Mia pondera sobre a velocidade característica do mundo contemporâneo, “uma espécie de corrida infrutífera para não ficarmos desatualizados”, que torna tudo efêmero, vazio. “Como é que isso aconteceu?”, se questiona para em seguida responder: “eu acho que foi uma coisa que se chama Mercado”
Os passos a que ando, um atrás do outro, como as letras em carreirinha, do fim para o princípio.
sexta-feira, maio 12, 2017
O nosso tempo é um bicho que só tem pescoço│Mia Couto
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