língua aos futuros possíveis e escolher os desejáveis. Porque é na língua que está a liberdade.

Segundo Bernard-Henri Lévy, o século passado ensinou-nos que, quando apostamos na nostalgia, apenas pavimentamos o caminho para o totalitarismo, mas “quando, em vez disso, nos comprometemos a seguir em frente, mergulhar no desconhecido e abraçar a nossa humanidade com todas as suas incertezas, então embarcamos numa aventura verdadeiramente bela e nobre – o próprio caminho para a liberdade”. O nosso futuro comum precisa das línguas, e da língua portuguesa



Sampaio da Nóvoa: O Português como Língua Global – Ler o Mundo em Português

quarta-feira, junho 24, 2020

Capitalism Rethinking?

2 economistas de renome convergem na sinalização da crise e em propostas para o capitalismo.

Nobel Prize - Winning Economist And Columbia University Professor Of Economics Joseph Stiglitz Interview


Joseph Stiglitz

Photographer: Simon Dawson/Bloomberg
"Speaking at the Bloomberg Invest Global virtual conference, Nouriel Roubini predicted the recovery from the pandemic crisis will soon fizzle out and be more anemic than the one that followed the global financial meltdown more than a decade ago. Joseph Stiglitz said politicians must fight that by assuring citizens that public support programs will continue as long as needed.
The pandemic has spurred fears globally that social inequalities will deepen, dampening overall consumption as people put more money aside as they face uncertain future. U.S. savings rates have already soared to an unprecedented one-third of disposable income. 
It has also sparked renewed debate over whether this is a moment to fix some of the pre-existing weaknesses of the modern political economy.
Stiglitz said countries where there’s bigger trust in government have done better getting out of the pandemic. The U.S. should focus on a green transition, fix its infrastructure, health-care and school systems, and make sure and making sure everyone who “wants a job, has a job.”
Still, he said he’s “hopeful” that this crisis will provoke a changed attitude toward running the economy. "
Stiglitz Urges Capitalism Rethink as Roubini Invokes Stagflation - Bloomberg