A Biblioteca está feita e ativa, é uma delícia visitá-la. Belas condições, boa visão e boa gestão, de ampla percepção do que é a diversidade de funções numa biblioteca pública democrática, inclusiva e empenhada na cultura. Embora de vínculo precário, em permanente instabilidade laboral, o pessoal é motivado, preparado e simpático. Muito utilizada, por vizinhos e não só - fica perto de uma estação de metro - é um sinal luminoso de um futuro diferente. No parque, resta a memória da prisão, num muro usado para desportos radicais. Nas mesas encontrei (2012) alguns leitores furiosos que eram antigos moradores do presídio. No ar, perfumes de luta e liberdade.
Os passos a que ando, um atrás do outro, como as letras em carreirinha, do fim para o princípio.
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